A Queen's Journey
1 Capítulo 1
Aquela tinha sido a última gota.
Florentia estava furiosa e cansada de todas as mentiras e manipulações. A gota d’água tinha sido aquele maldito contrato de casamento! Como eles ousavam? Menos de dois dias depois da morte de Sirius, eles se atreveram a criar um maldito contrato de casamento para ela. Oh, mas isso ainda não era a pior parte. A pior parte, era com quem eles queriam que ela se casasse.
Ronald Fodido Weasley!
Florentia preferia ter sua alma sugada por um dementador, do que se casar com aquele lixo!
Foi por isso que ela decidiu mandar o Mundo Mágico se foder.
Fazendo uso de sua capa de invisibilidade, ela deixou o castelo no meio da noite, antes de pegar o Nôitibus, indo para Gringotes e limpando sua conta. O que todos pareciam esquecer era que, graças a clausula criado pelo Ministério, afirmando que apenas maiores de idade poderiam competir no Torneio Tribruxo, ela tinha sido emancipada. Ela não tinha contado esse pequeno detalhe para ninguém, o que tinha sido uma excelente decisão. E, enquanto ela estava planejando se matar e não precisaria mais do dinheiro, Florentia se recusava a deixar qualquer coisa para aqueles malditos.
Depois de retirar até o último nuque de seus cofres, ela saiu para a Londres trouxa e pegou um taxi e foi para o Ministério da Magia. Mesmo depois de ter sido o palmo para um ataque de Voldemort e seus Comensais da Morte, a segurança do lugar era tão patética, quanto naquela noite. Ela atravessou o átrio, antes de entrar no elevador e descer até o nível nove e caminhou de forma calma e firme até o Departamento de Mistério.
Não houve hesitação ou flash de lembranças tortuosas.
Florentia nunca temeu a morte.
Ela entrou facilmente a Sala da Morte, seus olhos indo diretamente para arco de pedra, onde o véu escuro sobrenatural balançava com o vento inexistente. Mas havia uma coisa que ela não esperava. Empoleirada confortavelmente sobre o arco de pedra, estava Edwiges. A coruja inteligente a olhou, antes de soltar um pio calmo e voar até ela, pousando em seu braço.
Florentia olhou nos olhos de sua mais antiga e leal amiga, e soube exatamente o que a coruja queria. Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.
— Está bem, vamos juntas então. – Declarou, recebendo um pio contente, antes de se virar em direção ao arco de pedra.
Com passos firmes, ela caminhou em direção ao arco e, quando seu corpo tocou o véu, seu único lamento, era que ela não podia ver as expressões de todos, quando lessem sua carta aberta que estaria no jornal pela manhã… ah, e quando eles descobrissem que seus cofres estavam vazios. Então, todo o seu mundo foi engolido pela escuridão.
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Florentia ficou parada, sentindo o ambiente estranho a sua volta, seu coração batendo com força contra seu peito. Sua última lembrança era de ter atravessado o véu da morte, mas ela podia sentir tudo claramente, incluindo o bater de seu coração. Ela sabia que não estava morta. Respirando devagar, ela sentiu o cheiro de grama fresca e terra. O calor do sol tocava a pele de seu rosto, enquanto ela podia sentir uma brisa suave.
Reunindo toda a coragem que possuía, ela abriu os olhos, apenas para se encontrar encarando um par de grande olhos amarelos dourados. De imediato, ela gritou, saltando para trás, antes de olhar para o que estava bem a sua frente. Para a sua frente, estava uma criatura que ela nunca tinha visto. Ela era pequena, não deveria ter mais do que vinte centímetros, lembrando um pouco uma ave com penas brancas. Ela tinha o corpo arredondado, com o rosto de um cinza pálido, a maior parte de seu rosto era ocupada por um longo bico curvo, que lembrava um pouco das máscaras de um médico da peste. Seus olhos eram brandes e em um tom amarelo dourado, com longos cílios pretos. No topo de sua cabeça estava um tufo encaracolado de penas. Ela tinha asas pequenas e pés pretos sem dedos ou garras. Havia um cheiro doce e floral emanando daquela criatura, que lembrava um pouco o cheiro de baunilha e lírios.
