A República do Chope

19 Capítulo 19 - Uma manhã para não esquecer jamais..


Notas iniciais
Olá povo!! Bom, vamos as músicas do capítulo:
Primeiro:
David Guetta com Akon - Sexy chick
http://www.youtube.com/watch?v=N9hazmsUxrM
A segunda é da Ida Corr - Let Me thing about it
http://www.youtube.com/watch?v=19WUwZYM7bM
Ouçam as músicas para entrarem no climax!!!

Porém, um gritinho abafado e afinado assustou-os, separando-os de imediato.

– OH MEU DEUS! OH MINHA SANTA MÃEZINHA! O QUE É IS-TO? – Dite, que tinha se levantado para beber um copo de água, assim que entrou na sala viu Shaka e Mu se beijando, e o pior, NA BOCA, no meio da sala! Com as mãos erguidas na altura do ombro, ele ainda estava estatelado no meio da sala, encarando os assustados amigos no sofá.

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Afrodite não poderia estar mais chocado. O seu grito agudo despertou os seus amigos do seja lá o que eles estavam fazendo. É claro, assim que perceberam o flagra, eles se soltaram de imediato e ficaram estatelados encarando o amigo Dite estender as mãos na altura do ombro, e de olhos arregalados, perder o fôlego tamanho seu espanto.

O grande problema, porém, foi que com o grito do pisciano, Aioria acabou acordando e mesmo ainda no corredor, anunciou que já tinha acordado.

– Mas que gritaria é essa? Eu quero dormir! – Reclamou sonolento. Assustados, nem Shaka e nem Mu se mexeram para disfarçar o que quer que fosse. Por sorte, Aioria estava muito sonolento e não prestou muita atenção na cara de “fomos pegos” do namorado e do indiano. Chegou à sala esfregando os olhos e tentando olhar para Afrodite, mas os olhos remelentos não abriam direito.

Dite olhou para Aioria e recolheu suas mãos para o próprio peito e depois mirou os amigos no sofá e depois voltou a olhar Aioria.

– Desembucha! Que gritaria é essa? – Aioria reclamou irritado por ter tido seu sono interrompido. Dite piscou os olhos e, sem saber se deveria dizer o que viu, resolveu improvisar.

Uma barataaaaaaa!! Ahhhhhhhhhhhh!!! – Voltou a gritar pulando em cima de uma cadeira assustando Oria praticamente o empurrando para outra parede. – Aiii que nojenta!! Eu vi, eu vi!! Uma barata enorme, feia, peluda, parecia um rato de tão enorme, horrorosa! Meu Deus!! MATA,MATA,MATA,MATA AGORA!!!!!!!– Encenou da forma mais escandalosa que conseguiu.

Ahh... mas, mas onde? – Oria assustou-se, se segurou para não rir, e começou a procurar o inseto.

– Ali! Ali! Ali!! – Indicava várias posições diferentes para a barata fictícia, mas obviamente ele não a encontrou.

– Afrodite, não tem nada aqui. Acho que ela já foi embora.

Aii tem certeza?

Tenho, não estou vendo nada aqui. Pode descer daí!

– Aii eu não tenho coragem!! – Fez uma manha, fictícia é claro.

– Confia em mim, estou dizendo que está tudo bem. Você está vendo alguma coisa, amor? – Perguntou para o namorado inocentemente.

– Ahh, err... é. Não to vendo nada, acho que já foi. – Disse levantando-se do sofá meio sem jeito.

Viu só, não há nada aqui. Agora, por favor. Vamos dormir! – Pediu indo até Dite e o trazendo para o chão.

Ai, Oria! Não sei o que seria de mim sem você. Sério! Eu ficaria preso naquela cadeira pra sempre! – Disse se deixando levar pelo leonino. O ariano e o indiano foram atrás, calados e sem graça. Dite os encarou e com cara de quem diz “vocês vão ter que se explicar”, seguiu para o quarto.


No dia seguinte, o sol ainda estava nascendo quando a república começou a despertar. O cheiro do café quentinho na cozinha, o bafo quente que saía do banheiro, o corre-corre dos estudantes se arrumando, as conversas, os gritos, toda aquela confusão típica de uma manha numa casa cheia de gente e, apesar de tudo, Milo ainda continuava dormindo.

– Ei, preguiçoso! Acorda!! – Aioria jogou a toalha em cima de Milo, tentando acordá-lo.

