A Roteirista

1 ✎ I Temporada.


O rosa sempre foi à cor que me perseguiu... Não que eu queira me queixar, mas é uma cor pouco submissa para mim. Ela não me agrada e nem me impressiona. E sempre está lá, grudada ao meu corpo. É meio agonizante. Como sempre... O que visto sempre haverá rosa, o material que uso, olá rosa, o quarto aonde durmo, boa noite rosa. Os presentes que ganho, mais rosa... Entre outras diversas opções, não importa o que seja o rosa sempre vai estar em algum lugar, nem que seja nos mínimos detalhes.

Ás vezes as cores também deveriam criar seus próprios limites. Garotas também tem o senso de odiar essa cor. E a consequência de odiar rosa, é que ela me persegue e me perseguirá até no meu velório. Imagina, é capaz até de o meu próprio caixão ser um rosa, totalmente detestável.

Ou para ser pior, haveria uma placa escrita entre as paredes da igreja:

“ROSA! ELA AMAVA ROSA. LOUVA TAMBÉM ESSA COR, ROSA.”

Por favor, espero que isso nunca aconteça de verdade. Que haja amor sobre a sociedade.

~*~

Meu trabalho sempre foi ser criativo. Elaborar planos, descrever cenários, saber a previsão do tempo (para que os equipamentos novos não peguem chuva novamente. Desastre e lágrimas por uma semana.), fazer com que um vídeo saia tudo perfeitamente elaborado. Só fazia dois meses que exerciam essa profissão, e muita coisa ainda estaria preste a acontecer. Era isso o que eu sentia. Era esse o sentimento da tão famosa “intuição”?

Até que o inesperado foi uma explosão sobre minha equipe. Eu fui até agora a única não compreender o verdadeiro motivo de tanta empolgação.

— Você não sabe? – perguntou a fotógrafa loura e sexy. — É claro, você fica no mundo da lua. – ela percebeu minha careta, e gargalhou de minha frustração. – Calma. Eu te explico. Acontece que o diretor recebeu telefonemas para participar de uma premiação. É óbvio que para receber esse telefonema, nossa equipe deve fazer um bom trabalho. E acho, pelos sussurros que ouvi, temos “cara” de serem os melhores profissionais a ganho.

— Você quer dizer os melhores editores, produtores, diretores, fotógrafos... Tá! Eu paro. – disse me sentindo meio insegura.

— Não se preocupe. Tenho certeza de que seus poucos meses de experiências que você ficou já deve ter construídos vários roteiros excelentes para as famosas expedições dos MV de muitas músicas famosas. Apenas relaxe. – Blue pousou sua mão em meus ombros me consolando da pressão que habitava naquele ambiente.

— Quer tomar um café? Ou chá verde? – perguntei assim, encerrando o assunto.

~*~

— Clover! – gritou Blue. Sempre tão “doce” e “amigável”. –Onde você está? Estamos atrasadas. Puxa!

— Estou descendo. – disse, carregando as bolsas de materiais, e diversas mudas de roupas.

— Sempre tão calma. – falou revirando os olhos.

— Onde está meu carro? – perguntei inofensiva.

— Como vou saber? É seu carro.

— Já lembrei. Não precisa mais gritar. – sai do apartamento junto com Blue, abrindo o porta-malas.

Estávamos indo para o estúdio da Big Hit Entertainment. O diretor da Big telefonará que precisava de uma fotógrafa e editora urgente para apresentar os papeis de um grupo que logo estrearia um novo álbum.

— Não acredito que ele chamou nós de inexperientes. – resmungou Blue, amarando seus cabelos. Logo que saímos do nosso estúdio, nosso atual diretor nos deu longos conselhos para não sermos muitos atrapalhados no trabalho. Isso eu já sabia.

— Na verdade ele não nos chamou disso. – falei na maior calma possível, enquanto ligava o motor do carro que por milagre era amarelo e não rosa.

— Não verbalmente. Você sabe o que ele quis dizer com todo aquele palavreado todo, não é?

— Sinceramente sim. Apenas disse para começarmos um trabalho sem revelar que somos meios desastrados. Você lembra-se muito bem do que aconteceu no mês passado. Noventa por cento de toda aquela tragédia foi toda a nossa culpa.

— Não tenho culpa de ser meio esquecida. – disse resmungado.

Ficamos um longo caminho sem dizer nada uma à outra. É claro ouvindo um pouco dos famosos K-pop do país onde morávamos. Coréia do Sul.

~*~

Em poucas horas, chegamos a um novo apartamento. Logo retiramos todos os equipamentos presentes em nossa bolsa e fomos dormir por umas longas horas.

