A Realidade dos Sonhos
3 Uma noite em claro
Notas iniciais
Mergulhada em pensamentos, nem percebi o tempo passar, já devia ser 00:15. Tentei relaxar e esquecer de tudo... talvez uma boa noite de sono me ajude re-organizar os meus pensamentos e ver se consigo me lembrar de alguma coisa. Fecho os olhos e acabo dormindo.
Sonho ON:
Estava, mais uma vez, na mesma sala preta do meu sonho enquanto estava no hospital, estava sozinha não via nada a quilômetros, pelo menos o que parecia já que o preto não te da a minima noção de espaço. Porém apareceu do nada uma porta na minha frente, ela era enorme e de uma madeira branca muito bonita, fiquei muito curiosa perante aquela enorme porta e resolvi abri-la.
Quando entrei apenas vi um clarão, e me vi sentada no chão sem força alguma e lutando para continuar acordada. Vi um homem muito alto e forte na minha frente rindo freneticamente, do nada parou mas continuou com um sorriso sarcástico no rosto, logo após começou a se aproximar e segurou-me pelos cabelos me fazendo olha-lo, ele falava coisas que não conseguia entender pareciam com sussurros em uma outra língua.
Após isso ele me tocou no chão mais uma vez, e começaram a vir varias imagens passavam muito rápido e estavam confusas, fiquei com muita dor de cabeça e depois apenas vi novamente o clarão.
Sonho OFF.
Acordei num pulo e olhei ao redor, estava no meu quarto. Coloquei a mão no peito, e sentia o meu coração a mil. Olhei mais uma vez para o relógio que marcava 6:15, suspirei sabendo que não conseguiria voltar a dormir tão cedo por conta daquele bendito sonho que nem ao menos fazia sentido, já que nunca vi aquele homem antes. Me pergunto se aquilo tem alguma coisa a ver com o que aconteceu antes de eu ficar em coma e ter esses machucados.
Resolvi levantar já que tinha perdido o sono, me arrumei e arrumei as minhas coisas, pensei em tirar a Glaceon da pokébola para me fazer companhia mas ainda era muito cedo e ela ainda devia estar dormindo. Resolvi descer e tomar um café da manha para ter energia o suficiente para ir até Petalburg, desci e adivinhem só quem eu encontrei. “Eles de novo não! Se me descobrirem vão me levar para aquele lugar horrível!”, tentei passar despercebida e o mais longe o possível deles, mas como se o destino quisesse me ver enrascada, o meu estomago ronca bem quando estou “ao lado” deles. Também, eu não comi nada desde ontem a noite, o meu estomago é que tem culpa de estar sempre com fome.
Todos eles começaram a me encarar e a andar na minha direção chamando o meu suposto nome, eu não sei o que fazer, estou desesperada, tentei parecer que nem os tinha visto me virei e quando ia começar a andar uma mão segura o meu braço. Estava suando frio, quando finalmente virei, me deparei com um par de olhos azuis me olhando profundamente como se tentasse olhar a minha alma. Com tal proximidade me soltei e recuei alguns passos, olhei para os demais e contestei que tentavam fazer o mesmo, estava um silêncio muito perturbador e estranho, percebi que não iriam falar nada então comecei, forcando a minha voz para que parecesse o mais normal o possível:
– Er....B-Bom dia...
– Bom dia... Sofia certo? — A azulada me perguntou parando de me encarar daquele jeito estranho, e dando um sorriso um tanto fofo, fiquei um tempo em silêncio até entender a pergunta dela.
– ... Ah! Sim...-Ficamos mais um tempo em silêncio, e realmente aquilo estava esquisito demais além de desconfortante. E pelo que me pareceu deixei isso transparecer, pois ela logo voltou a se pronunciar.
– Caso não se lembre somos aqueles que lhe encontramos na noite anterior e ficamos te chamando de May .... Então foi mal por aquilo....- Disse ela se curvando, me fazendo ficar sem jeito.
– S-Sem problemas. Vocês devem apenas ter me confundido com uma amiga de vocês, então não tem mal.... — Falei com uma gota, mas sorrindo. Ela me parecia um pouco ingênua.
– Bem... mais uma vez nos desculpe, é que você e muito parecida com ela e não a vemos a imenso tempo, então quando te vimos agimos assim. Bem estamos indo tomar o pequeno almoço, não gostaria de vir conosco? — Desta vez foi o moreno que perguntou.
Estava louca para dizer “ Não! Porque nem os conheço e não estou afim de tomar o pequeno almoço com pessoas como vocês”, mas não falei por duas rasões, a primeira é porque seria falta de educação e a segunda é que bem quando ele terminou de falar o meu estomago roncou. Todos ali ficaram com uma gota, porém concordei meio sem jeito.
Fomos até uma mesa vaga, sentamo-nos e fizemos os pedidos. Logo eles começaram a conversar sobre assuntos aleatórios, toda via percebi que o menino serio não parava de me observar, coda movimento que eu fazia ele vigiava, aquilo me deixava com um certo desconforto mas não liguei muito. No fim de tudo eles me parecem ser pessoas bem legais, mesmo com tantas diferenças eram todos amigos, e logo todo aquele desconforto foi embora. Mas eu ainda tenho receio deles descobrirem a verdade, porque como me ensinaram desde pequenininha mentira tem perna curta, e isso é o que mais me preocupa...
– Você está bem, Sofia? — Perguntou o de cabelo verde
– Estou, por quê?
– Você ficou quieta de repente...- Completou o de cabelo roxos, com os olhos semicerrados.
– Não aconteceu nada, eu só estava pensando...
– Em que exatamente? — Continuou o arroxeado, “Cara esse menino tá me dando nos nervos.”, tentei pensar numa desculpa o mais rápido o possível e, bem, eu inventei a pior desculpa que eu podia.
– Estava pensando nas minhas próximas jornadas e as lutas que terei de enfrentar...- Falei bem rápido e suando frio e torcendo para que eles acreditassem.
– Você é treinadora ou coordenadora, Sofia?- Perguntou a ruiva do grupo.
– Eu sou coordenadora, mas faz um tempo que parei de batalhar em concursos.... Não por escolha...- Falei baixo a ultima parte para que ninguém ouvisse, mas o de cabelos verdes estava perto demais e acabou ouvindo...
– Como assim “não por escolha”, Sofia?
Cara eu me lasquei, eu não tenho nenhuma desculpa pra falar. Eu estou em estado de choque não sei mais o que fazer, sinto que o meu coração parou por um minuto. E agora o que eu faço?
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