– Só mais uns cinco minutinhos, mãe... – Praticamente ronronou a frase, irritando o primo.

– Mãe é o cacete! Levanta ai pô! – Bateu nele de novo com a toalha e arrancou cobertor. – A louça é toda sua! Levanta!! – Gritou novamente, fazendo Milo levantar e sentar na cama. Ele estava só de cueca parcialmente coberto pelo cobertor que trouxe de volta pra cima de si.

Louça? Porque eu?

– Porque você é o único que vai ficar aqui. Tá todo mundo indo pra facul!

– Eu não tenho aula hoje... – Justificou-se.

– E é por isso que você fica com a louça hoje... – Disse e saiu do quarto, deixando Milo sozinho. Ele não gostou muito, mas não tinha muito que fazer. Seguiu para o banheiro e, depois de fazer sua higiene pessoal, seguiu para a cozinha.

Larálaaa Laralaa êeee... lavar a louça.. todo diaaa!! Queee agôniiiaaaa!! Huunnhunn... – Cantarolava pensando estar sozinho, enquanto se dirigia até a pia.

Bom dia Milo, eu já estou indo. – O ariano cumprimentou rindo da cantoria dele.

– Ah bom dia Mu. Achei que todos já tivessem saído. – Disse a menor vergonha.

– Eu esqueci um livro. – O ariano olhou-o de cima abaixo, enquanto ele ajeitava o avental. – Vai lavar a louça?

– Vou, fazer o que... – Riu.

Está bem, estou indo então. – O ariano também riu, mas com certeza teria rido mais se tivesse visto os trajes de Milo. Por trás do balcão, Milo usava apenas o avental que cobria seu peito, barriga e pernas, enquanto que por trás, apenas a cueca branca cobria seu bumbum empinado.

Percebendo-se sozinho, Milo não pensou duas vezes e correu para ligar o som. Se for pra pegar no batente, que seja ao estilo escorpiano de ser. Pensando assim, não titubeou ao escolher a estação que tocava as músicas mais dançantes, para assim levantar o seu ânimo para a tarefa nada agradável. A batida começou e ele elevou o volume até ficar alto o suficiente para não conseguir ouvir a sua própria voz.

Uhúuuuuuull!!!!!!! – E num gingado todo seu, foi até a cozinha, rebolando e balançando o avental. – Vai garoto!! Vamos ficar limpinhos, meu bem! – Cantou e rebolou para o copo e começou a lavar.

Do lado de fora, a música era escutada até a esquina, de tão alta. Um pouco distante, quase virando a esquina, Aioria e o namorado encontraram com o professor Camus.

Bom dia professor Camus. – Eles cumprimentaram.

Bom dia Mu, Aioria. Vocês já estão indo para a faculdade?

– Sim. – Aioria confirmou.

– Ah ok, e o Milo?

– Ele ficou lá em casa. Não tinha aula hoje.

– Muito sortudo. Foi o único que não teve aula hoje cedo. – O ariano comentou rindo.

– Ah tudo bem. Então eu vou lá falar com ele. – O professor seguiu o seu caminho até a república. Sorriu ao chegar perto e perceber que o som alto vinha da república. Entrou e bateu na porta, mas ninguém atendeu. Imaginou que Milo estava sozinho, pelas palavras de Mu, e provavelmente não escutou a porta, considerando o volume do som. Então resolveu entrar assim mesmo.

Milo estava empolgadíssimo com a música, cantarolando e dançando enquanto lavava mais algumas louças. Estava tão distraído que nem percebeu a presença de Camus ali. O ruivo engoliu em seco e sorriu malicioso, inconscientemente, ao se deparar com a cena: O loiro sexy estava com uma boxer branca que deixava toda a nádega apertadinha, um avental, que percebeu pela cordinha em suas costas, cantarolando e rebolando enquanto balançava uma colher de pau no ar. O resultado: Um Camus babando e completamente duro, em todos os sentidos, no meio da sala.

E ainda assim o loiro não percebeu a presença de mais alguém, que praticamente o comia com os olhos. Continuou com seu trabalho inconsciente de deixar o professor completamente louco de tesão, enquanto rebolava sugestivamente ao som da música. E de repente Milo parou, enquanto começava a tocar David Guetta e Akon, Sexy Chick. Isso foi demais para o loiro, que sentiu se arrepiar e começou a dançar E CANTAR ao ritmo da música.

