A Primeira Eterna
37 Qual o sentido de viver?
Notas iniciais
POV BELLA
Minha intensão era destruir todos os vampiros que aparecesse na minha frente, sem dó e nem piedade não importava se por coincidência tinha algum vampiro de passagem por aqui, a única coisa que me importava era destruir o supostos exércitos de James.
Desde que eu pousei aqui em Carson City perdi as contas de quantos vampiros destruí pelo caminho. Matava todos que eu sentia a mera presença. Era tantos vampiros, tão grandes ou maior que a guarda Volturi. James estava mesmo pronto para ter uma luta de igual para os Volturis, mas o problema é que a quantidade não vence a força. Ele podia ter sim, mais vampiros ao seu lado, no entanto as habilidades e os dons da guarda Volturi era muito maior.
E eu dizimando drasticamente seu exército, ele não teria escolha a não ser implorar por perdão. Coisa obviamente que eu não faria.
Eu não sentia remorso, culpa, alegria ou tranquilidade matando os vampiros. Eu não sentia absolutamente nada a minha raiva eu guardará para quando visse James. Ele com certeza se arrependerá por todos os seus atos e principalmente por sua ousadia de ter colocado um dedo em Nessie.
Eu não pensava só agia deixando rastros de cadáveres pelo caminho. No momento eu não me importava com nada e ninguém a não ser Nessie sã e salva nos meus braços.
Não sei nem como minha aparência estava depois das brigas que eu tive com aqueles que conseguiram me alcançar, só consegui capitar rapidamente minha blusa em trapos e a calça em pequenos e grandes rasgos.
Segui o meu caminho.
Um breve suspiro escapou entre os meus lábios quando percebi que nada tinha acontecido a Nessie. Eu já tinha capitado a presença dela quando chegava na cidade e eu estava bem próxima, apenas alguns míseros quilômetros de onde ela estava e assim eu a teria em meus braços novamente.
Não demorou tanto e eu estava no suposto lugar que James estava. Na linha do horizonte entre as montanhas vi uma casa enorme isolada de todas e vi alguns vampiros correndo na minha direção era hora de chegar até lá em um segundo.
Usei toda a velocidade que tinha e os vampiros não conseguiam nem mesmo me enxergar passando por eles. Sentiam apenas os ventos nos seus cabelos que denunciavam minha presença.
Eram poucos então não iria me atrasar mais um segundo para matá-los. Minha prioridade era Nessie.
Atravessei a porta da casa quebrando-a em pedaços.
Por míseros de milésimos de segundo encontrei Nessie sendo segurada por vários vampiros, sem pensar duas vezes não parei até jogar para longe todos os vampiros que estavam segurando ela.
Foi estranho, porque até foi muito fácil salvar Nessie. Eu sabia o motivo de estar aqui, mas não via como era possível de acabar comigo. Se James achava que era capaz de me derrotar estava muito enganado eu não hesitaria em mata-lo.
Mais pouco me importava, minha mente processava em manter Nessie a salva.
– Filha. – Chamei-a agachando na sua frente já que a mesma estava sentada no chão meio desorientada.
Ao encontrar seus olhos, uma felicidade me encheu. Nessie estava viva e nos meus braços. Senti a alegria me tomar.
Minha filha estava bem. Nada mais me importava.
Abri um sorriso e a abracei com toda a minha força.
Um gemido baixinho escapou dos seus lábios e me afastei rapidamente preocupada.
– Oi mamãe. – Sua voz estava fraca.
Franzi o cenho e a encarei. Foi então que eu vi sua pele de mármore levemente trincada acima da orelha direita, mas que sumia aos poucos. Toquei com as pontas dos dedo esse local e fui trilhando o caminho por dentro dos seus cabelos aumentando consideravelmente atrás da sua cabeça.
Arregalei os olhos.
– Oh Nessie. – Toquei no seu rosto. – Eu sinto muito filha. O que fizeram com você?
Eles bateram forte a cabeça dela para sofrer uma fratura tão grande assim em um vampiro.
Meu coração se partiu ao vê-la machucada. Esses filhos da putas tiveram a coragem de machucá-la. Mais eu acabo com todos um por um.
Principalmente com James.
– Acho que não gostam da minha voz. – Ela brincou.
Mais eu não vi graça nenhuma. Eu estava preocupada demais com seu estado de saúde. Ela estava ferida.
Olhei rapidamente em volta e vi que a sala ali estava vazia ninguém veio até nós, mas os rosnados de vampiros furiosos estavam por todos os lados em volta da casa. Não estava gostando nada desse comportamento deles.
Porém seria fácil passar por eles, primeiramente deixaria Nessie em um lugar seguro e depois eu iria atrás de cada um desses vampiros.
Fui pegar ela no colo, mas minha filha me impediu segurando minha mão.
– Só bati a cabeça não sou uma invalida.
Ela bufou se erguendo e eu revirei os olhos imitando seus gestos.
O machucado que tinha em cima da orelha já tinha sumido. Ela estava quase boa.
– Agora vamos, que eu vou te tirar daqui.
– De jeito nenhum. – Ela me contrariou. – Vou acabar com aqueles desgraçados que fez isso aqui. – Apontou para sua própria cabeça.
Uma gargalhada ecoou em algum lugar da casa. Escutei passos se aproximando e quando olhei para a entrada da sala vi James aparecendo com um enorme sorriso. Uma mulher ruiva dos cabelos vermelhos mais intensos que já vira estava ao seu lado enganchada no seu braço que lembrei através das memórias que Garrett me mostrou ser Victoria.
Ele estava um pouco diferente das minhas lembranças humanas. Um pouco mais velho, mas com a beleza de um vampiro. Pelo visto ele manteve seus cabelos loiros compridos, mas estavam amarrados em um rabo de cavalo. Usava um terno branco, realmente lembrando um vilão dos filmes.
– Bella quanto tempo. – Ele disse afastando delicadamente a mulher elegantemente do seu lado e abrindo os braços. – Não vai me dar um abraço. – Disse cinicamente.
Não me limitei a respondê-lo a raiva que eu guardava dentro de mim até vê-lo saiu e ele viu isso, porque seu sorriso alargou mais ainda.
– Que falta de educação com seu tio. – Ele fez uma cara de decepcionado. – Sabia que foi muito triste ao descobrir que Nessie não sabia sobre minha existência?
– Você nunca foi digno de ser lembrado. – Respondi séria.
– Ai querida. – Ele se fez de ofendido. – Eu nunca entendi por que me trata assim.
