A Psicóloga
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Capítulo 28
|Narrado por Edward|
Depois da viajem de visita à casa de meus pais/ avós a vida havia voltado a sua rotina normal. Durante a semana que Bella e eu ficamos fora, Emmett havia encontrado compradores para o nossos apartamentos e o negocio com a casa que eu havia gostado estava quase fechado, faltava apenas que Bella a visse aprovasse. Mas agora devido a semana que Bella havia passado fora, ela estava trabalhando dobrado então ficava meio difícil conciliarmos os horários dela para que ela fosse visitar a nossa futura casa.
Jacob havia voltado de Forks durante a semana que Bella e eu passamos fora e agora Emmett, Jasper e eu estávamos combinando de sair na sexta a noite para tentar animá-lo, embora todos nós soubéssemos que não havia muito a ser feito, só o tempo iria poder ajudá-lo com o que ele estava passando, eu não conseguia e nem queria poder imaginar como era a dor que ele sentia, eu só sentia muito pelo meu amigo e mais ainda pela Vanessa, que era uma mulher tão carinhosa e amiga que fazia falta em nossas vidas.
Eu ainda não havia voltado de minhas férias, faltavam duas semanas para o fim daquele tédio e tudo o que eu queria era voltar ao trabalho, colocar a mão na massa e prender alguns filhos da puta.
Naquela manhã de quarta-feira eu acordei sentindo os carinhos de Bella no meu... Bom vocês sabem onde.
–Isso que eu chamo de bom dia Neném. –abri os olhos e vi seu sorriso safado enquanto sua mão ainda trabalhava em meu pau.
–Quero você. –ela disse manhosa.
–Mulher você não me dá paz alguma, mas quem sou eu para negar algo assim pra você?
–Ninguém, você é meu escravo sexual! –deu uma risadinha, suas mãos ainda em movimento em meu corpo.
–Pode me usar para o seu prazer quando quiser senhora. –sorrindo a puxei pela cintura, colando seu corpo ao meu e ficando por cima dela.
–Assim não. –murmurou.
–Quer ficar por cima então? –ergui uma sobrancelha quando o a vi corar e morder o lábio inferior. Sexy pra caralho.
Nos girei rapidamente fazendo com que ela ficasse por cima de meu corpo, meu pau a centímetros de estar dentro dela.
–Vem Neném. –a puxei pela cintura de encontro ao meu corpo e ela desceu lentamente até o fim, com um suspiro no final.
Deixei que Bella guiasse em seu ritmo, suas mãos apoiadas em meu peito enquanto ela rebolava em cima de mim. Minhas mãos nunca ficaram paradas, sempre em algum lugar do seu corpo, a trazendo mais para perto, puxando-a pelo cabelo para que eu pudesse beijar sua boca, acariciando suas curvas, seus seios, ouvindo seus gemidos baixinhos. Foi tranquilo e lento, fizemos amor como se fosse à primeira vez.
–Edward. –ela gemeu meu nome baixinho e eu sabia o que aquilo significava. Naquela posição Bella nunca chegava até o fim e eu estava quase explodindo dentro dela, então tomei as rédeas da situação.
Segurei com força em sua cintura, empurrando meu quadril para cima com força, apenas observando uma Bella perdida em sensações jogar a cabeça para trás enquanto chegava ao seu limite.
–Eu te amo Edward Cullen. –ela murmurou quando caiu sobre mim depois de nosso orgasmo.
–Assim como eu amo você. –a abracei forte, sentindo algo se apertar dentro de mim. –Vamos tomar banho, você precisa trabalhar para trazer comida pra dentro de casa.
–Definitivamente, sou quem visto as calças nessa relação. –Bella brincou enquanto eu me erguia com ela ainda colada a mim, meu pau agora mais calmo ainda dentro dela.
–Sinceramente? Eu prefiro você sem calça, melhor ainda, sem roupa nenhuma.
–Você quer que eu ande nua por aí?
–Não, porque outros iam ficar te olhando com desejo, até outras mulheres, mas você é só minha e só eu posso te desejar Neném. –disse quando entrei no banheiro, Bella ainda em meu colo.
–Outros podem desejar, mas só você pode ter.
–É melhor assim, porque se não meu pobre coração não aguenta.
–Bobo.