Yes I can see her
Cause every girl in here wanna be her
Oh shes a diva
I feel the same and I wanna meet her

They say she low down
Its just a rumor and I don't believe em
They say she needs to slow down
The baddest thing around town

She's nothing like a girl you've ever seen before
Nothing you can compare to your neighborhood girl
I'm tryna find the words to describe this girl
without being disrespectful
The way that booty movin' I can't take no more
Have to stop what i'm doin so I can pull her close
I'm tryna find the words to describe this girl
without
being disrespectful

Damn girl
Damn you'se a sexy chick
A sexy chick
Damn you'se a sexy chick
Damn girl

(Sim, eu
posso vê–la
Porque
cada menina aqui quer ser ela
Oh, ela é uma diva
Eu sinto o mesmo e eu quero conhecê-la

Dizem que ela é de baixo nível
É só fofoca e eu não acredito nisso
Dizem que ela tem que desacelerar
A coisa mais malvada na cidade toda

Ela é diferente de todas as garotas que você já conheceu

Nada que se possa comparar à garota da vizinhança
Estou tentando achar as palavras para descrever esta menina,
sem ser desrespeitoso
A forma como aquela bunda mexe, eu não consigo mais
Tenho que parar o que estou fazendo para que eu possa puxá-la pra perto
Estou tentando achar as palavras para descrever esta menina,
sem ser desrespeitoso

Droga, garota
Droga, você é uma mina gata
Mina gata
Droga, você é uma mina gata
Droga, garota)

Camus não se aguentou e começou a rir baixinho, se apoiando na parede de braços cruzados, apreciando aquela visão deliciosa do seu loirinho e rebolando e cantando ao som da música. E a música deu a dica para o que ele devia fazer, apesar de que olhá-lo dançando era uma delícia. E não se arrependeu quando, cantando o refrão Damn girl Damn you'se a sexy chick A sexy chick Damn you'se a sexy chick Damn girl, ele foi rebolando até o chão, devagar e sensual, fazendo Camus morder o lábio inferior para se segurar. Quando voltou, ele não tinha a menor dúvida, então foi como um felino até Milo, com os olhos voltados para o seu bumbum e deslizou as mãos na cintura bronzeada do loiro. Ele assustou-se, mas não pôde se virar, pois logo Camus o prendeu em seu abraço se enconstando completamente nas costas do outro.

– Que delícia essa recepção... – O ruivo sussurrou no ouvido dele, mordendo o lóbulo da orelha. Milo riu sentindo-se arrepiar pelo toque do professor e da visível ereção dele.

– Você gostou? – Provocou ainda de costas, dançando suavemente e sendo acompanhado pelo ruivo.

– Adorei, não vê? – Perguntou ondulando o quadril para junto de Milo, fazendo-o sentir seu membro completamente duro. Milo riu.

– Está aí a muito tempo? – Perguntou mordendo o lábio inferior e se cortorcendo pelos arrepios e chupadas que recebia no pescoço.

– Tempo suficiente para ver a melhor dança de todos os tempos! – Riu se inclinando com Milo pra frente, procando um gemido entrecortado no loiro.

E porque não avisou que estava aí? – Perguntou ofegante.

E perder o melhor da recepção? – Afastou-se um pouco para observar a traseira do loiro e riu. – Só falta uma coisa pra ficar perfeito.

– E o que é?

– Isso... – Camus deslizou as mãos pela cintura dele e entrou para dentro da cueca, arrastando-a devagar perna abaixo, exibindo a nadega branca e durinha. Milo ajudou levantando os pés para tirar a cueca e então acariciando a perna de baixo para cima, se ergueu, até chegar com sua boca na orelha e as mãos espalmarem na bunda do loiro. – Agora está perfeito. Continua dançando pra mim, vai? – Pediu sensualmente enquanto se afastava para ter uma visão melhor do corpo de Milo.

O escorpião ficou meio acanhado de início, mas logo a música o fez se soltar e começou a rebolar, nú e de avental, para a excitação estratosférica de Camus. Os olhos do ruivo se prenderam ao corpo escultural gingar sensualmente de um lado a outro, provocando-o agora conscientemente. Sua calça já o incomodava e foi sem pudor que a abriu, e começou a se masturbar enquanto observava Milo dançando para si.

