A Princesa de Nova Orleans- Hope Mikaelson
4 Capitulo 4- Eu não quero mais você na minha vida.
Hope
É incrível quanto uma pessoa pode mudar em um mês Eu não ia mais a cidade, se quisesse comer, era só... Caçar, eu tinha presas e era selvagem o bastante pra isso. Tomava banho de rio, e também bebia agua do rio, da mesma forma que os outros animais faziam, apoiando os antebraços no chão e bebendo.
Liesel e Joe toparam se juntar a mim. Descobri que eles viviam num lar adotivo e que eram órfãos. Agora cada decisão que eu tomava eu me perguntava sempre se ia afeta-los, afinal eu era a alfa. Topei com o bando de Eric algumas vezes, como estava a ficar selvagem e eles continuavam civilizados era só rosnar ou dar o bote rapidamente. Isso sempre os afastava.
Eu praticava magia quando não tinha ninguém por perto, apesar de sentir que ainda continuava no básico entendia mais a natureza. Aprendi, sozinha um outro tipo de magica, era muito instintiva, então eu a chamava assim. Instinto, mas logo descobri que as outras bruxas chamavam de Expressão. Vez por outra eu não conseguia controlar a Expressão. Normalmente eu conseguia faze-lo sem problemas, mas, vez por outra eu não conseguia controlar a... Magia...
Mas, normalmente eu conseguia. Tanto é que a única outra vez que fui a cidade, foi pra comprar material de construção e restaurar uma casinha que eu achei no meio da floresta. Usando um pouco de magica consegui restaurar a casa sem levantar um único dedo.
A casinha, tinha três cômodos, e não tinha moveis além de uma cadeira velha e um livro, eu dormia no chão de madeira que era ate bem confortável. O livro contava sobre lobisomens, e depois de achar um cômodo secreto pra transformações, eu soube quem morara ali.
Vez por outra sentia o cheiro familiar de minha família na floresta, aquilo era estressante por demais. Eu dera um jeito de camuflar o meu cheiro o que dificultava pra eles. Ah, já ia me esquecendo de uma coisa extra importante que aconteceu este mês. Eu virei cunhada da Liesel. SIM. Estou namorando o Joe.
Não que eu esteja apaixonada por ele. É só que... Algo nele me faz bem. Não. Não é paixão. É outra coisa. Algo que não sei bem descrever. Não sei se é mais forte ou mais fraco... É, é algo estranho. Resumi.
Hoje era noite de Lua Cheia. Mau posso esperar, não. É serio. Com exceção da parte dos meus ossos se quebrando eu gostei de me transformar.
Liesel diz que a primeira transformação é a mais longa. Conforme eu for me transformando a cada mês, vai demorar menos pra eu virar loba.
Eu, Liesel e Joe estávamos esperando dar a meia-noite, já a margem do rio onde fora minha primeira transformação. Depois da primeira semana como uma selvagem, eu rasguei e joguei os pedaços da carta que mamãe fizera no rio. Estava livre disso.
O brinquedo que papai fizera ainda estava comigo, mas amanhã mesmo eu o jogaria fora. Afinal... Não era como se eu ainda tivesse... Ou precisasse de um pai.
Virei o rosto de repente na direção norte, respirei fundo e rosnei irritada.
– O que foi?- Liesel perguntou
– Meus pais... Vieram atrás de mim.- falei.
– O que?- Joe perguntou
Ouvi um uivo. Droga
– Eric.- digo- Ele não saberia reconhecer meu pai nem que ele estivesse segurando uma placa enorme dizendo que é Klaus Mikaelson, hibrido Original.- falei- Fiquem aqui. Eu vou dar um jeito.
– Mas... A Lua...- Joe
– Vou ser rápida. Prometo.- falei antes de sair correndo. Vi meus pais, e meus tios, prontos para brigar com a matilha de Eric. Como eles se transformavam tão rápido? Doeria mais ter todos os ossos quebrados em dois minutos? Eu tinha poucos segundos. Já sentia o chamado da Lua... Pulei na frente de minha família e rosnei para Eric e sua matilha. Eric rosnou de volta.
– São os Originais.- digo. Eles começam a recuar, Eric late um aviso. Aquele território era deles, e ele não permitiriam todos os Originais ali, apenas assenti e em menos de um segundo eles sumiram correndo pela floresta. Me virei pros meus pais. Quanto tempo eu ainda tinha? Era difícil dizer. Já ouvia os gritos de dor de Liesel e Joe, essa era a quinta transformação deles...