Fiquei pasma ao ver a escrivaninha cor de rosa quando acordei. Injustiça! Pobre de minha alma. Pensei, enquanto posicionava o notebook e um bloco de notas sobre a mesma.

— Não que ir conhecer a nossa nova equipe? – perguntou Blue saindo do banho.

— São apenas sete da manhã. Não acha muito cedo? – posicionei minhas ideias do meu novo enredo que começaria a trabalhar.

— Mas você já não está trabalhando?

— Não! Apenas colocando novas ideias sobre o papel.

Geralmente isso era apenas um meio de passar o tempo quando não conseguia dormir. Sempre aprendi que quando não há nada a fazer, melhor colocar sua criatividade que flui do que ficar sentada e deixar que as escape de seus pensamentos.

— Há! Blue? – perguntei sorrindo gentilmente.

— Sim? – indagou ao entrar pela porta que levava à cozinha.

— Não quer mudar de escrivaninha?

~*~

— Bom dia meninas. Sejam bem-vindas a nossa equipe. – saudou o presidente Bang Si-Hyuk.

— Obrigada! – dissemos em uníssono.

Formos levadas para conhecer o estúdio da Big Hit Entertainment. Os novos pessoais era extremamente simpáticos. Muitos sorriam ao ver novas integrantes em sua equipe.

— Espero que gostem de nosso pessoal. Somos muitos exigentes com a nossa colaboração de um bom sucesso. – dizia o mesmo, enquanto explicava o que era cada canto do ambiente.

O clima lá fora era frio. Muitos se encontravam agasalhados tomando longos goles de xícaras de chás. Um empregado se apresentou e nos ofereceu um copo quente do chá verde, onde a fumaça se esvaia como uma sintonia musical.

— Gosto de pensar que a equipe está aqui apenas para tomar os deliciosos chás. – disse enquanto sorria de forma entusiasmada. – Acho que para eles posso ser apenas um doido qualquer.

— Tenho certeza. – cochichou Blue em meu ouvido enquanto entravamos para outra sala.

— E aqui é a sala onde os meninos ensaiam suas coreografias. Espero que gostem dos mesmos. São eles que os protagonistas dos vídeos e de suas músicas.

Eles? Eles quem? Merda! Estava tão focada no enredo que me esqueci de perguntar quem seriam os integrantes do meu novo enredo.

— Quem seriam eles? – cochichei de volta sentindo-me ao pé do chão.

Blue afrontou-me com aqueles olhos incrivelmente incrédulos.

— BTS! – sussurrou de volta.

BTS? Que raios de grupo eram esses?

~*~

Em breve a noite chegou. Decidi fingir que não estava totalmente perdida, mesmo sabendo que estava mais perdida do que era para se estar. Minha vontade de rir era enorme, mais me segurei até chegar ao apartamento e trancar a porta do banheiro.

Inacreditável o quanto vivia no “mundo da lua”, e o quanto era idiotice escrever um enredo sem ao menos saber quem iria participar e quais seriam suas músicas atuais. Quem eu estava querendo enganar? A mim ou a eles.

Não cheguei a uma conclusão com essa minha pergunta. Apenas esgueirei-me sobre os travesseiros caindo em um sono profundo.

~*~

No dia seguinte entrei ao estúdio de roteiros. Deixei que me explicasse qual era o próximo passo de um novo MV que estavam elaborando. Era uma confusão total depois dos outros MV cheios de teorias pelo que entendi.

— Posso conversar com os integrantes antes de começar a planejar um enredo?

O responsável pela edição concordou, deixando-me sozinha em meu novo estúdio. Não poderia começar a fazer um projeto sem ao menos saber do que realmente se tratava.

Entrei em uma sala de gravações. Uma imensidão de rosa dominou meus olhos ao me deparar com um cara com aquelas vestes. Indignada apenas encarei o rosto do responsável e sorrindo ironicamente quase disse palavrão inadequado para o ambiente de trabalho:

— Vestes rosa!? – revirei os olhos de frustração.

— O quê? – indagou o mesmo.

— Vestes rosa. Você de certo curte rosa. Deixando isso de lado, afinal você faz parte do grupo K-POP, o tal de BTS?

— Ah! Então você é a nossa nova roteirista? Parece mais nova do que a outra. A falta de criatividade fez a mesma ser despedida.

— Não sabia que ela havia sido despedida. – disse analisando aquela veste rosa.— Mas afinal...

— Desculpe-me. Sim, sou o Kim Seokjin dos Bangtan Boys.

