A Revolução De Lelouch No Mundo Ninja
1 O Primeiro Contato - Lelouch
Notas iniciais
Assustado, Lelouch acorda em um salto. Sua testa suada entregava que ele não tinha caido em sono de uma forma casual dentro de seu Knightmare.
Ele olha para o radar e precebe a presença de mais duas maquinas conhecidas. Uma delas, Vincent, estava caida ao lado esquerdo. Já o Guren, que pertencia a sua oficial Kallen, estava de pé sustentado por uma das grandes arvores que os rodeavam na clareira.
— Alguém na escuta? — Diz Kallen pelo rádio do Knightmare.
— Qual a nossa localização atual? — Lelouch ignora a pergunta.
— Desconhecida. Os radares não indicam nenhum inimigo nas redondezas e os knightmares sofreram alguns danos. Nada que se torne um problema. — Responde Rolo
Lelouch abre a escotilha e desce. O dia estava claro, o que contrastava com o sol poente de pouco antes de isso tudo acontecer. Ao olhar ao redor, percebe que não estavam em uma clareira, mas haviam aberto uma. Os knightmares estavam em cima de troncos de árvores quebrados e arrancados do solo.
No meio dessas árvores Lelouch percebe duas pessoas caidas. Hesita por um momento estranhando o fato de elas estarem ali, mas ao concluir que eram Rakshata e Sayoko o mesmo vai em direção a elas.
Ambas se colocam de pé, atordoadas, e olham para o mascarado.
—Então não foram só as pessoas presentes batalha que acabaram vindo para cá… Certo. Todos desliguem seus Knightmares e venham até aqui. — Lelouch ordena em voz firme.
Assim que obedecem a ordem ele completa:
— Estamos em zona desconhecida e não sabemos se estamos em território inimigo. Algum de vocês tem alguma informação sobre a nossa situação atual?
Nenhum deles responde.
— Eu e Sayoko vamos checar o perimetro. Quem ficar aqui esta encarregado de proteger os knightmares. Cubram eles com algumas folhas e plantas. Não vão ficar invisiveis, mas vão dificultar a visualização. Depois se escondam dentro deles… Qualquer problema me chamem no rádio pessoal. Se eu não voltar em 1 hora encontrem um jeito de levar os knightmares sem liga-los e se for impossível os abandonem e saiam a pé.
Após dizer essas pelavras lelouch e Sayoko partem em direção ao interior da floresta.
Ao andar um pouco eles avistam uma muralha. Lelouch estranha a arquitetura da construção e diz:
—Vamos circundar para achar a entrada. Ande atrás de mim escondida nessas árvores.
Assim que ele termina de dizer isso Sayoko pula para o galho de uma árvore próxima e desaparece do campo de visão.
Lelouch circunda a muralha e em pouco tempo acha um grande portal aberto. Na parte superior, alguns kanjis e um simbolo estranho no meio. Próximos à entrada do portão, dois guardas estavam sentados em uma tenda de madeira.
Lelouch se mantém escondido até que um dos guardas sai. O mascarado vai até o guarda que restou e sua mascara abre um retangulo no olho.
Na clareira onde estavam os knightmares. Os Cavaleiros haviam seguido as ordens de Zero e aguardavam dentro das máquinas. Rolo estava olhando o pingente que havia ganhado de seu falso irmão até que o mesmo percebe uma movimentação estranha. Ele abre a frequência do rádio e alerta os outros.
—Eu também percebi, tem alguém escondido no interior da floresta. O que a gente faz Zero? — Kallen sussurra para o rádio.
Ainda não confiava plenamente em Zero, principalmente depois de descobrir que sua real identidade era a de seu colega de escola Lelouch Lamperouge, mas nesse momento tinha que confiar nele. Mesmo que tivesse sido enganada, Zero já havia salvo sua vida diversas vezes e nesse momento, em um lugar desconhecido no meio de uma guerra, ela definitivamente precisava dele.