Depois que Bella saiu, levando Bear para casa — aquele cachorro folgado passava mais tempo em meu apartamento do que qualquer outro lugar! – fiquei meio perdido e sem saber o que fazer. Então depois de ter almoçado, Bernie comeu sua ração especial, me joguei em frente o sofá, com a Ber de companhia para assistir o que quer que estivesse passando na TV.
Eu via na TV uma maratona de Game of Thrones junto com Bernie, que estava espalha ao meu lado no sofá com sua barriga de grávida completamente estufada, quando o meu celular havia começado a tocar.
–É uma menina, é uma menina cara! –a voz de Emmett gritava do outro lado, completamente animado, quando atendi.
–Parabéns cara! –respondi feliz por meu amigo.
–Ai meu Deus do céu é uma menina! Puta que pariu é uma menina.
–Emmett...
–Cara, eu não sei lidar com isso, cara eu estou te dizendo se no futuro algum malandro tentar tocar na minha menininha eu mato, juro que mato...
–Emmett... –chamei mais uma vez.
–Caralho, eu vou ficar com os cabelos brancos antes da hora, juro que vou enfartar quando ela contar que está de namoradinho.
–Cala a boca porra! –gritei, sabendo que aquela era a única forma de trazer meu amigo para a realidade.
–Ai seu filho da mãe. –Emmett resmungou do outro lado.
–Primeiro: você tem que se acalmar. –eu disse. –Segundo: porque você não deixa para se preocupar na hora que tiver que se preocupar?
–Certo, você tem razão, eu meio que surtei. –deu uma risadinha sem graça do outro lado da linha.
–Meio?
–Quer parar de tripudiar com a minha cara, isso tudo foi praga sua seu lazarento.
–Do que você está falando seu idiota?
–Lembra quando você disse que eu ai ter uma menininha como uma vingança do universo, por todas as garotas que eu já passei o meu rodo?
–Cara não viaja. –revirei os olhos. –Você não está feliz por ser uma menina?
–Claro que eu estou, mas é que se ela for pelo menos 1% bonita igual à mãe, eu vou ter que andar armado 24/7!
–Não se preocupa, porque eu vou te ajudar a proteger a minha afilhada.
–Certo, tudo bem, valeu amigão... Agora me deixa ligar para meus pais para dar a noticia.
–Você não falou para eles ainda?
–Não, você e a Bella fora os primeiros a saber, Rose esta falando com a Bella agora, são os padrinhos dela afinal! –e então desligou.
Tinha um cisco nos olhos que estava me irritando pra porra!
~✿~
No fim da maratona de GOT eu estava inconformado e completamente irritado. Puta que pariu porque aquele merdinha do Joffrey não morre logo, aquele bastardo! Mas cheguei a uma conclusão depois de uma longa reflexão, a culpa de tudo o que aconteceu a família Starks era de Catelyn, tipo se ela não tivesse sequestrado simplesmente o personagem mais foda da história, o Tyrion, nada disso teria acontecido, nenhuma morte, quer dizer, a não ser a do Ned que puta que pariu, morreu de bobeira. Catelyn assim como Jon Snow não sabe de nada sobre a guerra dos tronos, como a própria rainha disse, nos jogos edos tronos ou você ganha ou você morre, e a Catelyn morreu e a Cersei continua viva. E o bastardo do Joffrey também.
Eu já havia limpado a cozinha e até mesmo o meu quarto, que para a minha surpresa tinha mais lixo debaixo da minha cama do que dentro da lixeira e ei... Eu encontrei aquele par de meias que eu achei que tinha esquecido na casa de meus pais e uma pequena e delicada calcinha de renda vermelha de minha namorada, só não me perguntem como aquela calcinha havia ido parar ali.
Eu estava entediado para caralho e sem saber o que fazer, já que tinha limpado todo o apartamento. Estava me sentindo sufocado e preso naquele apartamento, que nem um pássaro dentro de uma gaiola quando tive uma ideia bem agradável.
–Jacob você vai sair agora à tarde? –perguntei logo que ele havia atendido.
–Não, por quê? –sua voz disse desanimada.
–Posso deixar a Bernie ai com você? Preciso resolver umas coisas.
–Tá passa aqui. –e desligou.
