A República do Chope
5 Capítulo 5 - Festa, trotes e azaração
- O que estavam fazendo? – Perguntou maliciosamente Afrodite, se escorando na porta escancarada.
- Nada!!! – Gritou Aioria, respirando fundo. – Merda! – Pensou.
- Desculpa aí... – Afrodite riu, percebendo que estragara o momento de Aioria. – Mas estão chamando pra se arrumar logo... temos uma missão!
- Missão? – Perguntou Aioria.
- Sim, vamos acabar com a festa de uns e ajudar na festa de outros. – Riu, piscando para Mu.
- Vamos então... – Disse Aioria, irritado, levando Mu consigo sob os risos de peixes.
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A noite já entrou quente, em todos os sentidos. Todos na república já ouviam a música alta vindo da festa na rua e já estavam se contagiando. O clima era de animação e azaração, principalmente para Afrodite que, escandalosamente, fez promessas a todos os santos para dar pelo menos um "beijinho na boca". Estava na seca, essa era a verdade...
- Por céus Mu, as vezes não consigo acreditar que você seja virgem! O que me lembra que temos o dever moral de te iniciar... — Afrodite falava enquanto ajeitava os cabelos frente ao espelho.
- Me iniciar? — Mu perguntou, desconfiado.
- Sim, ou você pretende morrer virgem? — Afrodite argumentou, aproximando-se do ariano. — Acredite, você vai gostar! - Riu e piscou para o mais novo, que corou envergonhado.
- Acho que não é necessário Dite, eu posso dar conta disso sozinho.
- Uiiiiii!!!!! Agora gostei! Muzinho mostrando suas garras!!! — Afrodite ri maliciosamente, encarando Aioria que os observava atentamente. - Só resta saber quem você vai escolher para "dar conta", entende? - Riu ainda mais de sua piadinha.
- Você está muito animadinho hoje né.... — Aioria reclama, constangido.
- Hoje não, meu bem, sempre! — Afrodite riu e saiu para dentro do quarto.
- Não ligue para ele Aioria. — Mu tentou apaziguar a expressão felina do leonino. — Ele só está brincando. — Emendou.
- É, já reparei que ele gosta de brincar constrangendo os outros.... - Disse, quase amargamente, e logo depois voltou seu olhar para Mu, que o encarava de forma séria.
- Mas uma coisa ele está certo. — Disse olhando fixamente nos olhos do mais novo.
- O que?
- Você está começando a mostrar suas garras... — Ele riu malicioso, enquanto o outro deu um risinho tímido, abaixando levemente a cabeça, mas ainda encarando o leonino.
- Mas então, vamos ou não? - Milo atravessou a troca de olhares entre eles com sua anciedade sem sequer perceber o que tinha feito.
- A festa mal começou, dá um tempo aí Milo. — Aioria ralhou.
- Mas os caras estão lá! - Milo, já nervoso, argumentou. — Não era pra estarmos lá já?
- Ainda não, Camus e Saga ainda não chegaram. - Shaka falou calmamente.
- Eles vão ficar conosco? - Milo perguntou.
- Não, claro que não. Não comece a sonhar Milo... — Disse Shaka, divertido.
- Mas você disse que... — Milo iria começar a falar, mas foi logo interrompido por Shaka.
- Somente depois Milo, só depois você terá sua chance. — E sem mais, seguiu para o quarto, acompanhado por Milo.
- Mu, me diz uma coisa. — Aioria se aproxima, sentando ao lado do ariano que imediatamente se remexe, tenso. Um leve sorriso se forma nos lábios do leonino, mas ignora a reação do mais novo e pergunta baixinho. - Que história é essa do Shaka ter outra pessoa?
- Ah, bem.. foi o que ele me disse quando estávamos na faculdade. — Disse, tentando esconder o nervosismo, sem sucesso.
- E ele não disse quem era? — Perguntou no ouvido dele, provocando e se deliciando com o nervosismo mal disfarçado do ariano.
- Ahnn.. disse, mas agente não conhece. - Mu abaixou a cabeça, tímido.