– Talvez porque você nunca me tenha enganado com aquele seu jeito bom moço e puritano.
– Oh me desculpe. Esqueci que somente uma pessoa do mesmo nível que eu consegue enxergar a verdadeira face da outra.
Estreitei os olhos.
– Do que está falando?
– Ela foi tão insignificante para você que até mesmo tratou de esquecer sem esforço algum. – Balançou a cabeça com pesar.
De que merda ele estava falando? Ele endoidou só pode ser. Resolvi ignorá-lo sua sanidade nunca foi boa mesmo. Uma prova é da qual manteve Didyme esse tempo todo presa.
– Só estou curiosa com uma coisa. – Falei o que me deixou intrigada desde que eu soube da sua existência. – Como se tornou vampiro?
Naquela época não transformei ninguém mais em vampiro que além da minha família.
– Oh isso. – Ele colocou a mão sobre a boca como se estivesse pensando. – Foi uma coincidência eu estava tentando salvar o que sobreviveu da minha família depois que eu soube da sua morte. – James deu um olhar significativo para Nessie que o encarava completamente confusa.
– Nessie? – Que história é essa?
– Também. – Ele deu um sorriso de vitória. Eu senti meu corpo tremer. Ele sabia? – Quando Nessie era apenas um bebezinho mandei uns amigos para resgatá-la do pai.
Trinquei os dentes ao lembrar do pior dia da minha existência. Encarei os olhos de James que tinha um brilho estranho neles.
Foi então que suas palavras fizeram sentido. “… mandei uns amigos para resgatá-la…”
Oh!
Paralisei quando todas as peças foram instantaneamente se encaixando. Então foi ele! Esse tempo todo foi ele? Ele quem mandou aqueles mercenários para matá-las? Ele estava por trás da morte de... Engoli em seco ao lembrar da pessoa que foi tão importante quanto Nessie é para mim.
– Só que um desses meus amigos foi atacado por uma criatura terrível na época desconhecida por qualquer homem. Mas este meu amigo conseguiu fugir das garras desse monstro. O meu azar foi tê-lo encontrado dias depois, me assustei é claro com sua nova aparência e o infeliz quase me matou, mas consegui sobreviver quando cheiro de muitos humanos perto de nós o atraiu o suficiente para me largar quase morto.
Ele sorriu.
– E foi isso que aconteceu.
Senti um ódio dentro de mim nunca sentido antes. A culpa de tudo era James e o bastardo ainda zombava isso na minha frente.
Rosnei um pouco fora de mim.
Tive o prazer de ver a cara de James e Victoria arregalarem os olhos de medo, mas tão rápido que James demonstrou seu medo recompôs sua compostura dando aquele sorrisinho cínico.
– Por que fez tudo isso? – Perguntei eu queria saber pelo menos o motivo.
O sorriso que ele tinha foi se desfazendo tornando-se sério.
– Eu jamais pensaria que você pudesse de alguma forma se transformar no que você é. – Ele me olhou irritado. – Era para você ter morrido naquele maldito dia quando a enforcaram e por um tempo achei que estava mesmo.
Deixei o ódio um pouco de lado ficando um pouco surpresa. Ele riu debochado, mas a raiva ainda estava estampado nos seus olhos.
– E era para ter dado certo, tudo já estava resolvido assim os poderes transmitiria para mim.
Então foi ele quem avisou o povo do vilarejo sobre o feitiço que eu ia fazer? É tão obvio. Ele podia ter facilmente escutado minha conversa com meu irmão e resolveu se livrar de mim de uma vez por todas, tudo por causa do poder.
Claro depois que minha mãe morreu, ele achava que só bastava se livrar de mim que conseguiria. Idiota, ele nunca conseguiria os poderes mesmo que toda a nossa linhagem acabasse.
– Todo o esforço que eu fiz foi para nada. – Ele cuspiu as palavras.
– Claro! Me matar foi um grande esforço para você. – Ironizei.
O desgraçado me olhou para em seguida gargalhar colocando as duas mãos na barriga.
– Conseguir sua morte não foi esforço nenhum, só bastou dizer seu nome e a palavra bruxa na mesma frase para aqueles bando de merdas dos humanos. E eles mesmos fizeram a justiça com as próprias mãos. Sua verdadeira espécie era um perigo e causou grandes tragédias para aquelas pessoas. – Disse cinicamente. Não estava entendendo por que ele estava dizendo coisas sem coerências. – Não, você não vale nada tanto que não tive esforço nenhum, mas agora com seus pais eu tive um pouco de dificuldade.
– James cuidado. – Victoria o alertou pra parar por algum motivo.
Minha mente começou a dar voltas. Meus pais morreram por causa do terremoto, ele não tinha nada haver com a morte deles.
Engoli em seco.
A não ser que... A não ser que... Olhei dentro dos seus olhos e ali soube a verdade.
– Não foi acidente. – Sussurrei para mim mesma atônita.
Coloquei a mão na minha cabeça atordoada. Eu não acredito, James teve coragem de matar meus pais. Olhá-lo nunca me deu tanto nojo, fiquei enjoada só por ter sua presença por perto.
– Ela era sua irmã. – Sussurrei fitando-o desnorteada.
– Irmã que tirou o que era meu por direito.
– Seu desgraçado. – Grunhi tendo consciência do que ele fez. – É um idiota, você jamais conseguiria poder.
– Do que você está falando?
Eu queria rir da sua cara agora, mas o ódio que eu libertei era tanto que eu não conseguia sentir nada além disso.
Dei um passo para frente.
– Você nunca percebeu por que bruxas só são mulheres? – Ele me olhou confuso. – Estupido! É porque somente mulheres que herdam os poderes.
Ele arregalou os olhos.
– Não. Aquela que dizia ser minha mãe contou que transferiu os poderes dela para Reneé porque a ingênua e doce Reneé é quem precisava... – Ele falava consigo e sua expressão mudou drasticamente como se finalmente tudo se encaixava. – Aquela velha maldita me enganou. – Gritou.
Ele me encarava irritado.
– Eu fiz tudo aquilo por nada.
Como ele ousa dizer para nada? Minha mãe foi a mulher mais bondosa que já conheci e ele teve coragem de tirar a vida dela, da própria irmã.
James tirou todos aqueles que me eu amava. Deixando somente meu irmão e Nessie.
Ele foi o causador de toda a dor que carreguei pela eternidade comigo.