– O que vocês querem?-perguntei
– Queremos que você volte pra casa. Onde é seu lugar.- mamãe disse, rosnei pelo fato dela agir como se mandasse em mim. Então... O chamado da Lua foi forte de mais para ser ignorado. Meus joelhos cederam enquanto minha coluna, juntamente minhas pernas se quebravam. Meus gritos se fundiam aos rosnados que vinham de algum lugar dentro de mim.
Meu pai me olhava agoniado. Como se quisesse dar um jeito de fazer isso parar... Mas, eu não queria que parasse, pois sabia que em algumas horas a dor daria lugar ao meu verdadeiro eu. Ou ao menos, uma parte de meu verdadeiro eu...
Em alguns minutos, Liesel e Joe estavam na minha frente, para que eles não decidissem me tirar dali enquanto eu estava em transição.
Meus pais e meus tios foram obrigados a ficar lá, enquanto eu me transformava. Quando enfim acabou... Eu apenas rosnei pra eles e sai correndo, Joe e Liesel no meus flancos.
Fomos pra margem do rio novamente. Joe ficava tentando jogar Liesel na agua, e Liesel ficava correndo em círculos e, vez por outra, ganindo. Eu tentava pega-la, e algumas vezes me aconchegava encostando minha cabeça sob a de Joe... Éramos uma matilha feliz. Eu gostava disso. De estar na forma de loba. Era a melhor coisa que me acontecia...
Finalmente, Joe conseguiu jogar Liesel na agua. Enquanto ela tentava sair e Joe comemorava latindo para ela... Eu senti o cheiro de meu pai, me virei e o vi. Olhei minha matilha e devagar caminhei até ele.
Parei na frente de meu pai, que me olhou um momento.
– Você está feliz aqui, não?- ele perguntou, olhei por sobre o ombro...Liesel ainda estava na agua e Joe me olhava curioso, olhei pro meu pai e assenti.
Papai hesitante passou a mão sobre minha cabeça e acariciou meus... Pelos...
– Eu queria poder te levar pra casa... É tão difícil, ficar longe de você.- ele disse, arreganhei levemente os lábios com medo do que poderia vir.- Mas... Você quer ficar aqui. E a sua vida é tão importante pra mim, que eu tive medo de deixar você se machucar enquanto a vivia.- ele sussurrou, revirei os olhos.- Mas... Acho que não dá mais pra te proteger...- sua voz doce de repente tornou-se furiosa enquanto ele pegava uma pedra. Me afastei assustada.
Meu pai olhou pra mim, depois pra pedra, e quando olhou novamente pra mim seus olhos reluziam em dourado-fogo.
– Va embora.- ele rosnou jogando a pedra. Pulei pro lado assustada. Ele... Ele era meu pai e me jogara uma pedra.- Va embora.- ele repetiu mas devagar jogando outra pedra. Me desviei novamente.
– Some! Se você quer viver sua vida tudo bem! Va! Viva! Mas que fique claro...- ele rosnou dando mas ênfase ao que diria a seguir- Eu não quero mais você na minha vida.- ele disse e jogou a ultima pedra.- Vai embora! Some! Vai.- ele gritou, sai correndo para longe dele e do resto de minha matilha também... Meu... Eu não acreditava no que meu pai dissera...
Klaus
Dez anos atrás
Aquela foi uma das poucas vezes que eu me arrisquei a ir ver minha filha. Hope tinha apenas cinco anos. Elijah, Hayley, Kol e Davina cuidaram para que ninguém soubesse aonde eu estava indo.
Cheguei numa casa grande em Londres. Matt abriu a porta, era noite, Lua Cheia.
– Ela esta lá em cima. Daqui a pouco Rebekah a colocara para dormir... Melhor ir rápido.- ele disse, Rebekah havia transformado Matt em vampiro a dois anos... Assim, ficariam juntos. Minha irmã... Não leva jeito.
Subi para o andar de cima me guiando pelo cheiro de Rebekah. Abri a segunda a porta a direita e entrei num quarto branco, com algumas prateleiras cheias de brinquedos, um guarda roupa de madeira clara e uma grande janela, além de vários desenhos de criança. Havia alguns brinquedos no chão. Ao lado de uma cama de madeira clara estava Rebekah, e sobre a cama estava minha filha, toda enrolada num lençol branco.
