Notas iniciais
Me desculpem pela demora do capítulo, eu tive alguns problemas pessoais, mas agora a fic vai voltar a todo vapor! Eu queria agradecer á aqueles que favoritaram, acompanharam e mandaram seus comentários

Capítulo 3

Maxon teve de ir até o escritório, eu estava me preparando para dormir. O dia havia sido agitado, todos ainda falavam do almoço matrimonial que havia acontecido no castelo há alguns dias.

Era nossa primeira semana como casados e mesmo assim todos nos pressionavam cada vez mais, as responsabilidades aumentavam a cada dia que se passava.

Eu nunca pensei que ser uma rainha exigia tanto de você. Quer dizer, eu sabia que seria difícil, mas eu tinha pelo menos a idéia de que teria ajuda. Maxon não tinha nem tempo de resolver suas decisões políticas, depois que ele havia entrado com o processo de erradicação das castas, todos os contatos políticos estavam se afastando, Maxon tinha que convencê-los a continuar com os negócios e acordos com Illéa, mas isto estava exigindo demais da energia vital de Maxon, ele mal conseguia dormir.

Eu comecei a tirar as poucas jóias que usava, e comecei a desfazer o coque dos meus cabelos, que agora tinha de usar quase sempre, pois a coroa sempre caía quando eu usava os cabelos soltos, eu sentia falta de sentir meus cabelos soltos. Tirei meu vestido e o espartilho apertado, vesti uma camisola e deitei na cama para tentar dormir.

Era tão ruim dormir sem Maxon ao meu lado, meu travesseiro parecia pesar uma tonelada e meu corpo estava frio sem Maxon para aquecê-lo, os cobertores não eram suficientes.

Me levantei da cama, não iria conseguir dormir tão cedo.

Meus pés tocaram o piso de mármore frio. Eu não havia percebido o quanto meus dedos estavam gelados, só percebi quando vi que a frigidez da pedra de mármore não me afetava.

Calcei minhas pantufas. Cujo um tempo atrás eu teria achado uma frescura e com certeza um desperdício de dinheiro, mas agora eu percebia o quanto era necessário.

Era impressionante a porcentagem de coisas que há alguns meses atrás eu teria achado futilidade.

Saí do quarto na ponta dos pés, tentava não fazer nenhum barulho. Confesso que parei e quase dei um soco em mim mesma por me equilibrar na pontinha dos pés atoa, afinal, o que eu tinha a temer agora?

Eu teria que me acostumar mais cedo ou mais tarde que este lugar agora era minha casa. Tudo bem que eu não conhecia nem metade e não era aconchegante como minha antiga casa, mas era meu lar agora, e apesar de tudo eu o amava.

O castelo carregava uma decoração incrível, as flores deixavam o lugar extremamente lindo, e a luz da lua que entrava pelas enormes janelas do palácio, o deixava exuberante ao anoitecer.

Não sabia muito bem para onde ir, na verdade, quando cheguei ao final da escadaria fiquei parada, sem saber para onde ir para manter minha mente um pouco longe do tédio. Pensei em ir até Maxon, mas sabia que o pobrezinho estava trabalhando, eu não queria atrapalhar toda sua concentração.

Decidi ir até a biblioteca onde Maxon me levara ha alguns meses atrás. Talvez eu não fosse interrompida pelos guardas.

Que pensamento meu! Quando estava atravessando o corredor para ir até a biblioteca, Aspen me parou.

–Meri? –Ele quase havia esbarrado em mim, e por um momento fiquei preocupada com sua perna.

–Aspen. –Sorri para ele.

–Oh, me desculpe... devo chamá-la de Vossa Majestade, certo? –Ele passou a mão pelo cabelo e logo depois começou a dobrar os joelhos.

O impedi de ajoelhar-se. Eu sabia o quanto sua perna ainda doía. Uma dor que provavelmente ele teria de levar a vida inteira.

–Você sabe muito bem que não precisa de toda essa coisa formal comigo. –Disse e logo depois o abracei com um sorriso largo no rosto.

–Você nunca vai mudar, não é mesmo? –Ele caçoou. –Nunca vai se acostumar de ter sangue real nas veias agora.

–Não bem nas veias... –Retruquei.

Vi os olhos de Aspen se encherem de lágrimas. Não sabia bem o motivo, mas o mandei um olhar sereno e logo depois fiz com que ele se sentasse em um banco de mármore que havia perto de nós.

–O que houve, Aspen? –Disse enquanto limpava uma lágrima que quase caíra.

–Não é nada, Meri. –Ele disse enquanto segurava firmemente minhas mãos. –É que, mesmo não sendo exatamente como planejamos, isto tudo esta sendo mais que um sonho que guardávamos somente para nós.

– O que quer dizer com isso? – O olhei sem entender.

–Oh, Meri. Nós nunca fomos realmente felizes, nos escondíamos numa casca que nós inventamos para não sermos atingidos pelas bombas que o mundo criou. –Aspen abriu um sorriso largo. –Nós criamos uma casa na árvore que abrigava somente os nossos sonhos mais acessíveis. Que era nos casarmos, termos filhos... Nunca sonhamos além disso.

–Eu nunca iria querer que você se tornasse uma Sete, e você muito menos. Eu também não queria passar o resto da minha vida sendo um criado, Meri. Eu não queria mais passar fome ou depender de você. –Eu escutava tudo que Aspen dizia atentamente. –Aqui nós encontramos tudo que realmente amamos, -Aspen me jogou uma piscadela. –encontramos até quem nos amasse apesar de tudo.

Ainda o olhava confusa.

–O que eu quero dizer, America, é que eu não quero perder isso. Eu quero continuar a servir Illéa. Mas a cada dia eu sinto meu sonho se esvaecendo. –Aspen olhou para sua perna machucada, depois passou os olhos para sua muleta e pousou os olhos verdes nos meus.

–Você fica bem de muleta. –Sussurrei.

Eu sei que não eram as palavras mais apropriadas a se dizer, mas foram as únicas que eu consegui encontrar.

Aspen gargalhou e eu não pude deixar de acompanhá-lo. Quando me dei conta que neste momento todos deveriam ter ouvido nossa sessão de risadas.

–Lucy me diz isso toda hora. –Aspen passou a mão nos cabelos, vitorioso por provocar isso nas mulheres.

–Como ela esta? Sinto tanta falta dela...

–Ela esta bem. Ela também sente sua falta, America. Todos os dias ela diz como você era bondosa, forte e determinada. –Aspen diz fazendo uma cena digna de cinema. Batendo a mão no peito a cada elogio como se fosse um político.

Sorri para mim mesma ao lembrar de minha mais doce criada.

–Tenho que ir agora, Meri. Lucy deve estar preocupada. –Aspen beijou a ponta do meu nariz e saiu em direção ao corredor.

E eu me vi sozinha novamente.

Notas finais
Gostaram do capítulo? :) Eu amo quando vocês dão suas opiniões, até mesmo quando são criticas construtivas. Comentem! Beijos