Notas iniciais
Olá! Bem-vindos ao primeiro capítulo! Ele está pequeno porque quero ver se vocês gostam da minha escrita ou da ideia da FanFic. Aceito opiniões.

Estava tudo tranquilo. Eu conseguia ouvir um Terror Terrível “cantando” do meu telhado. As nuvens se moviam devagar, formando figuras no céu azulado. Bom, queria que ainda estivesse daquele jeito. Desde que a Terceira Guerra acabou, nada parecia o mesmo. Até os dragões estavam estranhos. Berk é um lugar que quase nunca muda. Mas, quando muda, tudo fica diferente. Há milhares de anos atrás, os vikings chegaram aqui. E mudaram tudo, criando um abrigo para eles e suas famílias. Há alguns anos, eu cheguei aqui. E mudei tudo, criando um lar para os dragões.

—Soluço? – viro para trás e me deparo com a minha mãe me encarando, com os olhos vermelhos e inchados. Parecia que tinha chorado. – Filho, eu sinto muito. Venha, saia desta varanda e vamos ao hospital.

—Mãe, o que está acontecendo? – me levanto da cadeira e vou em sua direção. – como assim ir ao hospital? Aconteceu algo com a Astrid? Ou com o meu filho?

—Querido, acalme-se, Astrid está bem. É a Heather.

Não ouvi o que ela disse em seguida, só montei no Banguela e saí voando em direção ao hospital. Quando cheguei lá, encontro Perna-De-Peixe aos prantos com Astrid tentando acalmá-lo.

—Vim o mais rápido que pude, o que aconteceu com a Heather? – falei, enquanto descia das costas do Banguela, que logo foi de encontro com a Tesoura-De-Vento.

—Soluço! – Astrid disse, me abraçando. – Ela estava voando com a Tesoura, quando se desequilibrou e caiu em cima de uma árvore. A queda não foi longa, não a machucaria, mas ela caiu de bruços, o que fez seu braço, que ainda estava melhorando da última guerra, ter seu corte aberto, o que fez ela perder muito sangue.

Dou um longo suspiro, pensando na situação. Olho para a Tesoura-De-Vento, que tem um corte ainda se cicatrizando na perna. Em seguida, Melequento chega, com seu braço embrulhado em gesso, já que tinha o machucado quando estava ajudando Gustav, durante a guerra. Seu irmão ficou em repouso por semanas, voltou para casa a uns dias atrás. Perna-De-Peixe tinha disfarçado sua queimadura no rosto jogando parte de seu cabelo para frente. Astrid estava com uma faixa enrolada em sua perna, já que tinha a cortado com uma das flechas dos homens do Viggo.

—Soluço, você está bem? – perguntou Astrid, envolvendo seus braços em minha cintura, quando eu estava de costas pra ela. – Você sabe que não é culpa sua, né?

—E se for, Astrid? – viro de cotas, e vejo que seus olhos estavam vermelhos e inchados, provavelmente por causa da Heather. – Eu inventei de ir lá, eu que não pesquisei o suficiente pra saber sobre o Terremoto Psicótico. Eu que...

—Soluço. – falou, me interrompendo. – Primeiramente, eu que inventei o plano. Eu que escolhi as duplas pra guerra e fui eu que quis acabar com aquilo. Nem tudo é culpa sua. E depois, o que é uma guerra sem cicatrizes?

Passamos um tempo em silêncio, só olhando para a porta do hospital, pensando, esperando qualquer movimentação. Alguns minutos depois, a porta se abre, e surge uma garota de cabelos negros e olhos verdes, com um gesso no braço.

—Heather! – fala Perna-De-Peixe, alegre e aliviado por sua namorada estar bem. – Você quer me matar do coração?!

—Calma, Perna-De-Peixe, eu estou bem! – deu uma risadinha. – Sinto muito por fazer vocês se preocuparem.

—Você não tem que se desculpar por nada. – Astrid falou, abraçando sua amiga. – Foi um acidente o importante é que você está bem agora.

Conversamos bastante, pondo a conversa em dia. Não tínhamos passado muito tempo juntos depois da Terceira Guerra. Acho que olhar para alguém que estava lá e ver suas cicatrizes não traz boas lembranças. E, além disso, cada um estava cuidando de suas vidas. Astrid estava no terceiro mês de gravidez, e já estávamos começando a mobiliar o quarto do bebê, mesmo não sabendo se seria uma garota ou um garoto. Perna-De-Peixe e Heather, finalmente, se resolveram, e já namoram há um mês. Melequento tem ajudado muito o Bocão, seja cuidando da Refinaria ou tratando se suas ovelhas. Os gêmeos se auto-assumiram os tesoureiros de Berk, mesmo não sabendo que irão cuidar do dinheiro, e não achar tesouros, como pensaram que seria.

—Banguela. – chamo meu dragão, que levanta do conforto de sua almofada, parecendo lutar fortemente com o sono. – Você parece estar bem, amigão. Sua asa melhorou rápido. – ele me olha, e apoia a cabeça em minha perna. – Por que parece ser tudo minha culpa, Banguela? Parece que todas aquelas cicatrizes foram feitas por mim mesmo. Qual o meu problema? Ajudamos milhares de pessoas, impedimos que o Terremoto Psicótico machucasse mais dragões! Por que parece que fizemos a coisa errada?

Notas finais
Desculpem qualquer erro de português!