A Revolta das Máquinas
1 01 - Futuro
Notas iniciais

Não é novidade que o mundo sempre fora um caos. Também não é novidade que homem mata, e alguns matam até por puro e insaciável prazer. Mas isso sempre pode piorar.
É difícil de entender, eu sei. Mas é o que somos.
Vivíamos em um mundo perfeito, mas sempre estávamos insatisfeitos, sempre queríamos mais. Nossa sede de conhecimento era incontrolável. Afundávamos em pesquisas e mais pesquisas para sabermos o que tinha lá fora do nosso mundo. Visitávamos planetas a asteroides, de satélites a buracos negros. Sempre queriamos mais. Mexíamos em cicatrizes de quem não conhecíamos. Cicatrizes que com uma toque... Toda dor começaria.
Criávamos máquinas que nos ajudariam a viver nesse mundo hostil. Para que em um sinal de esperança conseguíssemos conquistar nossa paz. Mas no final, sempre queríamos mais. Criamos protocolos e leis para que o mundo se ajustasse a nova era. A era dos robôs, eles dominaram o mundo. No final das contas, mal saíamos de casa. Demos-lhes nomes, lhes demos lares, lhe demos consciência, demos a vida para a máquina. Humanos brincando de Deus.
Houve a criação dos remédios para a cura de doenças terminais e diagnósticos para pacientes com câncer. A humanidade acreditava que estava evoluindo. Isso era o cúmulo.
Nunca aprendemos com nossos erros, elevávamos nossas crenças ao máximo, venerávamos novos e antigos deuses, altos e baixos, gordos e magricelas... era uma mistura de religiões. Mas tarde, acabamos pagando por isso. Conflitos que levavam a guerra, e guerra que levaram a morte. E no final, o que realmente importou foi o amor que tínhamos um pelo outro e isso, tão pouco sobrou.
Agora vivemos em um mundo onde vivemos de pouco, vivemos de migalhas e de restos. Vivemos em um mundo pior. Onde o homem ajudou a criar sem sua própria conscientização. O homem virou um fantoche para o resto, e o resto, é o que o mundo tem de pior para se ver.
Nossas vidas eram normais, até que a nave começou a sobrevoar a atmosfera de plutão. Quando nos demos conta eles já estavam nos cercando acima de nossas cabeças. O mundo girou ao redor do caos depois daquilo.
Acreditávamos que eles invadiriam o planeta logo após aquilo, mas não foi o que aconteceu. Eles controlaram aquilo que nós criamos. As máquinas agora tinham poder sobre seus corpos.
Os robôs começaram a se comportar de maneira diferente, e logo depois começaram uma ordem de extermínio. Sobraram poucos, mas o suficiente. Eles aniquilam aqueles que tinham a probabilidade de não ser imunes as novas doenças.
Essas doenças são graças às curas que acreditávamos que iria nos trazer um pouco de sossego, na verdade foi o contrário. As pessoas começavam a se esconder e se separar dos seus familiares. Aqueles que acreditavam diziam que eram zumbis, mas não chegavam aos pés disso. Eles não agiam como animais. Eles eram algum tipo de... conservadores.
Com o tempo, as pessoas foram perdendo o bem mais precioso que nos foi oferecido. Aquilo que,mesmo se caíssemos, nos manteria de pé. A raça humana, aos poucos, deixou de ter esperança.
Agora vivemos em distritos protegidos por campos magnéticos, e rodeadas por máquinas que querem nos aniquilar a todo custo. Os chamados de C.A.O.S.
As leis não valem de nada, para alguns. Todo esse papo de governo não os interessa mais. Eles acreditam que estamos perto da extinção, estes são conhecidos como "os rebeldes". O resto acredita que seguindo as ordens dos seus governantes, tudo caminhará bem e que em breve a humanidade retomará o poder novamente, esses são conhecidos como "os crentes". Essas Parecem ideias que são injetadas em suas cabeças.
O mundo certamente tornou-se algo que não achamos a ter palavra para definir. A destruição era só uma fagulha do que pensávamos em ser. As coisas agora só são ruins, não mais ou menos ou meio ruins... são ruins de verdade. E parece que piora a cada minuto, a cada segundo.
Para você digo: Bem vindo ao tempo que a revolta começa.
O caos flutua sobre nossas cabeças.
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