Sopros frios passando pelas arvores em um por do sol alaranjado, enquanto via a luz do sol passando pelas folhas de arvores distantes me assusto e rapidamente me levanto em um surto de pânico.

Eu não sabia onde estava e logo olhava para mim mesma, estava usando um sobretudo vermelho longo aberto com uma camisa preta por baixo, estava usando luvas pretas um tanto quentes, e calças jeans com botas longas.

Não consigo me lembrar, mas parece que eu estava arrumada para uma caminhada em algum lugar frio, mas não tem nenhum lugar nevando ou frio há quilômetros, e também não há nenhum rio para eu sair boiando e muito menos estou molhada.

Olhando meus bolsos encontro meu celular e ele tinha um pouco de bateria, vendo minhas ultimas chamadas vejo que havia muitas ligações perdidas da minha irmã e também ligações de alguns amigos.

Como recebi as ligações sendo que não tem sinal?

Olhando melhor os meus bolsos acabo encontrando minha pistola e três cartuchos de munição, logo encontrar isso me assusto e meu coração começa a bater forte.

COMO ASSIM EU TÔ COM A MINHA ARMA? Eu estava indo fazer alguma coisa? Algum lugar perigoso? Isso tá ficando muito estranho... Eu preciso encontrar uma cidade ou qualquer coisa por perto pra pedir ajuda.

Logo guardo a arma no coldre que estava no meu sinto e começo a caminhar pelo que parecia uma planície sem fim onde apenas existiam poucas arvores e chão pela frente.

Depois de poucos minutos andando começo a ter dores de cabeça, as dores começa a ficar mais e mais forte, até que ajoelho no chão e coloco as mãos na cabeça e fecho os olhos, começo a ver coisas em flashes de luz na minha visão, conseguia ver uma figura preta e logo em seguida via um pentagrama brilhando com símbolos maçônicos em volta, e por ultimo via uma raposa humanoide branca usando um sobretudo preto e mirando com uma arma em alguma coisa consigo perceber que era minha irmã, logo depois disso acabo desmaiando.

Algumas horas depois

Acordo no chão com a visão turva e com sangue saindo pela boca acompanhado com uma forte dor no peito, em uma tentativa de entender o que estava acontecendo, tiro o sobretudo e levando a camisa para ver se havia alguma marca, para o meu espanto havia uma grande marca preta na parte esquerda do meu peito, uma marca preta em meio de minha pelagem de raposa vermelha, logo coloco o sobretudo de volta e começo a andar em disparada para encontrar ajuda.

Que porra é essa? Porque o que é tudo isso? Um lugar estranho depois os números e depois isso!

— "SOCORRO!!!"

Grito em desespero enquanto corria pela planície, depois dos meus gritos começo a ver uma cidade a distancia, ela parecia uma vila com arquitetura antiga remetendo a idade media, logo após ver a cidade começo a correr mais rápido e de forma desesperada até a cidade.

Após ter chegado na cidade completamente exausta peço ajuda para a primeira pessoa que encontro, era um humano um senhor que estava usando uma roupa de camponês do século 15, estranho por um momento porém o desespero era tanto que ignoro e chego gritando.

— "SOCORRO POR FAVOR ME AJUDA!!!"

O tal "camponês" sai correndo gritando bem alto

— "A RENCARNAÇÃO DO DIABO ESTÁ AQUI!"

Tento correr atrás do camponês mas por conta da extrema exaustão de ter corrido o que parecia ser uma maratona acabo por cair de joelhos no chão, e tento gritar mas a minha voz já estava desgastada de tanto gritar enquanto corria para a cidade, então sai uma voz quase sem força.

— "Ei, espera eu não sou reencarnação de nada..."

Conseguia escutar pessoas correndo até mim quando elas aparecem na minha visão, consigo ver que eram pessoas que estavam vindo com espadas atrás de mim, no desespero me levanto e começo a tomar distancia andando para trás enquanto olhava as pessoas com uma expressão de medo, as pessoas também estavam com uma expressão de medo para mim.

— "o que eu fiz? Porque estão me chamando de Diabo?"

Falo com um tom choroso enquanto andava lentamente para trás ainda com medo.

— "Você acha que nós engana!? Nós vimos o raio de luz que fez um pentagrama no céu! Você veio da mesma direção"

Um dos que estavam com as espadas fala em um tom alto e claro, enquanto se aproximava mais de mim com a guarda alta e com a espada apontada em minha direção.

De repente uma pessoa que veio pelas minhas costas e acerta a lamina do camponês tão forte e rápido que a lamina sai voando em dois, o camponês cai para trás com medo do ataque surpresa que havia acabo de levar.

— "Se não querem morrer, SAIAM DAQUI SEUS VERMES"

Uma voz grossa e amedrontadora saia da pessoa que deu o ataque surpresa, ele era um ser totalmente coberto com uma roupa vermelha e com uma mascara que escondia seu rosto.

— "tenho o alvo"

O ser falava ainda com aquela voz grossa e então ele tirava uma espécie de esfera negra de dentro da roupa e colocava para cima e dela vinha um clarão e parecia que apagava.