Eu estava preocupado por meu amigo, mas era difícil ajudar uma pessoa que se recusava a ser ajudada, eu e meus amigos teríamos que bolar algo para ajudar a animá-lo. E logo.
Desci as escadas com Bernie no colo, e ela estava muito pesada por sinal, eu estava irritado, pois antes eu não me incomodava com o fato de ter que usar escadas, mas agora era diferente, Bernie estava esperando filhotes e era perigoso ela descer as escadas, e o sindico do prédio se recusou a arrumar o único elevador quando expus a ele minha sugestão, pois ele não tinha recursos o suficiente. Bah, ele estava mesmo era com preguiça aquele velho charlatão e bingueiro.
Coloquei Bernie dentro do carro com cuidado prendendo-a ao sinto de segurança e dirigi até o apartamento que Jacob costumava dividir com a Vanessa.
Quando cheguei a seu prédio rapidamente peguei Bernie no colo novamente, e uma sacola com coisas que eram necessárias para ela. Serio se eu tivesse que ficar carregando Bernie no colo pra lá e pra cá como estava fazendo não ia demorar muito para uma hérnia de disco aparecer em minha costa.
Quando parei em frente ao apartamento de Jacob coloquei Bernie no chão e bati duas vezes na porta esperando que ele me atendesse.
–E aí cara. –me cumprimentou ao abrir a porta, sem muita empolgação.
–Obrigada por aceitar a ficar com a Ber. –disse ao entrar em seu apartamento com Bernie presa a coleira.
–Por nada.
–Aqui está o telefone da veterinária dela, qualquer coisa mesmo você liga pra ela e para mim tá. –lhe entreguei o cartão com o telefone da Leah. –E aqui estão algumas coisas dela, os remédios, a ração especial, a mantinha dela e alguns brinquedos que ela gosta.
–Tá certo. –Jacob afagou a cabeça de Bernie com um pequeno sorriso nos lábios e naquele momento eu soube exatamente o que fazer com um dos muitos filhotes que Bernie esperava. Aquilo sim faria bem ao meu amigo.
–Certo já vou indo. –soltei Bernie da coleira e ela começou a choramingar. –Tchau menina. –afaguei sua cabeça. –Tchau cara, obrigada mais uma vez.
Então Bernie começou a latir e a chorar ao mesmo tempo e foi atrás de mim chorando enquanto eu saia do apartamento me seguindo pelo corredor.
–Bernie volta pra lá. –apontei para o apartamento de Jacob que ria da cena.
–Ela já esta com saudades do papai.
–Me liga se ela não estiver bem. –eu disse afinal fiquei preocupado com o comportamento de Bernie, ela nunca agia assim quando eu saia.
~✿~
Estacionei o carro a alguns metros do consultório de minha linda, doce e sensual psicóloga. Eu queria fazer uma surpresa para Bella naquela tarde. Eu teria que persuadir muito sua secretária, a Ângela, então para isso passei em uma livraria rapidamente e perguntei para atendente qual era o livro que as mulheres mais liam naquele momento e ela me indicou um livro chamado A Culpa é das Estrelas, e o comprei. Aquilo faria parte do plano, eu iria até Ângela e lhe presentearia com livro em troca de ela cancelar os próximos o pacientes de Bella para eu ter o final de tarde com ela e então Ângela iria embora, e Bella e eu reviveríamos a nossa primeira vez em seu consultório, claro que eu teria que usar todo o meu poder de persuasão com ela, afinal ela era bem ética quando o assunto era trabalho, mas nada como alguns toques nos lugares certos que não fizessem a minha namorada se render.
Eu estava ajeitando meu cabelo no espelho retrovisor quando vi um homem sair do consultório de Bella. Ele vestia um, sobretudo de cor parda e uns óculos escuros, mas mesmo assim eu reconheceria aquele homem em qualquer lugar do mundo como sendo meu pai biológico. Eu podia nunca ter tido contato algum em minha vida com Anthony Masen, mas aquilo não significava que eu não soube esse quem era ele, afinal eu trabalhava na CIA e aquilo significava que eu poderia investigar qualquer pessoa que eu quisesse, e com alguma curiosidade eu pesquisei meu pai biológico há anos atrás e por isso sabia exatamente como ele se parecia e infelizmente para mim eu lembrava em aparência aquele homem que eu aprendia repudiar.