Um rosnado de furia misturado com grito de dor saiu da minha boca, o rosnado que ecoou por uma distância desconhecida, o mesmo rosnado que transmitia o mais puro e verdadeiro ódio e dor que alguém podia sentir.
No mesmo instante todos colocaram as mãos em suas cabeças e começaram a gritar de dor.
Meus olhos grudaram em James e dele não desviei mais.
James e Victoria deram vários passos para trás e se encolheram completamente agoniados e lamuriando por socorro e implorando para que passasse. Quando disse que todos estavam com as mãos na cabeça isso incluía até mesmo minha filha.
Eu não queria assustá-la, mas eu não conseguia me controlar com James aqui, mas só bastou ouvir seu grito de dor me fez parar no exato segundo.
O silêncio se tornou mortal por um tempo após os gemidos e suspiros de alívios de todos.
Nenhum som era ouvido, a floresta não transmitia nenhum bater de asas dos pássaros nem mesmo passos de animais até o vento parecia ter parado, pois nem ele era possível se ouvir mais.
James ergueu os olhos completamente temerosos e em uma atitude desesperada gritou:
– Matem-na. – Porém ninguém veio ajudá-lo.
Dei mais um passo a frente.
– Seus inúteis matem-na agora. – Ele gritou mais alto se levantando e afastando mais alguns passos.
Não sei ao certo se passaram segundos ou minutos, mas os vampiros começaram aparecer através da porta.
Um pouco hesitantes alguns tentaram vir para cima de mim, mas sem chance nenhuma de pensar em me dar algum golpe eu já arrancara a cabeça.
A duvida se deveria tentar lutar contra mim começou a surgir em seus olhos, mas eles pareciam ter medo de James quando os ameaçou de mata-los.
Conforme fui matando mais vampiros foi surgindo. Eu podia estar arrancando suas cabeças, mas minha atenção estava em James. Vi um vampiro se aproximar dele.
Ele era moreno e tinha os cabelos completamente negros como a noite.
– A maioria dos vampiros fugiram depois que ouviram-na. – O vampiro murmurou. – Os que restaram são basicamente esses, acho melhor você agir agora.
– Bando de inúteis e miseráveis. – James se irritou.
Um grito me fez travar.
Olhei para o lado e horrorizada vi que a cabeça de Nessie quase foi arrancada pelo soco que o vampiro que estava na sua frente deu enquanto outros quatros seguravam-na para não escapar.
Nessie caiu no chão inerte.
O medo de acabarem com ela de vez me trouxe a mim novamente. Usei meu dom destruindo a mente daqueles vampiros os mesmos colocaram a mão na cabeça e começaram a urrar de dor. Eles caíram no chão ainda gritando, mas seus gritos começaram a cessar, nunca mais recuperariam a consciência.
Ignorei-os e corri até Nessie me ajoelhando ao seu lado. Ela tinha os olhos fechados estiquei minha mão que tremia até seu rosto, mas hesitei tocá-la e piorar o estrago.
Ela parecia tão frágil.
Seu pescoço tinha uma enorme abertura, sua cabeça estava quase decapitada.
Oh... Não, não, não e não. Isso não pode estar acontecendo com Nessie, não com a minha filha.
– Nessie meu anjo. Você pode me ouvir? – Peguei sua mão incentivando-a apertar minha mão, mas nada aconteceu.
Senti um terror dentro de mim. Uma parte de mim se destruiu ao vê-la assim nesse estado.
Uma movimentação aconteceu atrás de mim e rosnados iniciaram indicando uma luta. Me virei furiosa para trás para acabar com quem fosse e vi Garrett em pé de costas para mim jogando a cabeça de um vampiro para o lado.
– Ora, ora. O bom retorna a casa. – James disse sarcasticamente. – Como você tem coragem de voltar depois da sua traição?
– Eu nunca servi a você James. Estou aqui por Bella.
– Quero ver quem vai te salvar depois que ela se for. Você vai se arrepender de ter roubado o que é meu.
Tive o vislumbre contrariado e confuso passar rapidamente pelos olhos da companheira de James. Pelo visto alguém não sabia muito bem sobre a antiga obsessão de James.
– Garrett. – Chamei meu amigo.
Ele me olhou rapidamente pelo canto dos olhos.
– Sim Bella?
– Tire Nessie daqui.
Ele me olhou contrariado enquanto eu me levantava.
– Eu não vou te deixar aqui... Eu... – Ele parou me observando atentamente.
– Salve-a. – Implorei.
Ele suspirou e assentiu se agachando e pegando Nessie no colo com cuidado. Dei um beijo na testa da minha filha.
– Eu te amo. – Murmurei baixinho no ouvido dela.
Voltei a dar atenção para James que tinha um sorriso vitorioso nos lábios.
– Vocês não sairão daqui com vida. – Ele debochou.
– Você acha mesmo que é capaz de me deter? – Ri sarcástica.
O sorriso presunçoso do maldito não sumiu pelo contrario só aumentou.
– Vá. – Falei para Garrett.
– Laurent. – James chamou o vampiro que estava com ele e Victória.
Laurent assim como é chamado abriu um sorriso dando um passo para frente. Eles não iam sair daqui com vida.
Usei meu dom jogando os três vampiros e todos a volta para longe.
Não precisei dizer nenhuma palavra ao meu amigo e ele sumiu com Nessie nos seus braços.
Voltei minha atenção para James que se levantava confuso e irritado ao mesmo tempo.
– Agora vamos resolver os acertos de contas. – Falei caminhando lentamente na direção deles.
– É claro adorável sobrinha, mas não é comigo que você vai se aceitar. Tem outra pessoa que tem acertos de conta para resolver com você. — James olhou para o lado e como eles estavam um pouco afastados a parede impedia de ver para onde que ele olhava. – Não é mesmo querida?
Ele estendeu a mão para quem quer que fosse.
Passos iniciaram ecoando pela casa parcialmente vazia. E a figura de uma garota surgiu na minha frente.
Travei no mesmo instante. Que brincadeira de mau gosto é essa? Olhei-a completamente atordoada.
Um sentimento que estava vazio se encheu ao mesmo tempo. A felicidade completa que eu nunca tive acabou sendo preenchida. Mesmo que o meu cérebro processasse que estavam apenas brincando comigo, meu coração dizia ao contrario ele reconheceu-a no mesmo instante.
Ela tinha um sorriso irônico a aparência tão idêntica e familiar, mas completamente distante chamou minha atenção.
Ela era igualzinha como deveria ser!