Não demorou muito nessa provocação e logo o ruivo se levantou e o puxou um tanto violentamente para si, deixando-o de frente e encarando seus olhos com lasciva, o beijou. Um beijo intenso e cheio de desejo. E é claro que foi completamente correspondido. Milo o agarrou pelo pescoço e devorou a boca que tanto gostava e que já estava acostumado a beijar, mas que nunca se cansava. Desesperado de tanto tesão, Camus o segurou pela cintura e o ergueu para que se sentasse no balcão, de perna aberta para si.

Eles se olharam profundamente, deixando transparecer todo o desejo que havia ali e depois de muitos beijos e amassos, Camus o penetrou, lenta e torturantemente, por várias e várias vezes, saciando aquele desejo louco e insano que sentia toda vez que olhava para Milo. O loiro gemia tão alto e descontroladamente sob seus braços, que se não fosse a música alta, todos na rua iriam escutá-los. Mas Camus viajava em hormonios quando estava perto daquele loiro. E fazia coisas que antes sequer imaginava, como transar selvagemente sem se importar se alguém iria descobrir. É claro que eles poderiam ser flagrados por outros moradores, mas talvez fosse também isso que o deixava ainda mais louco por Milo.

E assim gozaram, querendo e desejando ardentemente mais um do outro, e talvez até mais do que eles poderiam ou queriam se dar. Para Camus, Milo não passava de uma diversão deliciosa, sem maiores compromissos. Para Milo, Camus se tornava cada dia mais o seu amor. Mas enquanto o tempo não se tornava forte o suficiente para lhes dar coragem e revelar suas verdadeiras intenções, eles seguiram curtindo e se amando loucamente.


Enquanto a manhã do ruivo e do loiro seguia pegando fogo, para os outros moradores da república ela seguia chata e monótona. Talvez para Aioria, a manha tenha sido ainda mais chata, haja visto que seu namorado parecia-lhe fugir, e ele realmente estava pra lá de estranho. Mas poderia ser apenas mal humor da manha. Algumas pessoas ficam mal humoradas quando acordam cedo e esse pode ser o caso do ariano. Pensando assim, resolveu deixar pra lá.

Mal sabia ele, porém, que os motivos para o afastamento do namorado eram outros. O beijo trocado com Shaka o estava deixando louco. Não pode dizer se gostou ou não, ou melhor, sabia que gostou, mas não da forma como gosta dos beijos do namorado. Era um outro jeito... E o pior é que não sabia definir muito bem o que era isso, o deixando atormentado pela confusão em sua mente. E foi por isso, e pela culpa de ter traído o namorado, é que resolveu se afastar um pouco, para pensar.

Shaka também não estava em boa situação. Sabia bem da confusão que plantou no amigo e se sentia um tanto culpado por isso. Não deveria ter se excedido, mas fez e agora não sabia o que fazer para consertar. Não sabia nem o que tinha que ser consertado, mas a julgar pelo clima tenso entre ele e o amigo, sabia bem que teria que conversar com ele. E além de tudo isso, ainda tinha o professor Saga que, sabia bem, faria de tudo para provar suas boas intenções. Se isso era bom ou não, ele não tinha como saber. Teria que esperar para ver...

Talvez o único tranquilo no grupo fosse mesmo Dite. Ele já assumia, mesmo que só para si, que sentia algo pelo calhorda do Carlo e desistiu de se sentir culpado por conta disso. Afinal, ele não poderia mandar no próprio coração. O cara era uma delícia, um idiota delicioso, que não merecia nada seu, que dirá suas lágrimas. Esconderia o que sentia, daria uma boa lição áquele idiota, o esqueceria e, se tivesse sorte, ainda encontraria um bofe maravilhoso para chamar de seu. Era um plano perfeito.

Dite? Alô!!! Chamando Terra!!– Um colega da sala de Dite tentava a todo custo a atenção do pisciano.

Ahn.. ah desculpa Thor, eu estava distraído. O que você disse?

– Eu percebi, estava no mundo da lua. – Riu. – Estava te perguntando se você vai na choppada do terceiro ano?

– Choppada?

– Vai ter uma choppada. A tradicional choppada do terceiro ano vai acontecer amanha. – Disse entregando um panfleto para ele. – A faculdade inteira vai estar lá. Acho que vão até fechar o clube.

– Todo mundo da faculdade? – Os olhos de Dite começaram a brilhar. Estava tendo uma excelente ideia para sua vingança.


