A Profecia

1 I - Prólogo


Notas iniciais
Olá, Se você está lendo isso, obrigada pelo interesse! Espero que goste da história

Um corredor principal longo e largo, ladeado por imensos pilares esculpidos em formato de cobra direcionavam ao átrio principal, com um trono branquíssimo e pomposo, ao melhor estilo Voldemort. A sala principal da Câmara dos Comensais assim se erguia, grandiosa e sombria, como que para mostrar o poder do Mestre sobre o de todos os outros.

O motivo da convocação sem aviso prévio era pretexto de grande balbúrdia e excitação entre os Comensais, que se acomodavam todos em assentos arquibancada de ébano ao redor do átrio. Os mais notáveis e famílias tradicionais de renome sentavam-se na primeira fileira em lugares marcados. Os que se juntaram após ou durante a Batalha de Hogwarts, previsivelmente por medo e não por lealdade, se sentavam ao fundo.

Dentre estes notáveis estava a menina dos olhos do Lorde, a família Malfoy. Pai, mãe e filho sentavam-se lado a lado, nesta ordem.

Se reparasse bem, o menino Malfoy, agora muito diferente, parecia entediado. Tinha o cenho mais masculino, o físico mais desenvolvido, o cabelo mais louro, os olhos mais cinzentos, a pele mais branca. As cores estavam menos saturadas nele, em tudo, na verdade. Só a Marca da Morte parecia mais viva, mais negra e ameaçadora, e Aquele Que Não Deve Ser Nomeado, mais próximo.

O pai, Lucius, estava ocupado demais falando com pessoas influentes no Ministério. Narcisa, a esposa devota, como sempre, agarrava-se ao filho, a única coisa que lhe valia realmente a existência.

Sucedeu que a Marca deu o sinal, quente e viva, quase saltando da pele dos Comensais, o Mestre chegava. As portas do corredor se abriram e ele entrou, acompanhado sempre à direita por Belatriz. O espetáculo de sua aparição poderia até ser bonito, se a sua presença, aparência, ou o próprio local, ou até mesmo a própria situação, não fossem tão macabros.

Conforme passava, a boca de cada cobra se incendiava de uma chama esverdeada, doente, e todo o resto parecia morrer. Ao chegar ao seu exagerado trono, sentou-se dramaticamente, agitando as vestes, e a tia Belatriz ao seu lado, em uma cadeira mais humilde, porém ainda bela. Imediatamente, todos ali arregaçaram uma das mangas para deixar a Marca à mostra, e fizeram uma reverência com a cabeça, em sinal de devoção.

Boa noite, Comensais — ele começou. — Certamente se perguntam o motivo desta tão repentina convocação. Portanto digo-lhes isto: Mais uma conquista foi feita para expandirmos nosso Império! Reunimos, senhoras e senhores, as Relíquias da Morte!

Uma pausa foi feita antes de uma música solene começar, e este intervalo foi preenchido pelas exclamações surpresas de todos ali presentes. Os olhos de Draco Malfoy, a exemplo, quase saltaram das órbitas, mas ele logo se recompôs, ignorando o arrepio que lhe subia a espinha.

Três Comensais mascarados entraram com os inestimáveis objetos em mãos. Se ajoelharam diante do Mestre e lhe puseram o anel com a Pedra da Ressurreição no dedo, a Capa da Invisibilidade nas costas e a Varinha de Sabugueiro na mão. O teto do átrio se abriu, revelando as constelações que iluminavam a noite e, após Voldemort, todos apontaram suas varinhas ao céu e gritaram “MORSMORDRE” em coro. E assim a Marca resplandeceu.

O que veio a seguir não é muito claro na mente de ninguém que tenha prestado testemunho até hoje, o que se sabe é que houve uma explosão de luz branca e cegante e depois escuridão, como em um desmaio, ou como a própria morte.

Notas finais
Obrigada por ler! Por favor, qualquer opinião é bem vinda, digam-me se gostam ou não da história Até mais. Capitu