A República do Chope

22 Capítulo 22 - A choppada


Notas iniciais
A música no capítulo é do Michael Jackson - One More chance
http://www.youtube.com/watch?v=zoDGQsclk0Q

– Namorei. Mas terminamos antes de eu vir para cá. Mas sinceramente eu não quero falar sobre isso. – Pela forma séria que ele adotou depois desse assunto, Saga resolveu deixar esse conversa para uma outra hora. Então eles voltaram a comer até o loiro ligar a TV para verem juntos um filme velho.

Continua...

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Uma calça jeans justa na cor grafite, uma camiseta branca muito bem alinhada ao corpo com um colete cinza escuro, num tom de chumbo, um sapatenis preto, uma bolsa camurça “estilo carteiro” na cor marrom claro, e um baixo e desalinhado rabo de cavalo foram a combinação perfeita para fazer de Dite O cara mais badalado da choppada! Não tinha uma só alma que não passasse admirando a beleza e o charme daquele rapaz que fora ao evento como se estivesse pronto para desfilar no São Paulo Fashion Week.

O contraste de suas roupas com os dos outros colegas não fazia o pisciano se incomodar. De modo algum. Se tinha uma coisa que ele gostava mais do que aparecer, era aparecer em grande estilo. E era assim que estava se sentindo, com tantos olhares invejosos e cobiçosos para cima de si. Ele não andava pelo clube que abrigava o evento, ele desfilava exuberante como um pavão. E para piorar ainda mais o seu nível de exibicionismo, Carlo – e como ele previra estava lá – era um dos gatos que não tiravam os olhos gulosos de cima de si, mesmo que afastado.

Envaidecido até a raiz do cabelo loiro, sorria e cumprimentava falsamente a todos, do conhecido ao completo estranho, como se ali todos fossem parte de uma mesma e grande família, mas fazendo questão de ignorar o espanhol, é claro. O sorriso, que já era grande, aumentou consideravelmente com a surpresa agradável de encontrar com Milo e Aioria tomando uma cerveja por ali.

– Olha quem eu encontrei por aqui! Meus queridos amigos!! – Comentou alegre aproximando-se deles.

– Caraca Dite, isso aqui é só uma choppada, não é um evento de gala... – Ralhou Milo, fazendo-o rir.

– Meu querido, se temos que pecar, que seja pelo excesso! – Ele riu e piscou para o escorpião, que apenas revirou os olhos conformado. – Aioria querido, o que está fazendo aqui? Pensei que estava esfriando a cabeça...

– Eu estou... – Disse mostrando a latinha de cerveja.

O Mu está lá...

– Eu não quero saber dele! – Aioria cortou Dite de forma grossa e seca.

– Bom, mas uma hora você vai ter que ir falar com ele, afinal vocês moram juntos, não é? Eu só queria dizer que ele nem quis vir de tão chateado, ficou lá te esperando...

– Por mim nunca mais falo com ele! – Falou externando sua mágoa e se afastando do primo e amigo.

– Deixa ele, depois ele se acalma e fala com o Mu. – Mais tranqüilo, Milo explicou o comportamento do primo.

– Tomara mesmo, o Muzinho está arrasado tadinho. – Comentou colocando uma mão na cintura e a outra no peito, observando o andamento da choppada.

– Hunn... – Demonstrou sua incredulidade quanto ao que ele disse, mas não disse nada. O seu celular começou a tocar e, deliberadamente depois de ver quem era no visor, o pôs novamente no bolso.

– Não vai atender?

– Não. – A forma seca e rude não passou despercebido por Dite.

– Diga-me uma coisa Miluzinho... e o professor Camus? Não vem?

– Não sei e nem quero saber. – A forma nervosa como ele pegou o celular novamente para colocá-lo no modo vibrador fez com que o amigo desconfiasse do porque ele não queria atender.

– Não vai me dizer que vocês também estão brigados? O que aconteceu?

– Aconteceu que sou um idiota de acreditar nele, só isso! – A forma magoada com que ele falou, aliada a pressa do grande gole que tomou foi evidente de que ele estava sofrendo e o pior, apaixonado. Mas antes que pudesse falar ou comentar qualquer coisa, um gato moreno de um metro e oitenta de altura, saradíssimo, e todo cheio de charme se aproximou dos rapazes, mais especificamente de Dite, com duas latinhas de cervejas na mão.

Oi... tudo bom? – O belo rapaz já chegou se aproximando bem naquele limite entre o respeitável e o pornográfico.