— Muito prazer. Sou a Clover Yui. Quantos de vocês são? – perguntei olhando ao seu redor para descobrir se haveria mais alguém, provavelmente às escondidas.

— Sete. Os outros estão numa gravação. Acompanha-me até a sala de repouso. Eles logos virão.

— Agradeço Kim Seokjin.

— Chame-me apenas de Jin, noona.

— Acho que você é mais velho que eu oppa.– disse sorrindo.

— Não que eu queira me gabar, só tenho apenas vinte e três anos. Você não deveria ter uns...

— Vinte. – falei antes que o mesmo continuasse.

— Iria falar vinte e cinco. – gargalhou de forma incompreensiva.

— É melhor ficar calado caso não queira entrar para a minha “Lista Negra” de pessoas recém conhecida.

— Espero que não seja um deles. – Jin ajeitou o cachecol rosa pastel sobre o pescoço enquanto entrava em um ambiente com paredes decoradas de desenhos alinhados. Uma decoração que sempre achei meio sem “graça”, não pela forma que contornava, e sim, pela falta de criatividade que nele esboçava.

Sentei-me em uma poltrona localizada quase ao centro da sala, onde de frente encontrava-lhe um relógio cuco em que a sua decoração dava um “ar” mais grandioso. Jin bebia uma água mineral enquanto fuçava seu celular. Depois de cerca de dez minutos passados, os restante dos grupos entraram na sala de repouso sem “graça” com barulhos imensos. Principalmente dois que se empurravam um contra o outro para ver quem sentaria na poltrona. Não até perceber que alguém já estava ali, com uns leves traços de indignação.

— Já há uma pessoa sentada Hoseok. – disse o de sorriso mais engraçado que já vira na vida.

— Deve ter uma razão para estar sentada! Diga noona o que fazes sentada na poltrona do J-Hope? – perguntou o outro com um “ar” de brincalhão.

— Nada disso, é do Taehyung.

— Desculpe-me. Em um instante eu saio assim que fizer algumas perguntas às pessoas que não brincam em hora de trabalho. – disse, demonstrando postura profissional, onde fui tomada de olhares incrédulos e assustada. – Brincadeira! – exclamei sabendo que foi idiota de minha parte ter lhe falado algo inapropriado.

— O que desejas? – alguém se virou para mim, analisando-me para tentar compreender quem eu seria realmente.

— Vim fazer umas perguntas a vocês, se não se importarem é claro. Disseram-me que há um líder entre vocês. – analisei cada um deles, mas todos tinham uma atitude incapaz para estar na pose de liderança. Um parecia estar sempre com sono, outro possivelmente era tímido, que ao seu lado estava um jovem fofo de sorriso inocente. Há não serem aqueles dois (impossível) não dariam um bom líder. Há não ser o de cabelos rosa, ou aquele posicionado em minha frente. – Quem seria?

— Prazer sou Kim Namjoon. – saudou curvando seu corpo. – Mais conhecido como Rap Monster, o líder. – concluiu sorrindo de um jeitinho sexy de menino.

~*~

— Prazer Kim Namjoon. Sou Clover Yui. A nova roteirista de vocês. – apresentei-me de forma “vencedora”, por compreender quem de forma seria um líder numa boa pose, apenas enxergando sua postura.

— Acho que você já nos conhece não é? – disse o mesmo sentado ao lado do próprio Jin.

— Ah! Não. Apenas ele. – disse apontada para o garoto de rosa. – Foi o primeiro que encontrei. – falei sorrindo.

— Não nos conhece? – perguntou surpreso o garoto com “ar” de sonolento.

— Pudera não me entusiasmos com jovens famosos. Principalmente músicas pop. Sou mais clássica.

Percebi que um se entreolhavam entre si, fazia-me entrar em uma zona de desconforto. Peguei minha agenda que estava ao lado da mesinha do centro e preparei para escrever os nomes. Analisei as perguntas que gostaria de serem feitas, uma mais complexa que a outra.

— Bom. Vamos às devidas apresentações. –Kim Namjoon se colocou de pé. E conforme apontava, diziam lhe os nomes. – Jeon Jung-kook, Park Ji-min, Min Yoongi, Kim Taehyung e Jung Hoseok. E como já sabe Jin e Namjoon. – terminou novamente com aquele sorriso sexy.

Sentia que estava sendo analisada cada vez que escrevia seus nomes. Assim que terminei, caminhei pela porta, olhei novamente a eles que me olhavam perplexos.

— Só gostaria de fazer umas perguntas. De fato individual. Namjoon você se importa? – olhei-o que me encarou confirmando. – Sorry. Não suporto barulho. – disse saindo, fechando a porta atrás de mim.