“Sprispritzee!” Exclamou a criatura, antes de voar e pousando sobre o joelho de Florentia.
Florentia encarou os olhos amarelos dourados, não se atrevendo a se mover ou mesmo respirar rápido demais. Foi então que ela percebeu algo familiar naqueles olhos. Franzindo a testa, ela se inclinou um pouco mais perto.
— Edwiges…? – Perguntou insegura.
“Spritzee!” Exclamou, começando a dar pequenos pulos sobre o joelhos de Florentia, acenando suas asas para cima e para baixo.
Bem, isso era uma verdadeira surpresa, que Florentia não conseguia explicar.
Florentia lembrava de Edwiges ter passado pelo véu com ela, mas ela não conseguia explicar como ela estava viva, muito menos a mudança de Edwiges.
Ela ergueu a mão para tocar em Edwiges, apenas para perceber que algo estava estranho. Sua mão estava muito menor do que ela se lembrava. Assustada, ela puxou sua bolsa e a vasculhou até encontrar um espelho. Para seu choque, a pessoa que a encarava, não era sua versão de quinze, quase dezesseis anos. Refletida no espelho, estava seu eu de onze anos. Contudo, havia uma diferença gritante. A menina no espelho não estava maltratada pelos abusos e a desnutrição. Até mesmo a infame cicatriz de raio havia desaparecido.
Florentia fechou os olhos, sentindo uma lágrima escorrer por seu rosto.
“Pritzee…” Arrulhou Edwiges pousando em seu ombro e se esfregando em sua bochecha.
Florentia sorriu, erguendo a mão para acariciar a pequena ave branca.
— Obrigada Edwiges, eu estou bem. Eu só… eu só estou aliviada. É como… é como se alguém lá em cima decidisse que nós duas merecíamos uma chance. – Declarou, erguendo os olhos para o céu azul brilhante, muito acima das árvores.
Respirando devagar, ela se levantou, olhando para suas roupas e agradecendo por terem encolhido com ela. Ainda eram velhas e desgastadas, mas ao menos serviam. Olhando ao seu redor, Florentia não sabia para onde ir, até que seus olhos se focaram em Edwiges.
— Edwiges, você pode voar acima das árvores e ver se tem alguma cidade próxima?
Edwiges acenou em resposta, antes de voar de uma forma muito elegante e suave para o alto. Florentia a viu olhar para todos os lados, antes de voltar e pousar delicadamente em seu ombro. Seja lá no que Edwiges tinha se transformado, era uma criatura muito graciosa.
— Então…?
“Spritzee.” Respondeu Edwiges, apontando para o leste.
Pela próxima hora, Florentia caminhou na direção que Edwiges indicava, apenas parando para que a pequena ave branca voltasse a subir e verificar se a direção que tomavam era a certa. Uma hora depois, Florentia se viu entrando em uma grande cidade com uma arquitetura bonita e moderna, com muitos prédios altos e brilhantes, contrastando com prédios e casas menores de arquitetura mais rústica. Era uma combinação estranha, mas surpreendentemente agradável. Ela caminhou devagar pelas ruas, e para sua total surpresa, havia dezenas de criaturas estranhas na cidade, trabalhando, brincando ou apenas acompanhando os humanos. Ela não tinha visto nenhuma como Edwiges, mas notou que ninguém parecia olhar para a pequena ave branca por mais de um ou dois minutos.
Sorrindo, ela começou a pensar no que precisava.
Sua prioridade era dinheiro. Enquanto ela duvidava que aquele lugar usava galeões, sicles e nuques, ela tinha muitas pedras preciosas em sua bolsa que poderia vender facilmente. Ela só precisava encontrar um lugar onde pudesse vendê-las.