– Oi... tudo ótimo! – O modo surpresa foi tão bem ensaiado que ele desejou se dar um Oscar pela atuação brilhante. Já tinha reparado no belo moreno e no tanto que ele também o olhava. Aproveitou para olhar de soslaio para ver Carlo, mas este já não estava mais em seu foco de visão.

– Eu estava te observando e reparei que você estava sem cerveja. – Ele disse sensualmente e se a atenção de Dite não estivesse tão arraigada em Carlo, certamente já teria se derretido. O moreno ainda sorrindo sedutor aproximou-se da orelha do pisciano e sussurrou:- Então pensei em te trazer uma latinha, fiz bem? – E depois voltou a encarar os olhos e principalmente aquela boquinha tentadora que lhe sorria.

– É claro! Fez muito bem! – Disse sorrindo amplamente e pegando a latinha da mão dele, roçando os dedos no dele, numa brincadeira bem perigosa e envolvente. Percebendo o clima, Milo resolveu sair sem dizer nada.


Enquanto isso, Aioria estava no outro lado do clube e sequer sabia do novo flerte em que Dite se metia. Ele estava atrás de mais álcool, porque as suas cervejas já tinham terminado, e olha que ele também tinha acabado de chegar. A verdade era que o leonino estava apenas tentando fugir de pensar no namorado, ou melhor, no ex namorado, e por isso precisava de uma dose extra de álcool. Nem mesmo a música, ou o ambiente, ou os olhares que recebia tanto de homens quanto de mulheres, nada disso estava sendo suficiente para tirar da cabeça a imagem da traição que sofreu.

Com o coração apertando em seu peito, encontrou os grandes freezers onde guardavam as bebidas, lá perto de onde ficava a cozinha do clube. Sorriu satisfeito, agora ele iria beber todas as bebidas que estivessem lá dentro e com sorte sequer se lembraria do próprio nome quando terminasse. E se alguém tentasse impedir, ele meteria a porrada no intrometido. Era uma boa idéia, beberia até cair ou brigaria até cair. Nas duas opções, ele cairia desacordado e assim não pensaria em Mu.


Longe dali, perto do campo onde alguns colegas de sua sala jogavam bola, Milo sentou no banco de pedra com sua cerveja sem tomar conhecimento das idéias insanas do primo. Recusou os convites quando lhe chamaram para jogar também. A tristeza era tanta que nem pensou em procurar Aioria, idéia original quando saiu de perto de Dite. Estava ali somente para vigiá-lo, já que ele estava com cara de quem realmente queria fazer besteira. Mas agora, estava sem vontade nem mesmo de bancar a babá dele.

Não estava com o menor clima para festa, choppada, jogos de futebol, nada disso, então preferiu se isolar. Pegou seu celular e percebeu as mais de dez chamadas perdidas, todas de Camus. Ele nunca foi tão insistente assim, deve estar arrependido. Será? Não, ele é um idiota frio demais para isso. Além do mais, a praia dele é a devassidão, ficar com todos e não ficar com ninguém. É, realmente era isso o que ele era! E ele pensava que Saga era o safado, estava redondamente enganado!

– Milo? – A voz desconhecido o chamando pelo nome surpreendeu o loiro, que se virou tentando achar o dono da voz. Não reconhecia, não conhecia sem dúvida.

– Oi... eu... eu te conheço? – Franziu o cenho. Não queria ser mal educado, mas realmente não fazia a menor idéia de quem era, mas ele parecia conhecê-lo.

– Não. – Ele respondeu e se aproximou dando a mão para o cumprimento. – Eu sou o Cris, sobrinho do Camus. – Milo deixou o queixo cair. Sobrinho do Camus?

– Ah.. oi! Eu nunca vi você... – Tentou explicar meio sem graça.

– Eu sei, eu te conheço porque já te vi saindo da casa do meu tio... – Eles coraram.

– Ah... sei. – O constrangimento durou pouco.

– Então... eu sei que você mora com o Dite, não é? – Ele perguntou e Milo confirmou.

– Sim, moramos na república da dona Gertrudes. Bom, todo mundo conhece como república do chope. – Cris riu.

– Eu sei qual é... Fica lá naquela rua onde teve a festa de recepção do calouro.

– Sim, foi mesmo....

– Err... Milo, eu posso falar com você um instante?

– Claro, vamos sentar ali. – Indicou uma mesa também de pedra, daquelas com jogo de dama estampado na mesa, já pensando que ele falaria de Camus.

