A Psicóloga

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Debora Lima, Lane Grey Cross Cullen, MillyHilton e Liz Marie... suas lindas obrigada pelas recomendações divasticas viu... Vamos ao capitulo e me desculpem pela demora, nos vemos nas notas finais ;D

Capítulo 27

|Narrado por Edward|

No dia seguinte a chegada à casa de meus avôs eu havia acordado cedo. Bella ainda dormia pesadamente, ela era tão linda dormindo, tão suave e adorável que seria uma crueldade acordá-la, então a deixei ali, não sem antes dar uma boa conferida no ‘material’ e que era todo meu. Troquei o pijama por uma roupa confortável e desci e seguindo o cheiro de café e pão fresco que provinha da cozinha fiz o meu caminho.

Ao passar pelo corredor que levava da sala à cozinha me deparei com uma sucessão de fotos de minha infância até um foto de minha mãe grávida de mim. Na foto ela usava um vestido floral, seus cabelos longos e da mesma cor que o meu caiam por seus ombros, suas mãos estavam sobre a barriga protuberante de grávida de ambos os lados e ela tinha um doce sorriso amável nos lábios e uma expressão tão serena que me acalmava só de olhá-la. Como eu queria ter conhecido a minha mãe, ter tido ela por perto e ter crescido ao seu lado!

Não sei muito bem explicar o que eu senti ao ver aquela foto, era uma mistura de tristeza por não ter chegado a conhecer Elizabeth e orgulho por ela ter se mantido forte o suficiente para que eu nascesse em segurança, minha mãe me amava e disso eu não tinha duvidas, assim como eu não tinha duvidas do amor que eu tinha por ela.

–Ela era tão bonita a minha Lizzie. –a voz de meu avô me surpreendeu me tirando de meus devaneios.

–Que a vovó e a Bella não me ouçam, mas ela é a mulher mais bonita que já vi. –toquei com carinho o rosto de minha mãe na foto.

–Disso eu não posso discordar. –ele murmurou. –Não foi só a beleza dela que encantou seu pai, mas a força de vontade, bondade e caráter que ela tinha. Alguma vez sua avó já te contou como sua mãe conheceu seu pai?

–Não. –sussurrei não muito confortável por ouvir falar desse homem que não tinha nada a ver com a minha vida, mas ansioso por saber um pouco sobre a parte da vida de minha mãe que eu não conhecia.

–Resgatando a mãe da Bailey. –meu pai deu uma risadinha.

–Como? –perguntei surpreso.

–Sim, o antigo dono dela era violento, uma vez sua mãe estava andando de bicicleta na rua e o viu bater nela e foi correndo defender à coitadinha que não passava de um filhote na época, a coisa saiu do controle e a Lizze estava pronta para tacar a bicicleta no homem quando seu pai interveio, ele era sobrinho desse homem e estava voltando do alistamento no exercito bem no momento. Ele e sua mãe discutiram feio, e então ela simplesmente pegou a cachorrinha e a trouxe para casa, semanas depois ela e Anthony viraram amigos.

–E o resto da história eu conheço, ele fez com que ela se apaixonasse por ele, a usou, engravidou e depois a abandonou.

–Ele teve que voltar para o exercito em uma missão, era jovem e estava assustado. –meu avô, e único pai que conheço, disse. –Não julgue o que não conhece filho, ele pode não ter se mantido por perto, cuidado de você e ter sido presente em sua vida como um pai deve ser, mas nunca o deixou desamparado.

–Um cheque em meu nome uma vez por mês durante toda a minha vida não significa nada.

–Se eu fosse você eu olharia em sua conta, você pode ter uma pequena fortuna em mãos filho. –meu avô voltou a seu estado normal e brincalhão.

–Não quero aquele dinheiro, já disse, use-o para viajar ou qualquer outra coisa. –dei de ombros.

–Vamos continuar guardando ele para quando tiver seus filhos e eles começarem a querer coisas, crianças não custam barato hoje em dia você sabe.

–Não, eu não sei. –disse simplesmente.

–Mais vai saber se continuar nesse ritmo. –meu avô deu uma risadinha.

–Que ritmo? –perguntei confuso.

–Você sabe meu filho, as paredes nessa casa não são muito grossas e os corredores fazem ecos e é possível escutar gritos e gemidos durante a noite.

–Pai. –exclamei envergonhado.

Que bom que Bella não ouviu isso, afinal se ela soubesse que meus avós ouviram nossas aventuras da madrugada, eu ficaria sem sexo algum pelo resto da semana.

Eu ainda estava no corredor envergonhado quando ouvi um ganido alto que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo, corri até a cozinha e chegando lá, Bernie estava em frente à Bear, com os dentes arreganhados, numa expressão feroz e a grande barriga inchada, olhando feio para Bailey.

–Menina que isso! –eu disse chegando lentamente perto dela e puxando-a pela coleira. –Bernie feia, Bernie feia, não pode fazer isso. –apontei o dedo para ela e ela me encarou timidamente e choramingou.

–Filho ela só esta com ciúmes do macho dela. –minha mãe deu uma risadinha.

