A Psicóloga
33 Capítulo 33
Notas iniciais
Capítulo 33
|Narrado por Edward|
Sentado ao lado de Bella eu não sabia muito bem explicar como me sentia. Em choque era uma boa expressão para ser usada naquele momento, então permaneci calado tentando dissolver em minha mente a história que havia acabado de escutar.
–Me deixa ver se eu entendi toda essa história direito. –Emmett disse com uma expressão divertida. –Bernie era sua antes de ser de Edward, é isso mesmo?
–Sim. –Anthony respondeu timidamente.
–Então você a abandonou? –questionou.
–Não, não abandonei. –eu estava quieto, ainda observando Bernie puxar o saco de Anthony, não estava gostando nadinha daquilo. –Quando descobri que estava doente, sabia que corria o risco de morrer e não queria que Bernie ficasse com alguém que não cuidaria bem dela. Então a deixei em frente ao prédio do meu filho e fiquei esperando que ele chegasse e ficasse com ela.
–E se eu não tivesse ficado? Se eu a deixasse ali, no meio daquela chuva com frio e sozinha? –perguntei depois de um bom tempo em silencio, tentando engolir aquela história toda. –Você a deixaria ali? –Bernie estava sentada em frente a Anthony enquanto ele a acariciava, e ela me encarou com uma expressão curiosa.
–Claro que não, eu a pegaria de volta, não deixaria a minha menina sozinha ali. –Anthony tinha uma expressão meio ultrajada em seu rosto.
–Vem aqui menina. –bati em minha perna chamado Bernie e ela meio hesitante, mas obediente atendeu ao meu pedido. Quem ele achava que era para chama-la de ‘sua menina’? Ela era a minha menina!
Uma coisa era o seu pai biológico, que você nunca tinha visto na vida, aparecer do nada reivindicando o seu lugar em sua vida, outra completamente diferente era saber que ele já havia sido o antigo dono de Bernie.
–Você pode já ter sido o dono dela, mas agora eu sou. –disse cheio de ciúmes. –E espero que não se esqueça disso.
–Não vou. –Anthony respondeu com um ar de riso e ouvi várias risadinhas ao redor.
Qual é, eu sou o pai dela e ninguém vai tirar a minha menina de mim!
Naquele momento ouvi um barulho alto vindo de direção da lavanderia e segundos depois os filhos entravam na sala como uma tourada, Ron os liderava. Animados eles começaram a cheirar todo mundo que estava por lá, Ron que era o mais curioso de todos ficou parado em frente a Anthony, deu alguns passos em sua direção, cheirou a sua perna e então bufou e veio correndo em direção a sua mãe ficando entre as pernas dela. É isso aí garoto!
Ao que parece os filhotes escolheram seus futuros donos. Monnie estava no colo de Rosalie e encarava Emmett desconfiada. Floyd estava com o seu dono, Jacob. Lila foi com Alice e Jasper e a Penny com os pais de Bella. E Baylor timidamente cheirava a perna de Anthony, que se abaixou e pegou a pequena cachorrinha no colo lhe fazendo carinho. Então somente o Ron ficaria conosco, junto com os seus pais claro.
–Espero que vocês gostem do presente! –sorri para meus amigos e familiares.
–Presente? Que presente cadê? –Emmett olhava curioso em sua volta procurando por um presente.
–Está no colo da sua mulher. –Bella disse sorrindo.
–Que? –Emmett olhou assustado.
–Isso mesmo que você ouviu. –respondi.
–Obrigada gente ela é linda, já escolheram o nome dessa menininha linda? –Rosalie perguntou com uma voz manhosa.
–Essa é a Monnie. –Bella respondeu. –O do Jake é o Floyd, da Allie do Jasper é a Lila, com meus pais é a Penny e com o Anthony a Baylor, e essa fofura aqui com a Bernie é o meu Ron.
–Quero filhotes também. –minha mãe disse chorosa.
–Mulher daqui a pouco você abre um zoológico em casa, melhor parar por aqui. –meu pai respondeu e minha mãe lhe lançou uma careta, a mesma que ela fazia quando eu aprontava quando era criança. Se eu fosse meu pai não diria mais nada pelo resto da noite.
–Meu amigo, apesar de você não merecer o que vou lhe dizer. –Emmett me encarou com olhos estreitos, ele não estava muito feliz pela Monnie, mas eu sabia que era só porque ele queria toda a atenção de Rose voltada para ele. –Sabe o bandido que você estava perseguindo no dia do acidente?
–Sei.
–Foi pego tentando embarcar em um voo para Itália. Nós colocamos todos os aeroportos, portos e rodoviárias em estado de alerta, conseguimos umas fotos através de câmeras de segurança do homem e ele foi pego na segunda-feira.
–E você só me conta agora? –perguntei chateado.