Eu queria entrar no consultório de Bella e confrontá-la, queria saber a quanto tempo ele ia até lá e o porquê de ela não me ter contato antes, mas eu meio que me sentia sem ar e o meu peito ardia forte com o sentimento de traição e então tudo o que fiz foi ligar o motor do carro engatar a marcha e pisar fundo no acelerador.
Dirigi loucamente e sem sentido, sentindo lágrimas arderem em meu rosto. Eu ainda revia em minha mente a imagem daquele homem saindo do consultório de Bella. Porque ela havia escondido aquilo de mim, até que ponto ela considerava ético não me contar que um de seus pacientes era o homem que havia se negado a me criar e o causar da morte de minha mãe? Quer dizer, eu merecia saber, quem se importa com a ética quando os sentimentos das pessoas estavam envolvidos? Quem se importa com ética quando o sentimento de uma pessoa que você diz amar está em jogo? Com certeza Isabella Swan não.
Eu freei bruscamente quando vi o sinal vermelho a minha frente. Eu tamborilava impaciente os dedos ao volante, pronto para sair rasgando com o carro pelo transito quando o sinal abrisse. Um carro parou ao meu lado. Um homem branco e de cabelo negro estava em um sedan preto ao lado do meu, o som do rap que tocava em seu carro estava alto, mas não havia sido nada daquilo que havia despertado a minha atenção e sim a tatuagem em seu pescoço, como se fossem dois V’s cruzados, um em cima do outro, um para cima e um de cabeça para baixo, aquele símbolo não me era estranho... O sinal abriu e minha mente estalou em reconhecimento, aquele era o símbolo que estava gravado na bala da arma que eu havia encontrado naquele armazém abandonado há alguns meses atrás.
Peguei meu celular rapidamente e disquei para Emmett.
–Fala cara!
–Emmett rastreie o meu carro. –falei rapidamente. –Eu encontrei um dos filhos da puta que estávamos procurando, a placa dele XFG-2264, estamos na avenida principal.
–Cara não faça nada imprudente, vou acionar algumas viaturas, só o persiga e veja até onde ele vai, não faça nada de imprudente.
Imprudente era tudo o que eu queria ser naquele momento. Ser imprudente me daria a adrenalina necessária para esquecer, mesmo que por poucos minutos, a visão daquele homem saindo do consultório de Bella.
–Pode deixar. –dei um sorriso duro, sentindo um gosto amargo na boca e desliguei o celular.
Continuei a perseguir o carro preto. Não sei em que momento aquele filho da puta havia percebido que estava sendo seguido, mas agora ele costurava pelo transido ensandecido, fazendo muitas buzinas soarem dos outros carros e vários dedos do meio surgirem para fora dos vidros e eu o perseguia da mesma forma, dirigindo feito louco e sendo alvo de várias buzinas e dedos do meio.
O carro preto fez uma curva fechada em alta velocidade, em uma avenida que levava ao distrito industrial e eu o segui da mesma forma. Percebi que aquilo não era uma boa ideia quando vi um caminhão vindo em minha direção, então tirei o pé do acelerador, percebendo que não havia mais nada a ser feito, não havia escapatória. Eu só senti o impacto forte contra meu carro, e em câmera lenta como era nos filmes, assisti do lado de dentro meu carro girar capotando e então parar, bruscamente, batendo contra algo.
O cheiro de gasolina era forte e eu estava me sentindo zonzo, eu queria fechar os olhos e apagar, mas alguma coisa me impedia, e mesmo sentindo cada centímetro do meu corpo doer como nunca tentei alcançar o fecho do cinto de segurança e o soltei caindo contra o teto do carro, que estava virado de cabeça para baixo.
Fiquei ali sem me mover e sentindo muita dor por alguns minutos.
–Edward. –ouvi uma voz feminina e de fundo o som de sirenes. –Edward. –olhei pelo vidro quebrado da janela e vi uma mulher de longos cabelos da mesma cor do meu e a reconheci.
–Mãe? –sussurrei sentindo minha garganta arranhar.
–Aguente firme querido. –eu devia estar delirando, ou estar morto àquela altura.
Então a imagem de minha mãe sumiu tão de repente como havia parecido, então eu não ouvi e nem senti mais nada, porque tudo estava rodando e ficando preto a minha volta.
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