–Que isso, a Bailey tem idade para ser a mãe dele e não pode competir com você Ber. –abaixei na frente dela acariciando sua grande cabeça amarela. –É você que é a mãe dos filhos dele.

–Como se isso realmente significasse algo para animais né? –minha mãe disse.

–É bom que signifique, pois eu estarei aqui para proteger a Bernie de quem tentar partir o coração dela.

–Credo filho você fala como se ela realmente fosse a sua filha.

–Mais ela é. –dei de ombros e puxei uma cadeira para que eu me sentasse para tomar café.

Eu estava concentrado comendo o bolo que meu avô havia feito para o café quando ouvi a cadeira se arrastar ao meu lado e uma Bella sonolenta se sentar.

–Bom dia gente. –murmurou com a voz rouca de sono.

Sexy pra caralho.

–Bom dia. –meu avô disse com um ar malicioso.

–Bom dia querida dormiu bem?

–Dormi sim. –respondeu enquanto enchia sua xicara de café.

–Eu imagino que tenha. –meu avô deu outra risadinha. –Ai mulher! –ele gemeu de dor e imagino que dona Esme tenha lhe socado nas costelas.

–Bom dia Neném. –me inclinei em sua direção lhe dando um beijo na testa e ela deitou a cabeça em meu ombro enquanto bebia seu café.

–Então o que vamos fazer hoje? –minha avó perguntou animada.

–Sei lá mãe. –dei de ombros.

–Por mim tanto faz, a senhora pode escolher. –Bella disse educadamente.

–Tudo bem então. –o sorriso de minha mãe foi crescendo cada vez mais.

–Ah não. –meu pai gemeu e escondeu o rosto com as mãos.

~✿~

Agora eu entendia o porquê meu pai havia ficado tão desgostoso quando Bella disse que minha mãe poderia escolher o entretenimento do dia. Porque agora, um pouco mais de uma hora depois, lá estávamos nós sentados em um barco, cada um com uma vara de pescar na mão no meio de um rio pescando, rodeado por mosquitos e outros insetos.

–O que eu faço com isso? –Bella perguntou baixinho para mim.

–Você lança a linha assim Neném. –mostrei para ela como se fazia.

–Quem vê, pensa que você é um bom pescador filho. –minha mãe riu.

–Mãe não. –gemi de frustração.

–Porque a senhora fala isso? –os olhos de Bella brilhavam de curiosidade.

Lembra a parte que eu havia dito que passar por alguns constrangimentos valeria a pena se minha família fosse feliz com isso? Esqueça, eu retiro cada letra do que disse.

–Ah querida, quando Carlisle foi ensinar o Edward a pescar, digamos que... –e ela começou a rir. –Que seu namorado tenha caído dentro do lago e tenha começado a gritar porque um peixe roçou em sua perna e ele achou que era um crocodilo. –ela riu mais uma vez. –Levou anos para que ele voltasse a pegar numa vara mais uma vez. –e riu novamente. –Ai, isso saiu tão errado! –e dessa vez ela não ria, gargalhava a plenos pulmões.

–Ah qual é eu tinha nove anos, e nem gosto tanto assim de peixe para me arriscar a ser comido por um crocodilo enquanto pesco. –eu disse me defendendo. –E sim, tem crocodilos aqui se você não sabe mãe, o estado de Louisiana é empesteado de crocodilos. Vocês não assistes Billy o Exterminador na TV não? Ele vive capturando crocodilos por aí.

–Você virou um garoto da cidade, completamente. –meu pai balançou a cabeça com uma expressão decepcionada que era puro fingimento e começou a recolher a linha de pesca, ele havia capturado mais um peixe, da hora em que chegamos ele havia pegado uns quatro, me humilhando totalmente, já que eu não havia pescado nenhum. Se eu desse alguma sorte no final da pescaria minha linha se enroscaria em alguma bota velha e eu pegaria alguma coisa assim.

–Esme, me conte mais sobre a infância e a adolescência do Edward. –Bella pediu ansiosamente.

–Claro minha querida, vai ser um prazer ver meu filho envergonhado. –mamãe deu uma risadinha maligna que me fez tremer os ossos. Afinal eu tinha uma boa bagagem de histórias constrangedoras das quais eu devia me envergonhar.

–Isso vai ter troco Neném, você vai ver só. –ela me encarou com um sorriso tão brilhante que eu não teria coragem de negar algo a ela quando sorria daquele jeito.

Então eu passei as horas seguintes observando e ouvindo meus pais contarem meus maiores micos e minha namorada que ria loucamente de cada um deles.

E eu sabia que pelo restante de nossa estadia ali que seria assim. Mas desde que Bella não me negasse nada durante a noite eu poderia lidar com isso sem problema nenhum, afinal eu era um homem de 26 anos forte, resolvido e maduro o suficiente para lidar com isso e ter uma ótima rodada de sexo quente à noite como pagamento.

~✿~

A semana na casa de meus avós passou mais rápido que eu poderia prever e quando dei por mim eu já estava ajudando Bella a carregar nossas malas para o carro, onde Bernie e Bear estavam devidamente enfraldados e seguros no banco de trás.