Meu mundo pareceu fazer completo sentido vendo-a na minha frente. Depois de tanto tempo, depois de tanta coisa. Achando-a que perdi. Ela estava viva na minha frente. Parecia que eu morri e vim para o paraíso reencontrá-la.
Seria isso mesmo?
Encarei-a com os sentimentos a toda euforia.
Cenas do pior dia da minha vida invadiu minha mente como se a minha mente quisesse mostrar que aquilo não era real.
Flash Back ON
Eu tinha acabado de chegar no povoado do reino de Matthew e mercenários atacavam o povo do vilarejo e lutavam contra exércitos dos reis.
Um cara enorme com uma espada apareceu na minha frente.
– A madame estás perdida? – Seu sorriso quase não apareceu por conta da enorme barba que tinha.
Eu o encarava sem interesse algum.
– Estás tão calada princesa. – O homem se aproximou com seu jeito brutamonte.
Quando sua mão estava a centímetros do meu rosto peguei-a e girei seu braço quebrando-o.
Seu grito atingiu notas agudas para um humano ser capaz de atingir. Sem pensar e entediada com seus gritos avancei no seu pescoço tomando seu sangue, mas gritos horrorizados de mulheres vinham na minha direção, sabendo que sua morte viria tão rápido joguei a carcaça aos meus pés e sai caminhando atrás das pessoas que me interessava.
Durante o caminho matei mais uns quatro homens que de inicio se surpreenderam com a minha aparência o sangue do primeiro homem que matei naquele lugar estava no meu queixo e a manchas de sangue foi aumentando conforme ia matando os outros.
Depois de alguns minutos escutei barulhos de choro que chamou minha atenção no meio de tantos gritos e choradeiras que eu escutava. Aquele choro fez sentido para mim e eu sabia que era elas quem eu procurava.
Corri para o castelo que estava sendo invadido por vários bárbaros. Cômodos pegavam fogo conforme os homens ateavam fogo. Usei minha velocidade normal e no segundo andar do castelo vi um homem sair de um dos quarto em chamas com um bebezinho no seu colo que no mesmo instante trouxe um sentido na minha vida.
Aquele bebê, minha filha me fez sorrir pela primeira vez nessa vida, mas que logo sumiu ao ver que um dos homens que invadiu o castelo a segurava não era alguém da guarda e sim um dos homens que invadia o castelo. Senti raiva por aquele homem segurando-a. Minha filha estava tão indefesa nos seus braços.
– Solte-a agora mesmo. – Falei entredentes.
Era estranho ouvir minha própria voz quase nunca dizia alguma palavra quem dirá uma frase.
O homem gargalhou. No segundo seguinte arranquei-a dos seus braços com tanta facilidade e joguei-o contra o chão. Olhei para a menininha que estava nos meus braços e no mesmo segundo ela parou de chorar me olhando curiosamente.
Os olhinhos marejados castanhos chocolates iguais aos meus quando humana quase se fecharam com o enorme sorriso que ela deu.
Senti um sentimento pela primeira vez tão desconhecido nessa minha nova vida, um sentimento que me aqueceu por completo.
Eu só existia por existir, antes de vê-la eu não tinha nenhum sentimento. Para mim nada interessava e nada fazia sentido. Eu caminhava nessas terras sem rumo enquanto não conseguia me aproximar de humanos sem mata-los, mas sempre tive um objetivo para controlar minha cede por sangue.
Mais agora todo o esforço fazia sentido. Eu tinha minha filha nos meus braços seu cheiro era delicioso, mas não tinha vontade de me alimentar dela.
Como eu podia? Era minha filha, uma menininha indefeza que a segurava com medo de quebrá-la parecia um cristal que com um simples toque podia se parti entre meus dedos. Meu amor por ela era mais forte que qualquer desejo poderia existir
Sorri acariciando seu rostinho quente e lindo. Ela segurou meu dedo com suas duas mãozinhas pequeninhas e levou na sua boca sem dentinhos tentando morder meu dedo.
Eu ri contagiada do seu jeitinho, mas meu sorriso logo morreu Nessie estava nos meus braços. Sim eu sabia que era Nessie nunca me confundiria apesar de idênticas. Ela estava aqui, mas onde estava Vanessa? Olhei para os lados a procura dela e respirei fundo tentando encontrar seu o cheiro entre a fumaça que saia dos quartos e o cheiro dela era inconfundível assim como o de Nessie era para mim.
O cheiro delas estavam fortes vindo de um dos quartos de onde o homem saiu, mas meu corpo travou no mesmo momento que olhei o quarto.
Senti medo passar pelo meu corpo.
O quarto estava em chamas. Não Vanessa não podia estar ali, me aproximei hesitante do quarto, mas me lembrei que Nessie estava no meu colo parei encarando minha filha que estava nos meus braços e agora brincava distraidamente com a pontinha da mantinha branca agora um pouco suja de cinza que envolvia seu corpo.
Eu não podia entrar com Nessie no quarto.
Olhei em volta e vi o homem que tinha pego minha filha sentado com a mão na cabeça. Ele podia me dizer onde Vanessa estava. Fui até ele e parei na sua frente.
– Onde está a outra criança?
Ele me olhou irritado, mas depois gargalhou.
– Não vou repetir de novo, onde está a outra criança? – Perguntei ameaçando-o.
– Ela deve ter virado churrasquinho nessas horas. – Ele olhou para o quarto e gargalhou mais uma vez.
Não! Ele estava mentindo. Vanessa não estava naquele quarto. Ela não morreu.
Coloquei minha mão em volta do seu pescoço e com um leve movimento para que Nessie não percebesse nada quebrei o pescoço do homem.
Eu sabia que minha filha não entendia, mas não queria que ela me visse matando alguém, não queria dar esse exemplo a ela.
Afastei-me do corpo do homem e coloquei Nessie em cima da mesinha que tinha no corredor.
– Eu vou ter que te deixar sozinha por um tempinho meu amor. Eu preciso salvar sua irmãzinha ela também é importante para mim.
Era horrível ter que me afastar de Nessie agora, mas era de Vanessa que estamos falando. Eu não a abandonaria só porque Nessie estava nos meus braços eu precisava dela também.
Eu precisava das duas.
Com um aperto no coração me afastei de Nessie, correndo para salvar Vanessa. Entrei no quarto e o fogo intenso quase queimava minha pele, mas não me importei.
– Vanessa. – Gritei procurando por ela.
Vanessa era meu foco agora.
Olhei em volta e senti tudo a minha volta sumir.
