A Rival
1 Bem vindos a Westney Sharks
Notas iniciais
Sarah e Caio: http://25.media.tumblr.com/tumblr_m5txqsqA3R1ry9k3mo1_500.jpg
Ashley Banks: http://img.mittelbayerische.de/bdb/734100/734161/Detail327.jpg
Colegas de quarto: http://www.guiazap.com/ImageHandler.ashx?77543&t=d&ex=.jpg
Iran Bermadelli: http://2.bp.blogspot.com/-WIK9RE72v1k/Tdf1b47DGsI/AAAAAAAABO0/3QNzWqGASSc/s1600/OgAAAPugf2zRJtLuSa_O3W5eheit6cYaC45qWD2jVX1mWenLKnNliulvzSmIuqEUgRLGBgL1wVAhwNWtma-uJXfC8YEAm1T1UCp2TAW0WIWsmFioK-vfZI-tgUFt.jpg
1. Bem vindos a Westney Sharks
Garotas do Brooklyn são todas patricinhas, mimadas e riquinhas que estão acima da sociedade simples de Verona, cidade popular por ter ocorrido o maior romance do mundo, "Romeu e Julieta". Tem uma população de 256 110 habitantes, mas aposto que no mínimo 35% dessas pessoas também ganharam tal bolsa em tal faculdade. Minha viagem de avião foi um terror, pois o avião de 5 em 5 minutos entrava em turbulência, e crianças começavam a chorar. Eu queria voltar a ser uma patricinha do Brooklyn, o meu Brooklyn e as minhas lembranças, que estão enterradas no NY City, sob o elevador do meu antigo apartamento alugado por meus pais, que será meu quando eu retornar ao meu Brooklyn. Eu prometi para todos os que sentem minha falta que usaria roupas que lembrassem o meu Brooklyn, e nunca deixasse alguém falar mal do mesmo, porque ele era só meu, uai.
Minha mãe e meu pai seguiam o percurso de 53km para chegar no estacionamento da minha faculdade. Fazia 24 graus em 367 Dietro Anfiteatro, zona de maior calor da pequenina cidade, e eu estava com minha blusa favorita -- escrito "Born to Party", que quer dizer "nascida para a festa", que minha mãe diz "você já nasceu iluminada por aqueles globos coloridos que tem nas boates".
– Filha, estamos a praticamente 2km para chegar na sua faculdade, e precisamos ter uma conversa sobre...
– Garotos, eu já sei de tudo pai, e o Iran também estuda comigo, e o senhor confia nele né?– interrompi tirando sem vontade o fone dos meus ouvidos e sem tirar a outra mão do meu ipod touch, o tema que meu pai tremia tanto quando o pronunciava porque sei como ele se sente quando fico com qualquer garoto estranho. Eu nem sei se sinto pena ou rio de quando ele fica engasgado em cada palavra pronunciada quando fala do assunto X, e olha que ele sabe que não sou mais virgem hein?
Meu irmão estava também no seu smartphone conversando com Miah, sua namorada, que também ficou no meu Brooklyn, mas ia tentar uma vaga na nossa faculdade (mas eu sei que essa louca morre de inveja de mim, porque sempre que ia la em casa pedia pro Caio pra ir no meu closet e tem quase todas as minhas roupas). Olhei a minha volta e só conseguia ver casas com idosas fofoqueiras, gentis, tricotando casaquinhos para seus netinhos, Homens ( isso inclui pais) que só pensam em seus novos carros que foram lançados esse ano, se a bolsa de NY subiu ou desceu ou o que suas mulheres super prendadas irão fazer para o jantar, as mesmas mulheres que só pensam em cabelos perfeitos, bem alinhados, roupas da nova coleção da Chanel, jóias valiosas , e fofocar sobre coisas citadas anteriormente- No momento você deve ta achando que eu sou " A revoltada contra a sociedade hipócrita ", mas eu sou muito sociável. Meu pai colocou uma música de reggae, seu gênero favorito de música, eu comecei a balançar as pernas no ritmo lento da música já que meu mp4 tinha descarregado com minhas músicas POP e HipHop. E meu irmão curte sertanejo brasileiro, já que fomos pra Salvador
no último verão, visitar a vovó Anne, que lá no Brasil prefere ser chamada de Anna Mel. Deitei no ombro dele e fingi dormir, pra não sair andando e não falar com as coordenadoras que tanto olhavam meu cabelo. Ele olhou pra mim e sorriu de lado, acariciando levemente meu cabelo que escondia meus olhos:
– Saudades do Brooklyn né? – disse deitando na minha cabeça.
– Muita. Saudades da Miah né? – disse fazendo um biquinho que fazia sempre que pronunciava o nome da invejosa.