Bailey estava sentada no portão olhando com olhos perdidos para Bear, o que esse cachorro tinha para fazer todas as cachorras da família se apaixonarem por ele e uma Bernie gravida e uma Bailey idosa querer sair em um arranca rabo? A frase ‘mamãe passou açúcar em mim’ veio rapidamente em minha mente me fazendo explodir em uma gargalhada.

–Do que esta rindo menino? –dona Esme perguntou, me encarando com uma expressão curiosa no rosto.

–Nada não mãe. –disse depois de me acalmar do ataque de risos.

–Aqui Bella fiz para a viajem de vocês. –meu pai entregou uma cesta para Bella cheia de bolo, pão e mais algumas coisas que ele havia feito para que comêssemos no caminho de volta para LA.

–Se cuida querido. –dona Esme resmungou e me puxou para um típico abraço apertado da Dona Esme então ela me soltou e correu em direção a minha linda namorada. –Vou sentir muitas saudades de vocês, você já é da família Bella. –disse enquanto a apertava em seus braços.

–Obrigada pela hospitalidade Esme, e venha passar o Natal com a gente, vocês serão muito bem vindos.

–Claro que iremos querida. –mamãe abraçou a Bella e a mim mais uma e vez depois foi à vez de meu pai de se despedir com abraços.

–Se cuidem viu e preste bastante atenção á estrada viu garoto.

–Okay pai, pode deixar.

A viajem de volta foi tranquila, Bella e eu revezávamos ao volante e só paramos uma vez quando nós dois estávamos cansados demais para dirigir e com muita saudade um do outro para continuar, se é que você me entende.

Eu estava ao volante quando chegamos a LA e tudo o que eu mais queria era dirigir o mais rápido possível para que chegássemos ao meu apartamento e dormir até meus olhos sentirem vontade de abrir. E foi o que fiz.

Era um pouco mais de dez horas da noite quando entrei no estacionamento de meu prédio.

–Neném, chegamos. –cutuquei Bella para que ela acordasse.

–A gente chegou a onde? –Bella perguntou meio confusa, parecendo que estava em um jet lag só que na verdade não havíamos andado de avião e muito menos fomos para um lugar com diferença de fuso horário, a questão é que Bella parecia que havia acabado de sair de um longo coma de tão confusa que estava.

–Estamos em casa amor, vem vamos subir logo, tomar um banho e dormir.

Enquanto eu pegava nossas malas, Bella desprendia Bernie e Bear do cinto de segurança para cachorros e os prendia devidamente à coleira se arrastando em direção a escada que levava aos andares do prédio. Dez minutos depois Bella já estava desmaiada na cama dormindo sem roupa alguma e espalhada confortavelmente em meus lençóis com o traseiro empinado para cima, me fazendo ter ideias bem interessantes e meu caro amigo começar a se animar.

–Agora não carinha, estamos cansados lembra? –corri para o banheiro e tomei um rápido banho.

Sai do banho enrolado em uma toalha e fui até a cozinha colocar comida para Ber e Bear que já dormiam profundamente um ao lado do outro. Bernie estava com a cabeça no tronco de Bear, que por sua vez descansava sua cabeça perto da barriga estufada de Bernie, ouvindo a minha movimentação Bear abriu os olhos e suas orelhas ficaram em sinal de alerta, ele ficou me observando me movimentar pela cozinha.

Parei para observar aquela cena, que confesso era adorável. Até que eles formavam um bonito casal, mas eu não diria isso em voz alta, afinal eu tinha meu orgulho de pai ferido parta manter integro. Então disse:

–Estou de olho em você mano. –estreitei meus olhos em direção ao cachorro que revirou os olhos e os fechou para dormir.

Notas finais
Esse capitulo foi engraçado! Serio... Não me matem antecipadamente, como as meninas do grupo viram, hoje eu postei um spoiler, mas acabou que aquela parte vai ficar para o próximo capitulo, pq ele havia ficado com muita informação para um capitulo só, então eu dividi e na terça-feira dia 25/02 que é niver da fic teremos um novo post viu >< a fic vai completar 10 meses de vida ehhhhhhhhhhhhh E no próximo capitulo teremos fortes emoções... Lembram que eu disse sobre a aparição de um novo personagem e sobre uma fic minha que eu ia meio que kibar? Então essa fic é Vizinhos, basta vocês saberem qual cena vou kibar kkkkkkkkkkkkkkk =P É isso, agora vamos para a apelação... Ta vendo essa caixa logo abaixo então ela está seduzindo vocês... Imaginem que ela é o Robert Pattinson e usem e abusem dela ok? kkkkkkkk Façam com ela tudo o que vcs queriam fazer com ele, tá nem tanto kkkkkk E deixem-se serem seduzidas pela caixa de recomendação... Pq vcs sabem né? Recomendou ganha convite para entrar no grupo e recebe noticias sobre a autora quer vos fala, a fic, spoilers, e tirinhas engraçadas sobre a fic kkkkk ;D É isso é ae pessoal nos vemos na terça-feira que vem (25/02) e nos comentários e recomendação e as ninas do grupo nos vemos todos os dias ;D xoxo Leh ;D