~*~

Depois da interprete das perguntas, entrei em meu carro com uma explosão de pensamento. As teorias que Namjoon me explicou eram de fato muito complicadas, que a cada resposta coerente a tornava mais difícil de interpreta-la.

Mas eu tinha que elaborar algum projeto. Blue me ligou horas mais cedo que permaneceria no quarto de hotel perto da Big Hit Entertainment, após receber um trabalho exclusivamente longo de edição e revisão de alguns vídeos recém-filmados.

Cheguei ao meu apartamento ás sete horas pronta para colocar as ideia na agenda azul-marinho. Não antes de passar para um Coffee e pegar um Cappuccino e um Kyungdan.

Assim que posicionei na minha “nova” escrivaninha, não pude deixar de me relembrar novamente naquelas vestes rosa. Por que essa cor sempre me perseguiu em toda a minha vida? Diga-me rosa, o que eu fiz para merecer isso?

Assim que terminei de reescrever as novas ideias de uma nova teoria que descrevia o que Namjoon e o direito haviam colocado para enturmar um novo álbum. Liguei o notebook e conferir todas as músicas dos mesmos. Umas misturadas de empolgação, outras quase eufóricas de emoções, já algumas interessantes pelo contexto que ele insinuava.

Reparei em algumas teorias de algumas fãs. Demorei umas duas horas até terminar de ler todo aquele desenvolvimento que as fãs propunham para esclarecer o que os MV dos BTS queriam mostrar realmente. Algumas faziam sentido com a verdade, outras já eram de longes teorias nada haver com o que ouvira falar do diretor e do próprio Namjoom. E apenas ri. Ri da vontade em que as ARMYS tinham em saber da verdade, que para acalmar o seu senso criam teorias, mentiras ou até algumas quase verdades.

Deitei quase ás duas da manhã, esperei que o sono viesse, em instante adormeci com um rosto jovial com vestes rosa preso ao meu pensamento.

~*~

Às nove da manhã fui para a cozinha, levando comigo folhas, lápis, laptops, tablet, tudo o que precisava para meu novo roteiro. Definitivamente, fiquei exclusa em meus pensamentos optando para meus novos argumentos que definiria.

Elaborei uma nova estória em que os integrantes passariam a serem superficialmente humanoides, deste, apenas seis seriam. O contexto elaboraria uma época futura ficcional em que a humanidade passaria por uma transformação repentina de pensamentos ilusórios. A ilusão de que era humano, mas não passavam de humanoides ponderados.

Pensei na estratégia os quais os integrantes para ser relacionar como robôs mostrariam em seu corpo marcas de um casulo completamente fechado. Assim passando aos fãs uma trajetória não muito reveladora, nas quais não pudessem decifrar verdadeiramente o que eles são.

Já no outro integrante, haveria de haver paisagem de que o mesmo era o único consciente de que era um humano bucólico. Sendo que sua marca registraria um casulo quase patente.

Quando conclui todo o enredo, subi para o quanto aprontar-me para apresentar meu projeto ao meu novo diretor. Apenas conclui que o projeto novo dos BTS podia sim, ser uma nova abertura de um novo começo enigmático. E como de costume, senti receio de pena dos próprios fãs.

~*~

— Impressionante Clover! – exclama Bang Si-Hyuko. – Quem diria que sua imaginação e criatividade fossem tão favoráveis e utilizáveis?

— Obrigada! – assenti agradecendo aliviada.

— Assim que terminar de reescrever todas as cenas do primeiro MV, aprontaremos os meninos para toda a singularidade de seu novo álbum. Mas uma pergunta. De onde tirou toda essa sugestão de uma ilusão? – o mesmo me perguntará acrescido de curiosidade, e apenas rir, não por ser engraçado, e sim, por ser uma pergunta tão simples de ser respondida.

— Primeiramente prestei atenção aos detalhes da composição da música de Namjoon, Suga e J-Hope. Desencadeei-me do refrão, e vi que alguma coisa fazia certo sentido nas ideias que elaborava. Como por exemplo, a parte em que diz:

Não sinto a correnteza me frear

Para escapar das mãos frias desse ser humano

O amor grita, me chamas, diminui minha conexão com o mundo

Nele sinto um gosto metálico de confusão

Mas nem confuso estava.

E revejo novamente aquela sensação de estar flutuando

Flutuando em sonhos ilusórios...

No meu ser, vejo a aspereza ao me tocar...

Totalmente gélido...

Apenas ouço o amor me chamar.

Não que eu quis estar assim como estou

Mas não consigo sair do meu “eu”, em total delíquio.

