A Psicóloga
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo 7
|Narrado por Bella|
Subi as escadas do meu prédio sem conseguir confiar muito em minhas pernas naquele momento. Maldita hora que a porcaria desse elevador foi quebrar. Minhas pernas estavam quase em estado de gelatina, se eu caísse e quebrasse algum membro do meu corpo o dono desse prédio teria que me pagar uma boa indenização, ah ele teria!
Tinha um motivo para eu estar assim. Tremendo como vara verde. E o motivo tinha nome, sobrenome e um sorriso que devia ser até pecado de existir: Edward Cullen.
Eu ainda podia sentir a textura de seus lábios nos meus naquele elevador no prédio de Rosalie e Emmett. Seus lábios contra os meus eram macios e quentes, e tudo o que eu queria era que aquele momento durasse uma eternidade. Nunca em toda minha vida um beijo havia mexido tanto comigo. Quer dizer, não beijei muitos homens, mas eu não era uma princesinha da Disney em seu primeiro beijo. Mas aquele beijo em especifico me fez sentir muito mais coisas do que eu já senti mesmo durante o sexo com parceiros anteriores.
Assim que entrei em meu apartamento minha voz interior se fez presente: “Se só com um beijo ele te deixava assim, quente e ansiando por ele, imagine com algo mais?”.
E era melhor eu parar de pensar nesse algo mais se não eu não conseguiria dormir, então tratei de ignorar essa voz irritante. Que fique claro eu não era louca, era apenas minha consciência falando comigo. Todo muito tem isso certo?
Mesmo eu querendo que tivéssemos indo muito além daquele um único beijo, quando fomos interrompidos por aquele senhor em meio ao melhor beijo da minha vida, diga-se de passagem, tudo o que pensei foi em fugir. Fugir de tudo o que eu sentia naquele momento. Não era correto, ele era meu paciente e eu não deveria, em absoluto, me envolver com ele, de maneira alguma. Era antiprofissional de minha parte me envolver com pacientes.
Acendi a lâmpada da sala e joguei meu sapato em um canto, sentei em meu sofá tentando acalmar as reações exageradas que o beijo de Edward Cullen havia me causado.
Olhei a minha volta. Meu apartamento não era grande, era confortável, acolhedor e até aquele momento sempre me senti em casa ali, nunca havia me sentido tão só quanto me sentia agora. Respirando fundo fui tomar um banho para relaxar e depois eu tentaria dormir.
~✿~
Como o esperado meu sono foi conturbado por sonhos, Edward era protagonista neles. Não me lembro dos detalhes, eram sonhos dispersos, em um momento eu sonhava com ele me beijando intensamente, depois com aquele momento no carro e o quase beijo e em outro eu apenas o via sorrindo aquele sorriso, que confesso, era molhador de calcinhas. Pronto falei, tirei um peso enorme da minha costa.
Era isso mesmo, assumir era o melhor meio de superar. O beijo de Edward Cullen havia me deixado completamente excitada e querendo mais. Foda-se se eu não estava ferrada. Nunca um beijo havia causado tantas sensações em mim antes, e mesmo que já tivesse acontecido, as sensações não deveria durar até o dia seguinte.
Tomei um rápido café e me vesti para ir caminhar um pouco pelo bairro, ficar sozinha ali não me ajudaria em nada. Peguei meu Iphone conferindo se tinha bateria o suficiente e então coloquei os fones e aumentei o volume no ultimo tentando de alguma forma não ficar sozinha com meus pensamentos pervertidos em relação ao homem. Era isso, eu evitaria dizer o nome dele mentalmente.
Quem precisa de um psicólogo agora hein?
Minha voz interna disse.
Ah por favor, me deixe em paz! –gritei mentalmente e afundei os fones em meus ouvidos.
Ótimo. Que maravilha, estou discutindo comigo mesma. Perfeito, não podia ficar melhor essa minha vida.
Suspirei ao pisar na calçada e ver a vaga de meu carro vazia. Não era a primeira vez que aquela lata velha tinha me deixado na mão, mas eu gostava dele, ele tinha personalidade e era o melhor que meu dinheiro podia pagar naquele momento. Não dá para viver sem carro nos dias de hoje e eu só rezava para não ser nada de ruim que tivesse acontecido com ele e nem muito caro, afinal eu não era rica e não tinha dinheiro pra ficar jogando ao vento.
Munida de minhas musicas favoritas e de uma manhã fresca de domingo comecei a caminhar pelo bairro. Algumas pessoas caminhavam por ali também com suas famílias e animais.
Comecei a pensar no que Edward havia me dito ontem pela manhã, parecia que muitos dias desde a manhã de ontem haviam se passado, sobre eu ter um cãozinho para mim também já que minha mãe não morava comigo e agora nada me impedia. Não devia ser tão difícil assim cuidar de um animalzinho, era dar agua, comida e amor e isso eu poderia fazer certo?
