Notas iniciais
Animados? Ai vai a continuação! Espero que gostem.

Logo que a câmera foi desligada meu pai se virou e ordenou a uma criada que chamasse o General Leger. Ean foi puxado pelos guardas até uma cela que havia no subsolo do palácio. Meu pai andava de um lado para o outro esperando Aspen e quando ele chegou, meu pai se exaltou mais pensando no que fariam com Ean e Aspen acabou o retirando do Salão para que pudesse esfriar a cabeça e pensar com mais clareza.

Eu ainda estava estatizada. Não havia conseguido mover um músculo desde a hora que Ean começou a gritar. Eu não conseguia acreditar que alguém que estava concorrendo à casar comigo teve a indecência de falar essas coisas e de tratar meu pai, o Rei, desse jeito. Erik, como sempre, ficou o tempo todo em uma posição que pudesse me proteger se Ean fizesse algo mais. Quando eu finalmente saí de meu transe percebi que todos me olhavam, eu devia estar parada ali há muito tempo.

–A senhorita está bem, Alteza? –perguntou Gavril. Erik estava me encarando com preocupação no rosto.

–Er... Sim. Estou bem, obrigada Gavril. Só preciso de um tempo para absorver o que aconteceu aqui. –eu dei um sorriso fraco e me levantei. Mas acho que me levantei rápido demais e acabei quase caindo, se não fosse Erik para me segurar. –Hm. Obrigada Erik.

–Disponha, Alteza. –ele deu uma piscadinha. –Quer que eu te acompanhe até seu quarto para que possa descansar um pouco?

–Não, obrigada. Tenho que ver como meu pai está e o que vai acontecer a seguir. Ele tomou a decisão para ele novamente. –eu disse e andei até a porta.

–Boa sorte. –Erik disse quando a porta estava sendo aberta para mim, eu sorri e sai.

***

Encontrei meu pai, o General Leger e vários guardas no escritório. Entrei sem fazer barulho, ninguém olhou para mim, mas com certeza me perceberam. Meu pai sabe que eu tenho o direito de saber o que vai acontecer, mas também tenho o dever de não interferir. Ele estava dando ordens e pedindo a opinião de Aspen algumas vezes. Os guardas iam saindo conforme suas ações eram designadas. Por fim só sobramos nós três. Assim que o último guarda saiu, meu pai se virou para mim.

–Você entende que isso é necessário agora, não é? –A raiva ainda estava exposta no rosto dele, mas também havia uma parte se desculpando por estar tirando minha chance de fazer do jeito que eu havia imaginado ser o melhor.

–Sim, é claro, pai. Eu não consigo acreditar até agora no que aconteceu... –eu respondi verdadeiramente.

–Foi impressionante mesmo... Aquele rapaz não faz idéia do quanto a atitude dele foi repugnante e ilegal. Ele não pensa nas conseqüências de seus atos. –Aspen comentou.

–Realmente... Mas isso não pode mais ser resolvido com expulsão e trabalho comunitário. Tenho certeza de que concordam comigo. –eu baixei a cabeça e fiz que sim com a cabeça.

Não gosto desse tipo de punição que ainda existe nesse reino, mas realmente foi um ato que se aceito por nós, revoltaria o povo. Não conseguiríamos agüentar uma revolta dessas. Minha mãe provavelmente ficará muito triste, ela se revoltou muito quando o casal Woodwork foi açoitado. Acho que me pareço um pouco com ela nesse aspecto. Infelizmente, com um desrespeito ao Rei desse tipo, ainda por cima em rede nacional, não se pode fazer nada menos que isso. Em outras épocas, ele poderia ser condenado à morte...

–Eadlyn? –meu pai me tirou dos devaneios.

–Sim?

–Não falei nada com sua mãe ainda, mas ela provavelmente já deve saber por alto do acontecido. Gostaria que fosse até ela e explicasse tudo corretamente. Você sabe que ela não gosta dessa punição... –ele estava um pouco desconfortável. Acho que ele não tinha boas lembranças do último açoite, quando o assunto era a relação dele com minha mãe.

–É claro... se precisar de mim para mais alguma coisa, é só chamar. –eu deixei o escritório. Sabia que ele não chamaria, e na verdade, eu não queria ser chamada.

Notas finais
Gostaram? Deixem seus comentários ai, gosto de saber a reação de vocês! XOXO