— Esperem e veja qual atitude vão tomar, se for uma atitude agressiva vocês tem a permissão para imobilizá-los. Não matem. Tenho algumas informações, entretanto eles ainda vão nos ser úteis.
Dois ninjas máscarados aparecem em frente aos Cavaleiros.
— Identifiquem-se! — Um dos ANBU se dirige às maquinas e empunha uma kunai.
Rolo abre a escotilha e os ninjas se afugentam por um momento, mas logo voltam ao normal.
Ao perceber que o homem estava falando japonês o cavaleiro assume que eles poderiam fazer parte de algum exercito de libertação japonês. Mesmo que esse fosse o caso, Rolo decidiu manter sua guarda alta.
—De que exército vocês são? — Diz olhando para o ANBU que estava com a kunai em mãos.
— Responda a pergunta! —O ANBU demonstra medo, raiva e um pouco de curiosidade. — Caso contrário nós não poderemos deixar vocês livres.
Os ANBU se colocam de guarda e Rolo aponta sua arma em direção à eles. Ao perceberem o movimento, um dos ninjas se atira em direção a Rolo enquanto o outro permanece recuado e lança kunais. Kallen previu a movimenção e, desobendecendo as ordens de Lelouch, usa o braço do Guren para proteger Rolo enquanto o olho do mesmo fica vermelho e com um simbolo que lembra um pássaro.
As Kunais ricocheteam na mão metalica e de repente todos param de se mover. Rolo corre até os Anbu e os nocauteia, mas ele não havia percebido que mais um deles estava escondido na floresta.
O ANBU estranha o comportamento de seus colegas e, após rápidos selos de mão, atira um jato de água pela boca. O que coloca um pouco de pressão sobre o Guren, empurra os outros knightmares para trás e lança rolo com força contra uma árvore.
Kallen e Rakshata se assustam com a habilidade do ninja ao mesmo tempo que também se assustam com a movimentação estranha de Rolo. Era como se ele tivesse simplesmente desaparecido e reaparecido sendo jogado contra a árvore. Em um ato impulsivo Kallen usa as armas da máquina escarlate e atira contra o ninja que cai já sem vida no chão.
— Foram só dois comandos, e você desobedeceu os dois. — Diz Lelouch que já havia voltado e ficou meio alterado pela gravidade da situação.
Ele não estava preocupado com a morte do ninja em si, mas com o que isso poderia trazer como consequência.
—O que você queria que eu fizesse? Aquele homem jogou água pressurizada pela boca. Nós ainda tomamos dois reféns. — Diz a ruiva apontando para uma árvore onde haviam amarrado os ANBU nocauteados.
—Vou deixar isso passar por agora. Quanto a Rolo, bom trabalho em nocautear os guardas. — Rolo ainda machucado se mostra satisfeito pelo elogio — Estamos em um lugar chamado País do Fogo, mais especificamente próximos a uma vila conhecida como folha. As pessoas daqui vivem como se estivessem em uma época feudal, sem tecnologia e óbviamente sem knightmares. Aqui não tem nenhuma influência de Britânnia, então estamos parcialmente seguros por enquanto…— Ele olha um pouco preocupado para o ANBU morto — E claro, ao que parece esses indivíduos tem alguns poderes estranhos. — Diz observando a irônia de que tanto ele quanto Rolo também possuem um poder sobrenatural.
Será que a habilidade que haviam visto se tratava do efeito de algum Geass? Lelouch amaldiçoou o fato de que C.C. não estava junto com ele, ela com certeza saberia dizer.
Nesse momento Lelouch anda até os dois ANBU amarrados e retira metade de sua máscara. Seus olhos ficam vermelhos igual aos de Rolo alguns momentos antes.
A noite já se mostrava quando Lelouch e Kallen são vistos entrando na aldeia sendo escoltados por um único ANBU. Eles começam a chamar atenção. Não sabiam se era por causa da roupa, ou se pela fascinação com que olhavam ao redor. O chão de terra batida, as casas de madeira e o modo estranho com que as pessoas se vestiam, tudo aquilo os faziam acreditar que estavam muito longe do chão de metal e das maquinas gigantes, quase fazia com que eles se esquecessem da guerra sem fim que travavam contra o Império Britânico.