Cai de joelhos.
Dei um grito de dor e sofrimento. Uma dor que jamais queria sentir de novo. Meus olhos estavam pregados no berço com uma figura irreconhecível agora por conta das chamas dentro dela.
Era impossível de enxergar, mas o cheiro de carne queimada dizia exatamente o que era.
Naquele dia eu descobri o melhor e o pior dos sentimentos que alguém podia sentir.
Flash Back OFF
Matthew também morreu naquela noite.
Depois daquele dia, só nunca fui completa porque ela não fazia mais parte deste mundo, pelo menos era o que eu imaginava. Uma parte de mim se foi quando eu me vi incapacitada de tê-la nos meus braços.
E agora de alguma forma ela estava aqui.
VIVA! NA MINHA FRENTE.
– Vanessa. – Sussurrei sorrindo seu nome pela primeira vez desde aquele trágico dia.
Não, não estavam me enganando eu sentia e sabia que essa era minha filha. De alguma forma ela sobreviveu e viveu.
Minha Vanessa estava aqui, mas parecia que eu estava vendo Nessie.
– Olá mãe. – Sua voz estava carregada de sarcasmo.
Meu sorriso foi sumindo aos poucos. Ela era completamente idêntica a Nessie o mesmo tamanho, o mesmo cabelo e exatamente o mesmo rosto, quase isso parecia um ano ou dois mais velha que sua irmã. Seus olhos também eram idênticos, mas tinha algo de diferente neles, não tinha o mesmo brilho que os de Nessie. Não, os olhos dela estavam vazios.
Dei um passo na sua direção erguendo minha mão. Queria tanto abraçá-la, ter certeza que ela não era só fruto da minha imaginação.
– Não se aproxime de mim. – Ela disse entredentes.
Parei abaixando minha mão, sentindo uma tristeza dentro de mim. O que havia acontecido?
– Por quê? – Questionei olhando dentro dos seus olhos.
Sua feição foi mudando para furiosa.
– Não gosto que pessoas desprezíveis me toque.
Senti como se eu tivesse levado um murro no estômago. Mais eu entendia, ou pelo menos podia tentar entender já que era difícil para uma mãe ver o seu filho desprezando-a, mas ela devia estar confusa claro depois de tanto tempo ela deve ter varias perguntas, na verdade até mesmo eu tinha perguntas, por exemplo, como ela estava viva? Como ela sabia de mim e nunca me procurou?
– Como... Como você está viva? Eu vi... Pelo menos achei que era você.
Sim, achei que era ela, mas agora vendo-a na minha frente deduzi que aquela criança que morreu nunca foi ela. Que estúpida eu fui!
Sua raiva parece ter aumentado.
– Chateada por não ter obtido sucesso, Isabella?
Encarei-a franzindo o cenho. Do que ela estava falando?
– O que? – Perguntei completamente perdida. Que merda estava acontecendo?
Ela riu irônica.
– Pare com esse joguinho. – Ela explodiu. – Você devia ter me matado quando teve chance... Ah é, você achou que tinha conseguido, mas agora você vai se arrepender por ter cometido esse erro.
Abri a boca abismada. Eu nunca tentei matá-la de onde ela tirou esse absurdo? Só por imaginar que sou capaz de fazer alguma atrocidade dessas com ela meu corpo tremeu.
– Eu não sei de onde você tirou esse absurdo, mas jamais tentei matá-la.
– Não se faça de inocente. – Vanessa gritou. – Se não fosse por tio James eu não estaria aqui. Não graças a você.
Estreitei os olhos na direção de James que estava de costa para Vanessa com um sorrisinho desprezível no rosto.
– O que você falou pra ela? – Rosnei.
– Somente a verdade querida sobrinha. – Ele me olhou chateado. – A coragem que a mãe teve de tentar matar a própria filha.
Arregalei os olhos.
– Para minha sorte consegui encontrar Vanessa viva. Ela já sabe da verdade, que você nunca gostou dela que tentou se livrar de sua própria filha já que a única que você suportava era Nessie... Sabe na verdade não sei por que você ficou com Nessie se tentou acabar com a vida das duas quando ainda nem nasceram.
Eu não estava acreditando no absurdo que ele estava falando chegava a soar tão ridículo que eu não entendia como Vanessa podia acreditar nele.
– Mentiroso. – Rugi correndo na sua direção, mas Vanessa entrou na minha frente tentei parar pra não machucá-la, no entanto ela veio de encontro a mim e me empurrou para longe. Caí de costas uns dois metros para trás.
Sentando-me observei-a incrédula, Vanessa teve coragem de me atacar?
– Você realmente acredita nele?
– Eu sei da verdade, anos mais velhas quando eu entendia o significado de ser abandonada e ter sido quase morta pela morte da minha mãe. Eu fui atrás para saber se era realmente verdade e sabe que eu descobri? – Ela arqueou uma sobrancelha. – Que meu pai salvou suas filhas do monstro que eu pensei que fosse minha mãe nos levando para longe dela. Mais depois ela se arrependeu de ter tentado tal atrocidade, porém não queria as duas filhas apenas aquela que dizia ser sua única filha a querida e adorável Nessie. – Ela cuspiu o nome da irmã.
– E qual a prova que você conseguiu para saber que essa história é verdade? – Perguntei enquanto me levantava.
– Eu conheci Vladimir e Stefan tios do meu pai e eles me confirmaram a história.
Dei um riso fraco.
– Está é sua prova? Você sabia que Vladimir e Stefan eram uns interesseiros para mandar naquele lugar onde você morou?
– E por que eles inventariam algo do tipo?
– Não sei, mas aposto que tem o dedo de James metido nisso tudo. Pensei que fosse mais esperta que isso.
Realmente a inocência dela me contrariou, sendo minha filha devia ser mais esperta e não acreditar tão facilmente nas mentiras de James.
Ela gargalhou.
– Você acha mesmo que James teria coragem de inventar tudo isso? Por que ele faria isso se ele passou esses últimos milênios cuidando de mim? Foi como um pai para mim. Não seja hipócrita.
Olhei em seus olhos e ali eu entendi que nada do que eu falasse ela não iria entender. Ela sentia raiva de mim pela mentira que foi criada a mais de séculos ela foi alimentada por essa mentira. Mais eu precisava tentar dizer a ela a verdade, não suportaria sua rejeição por mim.
– Eu nunca tentei te matar. Nunca tentei nem sequer matar Nessie... Eu...