Para seu alivio, ela viu um homem vestindo um uniforme policial caminhando pela rua, enquanto era seguido por uma criatura quadrupede, que lembrava um pouco um cachorro com pelagem principalmente azul, com uma juba pontiaguda amarela e tufos de pelos amarelos nas ancas e ao redor das patas dianteiras.
— Com licença, senhor.
O policial parou, oferecendo um sorriso amigável quando a viu.
— No que posso ajudá-la, mademoiselle?
— Hn… o senhor sabe onde eu poderia vender algumas pedras?
— Certamente, se você seguir por essa rua por duas quadras, encontrará o ‘Toca de Tesouros’.
— Muito obrigada. – Agradeceu, antes de correr na direção que lhe tinha sido indicada.
Cinco minutos depois, ela parou em frente a uma loja de aparência retro, com duas grandes vitrines de vidro, onde ela podia ver diversos itens sendo exibidos. Sorrindo, ela entrou na loja, escutando o som de um sino ecoando pela loja.
— Bonjour mademoiselle, no que posso ajudá-la?
Florentia se virou em direção a voz, vendo um homem por volta dos cinquenta ou sessenta anos atrás do balcão de vidro. Ele tinha olhos azuis brilhantes, cabelos brancos perfeitamente penteados e uma barba branca bem aparada e limpa.
— Bom dia, eu gostaria de vender algumas pedras.
— Neste caso, ficarei feliz em ajudá-la, mademoiselle. Sou René, dono do ‘Toca do Tesouro’.
Florentia sorriu, antes de se aproximar do balcão. Ela puxou uma pequena bolsa de couro escuro de dentro de sua bolsa, antes de abri-la e hesitar um pouco, enquanto olhava para a grande quantidade de pedras preciosas que possuía. Eram todas de tipos, tamanhos e formatos diferentes. Ela não entregaria tudo, até porque ela não estava interessada em falir o homem a sua frente, mas também não sabia quanto cada uma das pedras valeria. Depois de pensar um pouco, ela decidiu entregar um pequeno rubi em formato de gota, de três centímetros. Se não valesse muito, ela poderia vender mais.
René vestiu um par de luvas brancas, antes de pegar o pequeno rubi e começar a examiná-lo com uma lupa.
— Hn... É um belo rubi Blood Pigeon. A cor é profunda e não há manchas. O corte é muito limpo, nunca vi uma lapidação tão perfeita. Vejamos o peso... – Murmurou, enquanto colocava o pequeno rubi em uma balança de precisão. – Dez quilates. Isso é surpreendente, rubis com mais de um quilate são raros. Essa pedra vale facilmente 300 mil pokedólares.
Florentia engasgou ao escutar o valor. Ela podia não saber o valor do dinheiro daquele lugar, mas 300 mil parecia muito em qualquer lugar.
— Isso é ótimo. – Concordou, preferindo não pechinchar. Ela não sabia muito sobre pedras, assim como não sabia seus valores naquele lugar, sem mencionar que René parecia ser um homem descente.
René sorriu e foi até a parte detrás da loja, antes de voltar com três maços de dez centímetros de notas de 100. Ela guardou o dinheiro em sua bolsa e se despediu de René.
Do lado de fora, Florentia não pode deixar de rir um pouco com sua sorte. Ela estava viva, livre dos idiotas manipuladores, tinha Edwiges com ela e não parecia que ela teria problemas com dinheiro. A vida poderia ficar melhor?
“Sprispri?” Ela olhou para Edwiges, que agora flutuava ao seu lado, na altura de seu ombro
— Então, o que devemos fazer primeiro? – Perguntou, sorrindo amplamente para sua melhor amiga.
Edwiges girou ao seu redor, antes de começar a puxar a manga de sua camisa surrada.