- Sei, então deve ser lá da terra dele, não é? — Perguntou se aproximando um pouco mais, tirando com os dedos uns fios de cabelo do ariano, aproveitando para acariciar-lhe os ombros, enquanto levava os fios para as costas do mais novo.
- É, é sim. — Mu concordou, levantando o olhar para encarar o leonino. Ficaram tão próximos que podiam sentir um a respiração do outro. Aioria o olhou admirado com tamanha beleza, percorreu seus olhos pelo seu rosto, seus olhos, suas pintinhas graciosas na testa, seus sedosos cabelos, seu pequeno nariz, as bochechas rosadinhas e finalmente, aquela boquinha tão linda, pequena e rosadinha, entreaberta, pedindo passagem para levá-lo ao céu, para ensandecê-lo de tanta vontade de beijar aquela boca. Lentamente aproximou seus lábios ao dele, roçando-os numa carícia lenta e sensual, olhando em seus olhos, que nem piscavam, somente o olhava sem reagir. Mas assim que o leonino levou suas mãos ao rosto para aprofundar o beijo, sentiu-se empurrado pelas mãos de Mu em seu peito, afastando-o.
- O que foi? — Aioria perguntou, confuso.
- O que foi o que? - Mu piscou várias vezes, aturdido.
- Como... porque me afastou? — Perguntou, olhando para as mãos de Mu que ainda estavam em seu peito, acariciando-lhe. Aioria ergueu uma sobrancelha, confuso. - O que você está fazendo?
- Ah Aioria! Você faz perguntas demais! — Levantou-se rapidamente, ficando de pé na sala. Confuso, Aioria não soube o que dizer. Então falou a única coisa que lhe passava na cabeça na hora.
- Mu, por acaso você quer me deixar louco, é isso? — Mas o mais novo não teve tempo de responder, pois os outros já voltavam para a sala.
- Muito bem galera!! Todos prontos?? Lindinhos, arrumadinhos e cheirosinhos?? — Afrodite perguntou batendo as palmas das mãos, mas sem esperar resposta emendou. — Então vamos logo galera, vamos que a noite só está começando!!! — Falava enquanto gesticulava animadamente, batendo as mãos.
Todos seguiram para fora da república, encontrando a rua já bem movimentada, um palco com uma banda tocando ao longe, e outras pessoas vendendo bebidas. O primeiro a se animar com aquilo, claro, foi Afrodite:
- Uau! Isso vai ser muito bom!! — Ele disse e saiu, deixando os colegas para trás.
- Afrodite, espera! — Mu chamou, mas foi ignorado. Afrodite estava afim mesmo era de azarar e pegar todo mundo, o que foi rapidamente percebido pelo indiano.
- Deixa ele Mu... ele quer uma outra diversão. — Disse Shaka.
- Mas e então? Onde está o Camus? — Milo perguntou
- Está por aí... — Shaka disse, despreocupado, enquanto seguia para a festa.
- Como por aí?
- Milo! Dá um tempo! Ele ligou e disse que já chegou... espera que daqui a pouco está aparecendo por aí. Aproveita a festa e relaxa um pouco cara! - Ralhou Shaka, deixando Milo sem graça.
- Você quando está apaixonado é muito chato. — Aioria disse seriamente, mas logo riu quando viu Milo lhe dar a língua, enfezado.
- Vamos primo! Vamos curtir um pouco! — Aioria riu, colocando os braços nos ombros de Milo e o levando para o meio da rua.
- Ficamos um tempão esperando eles para agora não os encontrar? — Milo sussurrou pra o primo, indignado. - Acho que o Shaka esta armando!
- Você acha? — Aioria riu e foram logo numa barraca para comprar cervejas. — Sabe o que eu acho, precisamos parar de pensar em sacanagem, só um pouco, e pensar no que vamos fazer para nos manter.
- Ah, não! Você não vai pensar em trabalho aqui e agora né?
