A Psicóloga
34 Epílogo
Notas iniciais
Epílogo
|Narrada por Edward|
Conforme os meses iam passando, era visível o progresso de Anthony no tratamento do seu câncer, embora os primeiros meses tenham sido angustiantes, vê-lo fraco e vulnerável daquele jeito havia me deixado abalado, mas em momento algum eu demonstrava o que sentia, pois sabia que precisava ser forte, por mim e por ele, fiquei ao seu lado o tempo todo e pude ver com meus próprios olhos todos os estágios de sua doença, a pior parte dela e lentamente o seu progresso.
Durante os meses que se passaram minha família estava mais unida do que nunca, e eu me encontrava extremamente feliz, feliz como nunca estive, durante muito tempo achava que aquela felicidade não era para mim sem saber que tudo aquilo era exatamente o que eu queria e precisava. Ter Bella ao meu lado, Bernie e Ron, até mesmo Bear, meu três pais, e todos os meus amigos, todos reunidos ao redor da nossa mesa de jantar em nossa nova casa durante o Natal, a casa lotada e tumultuada, e eu mal poderia esperar para que a casa se enchesse mais, mal podia esperar para passar os próximos Natais com a casa rodeada de crianças se divertindo ao redor da imensa árvore de Natal que Bella e eu montaríamos juntos como tradição.
Logo depois que meu afastamento do trabalho terminou voltei à ativa, louco para estar a par de toda a investigação e assumir novamente o meu posto. E foi o que fiz. Descobrimos, logo após uma longa negociação com o bandido que eu perseguira no dia do acidente, Dimitri Colletti, e oferecer uma diminuição em sua pena em troca de informações, conseguimos chegar ao grande elo da investigação e descobrimos um grande carregamento de narcóticos que estava para desembarcar em um porto nos EUA, que ainda não havia sido definido, porém o carregamento estava em águas internacionais portanto tivemos que nos unir e negociar com outros países afim de interceptar e impedir que o maior carregamento de drogas da história desembarcasse nos Estados Unidos, além de desmascarar a família mais poderosa de mafiosos da Itália, os Volturi e ter o prazer de ser um dos responsáveis por colocá-los por um tempo incontável atrás das grades.
Eu estava em minha mesa, em meu escritório olhando bobamente para uma foto minha com a Bella em nosso primeiro Natal juntos. Eu vestia uma toca de papai Noel e Bella um vestido vermelho justo e também uma toquinha vermelha, ela estava sentada em meu colo pedindo o seu ‘presente’ de Natal, mas quem ganhou o presente foi eu se é que você me entende...
–Rosalie está me deixando louco! –Emmett entrou em minha sala sem bater ou se anunciar e se jogou na cadeira em frente a minha mesa, claro, ele era o chefe, não precisava ser anunciado.
–Por quê?
–Ela fica me mandando essas mensagens provocantes o dia todo. –disse emburrado, dessa eu tive que rir.
–É a cara dela fazer isso com você, ela com aquela barriga de quase 9 meses ficar te provocando só porque não pode fazer nada. –meu chefe e melhor amigo me mostrou o dedo do meio.
–Deixa só a minha princesinha nascer, Rosalie nem vai saber o que a atacou depois que eu der um trato nela.
–Vish cara, sinto muito em ser aquele quem vai te informar isso, mas depois que a minha afilhada nascer, Rosalie vai passar por um tempo de recuperação de 40 dias, e depois disso a pequena Elena não vai deixar vocês terem um minuto de privacidade, e vou me orgulhar muito dela por isso. –ri da cara de frustração de Emmett.
–Sabe, não vejo a hora da Bella engravidar, e aí serei eu em seu lugar, e a vingança meu amigo será plena! –e dizendo isso se levantou e saiu de minha sala de forma dramática como que para esclarecer o seu ponto.
Já era quase noite quando passei no consultório de Bella para buscá-la e então irmos juntos para casa, depois que eu finalmente convenci Bella a vender sua picape horrorosa para comprarmos juntos um novo carro, aquela era uma rotinha na qual nós dois havíamos nos adaptado, eu a levava para trabalhar e buscava e depois íamos para a nossa casa dos sonhos, com um jardim, cerca branca e janelas azuis.
–Como foi seu dia Neném? –perguntei depois que ela se sentou no banco do passageiro.
–No mínimo interessante. –disse com uma risadinha.
–O que aconteceu?
–Almocei com o Jacob hoje, e adivinha quem está começando a se envolver novamente?
–Como assim? –perguntei curioso.
–Ao que parece Floyd estava com verme e o Jacob foi desesperado até o consultório da dra. Leah, e entre essas idas e vindas ao consultório levaram a um convite para sair, mas quem convidou foi a Leah.
–Fico feliz por ele estar seguindo em frente. –e eu realmente estava feliz por meu amigo, pois eu sabia por tudo o que ele havia sofrido e ele era o tipo de pessoa que todo mundo ama e deseja a sua felicidade.
Já passava da meia noite e Bella e eu estávamos, digamos em uma situação muito empolgante, que envolvia ela de costas para mim e eu mandando a ver atrás, quando o meu celular começou a tocar.
–Não vou atender. –resmunguei e voltei a me concentrar em minha namorada ofegante a minha frente.
Meu celular parou de tocar e o de Bella começou.
