A Ruiva (o)
8 Um segredinho
Notas iniciais
Segurei um sorriso que queria aparecer em meus lábios, enquanto observava Judith tocar nos fios -agora- curtos de Oliver.
Ate Judith podia estranhar mudança que havia acontecido com o garoto, nas mãos de Carol, a mulher que recorremos quando percebermos que eu não era bom um cortar em linha reta.
—O que está olhando?
—Hm
Eu devia estar com uma cara de idiota, pois era isso que aquele sorrisinho no rosto de Oliver dizia.
—Você não acha que ficou curto demais agora?
Caminhei para trás do sofá que ambos estavam sentados, minha mão direita logo tocava a pele dele no ponto exato que os fios acabavam, praticamente junto com o final da orelha.
—er srsr... Pelo menos assim é mais fácil de lavar.
Ele deu os ombros.
[...]
—Essa garota tem algum problema.
Afirmou Oliver, enquanto Enid se afastava de nós dois.
—É
—Ela te olha estranho, já percebeu ?
O encarrei e logo desvie o olhar, quando Oliver fez questão de deixar seus olhos esverdeados cravados em mim.
—Sei lá...hm ela é a única garota que tem mais ou menos a nossa idade.
Dei os ombros e voltei a caminhar.
—Será que é porque a gente viu ela e o Ron se pegando... Mas nos dois vimos...Caralho acho que ela gosta de ti.
Oliver estava ao meu lado, agora um pouco alegre demais.
—Que?
—Cara vai fundo é sua chance de perder a virgindade kkk...
Encarei o sorriso nos lábios do garoto que era poucos centímetro mais baixo do que eu, enquanto mentalmente me lembrava dos pequenos gesto de Enid.
—Não impossível.. Eu e ela quase nunca conversamos e ela sempre me olha torno.
Era verdade, Enid falou comigo poucas vezes quando eu era um recém- chegado, Ela e os garotos estavam tanto me introduzir no seu grupinho, mas eu estava concentrado demais olhando para os muros e sentido falta da minha arma em costada na minha pele.
—Olha a Rosita.
Oliver fez um pequeno movimento com o queijo indicando onde ela estava, logo meus olhos estavam na mulher que estava alguns metros conversando sorridente com o filho de Deanna.
—Ela tem uma bunda...
Ele comentou enquanto seu braço envolvia meu pescoço.
—Já viu usando short ?
Nos dois trocamos um olhar pelo contos dos olhos.
[...]
—Aconteceu algo?
Perguntei ao meu pai, enquanto nós dois saiamos pelo portão de Alexandria.
—Vamos caminhar um pouco.
Rick parecia tenso, talvez até um pouco preocupado.
—Pai.
Já estávamos bons passos longe; Observei meu pai relaxar um pouco os ombros.
—Deanna quer que eu e Michonne sejamos um espécie de policias enquanto estivemos ali dentro.
—Isso é preocupante?
Trocamos um olhar.
—Nem todos gostam de nós lá dentro...Quero que tome cuidado.
Balancei a cabeça positivamente, meu pai meio que não precisava me alertar sobre isso, eu sempre estava tomando cuidado.
—hmm
—E você já deve ter percebido que Michonne e eu estávamos juntos.
Encarei as costa do meu pai, eu já sabia mas não imaginava que ele me contaria diretamente.
—Sim...
—Sei que gosta dela... Michonne te vê como filho.. Você e Judith.
Sua mão pousou em meu ombro e ali massageou.
—Ela é como um mãe pra mim também.
Eu podia ver no rosto dele, que ele estava feliz e orgulhoso.
—Carl quero que saiba sempre que precisar vou estar aqui... Sabe pra conversar... Sei que talvez não seja a pessoa certa, mas tô aqui.
Através daquelas palavras confusas, eu soube que meu pai sabia sobre mim e Oliver, Ou ele simplesmente suspeitava.
[...]
Tirei meus olhos da pagina colorida do gibi Homem-Aranha que eu lia pela decima vez para encarar Oliver que acabava de entrar nos nosso quarto numa pressa.
—Carl que frio.
Oliver tremia, eu podia ver seus lábios tremendo enquanto ele falava e suas mãos esfregavam seus braços nus, assim como seu peito.
—Falei pra tomar banho cedo.
Ele tirou a toalha que envolvia seus cabelos curtos e a pendurou num gancho atrás da porta fechada, em seguida correu na minha direção.
—Não, sai srsr...
—Dizem que calor humano esquenta.
Oliver me abraçava, um pouco dos seus cabelos úmidos tocava metade do meu rosto, suas pernas se encostavam na minha.
Fiquei sem saber onde por minhas mãos, ate que cedi e toque levemente a pele fria do Ruivo.
—Você ta gelado mesmo.
—E você ta bem quente.
Oliver alevantou a cabeça para me olhar e nem deu nem um segundo depois disso para ele me beijar e para minha mão estar entre seus fios.
Pelos movimentos de seus lábios, pude perceber que aquele beijo era diferente.
Era mais urgente.
Uma perna dele se colocou entre as minhas e logo Oliver estava começando se sentar sobre a minha perna.
Eu me sentei melhor, encostei minha costa no cabeceira da cama, minhas mãos percorriam a pele que aos poucos estava ficando quente.
Oliver se afastou para respirar e eu aproveitei para deixar um beijo em seu pescoço, mas logo eu deixava mais de um.
A garganta dele se moveu, provavelmente engolindo saliva.
Com os olhos abertos e olhando para cima, eu tentava enxergar a face do Ruivo, enquanto minha boca e língua deixava saliva por todo seu pescoço.
—aa
Oliver mordeu os lábios enquanto um gemido saiu entre eles, por um simples movimento de minhas mãos que subiram demais pela laterais do seu corpo, meu dedão chegou a tocar seus mamilos avermelhados.
Nos olhamos, estranhando aquele gesto.
—Você ta bem ?
Foi a única frase que surgiu em minha cabeça.
—S-sim...
Oliver estava ficando vermelho, as suas pintinhas estavam ganhando cada vez mais destaques na face envergonha, que não estava muito diferente da minha.
—T-também quero te tocar mais.
O Ruivo completou sua fala, enquanto suas mãos desabotoavam minha flanela.
Foi minha vez de ficar nervoso e ainda mais vermelho.
Logo todos o botões estavam fora de sua casa e em seguida a flanela não estava mais em meu corpo, com os olhos a tento Oliver me observou enquanto eu tirava minha camiseta de mangas curtas que eu sempre usava por de baixo.
Nossos corpos não eram muitos diferentes, ambos eram magros mas não ao ponto de mostrar os ossos das costelas.
A pele de Oliver era um ou dois tons mais pálida que a minha, assim como a pele dele tinha 10 vezes mais pintinhas.
—Que foi ?
Oliver perguntou, quando eu parei meus movimentos e engoli em seco.
—Você não acha ... O que A gente ta fazendo ?
Naquele momento, eu me perguntava sobre tudo que já tinha feito com Oliver e não só sobre o que tinha acabado de acontecer sobre aquela cama, apesar não ter realmente acontecido alguma relevante.
As mãos de Oliver se afastaram completamente do meu corpo, mas seu corpo não se afastou nem um centímetro.
—Vou te contar um segredo Carl.
Ele disse olhando para meus olhos e logo depois sua boca estava próxima a minha orelha.
— Você é lerdo.
Os dentes dele mordem minha orelha, meu corpo tremeu todo.
—Talvez a gente seja um pouquinho gay.
Após aquela frase, a ficha realmente caiu e todas as peças se encacharam perfeitamente.
E eu sou realmente um lerdo.
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