Não.
Como eu gostaria de estar certa desse pensamento.
Eu havia ido a um abrigo de animais a poucas quadras de meu prédio e disse que queria adotar um cachorro, já que eu era totalmente contra a ideia de comprar um, afinal havia tantos que precisavam de um lar e amor!
–Tem alguma raça que a senhorita queira? –uma senhora na casa dos 40 anos que havia me atendido, perguntou.
–Raça não, só não pode ser muito grande e nem muito velho, porque eu trabalho fora e se ele ficar doente não terei como cuidar dele, além do que moro em um apartamento.
–Tenho um perfeito para você. –ela disse com um sorriso que naquela hora julguei ser simpático. –Pode vir por aqui.
A segui por entre espécies de jaulas onde havia animais de varias raças e tamanhos. Não demorou muito e ela parou em frente a uma jaula onde havia um cãozinho preto com rajadas marrons espalhadas pelo seu corpo, ele não era muito grande e tinha um rostinho tão simpático. Seus olhos amendoados me encaravam com simpatia e ele balançava o rabinho animado.
–É esse. –eu disse animada. –Ele é um doce e é muito comportado, garanto. –disse ela num tom meio exasperado, que na hora julguei ser animação.
Eu havia sentido uma conexão com aquele animalzinho.
–Ele já tem nome?
–Sim, é Bear. –a senhora disse empolgada.
–Oh que fofo, combina com ele. –sorri.
–Então vamos fazer as documentações da adoção e para eu lhe entregar a carteirinha de vacinação dele. –ela me apressou em direção a sua sala.
Mais tarde depois de ter assinado alguns papéis da adoção de Bear, a senhora me entregava meu novo amiguinho em uma coleira e se despediu de mim com um grande sorriso no rosto.
–Vamos para sua nova casa Bear?
–Au. –ele latiu animado.
Se arrependimento matasse eu estaria morta no momento que coloquei meus pés na calçada. Quer dizer não me arrependi de adota-lo, mas o bichinho era uma peste.
Bear se transformou da porta para fora. Ele começou a arrastar-me pela coleira cheirando e urinando a cada metro quadrado. E aquele cachorro tinha uma força que não dava para acreditar.
Com muito custo consegui leva-lo para meu prédio.
–Prontinho Bear, essa é sua nova casa amiguinho. – soltei em meu apartamento e ele voou para cima do sofá. –Desce dai!
E ele não parou nem por um segundo desde que havíamos chegado, não tive nem tempo de separar alguma agua para ele e ainda tinha que ir comprar comida para ele. Eu arrumava a sala, desconfiada dele, pois ele estava sumido a alguns minutos, mas eu necessitava arrumar a bagunça que ele havia feito em minha sala, jogando todas as almofadas no chão e revirado algumas revistas.
–Bear! –gritei desesperada.
Ele havia achado o armário de toalhas e agora corria pela casa, derrubando coisas pelo caminho com uma tolha na boca.
Agora eu entendia porque a senhora do abrigo de cães havia ficado tão feliz por eu ter adotado Bear, não era simplesmente por mais um cãozinho ter encontrado um lar. Era pura e simplesmente porque aquele cãozinho havia saído dali, só imagino a bagunça e confusão que ele não fazia naquele abrigo rodeado por outros animais. Provavelmente ele liderava quando os outros começavam a latir, ele devia ser um tipo de chefe de alguma facção canina e devia estar premeditando alguma rebelião. Então ela havia me levado justamente direto para ele, sabendo o quão lindo e adorável ele parecia ser e que eu me encantaria com sua doçura.
Dispersei meus pensamentos quando o vi armando a maior confusão pelo caminho que fazia, arrastando uma tolha e derrubando coisas pelo caminho.
–Volta aqui, solta isso!
Corri atrás dele eu estava quase o alcançando quando fui interrompida pela campainha.
–Agora não. –gemi aquele não era o momento certo para receber visitas.
Ao abrir a porta fiquei surpresa e embasbacada por alguns segundos. Tudo o que eu conseguia pensar era em como ele havia conseguido entrar ali.
Notas finais
Gente foi um bônus pequeno para vocês, mas enfim, espero que tenham gostado. Quis fazer esse capitulo para vocês verem como Bella reagiu ao primeiro beijo deles haha e também para colocar uma visão dela do Bear seu novo e arteiro amiguinho. O próximo sai assim que eu tiver muitos incentivos, como comentários e recomendações. Se eu ganho, vocês ganham também sim? kkkkk #chantagem on kkkk
Bjus e até mais ;D
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