–Desliga essa droga. –Bella meio que gritou meio que gemeu a minha frente.
–Ignora amor. –voltei a me concentrar no que fazia e Bella estava quase chegando no limite pelo que eu podia sentir e eu só estava esperando ela para chegar ao meu quando meu celular voltou a tocar.
–Atende essa merda logo. –Bella gritou frustrada.
–Porra. –peguei aquela merda de tecnologia e atendi sem nem ver quem estava ligando. –É melhor mesmo que seja importante. –murmurei.
–Seu filho da puta, Rosalie entrou em trabalho de parto. –eu ouvi a voz desesperada de Emmett no telefone e os gritos de Rose ao fundo.
–A gente já chega aí. –desliguei o telefone. –A Elena vai nascer. –disse para Bella e corri para me vestir.
–Droga Edward. –Bella gritou e saiu correndo para se vestir também.
Nós já estávamos dentro do carro prontos para irmos ao hospital quando Bella perguntou:
–Pra que hospital eles foram?
–Droga eu não perguntei! –puxei meu celular do bolso e disquei para Emmett, levou dois toques para ele atender: -Para que hospital vocês foram?
–Para o do centro. –ele respondeu, ouvi um grito de Rosalie e depois outro dele. –Caralho mulher você é forte. –e então outro grito agora dos dois juntos. –Cara vem logo! –ele gemeu de dor e desligou.
Quando chegamos ao hospital já estavam todos lá aguardando ansiosos.
–Já nasceu? –Bella perguntou para Alice.
–Ainda não eu acho, essa enfermeiras não nos dão noticias. –e então a pequena e enfezada Alice olhou atravessado para uma das enfermeiras que passavam por ali.
–Ela discutiu com uma delas. –Jasper explicou balançando a cabeça cheio de humor.
–O que custa dizer se está indo tudo bem por lá? –Alice sentou emburrada em um dos bancos da sala de espera.
–Essa é uma daquelas cenas dignas de filmes de comédias românticas. –Bella disse.
–Hein?
–Sabe, onde todos estão na sala de espera, aguardando o bebê nascer e acendem um charuto para comemorar. –ela se explicou, já que Alice, Jasper, Jacob e eu a encarávamos sem entender nada.
–Você quer acender um charuto Neném? –perguntei sem entender nada.
–Não, só estou fazendo uma analogia... –Bella nos encarou em expectativa, então suspirou e deu de ombros. –Ah deixa pra lá.
Os minutos que se passaram foram longos e pareciam que nunca teriam um fim. Eu andava de um lado para o outro, Bella roía a unha sentada ao lado de Alice, que por sua vez batucava o chão com a sola do seu sapato de salto... Espera! Alice de salto? Olhei para ela e para Jasper e novamente de um para o outro, ambos com os cabelos bagunçados e Alice estava com maquiagem nos olhos e os lábios inchados... Ao que parece a pequena Elena não atrapalharia apenas a vida sexual de seus pais. Tive que rir.
–O que é tão engraçado? –Bella me encarou curiosa.
Quando eu me preparava para responder e tirar uma com a cara de meus amigos ouvimos passos vindos do corredor e então Emmett surgiu cabisbaixo.
–Porra cara o que aconteceu? –fui em sua direção.
Ele continuou lá de cabeça baixa, as mãos nos bolsos de seu jeans e ombros caídos.
–Ai meu Deus. –ouvi Alice sussurrar.
–Emmett...
Tenho certeza que todos estavam sentindo o mesmo que eu naquele momento, o coração na mão e os olhos lacrimejantes quando meu amigo levanta a cabeça e nós dá o mais brilhante dos sorrisos.
–Eu sou pai porra! –ergue os braços em comemoração. -Elena é perfeita!
–Porra seu desgraçado eu estava pensando o pior. –eu não sabia o que fazia, se batia nele ou o abraçava, optei por parabeniza-lo pela felicidade.
–Podemos ir ver nossa pequena? –Bella pergunta empolgada.
–Sim ela está na ala de maternidade, é só vocês procurarem pela cara de joelho mais bonita e perfeita que estiver lá, vou voltar para o quarto com a Rose.
Bella eu e meus amigos seguimos as placas nos corredores que indicavam a ala de maternidade e fomos direcionados para as salas onde os bebes ficam atrás de uma parede de vidro.
–Ali. –Bella sussurra apontando para um pontinho cor de rosa que se remexia inquieta, senti sua mão deslizar nas minhas e sua cabeça deitar em meu ombro. –Ela é tão linda.
–Ela é sim.
Não sei dizer por quanto tempo ficamos ali parados encarando aquele pequeno anjo que não parava de se remexer no bercinho. Só sei dizer que durante todo aquele tempo que fiquei ali meu único desejo era que eu estivesse do lado de fora da parede de vidro observando o meu filho ou filha ali.
–Neném.
–Oi. –Bella me encara com seus olhos brilhantes e um sorriso tímido nos lábios.
–Eu quero isso pra mim também. –apontei ligeiramente na direção dos berços preenchidos por pequenos anjos, alguns dormindo e outros olhando curiosamente a sua volta.
–Mas você tem isso. –ela agarrou a minha mão e a colocou por cima de sua barriga lisa.
Encarei minha namorada sem entender o que ela queria dizer com aquele gesto até que aos poucos minha ficha foi caindo.
PUTA QUE PARIU!
Fim.
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