—Queria que meu irmão pudesse ver isso. — Kallen sussurra para si mesma e Lelouch nem percebe.
O máscarado estava com os pensamentos sempre focados em encontrar a sua irmã que havia sido sequestrada por Charles, seu pai, após a traição de seu melhor amigo suzaku.
Haviam deixado os Knightmares escondidos em uma caverna com os outros três para vigiar, mas Lelouch ainda estava preocupado. A situação estava quase que totalmente fora de seu controle e ele definitivamente não gostava disso. Não sabia se alguém a mais tinha vindo com eles e dependendo de quem fosse, ele até queria que sim.
Os pensamentos de Lelouch foram interrompidos quando um prédio vermelho enorme aparece na sua frente. O prédio tinha um formato oval e um certo fluxo de pessoas entregava que era algum prédio governamental, assim como Lelouch ordenara mais cedo. Seu Geass ainda funcionava perfeitamente, e isso trazia um pouco de alívio para as imensas preocupações que rodeavam a cabeça de Zero.
Eles são escoltados para uma sala pequena, com grandes janelas e uma vista quase completa da vila inteira. Em uma mesa de madeira sentava uma mulher, loira e muito atraente, que fixava seus olhos em alguns papéis. Ela usava um manto branco por cima das roupas.
—Senhora hokage. — Diz o ANBU que, ao receber um olhar firme de Tsunade, se corrige. —Erm… Grande Hokage, eu encontrei esses forasteiros na floresta pouco à oeste da vila.
— E qual é a situação de vocês? Estão perdidos ou vieram intencionalmente? — Tsunade olha diretamente para Lelouch.
— Somos apenas viajantes, viemos do país das ondas e nos perdemos na floresta próxima a vila da folha. — Lelouch usa das informações que havia conseguido mais cedo ao usar o Geass nos ANBU.
— Alguma coisa suspeita sobre eles? —Dessa vez a Hokage se dirige ao ANBU que os havia escoltado.
— Nenhum…
O homem é interrompido pelas portas que se abrem abruptamente. Um ninja entra na sala eufórico e diz:
— Perdoe minha intromissão, um ANBU foi encontrado morto na floresta.
Assim que o ninja termina sua fala Tsunade olha rápidamente para Lelouch e Kallen logo desviamdo o olhar para o ANBU.
Nesse momento Kallen começa a tremer e a suar frio. Se eles fossem descobertos, principalmente por essa gente com esses poderes estranhos, eles poderiam acabar morrendo. Mesmo que ela estivesse dentro de seu Guren eles poderiam ser entregues pelas roupas ou por algum outro detalhe que ela não percebeu.
Sua respiração fica acelerada e seus batimentos cardiacos ficam descompassados. Ela precisava fazer um movimento rápido antes que os ninjas atacassem primeiro. Kallen sempre é corajosa, muitas vezes impulsiva e Lelouch sabe disso.
Ao perceber o comportamento de sua companheira e prever suas ações, Lelouch coloca a mão sobre seu ombro e Kallen se acalma quase que imediatamente. Ela havia entendido o recado, ou ao menos, estava confiando tudo ao seu colega… Não, ela estava confiando tudo ao homem que havia começado a revolução e que havia a deixado muito mais próxima de realizar a vontade de seu falecido irmão. Não tinha motivos para agir impulsivamente agora. Com esse pensamento, ela deixa tudo nas mãos de Lelouch.
—Onde o corpo foi encontrado? Alguma testemunha? — Tsunade pergunta ao ninja que lhe trouxe a informação.
Outro ANBU entra na sala e Lelouch da um sorriso por debaixo da sua máscara. Ele sabia que tinha conseguido comprar um tempo precioso. O ANBU então responde:
— Eu vi toda a cena, vi o assassino e toda a situação.