— Roupas novas? Hn... Você pode estar certa sobre isso. Eu nunca comprei mais do que o uniforme escolar, porque não queria humilhar ninguém. Acho que é hora de pensar um pouco em mim. – Falou, recendo um ‘spri’ animado de Edwiges.
Havia muitas lojas de roupas e acessórios diferentes naquela cidade. Pelas próximas duas horas, Florentia se dedicou a visitar diferente lojas, comprando roupas, sapatos e acessórios. Quando terminou as compras, Florentia tinha trocado suas velhas roupas por uma blusa amarelo-claro de mangas compridas de lã fina, com uma bermuda jardineira jeans azul clara, com meias de renda branca ⅞ e um par de sapatilhas azul.
Depois de todas as compras feitas, ela foi até o Centro Pokémon, o lugar que uma das vendedoras tinha lhe dito que ela podia conseguir um quarto por apenas 50 pokedólares por noite. O Centro Pokémon era um prédio grande, em formato de cúpula, com o teto vermelho e as par dês de vidro. O hall de entrada era amplo e limpo, com o piso em pedra branca polida. Havia sofás e poltronas azuis, rosas e brancos em um dos lados, enquanto do outro estava uma fileira de cabines com computadores, ou o que ela pensava ser computadores. No centro do hall de entrada, havia um grande balcão oval branco e rosa, onde uma mulher por volta dos vinte anos estava sentada atrás, mexendo em um computador, com uma criatura com o coro oval cor-de-rosa, usando um fofo chapéu de enfermeira.
Quando ela chegou perto do balcão a mulher ergueu os olhos para olhá-la e sorriu de uma forma gentil e amistosa.
— Bom dia, bem-vinda ao Centro Pokémon da cidade de Étoiles, eu sou a Enfermeira Joy, No que posso ajudá-la?
— Bom dia, eu gostaria de pedir um quarto para alguns dias, se estiver tudo bem.
— Certamente, vou precisar de sua licença de treinador para isso. – Concordou a enfermeira sorrindo.
Florentia congelou ao escutar aquilo.
Licença?
— Hn... Eu não tenho uma licença. Sabe onde posso conseguir uma? – Parecia que ela teria de caminhar um pouco mais, antes de descansar.
— Eu poderia fazer uma para você, mas é mais comum que os treinadores consigam suas licenças em suas cidades natais, pois qualquer conquista que o treinador obtenha será ligada a cidade listada em sua licença.
— Eu não me importo. – Oh, ela não se importava mesmo.
— Se você tem certeza, então faremos isso. – Concordo a enfermeira, voltando a mexer no computador. – Nome?
— Florentia... Florentia Evans. – Ela não seria mais Florentia Potter. Era sua segunda chance e ela recomeçaria com outro nome.
— Data de nascimento?
— 31 de Julho de 1990.
— Perfeito, você tem dez, quase nada onze anos, então. Só preciso de uma foto sua. – Falou, enquanto apontava uma câmera para Florentia.
Edwiges voou para longe de seu ombro, apenas para voltar para seu lugar depois da foto ser tirada.
— Aqui está sua licença e o cartão-chave do seu quarto. O número de sua conta do fundo para treinadores está gravado no verso de sua licença. Quando você estiver pronta para sair, basta passar aqui no balcão e apresentar a sua licença e a hospedagem será cobrada a partir do seu fundo.
— Hn… como funcionar esse fundo? – Ela não precisava de dinheiro. Não com a quantidade que tinha conseguido por aquele rubi, sem mencionar as muitas outras pedras que ela possuía em sua bolsa.
— A Liga libera um fundo inicial para todos os novos treinadores, para ajudar com as primeiras despesas. O deposito inicial é de 10 mil pokedólares. Sempre que você vencer alguma competição ou disputa oficial, a Liga depositará um valor equivalente ao tipo de vitória que você conquistou. Quanto melhor suas classificações, mais dinheiro a Liga vai disponibilizar.
