Mais um dia se iniciava em Magnólia. Makarov estava sentado no balcão da guilda, ainda um tanto preocupado com Natsu, que se mostrava cada dia mais desanimado, desde que Wendy e Igneel haviam falecido. O velho sabia que seu neto tinha uma queda pela azulada, e que era recíproco. Deu um suspiro, ao ver que a primeira mestra não estava ali.


—Ela quase nunca se atrasa – Resmungou Makarov, olhando para um copo de cerveja. Nisso, Natsu entra, e para a surpresa de todos, Mavis Vermilion estava em seu colo, sendo carregada como uma noiva por ele.


—Yo, Minna! – Disse ela, acenando, e com seu sorriso fofo.


—Yo, cambada! – Exclamou Natsu, com um sorriso largo.


Nisso, todos perceberam que Natsu finalmente tinha um sorriso verdadeiro em seu rosto, como a tempos não visto por todos naquela guilda. Todos seus amigos deram sorrisos, percebendo que o rosado havia dado a si mesmo uma chance de voltar a viver.


—V-Vocês estão juntos? – Questionou Lucy, de forma incrédula. Mavis olhou para ela com um sorriso e olhos brilhando.


—Sim, depois de tanto tempo admirando ele… — Ela beijou o rosado, enquanto Lucy fechou os punhos com raiva, ao ver a cena.

Natsu põe Mavis no chão, sendo que quase todos estavam contentes vendo a cena. Apenas um pequeno grupo suspirava e resmungava em tom baixo.
Natsu podia ouvir o que eles estavam reclamando, porém, ignorou, fazendo força para não avançar no grupo. Nisso, um se manifestou:


—Acho que isso é impróprio! – Exclamou Wakaba, soltando uma nuvem de fumaça densa e malcheirosa. – Ela é nova demais para ele! Ele tem mais de 400 anos!


—E eu tenho 115 anos! Não sou tão nova assim! – Exclamou Mavis, brava.


—Mesmo assim é uma diferença de idade gritante! Se fosse minha filha… — Disse Alzack, olhando para Asuka. Nisso ele percebeu que os cabelos da pequena estavam azulados. – Quem pintou o cabelo da minha filha?


Bisca olhou para ele, com desinteresse.


—Ela não é sua filha – Disse ela, surpreendendo a todos.


—C-como não? — Questionou ele chocado.

—Digamos que você falhou na hora errada. Eu já estava grávida, sem saber, quando nos conhecemos. – Disse ela, tomando um suco. Nisso Asuka se aproximou de sua mãe.


—Meu papai vem me ver sempre que consegue! – Exclamou a pequena sorrindo. Bisca assentiu.


—Quem é ele?!


Nisso, a porta abre devagar, enquanto um jovem de cabelos azulados, usando calças negras, tênis negros com detalhes em vermelhos. Camisa negra, com dois jacarés na altura do peito. Em seus olhos, óculos escuros, e cabelos arrepiados para cima. Ele levantou os óculos, os colocando acima da testa, revelando olhos dourados.

—Aqui é a Fairy Tail, certo? Estou procurando duas pessoas – Explicou ele. Nisso Asuka e Bisca se aproximaram dele.

—Papai! – Exclamou a pequena pulando no colo dele. O azulado pegou a filha e a abraçou.


—Yo, minha pequena! – Exclamou ele.

—Yo, Katsu – Disse Bisca, sorrindo para ele. Katsu olhou para ela.

—Yo Bisca. Tudo está indo bem? Espero que o dinheiro que mandei tenha dado para comprar as coisas dela... – Disse ele, demonstrando preocupação. Ela sorriu.

—Some isso ao que você trouxe para ela da última vez, e ficou tudo bem. – Disse a esverdeada sorrindo.

—Entendi. – Explicou ele colocando a pequena nos ombros.

Nisso Alzack, ainda não aceitando não ser o pai da fofa Asuka, perguntou, com raiva:

—Como pode saber que é mesmo o pai dessa menina? A Bisca pode ter tido outros antes.

Nisso, Bisca apontou seu rifle para ele, que gelou ao ver isso.

—Minha primeira vez foi com ele, e a minha última também. Mesmo bêbado, ele foi um amor comigo. Dou graças a Kami que você desmaiou de tanto álcool naquele dia. –

Disse ela, de maneira fria. Katsu havia tapado as orelhas de sua filha para que ela não ouvisse o diálogo.

—Isso está ficando interessante. – Comentou Mavis, sentada no colo de Natsu, enquanto comia pipoca com ele.

—Concordo, amor – Disse o rosado.

—E-Eu vou sair! – Alzack saiu dali correndo, enquanto Bisca bufou.

—Baka. – Ela se virou para Katsu – Quem mais está procurando além da Asuka?

—Estou procurando pela minha irmã mais nova. Ela tem os cabelos da mesma cor que os meus, mas os olhos são castanho, num tom chocolate – Explicou ele, fazendo todos na guilda gelarem. A descrição só batia com a de uma pessoa.

—Q-qual o seu sobrenome? – Questionou

Natsu olhando para ele. O azulado respondeu prontamente.