A pressão volta a se fazer presente nos ombros de Kallen quando o ninja olha para ela e parece analisar suas roupas.
— Foram homens de Orochimaru.
O silêncio se fez presente na sala. Tsunade e Kallen estavam confusas por motivos diferentes.
A Hokage se levantou de sua cadeira e sua expressão se transformou em um misto de medo e raiva. Ela anda de um lado pro outro e então bate na mesa sem quebrá-la, deixando Lelouch curioso sobre esse nome.
Mais cedo naquele dia, com o comando de “obedeça minhas ordens” Lelouch havia conseguido as informações deles, ordenado um deles a leva-los a uma autoridade fazendo-o mentir sobre sua localização e caso fosse pressionado a dar respostas ele deveria dar a mais plausível que encontrasse. Já o outro deveria machucar a si mesmo e mentir dizendo que eles foram atacados, repetindo a ordem de encontrar a desculpa mais plausível caso fosse necessário.
Agora ele havia ficado incerto. Talvez a resposta do Homem tinha sido espalhafatosa demais e Lelouch teria cavado sua própria cova. Antes que Zero pensasse mais, Tsunade aponta pra ele e fala:
—Esses dois tem alguma coisa a ver com isso?
— Não.
— Vocês sabem de alguma coisa? — A loira diz olhando para os dois.
— Negativo — Lelouch prontamente responde.
— Deixe-os andarem livres pela vila. Mandarei alguém para acompanhá-los mais tarde, podem ir.
Assim que ela diz isso ambos saem da sala ouvindo a porta se fechar juntamente com o clima de tensão.
— Por que ele mentiu? Isso não é a primeira vez que algo do tipo acontece Lelouch… Tem algo que queira me contar?
Antes que Lelouch possa responder o rádio apita.
—Pode ser os que ficaram de vigia, vou procurar um banheiro para falar. Fique aqui e espere o meu retorno.— Lelouch diz e assim que ganha distância suficiente ele liga o rádio.
—Consegui. — Diz villetta em um tom baixo, quase como um sussurro.
—Você passou todo esse tempo para me informar que você estava aqui?— Diz lelouch, que completa. — Espere um segundo.
—Precisamos ser rápidos.— diz Villetta.
Lelouch acha a porta do banheiro e entra em uma cabine e após um som de porta fechando a voz de lelouch se faz presente mais uma vez:
—Eu tinha minhas suspeitas de que vocês também estavam aqui. Alguma ideia do que aconteceu?
—Até agora ninguém aqui tem a mínima ideia, pensava que podeia ser coisa sua, mas nem você consegue fazer algo tão mirabolante. — Diz em tom irônico. — Eu estava esperando uma oportunidade para entrar em contato.
—Podemos estar sobre o efeito de um geass mantenha os olhos abertos. Me diga quantos estão com você e quem está ai.
—Estamos em nove, mas agora nos encontramos com um tal de Orochimaru, ele parece ter alguns subalternos, mas ainda não sei quantos. Suzaku e Jeremiah estão aqui, e também alguns soldados médios.
Lelouch abre um sorriso. O mundo definitivamente tinha ficado ao seu favor e, só com essas ultimas palavras, ele já sabia exatamente o que iria fazer e como ele poderia transformar a inoportuna situação atual em algo completamente vantajoso para ele.
—Knightmares?
—Oito. — A mulher responde.
—Entendido, me mantenha informado.— A ligação é interrompida.
O sorriso por pouco não se transforma em uma gargalhada. Lelouch retira sua máscara e com sua mão cobrindo seu rosto, seu olhar se torna algo maligno.
—Suzaku… Eu estou indo até você e vou reencontrar a minha irmã. O mundo todo está ao meu favor e não vou deixar nossa antiga amizade ficar no meu caminho. Assim como você me entregou para meu pai eu não vou mais medir esforços para para proteger quem eu amo e destruir Britannia. ENTÃO!
Fale com o autor