A Razão da Nossa Busca

4 Ato 4 - A Razão dos Irmãos Elric


Longe da cidade, numa estradinha que iria levar á uma cidadezinha aos arredores da Cidade Central, Ed contava sobre as confusões que os Homunculus causavam. -Eles estão atrás da mesma coisa que nós – Dizia Ed com as mãos no bolso. -Eles estavam com a pena da Sakura-chan... – Disse Fye – Vocês também estão atrás disso? -Ah não, não. — Interveio Al depressa – Estamos atrás da Pedra Filosofal! -É mesmo – Syaoran disse – Vocês não nos contaram ainda o motivo da busca pelo que perderam... Ed respirou fundo e parou de andar. Virou-se para o grupo viajante e ficou bem sério. -O motivo... – Ele mostrou o braço – Foi por termos desafiado as regras, quebramos o pior dos tabus para os alquimistas... Fizemos Alquimia proibida. Al balançou a cabeça. -O pior dos tabus para os alquimistas é... – Ed dizia. -Transmutação humana. – Completou Fye nem um pouco surpreso. -Ué, você conhece a alquimia? – Interveio Ed surpreso. -Um pouquinho – Sorriu ele de maneira bem alegre – Imagino que devem ter tentado usar a transmutação humana para ressuscitar alguém ou que sabe trazer algum membro de volta, neh? -Tentamos ressuscitar nossa mãe... – Respondeu Ed cabisbaixo – O resultado vocês podem ver... Meu braço direito e minha perna esquerda são membros automáticos e Al... -Ele é apenas uma armadura – Completou Kurogane – Dava para perceber mesmo. Estava imaginando como um fedelho conseguia andar com esse troço aí, mas vejo que ele é a armadura. -Exato – Concordou Ed – Esse é o motivo da nossa busca. -Mas eu não me importo muito, desde que meu nii-san esteja ao meu lado – Al disse animado. -Vocês querem voltar ao normal? – Perguntou Sakura. -É – Concordaram os irmãos ao mesmo tempo. -Que legal! – Sorriu Syaoran – Eu acho que deve ser difícil fazer uma jornada dura assim, então a Pedra Filosofal é algo para ajudar a recuperar seus corpos? -É – Concordou Ed – De acordo com as histórias, a pedra pode fazer isso e muito mais... Fye sorriu e colocou Mokona em cima de seu ombro. -Já que parece que vamos ficar aqui por um tempinho, não acham melhor nós tentarmos aprender um pouco dessa alquimia? – Perguntou ele. -É mesmo! – Syaoran disse – Precisamos aprender á nos defender aqui neste mundo! -Ma-Mas... A Alquimia leva anos para ser aperfeiçoada! – Exclamou Al um pouco surpreso – Não conseguiriam aprender á ser alquimistas em horas! -Realmente... – Ed coçou a cabeça e riu sem jeito – Eu e Al levamos anos para conseguir transmutar coisas grandes e tudo mais... -Não se preocupe conosco! – Disse Syaoran – Nós aprendemos rápido! -Me tirem disso, eu não preciso dessas coisas inúteis – Interveio Kurogane. -Kuropon está nervoso! – Exclamou Mokona pulando em cima de Fye – Kuropon ta nervosinho!!! -MALDITO MANJUU BRANCO! – Berrou Kurogane tentando acertar o pequeno bichinho, mas sem sucesso. Todos começaram á rir. Enquanto isso, Ed começava á pensar que talvez poderia dar certo ensinar um pouco de Alquimia para aquele grupo.Mas... Para fazer isso, eles deveriam ensinar de maneira bem rápida e Ed sabia que isso acabaria levando ele novamente para sua... -Eu acho que sei quem pode lhes ensinar bem... – Ed coçou a cabeça sem graça e um pouco preocupado. -EH!? – Al ficou chocado – Ni-Nii-san! Não está se referindo á... -Quem? – Perguntou Sakura sem entender nada. -Melhor nem entendermos... – Murmurou Syaoran com uma gota. Ed começou á rir que nem um doido sob os olhares confusos de todos os presentes. -Ai... – Ed ficou com uma gota – Eu sei que eu e Al iremos apanhar dela, mas... Vocês precisam saber mais sobre nosso mundo. Na Alquimia, eu e Al ajudamos vocês, mas na parte histórica... -Sim, se não lhes for incomodo – Disse Syaoran. -Ai, ai... Então temos que nos apressar e ir logo vê-la... – Disse Ed com lágrimas nos olhos. -Ver quem? – Disse Fye. -Nossa Sensei. – Disse Al num tom meio triste. -É. Vamos ver aquela doida... Digo, aquela mulher. – Disse Ed com um sorriso. -E o dinheiro para a viagem? – Perguntou Kurogane – Estamos falidos nesse mundo. -Ahh, deixo isso com o Coronel – Disse Ed com um sorriso maligno no rosto. E assim á caminho da estação ferroviária, Ed explicava á Syaoran e Fye sobre a Alquimia, conceitos básicos pelos menos de transmutação. E assim a jornada seguia.