Florentia acenou em entendimento.
Não era um processo complicado, mas ela sabia que precisaria adquirir alguns conhecimentos mais profundos sobre aquele lugar, antes de compreender como aquele lugar funcionava.
— Obrigada, hn… Enfermeira Joy… onde eu poderia comprar alguns itens?
— Há uma loja de treinadores descendo a rua.
— Obrigada. – Agradeceu, antes de se virar e sair do Centro Pokémon.
Do lado de fora, Florentia suspirou baixo.
Ela realmente pensou que poderia tomar uma banho, talvez comer alguma coisa e dormir. Mas não havia como ela continuar andando as cegas. Ela fez isso em seus primeiros anos em Hogwarts, e acabou se tornando um alvo fácil para as manipulações de Dumbledore. Ela teria certeza de conseguir todas as informações importantes.
“Spriit.” Arrulhou Edwiges, esfregando-se contra sua bochecha, fazendo com que Florentia sorrisse.
— Obrigada menina, mas eu estou bem. Vamos fazer essas compras, então podemos procurar um lugar para comermos.
Ela caminhou até o fim da rua, encontrando com facilidade a loja que a enfermeira tinha lhe dito. Era um prédio grande, azul e branco, que lembrava um pouco um mercado. Pegando um carrinho do lado de fora, ela entrou no prédio, não conseguindo evitar o assobio ao ver o tamanho surpreendente do lugar.
Havia cerca de dez corredores de prateleiras lotadas de produtos, aos quais a maior parte ela mal conseguia reconhecer. Apenas como uma forma de precaução, ela andou pelos corredores, começando a pegar um item desconhecido de cada. Ela conseguiu um novo kit de higiene pessoal, o que era bom, já que ela não tinha nem mesmo sua escova de dentes com ela. Havia um corredor inteiro com produtos de acampamento, incluindo barracas infláveis e sacos de dormir. Depois de reunir alguns itens nesse corredor, que ela pensava que seriam necessários, ela seguiu para o próximo. Para sua alegria e alívio, ela encontrou um corredor cheio de eletrônicos. Sem hesitar, ela pegou um mini notebook, um celular e um aparelho GPS.
Quase uma hora depois, ela estava no caixa com o carrinho lotado. Florentia não pode deixar de rir, ao ver o brilho no rosto da caixa, ao ver a quantidade de coisas em seu carrinho. Era provável que aquela fosse a maior venda que a loja faria pelos próximos meses. Enquanto esperava o caixa registrar todos os seus itens, Florentia notou um mostruário com diversas revistas e até mesmo um jornal. Ela não hesitou em pegar uma cópia de cada, incluindo o jornal.
Depois de pagar por tudo, ela voltou para o Centro Pokémon e perguntou para a Enfermeira Joy onde ela poderia comer alguma coisa. Para sua satisfação, o Centro Pokémon possuía uma cantina muito bem abastecida, com um cardápio bastante amplo e saboroso.
Após um brunch reforçado, que foi compartilhado com Edwiges, Florentia finalmente foi para seu quarto, no terceiro andar no Centro Pokémon. O quarto tinha um tamanho semelhante ao segundo quarto de Dudley, com uma cama de solteiro, um escrivaninha com uma cadeira e uma janela com acesso para um pequeno deck, com uma outra porta, que dava acesso ao banheiro.
A primeira coisa que Florentia fez foi tomar um banho longo e quente, ficando mergulhada na banheira até a água começar a esfriar. Para seu espanto e diversão, Edwiges quis se juntar a ela no banho. A ex-coruja parecia incrivelmente feliz e relaxada, enquanto Florentia lavava suas penas com xampu, chegando ao ponto de arrulhar durante o banho. Quando ela saiu do banheiro, Florentia jogou-se sobre a cama, gemendo com a macies do colchão.
Ela estava exausta física e psicologicamente.