– Então... – Milo incentivou, curioso.

– Bom... eu... eu não sei se você sabe, mas... – A hesitação do rapaz foi ainda mais estranha para o loiro, que prestou ainda mais atenção ao que ele dizia. – Eu e o Carlo... nós fazemos o mesmo curso. E até tivemos aulas juntos, algumas vezes.

– Vocês são amigos? – Perguntou suspeitando do garoto a sua frente.

– Não exatamente. – Ele estava extremamente desconfortável. – Eu sempre fui mais tímido sabe? Você nem sabe o esforço que estou fazendo vindo aqui conversar com você. – Riu sem graça. – E por causa desse meu jeito, eu era muito zoado pelo grupo do Carlo. Eles diziam que eu era nerd, virgem, gay, enfim... colocaram-me um monte de apelidos e eu acabei ficando ainda mais isolado. Ninguém queria conversar comigo, foi um inferno essa época... – Ele disse e Milo sentiu-se com certa pena dele.

– Um amigo meu diz que isso é bulling. – Lembrou imediatamente de Shaka.

– É eu sei, eu fui rejeitado pelo meu jeito e me zoaram bastante. Mas eu não era o único, sabe? Eles zoavam todo mundo que fosse diferente deles, e as brincadeiras às vezes eram pesadas... teve uma menina, que sempre era zoada, que iria fazer uma homenagem aos pais na formatura, e ela tinha que pegar um buque de flores, segurá-lo por um tempo e entregar aos pais, e então eles colocaram pó de mico lá nas flores, eu não sei direito. Só sei que a menina quase ficou pelada de tanto que se coçou, foi um horror. Ela deu graças a Deus por ter se formado.

– Nossa! Eles fizeram isso?!

– Sim. Bom, nunca ficou provado realmente, mas no fundo sabemos que eram eles.

– Sei...

– Então... depois de algum tempo, eles parecem que brigaram. O grupo deles lá, tiveram um racha e meio que se separaram. Acho que quiseram tomar o lugar de liderança do Carlo no grupo, sei lá. E então, eles começaram a fazer ainda mais brincadeiras meio que disputando quem zoava mais, e um tentava colocar a culpa no outro...

– Espera aí... você não está sugerindo que o que fizeram com Dite foi...

– Não, não foi o outro grupo. O Carlo conseguiu se livrar do líder deles, não sei exatamente o que ele fez, só sei que o garoto pediu transferência e nunca mais foi visto por aqui. Depois disso as brincadeiras reduziram consideravelmente, o Carlo tinha uma espécie de código de ética para brincadeiras de mau gosto. – Riu incrédulo. – Se é que isso é possível. Mas uma coisa eu posso dizer, o Carlo não foi o responsável pela brincadeira com o Afrodite.

– E como você pode ter tanta certeza?

– Bem... é que esse é o ponto fraco do Carlo. Ele é meio preconceituoso quanto a isso... quer dizer, todo mundo sempre desconfiou que ele gostasse de pegar outros rapazes, mas ele quebrava quem dissesse isso dele. Era meio que um tabu.

– Está querendo dizer que ele tinha preconceito mesmo sendo gay? Que hipócrita! – Milo revoltou-se. – Mas espera aí... tem alguma coisa errada aí... porque o Carlo anda procurando muito o Dite para desculpar-se... e na frente de todo mundo.

– É eu sei... ele anda mudado. Quer dizer, antes do que aconteceu, ele brincava e zoava, mas depois do que aconteceu com Dite, ele nunca mais fez nenhuma brincadeira de mau gosto. Tem gente até que acha que ele está apaixonado pelo seu amigo... – Milo estava boquiaberto. Aquela história era surreal.

– E porque está me contando tudo isso?

– Ahh... sei lá, compaixão com Carlo... Isso não importa. – É claro que Milo desconfiou, ele certamente sabia quem era o responsável.

– E quem foi o responsável então?

– Eu.. eu não sei, juro que não sei. – O loiro tentou por várias vezes arrancar essa informação da boca de Cris, em vão. Ele não diria, pelo menos não agora.


Duas horas depois e mesmo com alguns intrometidos atrapalhando, Aioria conseguiu beber o suficiente para deixá-lo cambaleante. A idéia inicial de beber ou apanhar até cair foi por terra depois que algumas bebidas a mais o tiraram a força para encarar os abusados que teimavam em atrapalhar sua fossa alcoólica. Desistiu de brigar quando percebeu que não daria conta.

