O que eu realmente sou? A menina de cabelos alaranjados se perguntou enquanto dava as últimas escovadas no seu rabo de raposa. Já tinha cansado de perguntar para seus pais adotivos o porque dessa diferença entre ela e os humanos comuns da pequena cidade. — Senhorita Akane, a carruagem lhe espera para o grande banquete real. — Uma camareira interrompeu o pensamento e tentava impedir uma criança de correr para Akane. — Deixe-a vir, gosto de seus carinhos em minhas orelhas, e diga que estou descendo. — A voz dela era doce quanto a risada da pequena. Após receber os afetuosos abraços, desceu e cumprimentou seus pais e subiu em sua carruagem a caminho para o palácio.
Como sempre, estava decorado com altas cortinas vermelhas, paredes detalhadas com o mais puro mármore formando anjos delicados, nada de especial... Depois de uma pequena conversa com seus colegas de vizinhança e um gole no ponche caro que o rei fazia questão que todos os nobres comentassem sobre ele, ela reparou em um homem diferente.
Uma ameaça talvez? O seu sexto sentido fez com que se aproximasse com seus passos ligeiramente leves. — O que trás alguém como você aqui? Não parece se divertir. — O homem a ignorou. E isso a deixou intrigada, pegou mais uma taça de champanhe que passava a sua frente e a ofereceu. — Tome, talvez as coisas melhorem... — Ela avistou um pedaço de metal porém, antes que chegasse perto o suficiente para ver o rosto daquele ser misterioso, se viu andando e percebeu que fora vítima de um feitiço de controle mental. Riu de canto e se animou, sabia que aquela noite seria diferente... Discretamente, a menina raposa avisou seu pai, que imediatamente conduziu um de seus homens para próximo do homem.

Felizmente o rei era rápido, logo que os guardas se aproximaram do homem percebeu a presença daquele indivíduo e gritou com seus olhos arregalados. — O que faz aqui?! Você não está permitido a participar de comemorações como essa! — Trovejava o rei, enquanto o homem se dirigia para o centro do salão, e ocasionalmente todas as pessoas se afastaram com medo. Algo nele era estranho... Akane sentiu um aperto em seu coração, mas não recuou. — Ora ora... Não precisa ficar tão nervoso. Venho apenas das um aviso. — Ele resolveu abaixar sua capa e assim revelar uma máscara em seu rosto que era totalmente feita de um prata perfeito, ela conseguia ver o reflexo das pessoas com medo por tamanha magia.

Sentiu seu corpo formigar. — Que aviso? O que você quer de nós? — O rei estava muito nervoso, como se estivesse pronto para saltar de sua bancada real para esbofetear o homem. — Daqui 5 dias, 5 pessoas vão morrer. E você, de sua bancada não poderá fazer nada. — O rei de repente ficou pálido. Parecia ter encaixado alguma informação em sua cabeça — Não deixarei você sair daqui assim Dragão! — Mesmo com a ameaça do Rei ele se virou e andou imponente para a porta da festa, no mesmo instante, dois guardas cruzaram suas lanças bloqueando a passagem. — Errei a conta, serão 7. — Akane não perdeu tempo, ao ver a postura agressiva do Dragão, os seus olhos se tornaram brancos e seus pelos se arrepiaram, conseguiu ver um grande feixe de luz vindo do rosto do mesmo, no mesmo instante um alto e agudo som atingiu a mente da menina e ela desmaiou...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.