- Não, aqui não Milo. Mas uma hora teremos que pensar, desde que chegamos só pensamos em sacanagem! - Riu. — Toma! — Aioria ofereceu uma lata de cerveja ao primo que aceitou.
- Hunn... por falar em sacanagem. O que foi aquilo na sala hein? — Milo encarou maliciosamente para o leonino, que apenas bebeu um grande gole de sua cerveja. Suspirou antes de responder.
- Não foi nada. Tentei beijá-lo, mas ele não quis.
- Hun... que chato hein! — Agora foi a vez de Milo beber um grande gole na sua bebida.
- Que confuso, também. Ele se afastou e depois ficou me acariciando. - Milo quase engasgou com o comentário. Não sabia se ria ou se tossia.
- Como é? — Perguntou, gargalhando. — Te acariciou onde??? — Perguntou malicioso.
- No peito, mente poluída! — Aioria ralhou, dando um tapa leve na nuca do primo, enquanto este morria de rir.
- Ahh tá, mas.... porque ele fez isso? Será que ele está afim de você?
- Eu sei lá! Acho que ele quer é me deixar louco!
- E isso não é bom não? — Milo olhou maliciosamente para Aioria, que devolveu com um olhar confuso.
- Não sou você, não gosto desses joguinhos!
- Você que sabe... — Milo riu, direcionando o olhar para a multidão na rua, procurando Camus. Mas viu apenas Afrodite, dançando frenéticamente, jogando os cabelos. — Será que ele já está bêbado?
- O que? - Aioria perguntou, olhando na direção em que Milo olhava, vendo um Afrodite dançando e pulando com uma cerveja na mão. — Acho que é o jeito dele mesmo..
- É, ele tem um jeito bem escandaloso mesmo... — Milo falou ainda observando Afrodite.
Afrodite dançava animado, curtindo o som de sua música favorita. Estava tão animado que sequer percebeu a presença de outra pessoa se aproximando. Só percebeu alguém quando ouviu um sussurro em seu ouvido.
- Animada fiesta, hun? — Afrodite se assustou com a voz rouca e abriu os olhos se afastando rapidamente, o que acabou de chocando com outras pessoas derramando um pouco de cerveja.
- Perdon. No quis assustar-te. — Desculpou-se o belo moreno, amparando Afrodite. Este ficou atonito por um momento, apenas admirando aquele ser tão incrivelmente belo e sexy. — Te vi bailando y..
- Ah não se preocupe, eu estava distraído. — Afrodite riu, se recuperando do choque.
- Qual tu nombre?
- Afrodite.
- Ah, nombre apropriado. Es mui belo! — Disse o moreno, sedutoramente. Afrodite riu, jogando charme.
- E o seu?
- .Carlo. — Afrodite tremeu. Então era esse o veterano que Camus e Saga estavam procurandol. Ah mas céus! Porque ele tinha que ser tão bonito! — Puedo? — Pediu, apontando para a cerveja de Afrodite.
- Claro. — Entregou a latinha para ele, observando-o enquanto o moreno bebia, mas ainda sim mantendo seu olhar para peixes, que se arrepiou todo.
- No me recuerdo de ti. Es novo? — Perguntou, devolvendo a latinha. Afrodite ficou meio sem saber o que fazer? Será que devia dizer a um veterano que era calouro?
- Sou um calouro. — Decidiu-se, até porque estava ficando louco para conhecer o moreno e se precisasse passar por um trote, teria que ser com esse aí. A respiração falhou quando viu o enorme sorriso que despontou no rosto de Carlo.
- Eso es interessante... No tiene medo de trotes?
- Não, dependendo de quem passa o trote, pode ser até bom. — Disse, jogando charme. Carlo riu um pouco mais alto.
- Verdad... enton, me encantaria si yo pudesse... te pasar un trote. Que tal? — Carlo se aproximou de Dite, insinuando-se. Afrodite sentiu aquele corpo sarado se insinuar perto do seu e sentiu um arrepio gostoso no corpo. Bebeu toda a cerveja restante e, jogando-a longe, respondeu:
- Eu adoraria.
Continua...
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