– CALA A BOCA. – Vanessa gritou. – Não vou acreditar nada do que você disser. EU TE ODEIO. – Ela cuspiu a última frase.
Suas palavras acabaram comigo. Nunca imaginei ouvir minha filha dizer que me odeia. Me senti uma completa inútil. Uma das duas pessoas que mais amo nesse mundo, aquele que estava perdida e descobri somente alguns minutos atrás que estava viva me destruiu de uma forma que eu nunca imaginei poder existir.
É horrível ouvir sua própria filha dizer que te odeia, é a pior coisa que uma mãe pode ouvir. E eu me senti assim.
Sou uma invalida, um nada. Não sabia nem o que dizer, se eu fosse alguém para minha filha ela jamais diria isso. Talvez ela tenha razão de me odiar, eu nem imaginava sabia que minha própria filha estava viva. Que tipo de mãe que eu era? Para nem mesmo ter ido atrás de respostas e duvidado da sua morte.
– Então faça o que tem que fazer. – James sussurrou no ouvido da minha filha, não vi ele se aproximar dela.
Vanessa assentiu com a cabeça andando na minha direção.
– Agora Isabella, vou acabar com todo o sofrimento que você trouxe consigo. – Vanessa falou fria.
Então tudo fez sentido, agora finalmente teve uma explicação da visão da Alice. Eu não via como era capaz de alguém me matar, mas agora fazia todo o sentido porque eu jamais ergueria um dedo contra uma filha minha.
E estava na cara que Vanessa usaria até suas ultimas forças para tentar me matar.
Mais confesso que doe, doe muito saber que minha própria filha tem coragem de fazer isso comigo. Ela me odeia tanto a ponto de desejar minha morte, pior fazer isso com as próprias mãos. Pela primeira vez a decepção foi insuportável, eu estava decepcionada por ela ter acreditado na história de James, decepcionada por ela não acreditar em mim, decepcionada por ter se entregado ao ódio do que ouvir o amor, mas principalmente decepcionada comigo mesmo porque a culpa de tudo era minha.
Vanessa parou por um segundo me encarando atentamente e vi por um milésimo de segundo. Mais eu juro que eu vi uma certa duvida surgir no seu olhar, porém que durou tão pouco e no instante seguinte senti ela socando minha cara sem me dar chance de raciocinar.
Suas palavras doeram mais que este soco. Ela deu mais uma vez outro soco na minha cara.
– Vamos reaja! – Gritou. – É uma covarde mesmo. – Ela disse com nojo.
Eu só ergui o rosto para encará-la. Não adiantaria dizer a ela que eu nunca ergueria a mão para bater nela, Vanessa não acreditaria, mas não custa nada tentar. Eu precisava dizer a única verdade nisso tudo, a única verdade que importava e que eu espero um dia ela acreditar.
Olhei dentro de seus olhos e disse com o sentimento mais verdadeiro que possa existir.
– Eu te amo, minha filha. – Falei com firmeza.
Um breve instante ela hesitou, mas presenciei a raiva crescer através dos seus olhos. Sua respiração ficou mais profunda. Fechei os olhos eu queria tanto que ela acreditasse nas minhas palavras.
Um cheiro forte de gás invadiu minhas narinas, mas logo esse detalhe ficou de lado quando senti suas mãos delicadas tocando meu pescoço e não pude deixar de ficar feliz, eu pelo menos pude sentir seu toque pelo menos mais uma vez.
Eu não queria abandonar Nessie e principalmente Edward, não queria nada disso. Porém sou incapaz de tentar algo contra Vanessa, e muito mais de fugir dela agora que finalmente descobri que estava viva.
Pode ser que eu seja mesmo uma covarde. Mais eu nunca escolheria entre Vanessa e Nessie.
Ah Edward, espero que algum dia me perdoa e entenda que as escolhas que eu faço são por prioridades as minhas filhas.
Esperei ela acabar com tudo, mas não foi o que aconteceu. Eu comecei a me sentir estranha tinha algo de errado, alguma coisa invadia minha mente e conseguia passar por meu escudo. Impossível! Nunca conheci alguém que fosse capaz além de Nessie a penetrar meu escudo.
Oh merda! Era ela!
Abri os olhos e encarei a... Quem é ela mesma?
De uma hora para outra esqueci de tudo, completamente tudo. Não sabia nem qual era meu nome e muito menos quem eu era.
A garota na minha frente sorriu estranhamente.
– Que você se sinta sozinha no inferno. – Ela sussurrou quase inaudível.
Tentei me afastar de quem quer que ela fosse, mas então surpreendente o aperto no meu pescoço se intensificou e senti ele sendo esmagado com tanta força.
Foi tão rápido a dor que senti e em seguida me vi mergulhando numa escuridão sem fim.
POV EDWARD
Eu corria a todo meu limite para alcançar Bella, algo me dizia que alguma coisa estava prestes a acontecer. Com esse pensamento me foquei na floresta pela qual eu passava, eu evitei o mais longe possível das cidades e a floresta de Lassen é grande, mais uns quinze minutos e eu chego na cidade onde o amor da minha vida se encontrava.
Estava desviando de uma árvore quando do nada escutei um estrondo, mas não foi alto foi leve como se viesse trazido pelos ventos. Porém foi assustador e como se o acompanhasse uma dor forte atingiu minha cabeça. Uma dor insuportavelmente horrível.
Coloquei minhas mãos em volta dela como se pudesse protegê-la do que fosse, mas de nada adiantou.
Juro que foi a pior dor que senti até mesmo pior que a dor da transformação, choraminguei pela dor intensificada. Desejei morrer ao sentir isso.
No entanto, do mesmo jeito que a dor veio do nada ela sumiu sem deixar nenhum rastro de que esteve aqui mesmo.
Pisque os olhos desnorteado e senti os pelos da minha nuca se arrepiarem de medo, nunca senti algo tão assustador como isso, por um momento tive vontade de voltar como se me avisasse do perigo e provavelmente teria ido se eu não estivesse atrás de Bella.
O que será que foi isso?
Observei assustado em volta procurando a origem do som e da dor, mas não encontrei nada, nenhum som.
Para tudo ficar mais estranho a floresta ficou momentaneamente em completo silêncio e isso foi estranho. Seja o que for aquilo espantou os animais. Podia até escutar seus corações disparados, porém nenhum farfalhar das folhas caídas. Somente o barulho do vento sereno.
Fiquei uns segundos só observando para ter certeza que não tinha nada ali mesmo e imediatamente todos os animais começaram a correr em direção oposta do som como se prevenissem da enorme tempestade que estava por vir.