–Sim, porque não posso dar muitos detalhes, você conhece o procedimentos, então quando você voltar de sua licença te conto o resto.
–Vou colocar a mesa, já chamo todo mundo para jantar. –Bella se levantou indo até a cozinha.
Ela estava linda naquela noite, usava um vestido que ia até metade das coxas, de manga comprida, era azul e colado até seu quadril e depois ficava soltinho. Eu não via a hora de tirar aquele vestido.
Carlisle de dançando pole dance, Carlisle dançando pole dance!
Levantei e fui atrás de Bella na cozinha.
–Bem que você podia embalar a comida pra viagem e pedir pra todo mundo ir embora. –parei atrás dela segurando-a pela cintura enquanto Bella mexia em algo sobre a pia.
–Por quê? –me encarou confusa.
–Neném esse vestido... Você nem imagina o tipo de coisa que eu imagino fazer com você. –ela então deu um sorrisinho sacana.
–E você nem imagina o que eu imagino fazer com você e sem esse vestido. –se inclinou em minha direção sussurrando as ultimas palavras em meu ouvido.
–Já decidi todo mundo vai embora.
–Se comporte e vai ser bem recompensado! –se desvencilhou de mim.
–Chantagista. –murmurei chateado.
Onde fica mesmo o botão em que eu aperto e posso pular pra parte que todo mundo vai embora e eu fico sozinho com a minha namorada? Sério, queria um controle igual o Adam Sendler tinha no filme Click, para usar em momentos como esse, eu não via a hora daquele jantar acabar e poder ficar sozinha com a minha namorada.
Mesmo ansioso para que aquele jantar acabasse o mais rápido possível, até que foi divertido. Renée e Charlie estavam contando sobre a viagem de férias que eles passaram no Brasil e em algum momento a conversa foi parar nos tal de paranauê e eu me peguei rindo enquanto observava Charlie ensinar a Carlisle como é que se manja nos paranauê, foi vergonhoso ver o meu pai naquela situação, abaixado, todo envergado, rodopiando e pulando feito uma rã em asfalto quente.
E por falar em pai, não sei o que me divertia mais, o pai de Bella com as manias loucas dele, ou os meus pais tentando disputar a minha atenção, não nego que eu gostava de ter Anthony se esforçando para estar presente em minha vida, mas apesar de tudo ele nunca substituiria o lugar de Carlisle em, afinal ele está há quase 28 anos ao meu lado, durante toda a minha infância ele esteve lá, desde o momento que comecei a engatinhar até a primeira palavra, na adolescência quando me dava dicas sobre garotas e sobre a primeira vez, me ensinando como me proteger e evitar ser pai precocemente, na vida adulta quando me apoiou incondicionalmente em minha escolha de profissão e me guiou pelos caminhos certos para seguir com a minha carreira.
Agora eu sei que de alguma forma Anthony estava presente em alguns momentos, mas esses momentos ao lado de Carlisle são insubstituíveis e dinheiro nenhum pode pagar por eles ou substituir as lembranças e recordações que somente quem está a seu lado há 28 anos é capaz de lhe dar.
Bella durante a tarde toda e começo da noite havia preparado cuidadosamente a minha comida favorita, estrogonofe de frango e macarrão com molho a bolonhesa, e eu comi como se não existisse dia seguinte, então depois do jantar Bella mandou todo mundo de volta para a sala que ela ia terminar a sobremesa. Dei um tempo com o restante do pessoal, fazendo uma média com todos ali e depois me esgueirei de volta para a cozinha. Bella tinha retirado a mesa do jantar e colocava em uma bandeja tortas de chocolate.
–Você quem fez? –perguntei ao parar logo atrás dela, grudando meu corpo ao seu, ansioso por mais do que aquele simples contato. Eu queria pele com pele.
–Eu comprei, mas é segredo. –Bella deu uma risadinha.
–Você está prolongando muito esse jantar. –murmurei enquanto distribuía beijos em sua nuca.
–Me castigue por isso então. –Bella se remexeu provocante.
–Ah, mas eu vou, minha mão está coçando para dar umas palmadas nessa sua bunda bonita. –para demonstrar com mais convicção o que queria dizer dei um apertão em uma das bochechas de seu bumbum.
–Só as suas mãos? –Bella se virou de frente pra mim. –Que pena. –fez uma expressão emburrada.
–Como assim? –perguntei confuso e então um sorrisinho sacana surgiu em seus lábios me fazendo entender. –Neném...
–Gente a sobremesa está pronta! –Bella gritou sobre o ombro e se afastou de mim.
–Você vai me pagar por isso sua safada.
–Não vejo a hora.
Eu iria responder com algo bem sacana, mas a minha mãe entrou na cozinha feito uma abelha farejando doce no local, e eu me calei, afinal minha mãe não precisava ouvir certos tipos de coisas.
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