Começou então a circular pela festa, cantarolando e bebendo, e às vezes chorando a sua dor, mas sempre com alguma bebida na mão. Estava tão entorpecido que demorou um pouco para entender o que era aquilo com o qual tinha acabado de se deparar. Ele parou e ergueu-se o suficiente para manter-se ereto, com algum custo, e observou o que ele julgou ser o traidor Aldebaran com uma mulher, ou seriam duas? Forçou os olhos e confirmou. Eram mesmo duas mulheres, uma loira e outra ruiva, dançando juntos fazendo dele recheio de sanduíche de periguetes.

A cena causou nojo no leonino, ainda mais por imaginar que Mu poderia estar ali. Mas ele era um pervertido mesmo! E ainda tem namorada, o filho da mãe! Como é que pode!?

– Olha lá o safaaado... – Comentou para si mesmo, com a voz meio embolada. – Bem que o Mu tinha que tá aqui vendo essa safadeza... safa... safada a ruiva hein... – Comentou aos risos vendo a ruiva se esfregar sem pudor no grandão sorridente. – Ele deve gostar do surubão... com três olha só... Olha! – O excesso de álcool o fazia falar coisa com coisa, apesar de para ele ter tudo muito sentido.

E até então ele pensava em deixar pra lá, afinal não iria ter consideração com o antigo namorado, já que o ficante dele ficava com qualquer coisa que se movimentasse em duas pernas, sem o menor pudor ou respeito. Mas mudou de idéia, e então resolveu ir lá para cumprimentar o garanhão. Com passos lentos e sorriso brincalhão, se aproximou o suficiente para ser visto por Deba.

Oh... oh meninas, vem cá! – Chamou a loira pela cintura e a outra com a latinha de cerveja. A loira logo se empolgou e se aproximou do leão, sob os olhares sérios de Deba. A ruiva sorriu para Aioria enquanto abraçava o touro. – Eeesse homem aí... esse aí mesmo... – Apontou para Deba rodando a bebida no ar. – Ele é um cachorro, filho de uma senhora e respeitável puta. Eu conheço, inclusive.

–Aioria! – Deba gritou irritado. Falar da mãe é pecado mortal. Mas Aioria não se intimidou, levando as garotas aos risos.

– Ele vai pegar vocês, vai usar, vai abusar e depois vai jogar fora... – Disse olhando seriamente para a loira que o sorria.

– Ah isso é ótimo, gatinho. Estou pronta pra tudo! – Ela disse com ar de safada fazendo Aioria arregalar os olhos visivelmente surpreso.

– A senhorita é bem safadinha, não? – Concluiu levando as garotas aos risos.

– Hunn você ainda não viu nada... – Ela comentou começando a beijar o pescoço de Aioria.

– Eu... eu acho que vou ficar com a sua mulher, já que você ficou com o meu homem. É uma troca justa. – Chegou a conclusão, deixando a moça apalpar-lhe como queria. Mas assim que ele falou, elas pararam e encararam o grandão.

Como é? Você pegou o homem dele? Como assim? – A loira perguntou com um brilho estranho nos olhos. Deba suspirou e determinou.

– Chega Aioria, eu vou te levar pra casa. Desculpe senhoritas. – Disse e já foi pegando o leão pelos braços.

– Eii me solta! – Disse socando o braço do outro, mas ele nem sentia. Deba simplesmente saiu dali e jogou Aioria no carro, jogando sua cerveja fora sob os protestos do outro e entrou no carro. Depois de tanto falatório, não agüentou mais.

– Você quer calar a porra dessa boca!? – O touro gritou e naquele pequeno carro o grito parecia mais alto do que realmente era, silenciando Aioria. – Olha, eu sei que você está puto comigo! Eu.. eu praticamente roubei um beijo do seu namorado, sei que errei, que você tem todo o direito de querer me bater, me socar, eu sei de tudo isso. Mas você quer parar de agir como se você fosse o cara traído?! O Mu não te traiu, eu forcei a barra. Se quer ficar puto, fique comigo, mas não aja como se ele fosse um canalha, porque ele não é! – O desabafo saiu tão natural que acabou fazendo Aioria calar-se. Pensativo e sem saber o que dizer, apenas calou-se enquanto via Aldebaran seguir com o carro para a república.