Eu não podia mais perder tempo com isso, então me postei a Voltar a correr.
Durante o restante do caminho a minha volta vi vários vampiros mortos pelo chão. Arregalei os olhos com a quantidade de vampiros sem suas cabeças e partes dos corpos. Sabia até mesmo quem fez aquilo e o seu cheiro denunciava que ela passou por aqui.
“Minha Bella é foda” pensei sorrindo e continuei a correr. Tínhamos que queimar todos os corpos antes que outros voltem para ajudá-los e principalmente antes que algum humano veja, mas duvido que algum humano venha até aqui.
Surpreendentemente não encontrei nenhum vampiro vivo.
Segui o rastro dela e finalmente cheguei em Carson City, por sorte o cheiro dela passava entre as montanhas longe da cidade.
Ao longe vi uma casa no meio do nada e sabia que ela estava lá. Eu estava perto senti um desespero em alcançá-la. Quase próximo da casa capitei a mente de um vampiro se aproximando.
Ele estava preocupado com a pessoa que estava no seu colo. Paralisei no lugar ao ver pela sua mente que era Nessie no seu colo. Ela estava terrivelmente mal.
Olhei para frente e escutei seus passos vindo na minha direção. Quando ele parou na minha frente. Lembrei que ele era o vampiro da visão que Alice me mostrou um dia, quando Bella o dispensou por minha causa.
Ele parou assim que me viu e rosnou na minha direção.
– Se não quer morrer saia da minha frente. – Ele expôs seus dentes grunhindo.
– Espera Garrett. – Ele estreitou os olhos assim que falei seu nome. – Eu sou Edward Cullen nós estamos do mesmo lado.
Ele não se tranquilizou, estava desconfiado que eu pudesse estar enganando-o para tirar Nessie dos seus braços.
– Nunca ouvi falar de você. – Ele se limitou a dizer.
– Eu sou noivo da Bella.
“Noivo da Bella? Esse cara com certeza é louco” sua descrença me fez fechar a cara.
Ele gargalhou.
– Conta outra rapaz.
– Bella é minha noiva, sim. – Parei para pensar no que eu podia dizer para que ele acreditasse. – Hum, conheço toda a família dela. David, Nate e Claire.
Ele me encarou por um tempo.
“Ele os conhece? Se bem que ele pode ser um capanga de James” ele pensou.
– Olha eu sei que você se encontrou com ela em Miami e que por acaso você ainda teve a cara de pau de dar em cima dela. – Estreitei os olhos na sua direção. – Só para deixar claro, não quero que isso se repita.
Ele me encarou arregalando os olhos.
“Ninguém sabia disso”.
Ele finalmente relaxou.
– Tá, eu acredito que você esteja do nosso lado ou mais ou menos isso, mas que você é noivo ai você está forçando a barra garoto.
Revirei os olhos e resolvi deixar isso de lado por enquanto. Observei Nessie que parecia desmaiada no seu colo e me aproximei.
Ele não confiou muito na minha aproximação e ficou atento para cada movimento meu. Fui vagarosamente me aproximando para que ele não visse ameaça nenhum. Quando finalmente parei de frente para ele.
Abaixei o olhar e senti horrível por vê-la naquele estado. Ela estava praticamente com o pescoço quase separado do corpo.
“Ele gosta mesmo dela, os olhos não enganam.” ele pensou.
– Nessie. – Sussurrei chamando-a e coloquei minha mão nos seus cabelos. – Você vai ficar bem logo.
Beijei sua testa e olhei mais uma vez para ela. Não deixaria que ninguém a machucasse cuidaria dela como minha filha, é isso que ela era para mim agora.
– O que aconteceu com ela? – Perguntei enquanto acariciava os cabelos dela.
– Vários vampiros atacaram as duas. Bella cuidou tranquilamente de todos, mas Nessie foi pega de surpresa por um, então Bella pediu para que eu tirasse Nessie de lá, para acabar de uma vez por todas com James.
Ele começou a relembrar de Bella agachada conversando com Nessie, era evidente toda a dor e desespero nas atitudes e olhar dela, depois ele relembrou pegando Nessie no colo preocupada com a saúde dela e saindo de lá.
– Eu vou até lá ajudar Bella. – Falei me afastando.
Ele assentiu concordando.
– Minha família e o namorado de Nessie estavam vindo você vai encontrá-los mais para frente. Nate está com eles... Deixa meu pai cuidar de Nessie ele pode tentar ajudar. – Pedi esse favor.
– Certo.
Antes que eu falasse qualquer coisa comecei a ouvir a mente de dois vampiros e eles não estavam aqui para ajudar. Postei na frente de Garrett e agachei em posição de ataque olhando entre as árvores.
– O que está acontecendo? – Perguntou Garrett.
– Temos companhia. Vá, eu cuido deles.
Garrett vacilou por um momento, mas acabou concordando por causa de Nessie.
– Obrigado. – Ele sussurrou e correu dali.
Pouco tempo depois eles apareceram parando alguns metros na minha frente.
– Vejo que tem um vampiro perdido por aqui. – Riu um vampiro magrelo.
– Saia da nossa frente. – Falou um outro grandalhão e na sua mente descobri que ele era muito bom em luta.
– Vocês só passaram por cima do meu cadáver. – Falei rosnando.
– Que seja. – O magrelo abriu um sorriso debochado e veio para cima de mim.
Consegui desviar facilmente do seu ataque e joguei contra uma árvore, porém mal ele saiu da minha mão e o outro vampiro deu um murro atrás da minha cabeça caí no chão com a força do impacto.
Ele tentou me chutar, mas consegui segurar sua perna antes que me acertasse e o derrubei no chão dando um soco com tudo no seu rosto.
Escutei o pensamento do outro vampiro decidindo me atacar por trás. Eu tinha que me livrar de uma vez dele senão ele ia me atrapalhar para acabar com esse grandalhão aqui. Larguei esse no chão e me virei atacando o magricelo. Ele não esperava essa minha reação e se assustou bastante por ter pego-o de surpresa e coloquei minhas mãos no seu pescoço arrancando sua cabeça.
O vampiro que estava vivo correu na minha direção me pegando pela barriga, ele com sua força jogou seu peso contra o meu em direção ao chão. Senti um impacto forte nas costas cai em cima de uma enorme pedra que se partiu. Doeu e muito e piorou quando ele começou a socar meu estômago incansavelmente.