– Lógico. Mas combinamos que a gente ia sair com outras pessoas na faculdade. – disse ele me tirando do seu ombro, para tirar seu casaco e vi uma blusa horrível xadrez vermelha e vi também uma calça jeans preta que tinha dado a ele de aniversário com um adesivo horroroso escrito WS FUNDATION. O fitei assustada até que ele me olhou com uma sombrancelha erguida:
– Esse é o meu uniforme, cadê o seu? não entra sem uniforme viu, Sal? – é, ele tem essa mania irritante de me chamar de Sal, e eu chamo ele de bêh
– Que uniforme? no meu papel não tinha uniforme nenhum! – disse tirando um papel de dentro da minha mala de mão. Li o papel todo, procurando a palavra uniforme.
– Não é esse papel não, me dá seu envelope – disse ele olhando pra mim, enquanto eu pegava o envelope.
– O fardamento é mandado por correio, após 48 horas de enviar-mos sua inscrição – leu ele e olhou pra mim com uma cara de "eu tenho razão" pra mim. Aff'
– Xi, fudeu agora – xinguei arregalando os olhos e botando a mão na boca.
– Filha, pare de chingar, é só ir na coordenação que você resolve isso. – disse meu pai, já que minha mãe estava abrindo a porta do carro e começando a tirar as malas.
– Da próxima vez você para de ficar com a Nicolle no seu ipod e le as coisas, pirralha – disse rindo pelo nariz.
– Da próxima vez eu mando você ir tomar no cu – respondi fazendo ele gargalhar.
Coloquei meu ipod touch dentro da minha mala, e olhei pela janela, vendo as outras pessoas olharem meu cabelo totalmente bagunçado com um rabo de cavalo desajeitado, e que a alça da minha blusa era azul.
– Filha, você pode sair do carro agora – disse minha mãe quase chorando abraçada pela cintura por meu pai.
– Não, eu quero voltar pro Brooklyn! – gritei cruzando os braços e fechando os olhos, chamando mais ainda a atenção das pessoas que estavam no gramado. Caio estava chegando perto da minha porta e quando abriu eu caí de joelhos no chão de pedra da estrada e agarrei sua cintura pra não esbarrar no chão. Fazendo todos que estavam no gramado rirem de minha cara.
– Tirou o dia só pra me perturbar né palhaço?
– Faz parte do meu show, pirralha – disse piscando pra mim, me ajudando a levantar.
(...)
Entrei montada de macaquinho no Caio na coordenação de lá. todos olhavam pra nós.
– Se alguma mulher velha ou geek estranha vier falar comigo, você é minha namorada.
– Se o Iran me ver no seu colo você é meu mordomo – ri com ele, adentrando pelo lugar, observando troféus e medalhas numa prateleira acima de uma mesa de canto, dentro de um vidro. Pareciam ser velhos. Desci do colo de Caio, mas ele não queria me largar, parecia estar com vergonha (QUE FOFO)
– Oi, onde ficam os dormitórios... – disse ele, pegando um papel na minha bolsa – 762 e 764 DWS? – disse ele, sorrindo doce para uma das novatas de lá, loura com cabelos extremamentes cacheados e amarrados numa maria chiquinha perfeita, com uma saia curtíssima que também sorria para ele. Revirei os olhos e levei-os pros óculos da moça que o olhava atentamente, como se estivesse hipnotizada por aqueles lindos olhos castanhos... Ela sorriu boba e entregou um mapa da faculdade. Nossa, me senti uma burra naquele momento.
– Obrigada – respondi olhando pro Caio, que estava conversando com a loura já na porta da coordenação. Peguei o papel e saí até ele, montando em suas costas.
– Ai amor, o bebê ta mechendo tanto aqui que estou ficando com vontade de vomitar. – respondi com uma cara de enjoo, pra zoar ele, quando a loura me viu, seus olhos brilharam.
– Que bebê sua louca, voltou a cheirar sal grosso é? o pai pode até ser o entregador de... – disse ele tentando olhar em meus olhos, sendo interrompido pela voz da loura. Ei, eu conheço esse sorriso de algum lugar
– Sarah é você? Sarah Calleigh? ta brincando né? – disse a loira, mas eu conheço esse sorriso...
– Ashley Banks! – nossa, eu passei minha infância ao lado dessa garota!
– Nossa como você tá linda – disse ela, me puxando para um abraço, enquanto caio me olhava com uma sombrancelha erguida
– Que ótimo – disse ele, rindo irônico e pegando suas malas – estou indo pro meu dormitório.
– Não, me espera, eu vou com você – falei, puxando seu braço – Ash, já que está aqui, sabe onde fica os dormitórios 762 e 764 DWS? – disse eu, pegando o braço de Caio que o mesmo já colocava sua mão em minha cintura, despertando a atenção de Ashley
– Ah sim, segue o corredor de armários vermelhos, desce 2 escadas e dobra 2 direitas, e encontrarão duas portas – dizia ela, apoiando o peso de seu corpo em só um pé, erguendo uma sombrancelha e
olhando pra janela a esquerda de Caio – e Caio, se quiser, meu dormitório é duas portas depois do seu – piscou e mecheu no cabelo. Nossa, ela é a mesma paty de sempre.
– Claro – disse Caio, dando de ombros.
– Passa lá pra me ver e pra sair pra algum lugar, Ashie – disse, tentando ser educada.
– Claro, e, Bem vindos a Westney Sharks!
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