Enquanto isso a choppada seguia agitada, fervescente, animada. Afrodite estava curtindo muito, principalmente com o novo moreno que conheceu. Um fofo, mas não conseguia disfarçar que só ficava com o charmoso rapaz para chamar a atenção de Carlo. E depois de tanto tempo fazendo isso, sendo a atenção dele, aquilo acabou se tornando cansativo. Resolveu ir para o banheiro, espairecer e assim tentar voltar ao clima de sedução com o rapaz. Foi bem rápido, não queria dar margem para que Carlo pensasse qualquer coisa. Então logo voltou para a festa. Circulou os olhos e encontrou o moreno, mas não encontrou Carlo. Suspirou, talvez fosse hora de ir embora.


Perdon? – Aquela voz,aquele sotaque, que Dite conhecia muito bem, saiu junto com algumas batidas no microfone. Então ele se virou para onde a banda tocava e se surpreendeu ao ver Carlo ali, olhando para si com um sorriso bobo no rosto. – Me gusta cantar una canción, un cantante que me gusta mucho. Es muy significativo porque muestra mi situación actual. Y he querido dedicar a ti, Afrodite. – Afrodite estava tão incrédulo que ainda estava de boca aberta quando a música começou:



Uh huh alright


This time gonna do my best to make it right

Can't go on without you by my side

Hold on


Uh huh certo


Desta vez vou fazer o meu melhor para fazer isso certo

Não posso continuar sem você ao meu lado

Segure-se


Shelter come and rescue me out of this storm

And out of this cold I need someone

Oh why oh why why why


Shelter venha e me resgate sair desta tempestade

E dessa fria Eu preciso de alguém

Oh por que oh por que razão por que


If you see her

Tell her this for me

All I need is


Se você vê-la

Diga-lhe isso por mim

Tudo que eu preciso é


One more chance at love

One more chance at love

(One more)

One more chance at love

One more chance at love

(See)

(One more)


Mais uma chance no amor

Mais uma chance no amor

(Mais um)

Mais uma chance no amor

Mais uma chance no amor

(Veja)

(Mais um)


Searching for that one who is going to make me whole

Help me make these mysteries unfold

Hold on


Procurando aquela que vai me fazer completo

Me ajudar a fazer esses mistérios se desdobram

Segure-se


Lightning about to strike in rain only on me

Hurt so bad sometimes it's hard to breathe

Oh why why


Relâmpago sobre a greve na chuva só de mim

Está tão mal às vezes é difícil para respirar

Oh porque, porque


If you see her

Tell her this for me

All I need is


Se você vê-la

Diga-lhe isso por mim

Tudo que eu preciso é


One more chance at love

One more chance at love

(One more)

One more chance at love

One more chance at love


Mais uma chance no amor

Mais uma chance no amor

(Mais um)

Mais uma chance no amor

Mais uma chance no amor


E ainda cantando o refrão one more chance, Carlo saiu do palco e foi devagar até onde dite estava, de boca aberta, completamente surpreso, olhando fixamente um nos olhos do outro, enquanto Carlo recitava o refrão para que ele entendesse o que ele realmente queria e sentia com aquilo.

E assim que a música acabou, ele largou o microfone no chão mesmo, em silêncio, enquanto todos os outros apenas os olhavam para ver o que aconteceria a seguir. Dite não sabia bem o que dizer, o que faria, o que era aquilo.

–Y entonces? Qué dice usted? Quieres darme una oportunidad más? – Carlo perguntou, não agüentando mais aquele suspense que Dite estava fazendo com aquele silêncio. Dite então respirou fundo, piscando os olhos.

– Muito lindo... – Sorriu, fazendo Carlo sorrir também, esperançoso. Mas assim que ele fez menção de se aproximar, Dite continuou. – Mas, infelizmente... eu não posso te dar mais uma chance. – Carlo estancou, franzindo o cenho.

– Por quê?

– Bem... porque eu já dei chance a outro. – Disse olhando para o moreno, fazendo todos assoviarem incrédulos e alguns até rirem dele. – Desculpe... – Em seu olhar, ele dizia que estava se vingando, apesar de lá no fundo, estar sentindo certa duvida do que estava fazendo agora. Mas não queria pensar nisso, então simplesmente deu as costas para um boquiaberto espanhol enquanto se aproximava do moreno também surpreso e depositava um beijo na boca dele, enquanto o puxava para longe dali, deixando Carlo para trás, sendo zoado pelos colegas. Ele sabia que ele seria humilhado agora e estava deliberadamente permitindo. Estava feita a sua vingança, apesar de não estar se sentindo tão bem quanto pensou que se sentiria.



Continua...

Notas finais
N/A: Eu disse que Dite teria sua vingança... Ai fiquei com pena do Carlo... =/