Pela primeira vez, em anos, ela sentia como se todo o peso do mundo colocado sobre seus ombros, tivessem desaparecidos. Era revigorante, se não um pouco opressivo.
“Sprii,” cantou Edwiges, posando ao lado da cabeça de Florentia, cutucando seu rosto com seu longo bico.
— Hn… estou bem, Edwiges. Só um pouco cansada. Muitas coisas aconteceram nos últimos dias.
“Spriprii sprit prii!” Florentia sorriu, erguendo a mão para acariciar a pequena ave branca.
— Eu vou dormir um pouco, prometo, mas antes preciso ao menos começar a aprender sobre onde estamos e o que você é agora, Edwiges. – Prometeu, antes de se levantar e ir para a escrivaninha.
Ela começou a configurar seu novo notebook, depois que tudo estava pronto para ser usado, ela pegou as revistas e o jornal.
Pegando a primeira revista ‘PokéStyle’. Na capa colorida, estava uma mulher bonita de cabelos escuros e pele clara, usando um quimono cor-de-rosa com mangás longas. Abaixo da mulher, a legenda: ‘A última moda para treinadores e pokémons’.
Colocando a revista de lado, Florentia abriu na página de pesquisa e digitou a palavra que ela não reconhecia: Pokémon. Segundo depois ela recebeu centenas de resultados. Suspirando frustrada, ela voltou na barra de pesquisa e digitou ao lado da primeira palavra ‘significado’. Para seu alívio, resultados mais precisos surgiram e ela acessou o primeiro link:
“Pocket Monster, ou simplesmente, Pokémon. São criaturas dotadas de poderes e habilidades únicos que habitam nosso mundo. Podem ser encontradas em todos os tipos de ambientes: no céu, na terra, no mar, rios e lagos, nas montanhas, cavernas e floresta; mesmo no espaço infinito e entre as estrelas. Ninguém sabe ao certo de onde elas vieram, mas desde os primórdios humanos e pokémons habitam esse planeta.
No passado, pokémons eram usados como armas de guerra, para resolver conflitos. Com a fundação da Liga Pokémon, leis rígidas contra maus-tratos e abuso dos pokémons, se tornou proibido a utilização de pokémons para tais atos. Para ajudar os humanos a compreender melhor os pokémons, cientistas e pesquisadores dedicam suas vidas a observar e estudar essas magnificas criaturas.
Após longos anos de estudos e pesquisas, os pokémons foram divididos em 18 tipos, com base em suas habilidades, características físicas e fraquezas, esses tipos são: normal, fogo, água, grama, elétrico, solo, pedra, fantasma, noturno, venenoso, inseto, voador, lutador, gelo, metal, psíquico, dragão e fada. Apesar dos longos anos de pesquisa, todos os cientistas afirmam que mal arranharam a crosta dos mistérios e maravilhas que cercam os pokémons. Para ajudar os pesquisadores, jovens denominados de treinadores pokémons, viajam pelo mundo capturando e treinando pokémons.
Treinadores pokémons podem ser patrocinados por laboratórios de pesquisa de suas regiões de origem. Os pesquisadores responsáveis por esses laboratórios permitem que os treinadores escolham entre três pokémons básicos dos elementos: água, fogo e grama. Os pokémons oferecidos variam dependendo da região.
Treinadores também competem em diferentes disputas, alguns exemplos mais populares pelo mundo são as Batalhas Pokémon e os Concursos Pokémon.”
Florentia gemeu, sentindo vontade de bater sua cabeça contra uma superfície dura.
Ela já tinha suas suspeitas, mas depois de ler aquele pequeno artigo, ela teve sua confirmação: de alguma forma louca, ela tinha viajado para outra dimensão. Não apenas isso, mas ela precisava absorver uma cultura e conhecimento básico completamente diferente do seu, para que ela pudesse realmente viver naquele mundo.
Seria um longo dia… não, apague isso… seria uma longa semana.
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