As aulas terminaram e antes que pudesse seguir para o seu estágio, Aioria passou correndo no prédio onde o namorado estudava. Queria dar um beijo antes de ir. Acabou encontrando-o com Dite no meio do caminho.

Oi amor... – Aproximou-se para lhe dar um beijo na boca. O ariano se surpreendeu, mas não evitou o toque. Mas acabou não conseguindo esconder seu nervosismo. – Está tudo bem? – Perguntou deixando o namorado sem graça.

– Ah... err.. está sim. Eu... fiquei surpreso. Você não iria para o estágio? Não está atrasado? – Tentou disfarçar.

– Sim, estou. Mas eu quis vir aqui te dar um beijo antes de ir. – Sorriu dando outro beijo no namorado. Mu sorriu sem graça, mas nada falou. – Bom, eu vou. Tchau Dite.

– Tchauzinho... – Dite olhou para Oria e depois olhou para Mu e intimou: – Depois você vai me explicar aquela história... mas antes, eu preciso falar com o Shaka. Sabe onde ele se meteu?

– Não... – Respondeu timidamente.

– Ahh droga! Não consigo falar com ele pelo celular. Parece que sumiu! Vou ligar pra falar com o Milo. – Então pegou o celular e discou para o loiro. Tocou, tocou, e tocou e nada de Milo atender. – Ahh será que aquele preguiçoso ainda está dormindo?

– Quando eu saí ele estava indo lava a louça. – Dite o olhou interrogativamente no que Mu apenas deu de ombros. Voltou a tentar a ligar, e lá pela quarta vez é que foi atendido. E assim que isso aconteceu pôde ouvir Ida Corr cantando Let Me Thing About it num som tão absurdamente alto que teve que afastar o celular do ouvido para não ficar surdo.

– Alô? Milo? Abaixa esse som!!! – Pensou que pelo volume da música, só poderia ter sido um milagre para que ele tenha atendido.

– Hunn... fala Afrodite... – Conseguiu ouvir a voz de Milo sair manhosa e estranhou.

– Milo? Você está bem? Abaixa o som para eu te ouvir!!

– Ahnn?? Eu estou ótimo Dite! Maravilhoso e tudo de bom!! Ahh isso é muito bom Diteee!! – Dite e Mu arregalaram os olhos.

– Que porra alucinógena você tá tomando em casa, Milo? – Afrodite gritou irritado estranhando o jeito de falar de Milo. Mal sabia ele que o loiro não estava respondendo, aliás mal estava ouvindo-o. Não poderia sequer prestar atenção, já tinha feito muito atendendo o telefone, e isso porque estava ao lado do mesmo e Camus tinha pedido, com aquele seu jeitinho, que o fizesse. Mas não, agora ele não poderia pensar quanto mais responder, já que estava sendo penetrado lentamente pelo seu professorzinho gostoso.

– Ahhh Dite... depois a gente se fala amigo... Beijo gostoso pra você! – E dizendo isso desligou na cara de um pasmado Dite e outro não menos pasmado ariano.

– Mas que merda ele tá fazendo lá? – Dite fez a pergunta retórica, e claro Mu não respondeu. – Nós temos que ir para lá agora mesmo!!

– Mas e o Shaka?

– Depois o encontramos... – Dite disse enquanto levava o ariano pelo braço.Eles demoraram um pouco para pegar o metrô. E Mu só o acompanhou mesmo porque o seu trabalho era literalmente em frente a república. Mas ele não poderia ir ver o que Milo estava aprontando, tinha que trabalhar. E o pior, tinha que conversar com Deba, porque aquela situação não poderia perdurar.

Eles levaram cerca de meia hora para chegar a rua e a música ainda era ouvida. Ou Milo aproveitou para fazer uma festinha em casa, ou algo de muito errado estava acontecendo. Os amigos se entreolharam e se separaram: Dite foi para casa e Mu para o trabalho...

O pisciano entrou e começou a vasculhar. A louça pela metade, deu a certeza de que Milo estava fazendo merda. Prosseguiu, mesmo com o som alto, até chegar ao quarto do mesmo. Quase caiu para trás com a cena que presenciou: Camus e Milo abraçados e aparentemente dormindo no chão do quarto, e nús. Ou melhor, Milo trajava o avental. E só.


Continua...

Notas finais
N/A: Feliz ano novo pra todo mundo!! O meu presente de ano novo, é o mesmo do ano velho: REVIEWS!!!! =)