—Marvell.

Todos entraram em choque ao perceberem que o azulado não sabia que sua irmã estava morta. Natsu olhou para o chão. Mavis se levantou, e andou até ele, enquanto o mesmo colou Asuka no colo, enquanto Natsu parou diante dele.


—Não sei como te dar essa notícia, Katsu-san… — Disse ele.


—Que notícia? Cadê minha irmã!? – Ele começou a ficar agitado, principalmente quando não percebeu a azulada no meio de todos. Asuka olhou para o chão, assim como todos os outros. – RESPONDAM!


—Ela foi morta… Na guerra contra o império Alvarez… — Disse Natsu. Nesse momento,

Katsu caiu de joelhos no chão.


—Quem a matou? – Sua voz estava sombria, ele tinha uma forte aura draconiana vinda do mesmo.


—Não se preocupe, já está morto. – Disse Natsu sombrio. – Eu mesmo garanti isso.
Nisso Katsu sentiu um cheiro, se levantou, e andou até Mavis que não entendeu nada.

—Você… Tem o cheiro da Wendy – Disse ele, deixando todos confusos. Natsu olhou para ele.


—Então não era minha imaginação. – Disse o rosado. – Se outro Dragon Slayer percebeu isso, então não estou ficando maluco. Mavis-chan, você tem mesmo o cheiro da Wendy-chan.


—C-como isso é possível? – Questionou ela. Dentro de si própria, uma dragoa branca abriu os olhos azuis lentamente.


—Acho que… — Katsu olhou para Natsu. – Você era o companheiro dela, não é? – Natsu assentiu. – Mavis, fale algum segredo do Natsu, que você não sabia antes da minha irmã morrer.


—Bem… No meio da guerra, eu fiquei com medo de morrer sem poder fazer filhotes com o Natsu-kun, então nós fizemos amor.... Foi minha primeira e última vez. – Disse ela.


—Espera um minuto… — Disse Mira. – Ela falou como se fosse a…


—Wendy – Completou Natsu.


—Como pensei. – Disse Katsu. – Uma parte da alma de Wendy entrou em Mavis. Elas eram compatíveis de algum modo. Uma parte de minha irmã vive em você, Mavis.
Nesse momento, Mavis ficou paralisada, sem ouvir o que todos falavam a sua volta.
…


A loira estava andando num local totalmente branco, sendo que logo se deparou com uma dragoa branco, com os olhos azuis. Mavis olhou encantada para ela.


—Você é linda! – Exclamou ela, olhando encantada para a dragoa, sendo que percebeu que ela era do sexo feminino pelas feições femininas dela.


—Bom te ver de novo, Mavis-chan! – Disse uma voz conhecida por Mavis, que gelou ao reconhecer aquela voz.


—W-Wendy-chan?


A dragoa brilhou, se transformando na azulada. Ela tinha uma aparência de Loli, apesar de ser mais desenvolvida, no mesmo nível de Mavis, que também era meio Loli.


—Yo, Mavis-chan! – Ela foi interrompida por um abraço da loira.


—Você não sabe como faz falta, Wendy! Você vai voltar comigo, não vai?
A azulada olhou tristemente para ela.


—Sabe onde estamos, Mavis-chan? – Questionou Wendy vendo Mavis negar. – Em seu subconsciente. Eu não estou viva, agora sou parte de você agora, Mavis-chan. Eu sou você… Eu acho…


Mavis olhou para ela descrente.


—Você pode ver tudo que eu vejo então? – Questionou a loira, olhando para a azulada que assentiu.


—Meu irmão… Queria poder abraçá-lo – Disse Wendy. Ela de repente derramou algumas lágrimas. – Depois que nossos pais nos abandonaram, um dragão de chamas negras o adotou, enquanto Grandeeney me achou. Não lembro o nome do dragão que o pegou, já que ele deixou que Grandeeney me levasse, e ele ficou.


—Entendo. Você sente o que eu sinto, não é? – Mais uma vez Wendy assentiu. – Então acho que vou poder te ajudar com uma coisa.


—Entendo. – Disse Wendy sorrindo, apesar das lágrimas. – Eu acho que posso falar com você… Mas acho melhor você voltar para lá. O Nat-kun deve estar preocupado.


…


De repente Mavis volta a si, vendo Natsu em cima dela.


—Mavis-chan? – Perguntou ele, pela milésima vez.


—Natsu-kun? – Respondeu a loira, ficando de pé. Ela estava deitada em uma mesa. Natsu a abraçou, enquanto sorriu. – Espera um minuto, Nat-kun.


—Nat-kun? – Ele se perguntou. A única que o chamou assim, foi Wendy. Nisso a loira andou até Katsu, e o abraçou.


—M-Mavis? – Questionou ele.


—Sua irmã me disse que queria abraçar o irmão mais velho. — Disse ela, sorrindo para ele.

Katsu, ainda meio em choque, sorriu, e retribuiu o abraço. Ele havia colocado Asuka no chão, que olhava a cena sorrindo. Logo se separaram, e Katsu diz:

—Você de certo modo é minha imouto, não é?