Olhei-a com atenção, querendo memorizar seu rosto. O cabelo loiro com cachos nas pontas emolduravam seu rosto, os olhos eram verdes e brilhantes, a pele era branca... Ela era tão bonita. Rebekah me olhou um momento antes de sussurrar algo no ouvido de Hope e sair.
– Quem é você?- minha filha perguntou numa doce voz de soprano, me sentei na cadeira ao lado de sua cama.
– Eu... Sou o Klaus.- falei, ela sorriu pra mim. Dei um sorriso torto em resposta
–Titia Bek disse que você vai me por pra dormir hoje.- ela disse, assenti apesar dessa parte de coloca-la pra dormir ser meio que uma novidade pra mim.- Então? Conta a historia?- ela disse, abri a boca um momento mas logo a fechei.
– Qual historia?- perguntei após um momento, ela me lançou um sorriso travesso e se sentou na cama.
– Tá. Eu conto depois você repete. Okay?- ela perguntou levantando o polegar.
–O.k.- respondo
–Tá. Só espera eu acabar porque se não eu me perco.- assenti.- Tá... Hã... Era uma vez, uma majestoso rei. Que vivia com o seu noble il... irmão, num castelo muuuito bonito.- ela disse, sorri esperando.- Num... lugar aonde a musica e arte eram... Celebradas.- ela hesitava as vezes ou trocava o R pelo L, mas eu estava gostando de ouvir a historia, admito.- É... O rei, não esperava ter filho. Só que ele vivia num reino magico onde tudo podia acontecer. Com tempo, ele foi abençuado com uma filha muito linda, igual eu.- ri baixo com este comentário.- A quem desejava apenas paz, e felicidade. Mas, o rei tinha... demônios que o seguiam. Tinha uma besta má, que queria tomar o trono para si, e sobre o ataque de criaturas selvagens, ela expulsou todos os seres mágicos que no leino viviam.
''E tinha ainda, uma bruxa má. Com pedras magicas, que enflaqueciam o rei a cada... Lua Cheia. Prevendo não sei como, um ataque de seus... Inimigos, o rei, se viu forçado a mandar sua amada filha, para longe, fazendo todos os outros, acreditarem que ela havia sido... Peldida para... Sempre.
''O rei ai ficou muito, muito, muito, muuuito triste e se trancou no castelo, e o reino caiu em ruinas. Alguns dizem que a única luz acesa no castelo ilumina a sombra do antigo poderoso rei. No quarto de sua filha.
'' Mas enquanto as bestas mandam no reino em ruinas, mau sabia que...- Hope já começava a bocejar enquanto eu sorria ao ouvir a historia, SUA historia- Que o rei e seu... irmão tramavam contra elas.
– Eles acreditavam que podiam destluir seus inimigos, recuperar o reino e trazer a amada princesa de volta para casa. Aonde ela seria... Feliz para sempre.''- Assim que acabou a historia Hope deitou-se novamente e dormiu, sorri e dei-lhe um beijo na testa. Antes de sair.
Eu voltaria amanhã. O Quartel não ia cair só por eu ficar um dia fora.
Eu não podia estar mais errado.
Atualmente
Voltei pra Nova Orleans com meus irmãos + Hayley, Matt e Davina.
Me tranquei no meu ateliê e comecei a pintar sem falar nada sobre o que eu fizera a meus irmãos.
Hope queria ser livre? O.k. Ela queria uma matilha? O.k. Ela queria que eu ficasse longe de sua vida... O.k. Por mim tudo bem. Quem se importa?
Eu! EU me importo com a MINHA filha. Ela é minha. Eu... Eu só quero a minha filha. Só isso. Não é grande coisa.
Gritei irritado jogando as pinturas longe, estragando cada uma, com exceção da pintura que eu fizera de minha filha. Gritei enquanto destruía as telas, os cavaletes e os pinceis. Eu odiava isso. Odiava estar longe dela.
Hope era o bem. Ela era o bem que existia em mim. Ela trazia a parte boa que havia em mim átona. A parte de que eu quase me esquecera. Ela trazia aquela parte de mim de que eu quase esquecera a existência. Sem minha filha por perto... Eu não sei se posso manter-me assim. Me manter. Manter minha humanidade e meu bem... Comecei a chorar sem perceber.
–Hope.- sussurrei olhando a pintura dela, querendo que ela estivesse ali...- Hope.
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