Notas iniciais
Voltei a escrever esta história e cá esta o capítulo recém-escrito^^ Espero que gostem^^ Prometo continuar postando :)

Ser filho do senhor dos deuses não era tão fácil, nem tão legal.

Era em Leandro que todos apostavam as fichas. De certa forma isso era muito bom, mas às vezes, Leandro não gostava de tanta responsabilidade em cima de seus ombros. Isso se tornara ainda pior quando Dayane desaparecera. Eles dividiam as responsabilidades na pretoria de Roma, mas agora era apenas ele.

Leandro, fora dos limites do acampamento, atraía o olfato de todos os monstros em um raio de cem quilômetros. Ele sabia disso por experiência própria. Filhos de Júpiter raramente chegavam aos 14 anos. Ele tinha 15, então estava no lucro.

Com a chegada do filho de Netuno, que é outro dos três grandes, isso só foi multiplicado.

Somado ao cheiro de mais três semideuses, Leandro e Alisson não poderiam escapar ao ataque de um monstro. Então, mas rápido do que eles poderiam esperar, o grupo é atacado por um javali enorme.

Leandro consegue pular do veículo após o segundo giro no ar. Manipula o ar ao seu redor para amortecer sua queda e no momento seguinte, consegue fazer o mesmo para parar o carro antes que o acidente matasse os outros três lá dentro. Ser filho de Júpiter tinha lá suas vantagens...

Nota o javali partindo para cima de Walber, que segurava duas lanças como um verdadeiro gladiador.

O monstro ataca o jovem furiosamente, mas o filho de Belona consegue esquivar de vários ataques e ainda perfura a pele da criatura em vários pontos.

Leandro decide atacar. Tira do bolso uma pequena moeda e joga para cima. A moeda assume um formato comprido e se torna uma espada de ouro imperial. E salta em cima do javali.

No entanto a fera não era tão descuidada quanto Leandro esperava. O javali vira-se para ele e tenta abocanha-lo. O garoto apenas manipula o vento para que fosse jogado para a direita e escapar.

Nesse instante, Walber enfia as lanças nas patas traseiras do javali e consegue derruba-lo.

Leandro levanta e move a espada em golpes rápidos. Mesmo no chão, a fera conseguia se mover muito rápido. Como seus movimentos eram pesados, Leandro tinha que ser ainda mais rápido para não ser esmagado. Mas ele se joga em cima do monstro.

Os dois atacam juntos. Leandro enfia sua espada no peito do javali, no momento que Walber enfia as lanças na testa do monstro, entre os olhos. A criatura se torna um monte de pó e desmancha.

Leandro corre para ajudar os amigos no carro. As garotas pareciam bem, embora tivessem alguns arranhões pelo corpo. Aline tinha um corte acima da sobrancelha. Alisson parecia inconsciente.

Ele retira o garoto de dentro do carro. Mônica havia rastejado para fora do carro e ajudado Aline a sair.

Walber traz alguns pedacinhos de ambrosia e coloca na boca de Alisson. Então ele abre os olhos e sorri para os demais.

- O que eu perdi? – ele pergunta.

- Só o começo da diversão... – fala Walber dando a mão para ajuda-lo a levantar.

Leandro vira para o carro e fala preocupado.

- E agora? Perdemos nosso meio de transporte...

- Acho que temos que pegar um trem. – Mônica aponta para uma estação que eles conseguiam ver algumas centenas de metros à frente.

- Vamos lá... – diz Aline, pegando sua mochila de dentro do carro.

Os outros fazem o mesmo e começam a andar. Aproximam-se da estação em silencio. Mas então, Alisson fala subitamente.

- Não pera... Temos dinheiro, não temos?

Por instinto todos levam as mãos aos bolsos. Walber e Aline balançam as cabeças negativamente. Leandro e Mônica tiram algumas cédulas dos bolsos e sorriem.

- Acham que eu seria tão relaxado de partir em uma missão importante sem dinheiro?

- Ao contrário de vocês... – Mônica caçoa.

Continuaram caminhando rumo à estação.

- Agora vamos antes que alguém perceba o acidente e chame a polícia... – diz Walber.

Quando chegam, os cinco pagam e entram na estação de trem. Havia algumas poucas pessoas ali. Entre casais simpáticos de idosos, um grupo de garotas com uniforme escolar e um casal de jovens namorados, Leandro notou um homem solitário, escorado em uma coluna. Ele não conseguia ver seu rosto, escondido pelo capuz do blusão preto.

- Bem, que trem nós pegaremos? – Alisson quer saber.

- Algum trem que vai para Oeste. – Mônica explica. – É para lá que fica o Pico da Neblina.

Então, após alguns minutos esperando, o trem para. Enquanto esperam que a maioria dos passageiros do trem desça, Leandro percebe o homem estranho subindo.

- Não acho que devemos ir neste! – ele diz.

- O que? – Mônica pergunta. – Temos que ir neste!

Walber e Alisson já tinham entrado. Aline e Mônica fazem o mesmo. Leandro tinha um pressentimento, mas os seguiu.

As portas se fecham e o trem parte.

- Sozinhos no vagão? – Mônica olha ao redor.

- Não exatamente! – Aline diz e faz um sinal com a cabeça mostrando o homem estranho.

Leandro ficou feliz por não ser o único cismado com ele.

- Fiquem tranquilos e ajam naturalmente! – Walber se senta em um dos bancos.

Alisson o imita e se senta um banco atrás.

- É isso ai... – Mônica dá um leve soco no ombro de Leandro – Relaxa cara!

Notas finais
E então? Mereço reviews? ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.