— Bem, certamente, a frase sonhos ilusórios, optei pela exclusividade do humanoide não conseguir adequar saber o que ele realmente é. Mas acho que me expressei que nesse futuro, pode ser que eles exercem sentimentos como os humanos depois de massacrar toda a terra. Ou até, sentem-se culpados. É uma teoria bem retórica de uma boa explicação.

— Compreende! Gostaria de uma xícara de chá? – indagou. E apenas acompanhei com gritos de felicidade nos meus pensamentos.

~*~

Logo antes de ir embora, o grupo estava reunido ao redor de uma praça logo em frente à empresa. Alcancei meu carro e acenei para eles.

— Olá Clover. Quer se juntar a gente? – perguntou Jimin.

— Ah! Querem saber como ficou o roteiro? – indaguei. – Assim eu me junto a vocês, pois senão, já estará muito tarde para ficar de bobeira. – disse enquanto fazia uma careta intrépida.

— Claro! – Namjoon desta vez falou.

~*~

— Então? Gostaram? Não? – torci para que todos pudessem dar uma opinião. Mas suas faces me faziam recear de que não estava muito boa. – Por Favor! Falem alguma coisa. – implorei caminhando em círculos.

— Foi você que supôs essa ideia? – perguntou Jin. Olhei-o com uma visão desesperadora. Como assim se fui eu que fiz? É claro que foi. Quem mais seria? Garoto do rosa detestável.

— Sim! – disse apenas. Ele apenas me olhou com fulgiria de espanto.

— Está fantástico. – responderam todos ao mesmo tempo. Menos o próprio do Jin. Mas precisava saber, principalmente da dele. Que diabos eu pensei?

— E você Jin? — indaguei com um sorriso de uma lua minguante.

— Está bom! – levantou-se e foi rumo a big. – Preciso comer. Alguém quer alguma coisa? – todos falaram ao mesmo tempo, pedindo o que o outro queria, despercebendo de minha ausência. Mesmo assim, apenas sorri. Um sorriso frágil que não chamejaria no dia seguinte.

~*~

Por que estava tão triste? Por que eu me importava com a opinião dele? Por que de repente me sentia tão vazia? Um vazio atormentável, desprezível, que meu corpo não aceitava esse tipo de sentimento. Por que justo aquele que usava veste de uma cor que eu mais detestava?

Ouvi meu celular toca, e no terceiro toque atendi:

— Alô?

— Oi Clover. Aqui é a Blue.

— Sei quem você é. – falei, com um desconforto que não sei bem o que poderia sair da mesma.

— Adivinha só. Assim que o MV terminar de ser projetado. Eu tive a brilhante ideia de uma festa à fantasia. Brilhante não é?

Pensei na possibilidade de que uma festa à fantasia lhe daria um longo trabalho.

— Já pensou em quem convidar para ajudar? Já marcou a data do dia? Já pensou se haverá tempo? Já perguntou se todos poderão vir? Já conversou com o dono do local que planeja fazer a festa? Ou quem sabe, já sabe onde irá fazer a tal da maldita festa? – escrevia algo no bloco de notas enquanto fazia perguntas aleatórias. Sabia que se não fizesse, Blue sairia planejando uma festa, sem ao menos planejar o que fazer na sobre ela. Blue tinha qualidades de ser esquecida, como também de fazer algo sem ao menos saber das consequências.

— Eu sei que você irá me ajudar. Troquei a maldita da escrivaninha por você. Tem algo a retribuir. – fez uma longa pausa. – E como eu sabia que você me perguntaria sobre todas essas bobagens. Sim, planejei exatamente uma festa que sairá em bom desempenho. – sentia que ela dava uma sorriso grande assim.

— Isso é um milagre. – falei surpreendida.

— Não sei se sabe. Mas todas as perguntas que já fizera para mim, eu havia anotado.

— É mesmo?

— Vamos fazer sim, essa maldita festa, e se você disser que não. Saberei que é uma mentira. – terminou desligando o celular na minha cara, sem ao menos saber o que ela já havia planejado.

No final do dia, não discordei da festa à fantasia. Achei até uma boa chance de relaxar. Enquanto me preparava para dormir. Não parava de lembrar-me que saberia que tal de sujeitinho vestiria algo unicamente e escandalosamente extra rosa, como sua fantasia. Enxergando a imagem de seu sorriso e de seus olhos, percebi que nele algo me atraia. Não totalmente. Desta vez não sonhei com o tal do sujeitinho rosa. Mas coelhos saltitantes que comiam chocolates de hortelãs.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!