Droga ele usava seu peso para me prender. Uu não conseguiria me afastar usando a força. Escutei barulho de algo rachando e um urro de dor escapou entre meus lábios.
Trinquei o dente tentando segurar o grito.
Merda ele estava tentando me partir em dois. Consegui colocar uma mão no sua cara e empurrei seu rosto para trás afastando do meu ombro. Ergui minha outra mão com dificuldade e cravei meus dedos na sua clavícula para que não se soltar de jeito nenhum. Com um grito usei toda a minha força e comecei a arrancar sua cabeça.
Ele uivou de dor e tentou se afastar de mim, mas só me ajudou a separar de vez sua cabeça do corpo. O corpo inerte do vampiro caiu sobre mim.
Sentindo uma dor horrível usei a pouca força que eu tinha e o tirei decima de mim. Deitei a cabeça na pedra atrás de mim e respirei profundamente. Gemi sentindo meu corpo doer muito.
Olhei para o céu que estava escuro pela noite, mas aqui bastante estrelas dava para ser vistas e iluminava facilmente o ambiente. Argh! Esquece o céu Edward.
Soltei uma lufada de ar criando coragem de tentar ver o estrago que o maldito fez, mas quando focei meu abdômen senti uma pontada horrível caí deitado para trás não aguentando a dor.
Merda! Devia estar feio o estrago. Tomei coragem e coloquei minha mão por dentro da camisa e gemi com desgosto ao perceber que na metade da minha barriga estava esmagada.
Droga. Eu precisava me curar logo para ajudar Bella.
Pensa Edward. Eu não podia ficar aqui parado. Só passando essas árvores e eu poderia conseguir ver a casa mesmo afastada. Já sei, virei meu corpo ficando de barriga pra baixo e porra que dor. Segurei a respiração e fui soltando pouco depois.
Me apoiei nos cotovelos e fui virando para trás em direção aonde Bella estava. Assim que consegui isso fui usando minha força e junto com o apoio nos cotovelos fui me arrastando. Aos poucos fui sentindo meu corpo curando, mas estava se curando vagarosamente por conta da força que contraia na parte que estava machucado.
Mais um tempinho me arrastando e consegui enxergar a casa, ela estava bem longe uns trezentos metros de onde eu estava, mas mesmo no escuro e um pouco desnorteado por conta da dor eu conseguia enxergar muito bem e através de uma janela consegui ver o perfil da Bella.
Ela estava ali, apenas alguns metros de mim. Senti saudade dela no mesmo segundo, sempre que eu a vejo é como se quase meu coração voltasse a bater.
– Bella. – Chamei-a num sussurro eu achei que ela me ouviria, mas ela nem sequer olhou na minha direção. Ela estava concentrada em alguma coisa na sua frente, infelizmente eu não sabia o que era. A parede tampava o que quer que seja onde minha Bella estivesse olhando.
Tentei escutar os pensamentos daqueles que estavam na casa, mas eu não entendia nada com nada. Estava tudo confuso, agora eu não sabia se era por causa da dor que eu não estava conseguindo ler direito à mente deles ou porque eles estavam confusos mesmo. Seja quem fosse eu sabia que tinha quatro vampiros lá dentro, só isso. Não fazia ideia de quem eram.
– Eu te amo, Vanessa. – Ouvi a voz de Bella.
Olhei confuso para ela. Vanessa? Quem era Vanessa?
Vi Bella inclinar levemente a cabeça para baixo e uma mão apareceu no meu campo de visão tocando seu pescoço. O que estava acontecendo? Quem era essa mulher que estava tocando na Bella? Seria uma amiga? Sim, só pode ser. Bella não estava fazendo nada contra ela.
Só que depois de segundos vi Bella se remexer inquieta tentando se afastar daquela pessoa.
Mais então me pegando de surpresa algo que eu nunca imaginei que presenciaria aconteceu. Meu mundo simplesmente parou de fazer sentido. E tudo começou a se mover como em câmera lenta quando vi as mãos de um vampiro matando a razão da minha existência.
Por um instante é como se eu não visse e não sentisse nada absolutamente nada na minha frente. Apenas fixei meus olhos no corpo inerte de Bella cair no chão.
Sua imagem sumiu do meu campo de visão e assim todos os meus sentidos começaram a processar novamente.
Minha primeira reação foi gritar em plenos pulmões o mais alto possível chamando por ela.
– BELLAAAA. – Usei toda minha força para me levantar. A adrenalina me impedia de sentir dor, a única coisa que passava pela minha mente é tê-la nos meus braços. Eu podia até não sentir dor, mas eu caminhava em direção a casa cambaleando a cada passo que eu dava.
Eu estava desesperado senti medo de perdê-la.
Uma figura apareceu na janela um homem alto e loiro parou na frente do seu corpo e cuspiu nela.
Senti um ódio desconhecido por mim até então daquele filho da puta.
Eu ia acabar com ele.
– Agora com você fora do caminho será fácil tirar os Volturis do poder. – Ele sorriu com gosto vendo a minha Bella. Infelizmente eu não podia vê-la a parede embaixo da janela tampava a visão.
Grunhi chamando a atenção do desgraçado. Ele me olhou e nunca mais eu esqueceria seu olhar aquele que estava por trás de tudo de um jeito eu sabia quem era ele.
Eu sabia que ele era James.
Senti sede de vingança como nunca desejei antes, desejei a morte dele por minhas mãos e ele sofreria isso.
Ele deu um meio sorriso orgulhoso.
– Vamos acabar logo com isso. – Ele murmurou e olhou mais uma vez para Bella.
Seu olhar voltou para mim e ele se despediu com um aceno com a cabeça sumindo logo em seguida.
Droga!
Eu tinha que agir logo tentei esticar os passos tentando me aproximar da casa, mas parece que quanto mais eu me aproximava, mais longe ela ficava. Eu tinha que tirar Bella da casa, mas então uma enorme explosão me jogou para trás.
Cai de costas piscando atordoado e assim que olhei para frente vi que nesse instante eu soube que minha vida acabou. Ergui me sentando no chão e a casa onde jazia o corpo da Bella pegava fogo.
– NÃO. – Gritei com toda a dor que eu sentia. Me levantei indo novamente em direção a casa. Não eu não podia deixá-la lá eu tinha que salvá-la do fogo.
Bella precisava de mim.
Meu corpo não me ajudava a ir mais depressa. Fui me arrastando pelas pernas e quando estava quase chegando na porta da casa alguém me segurou impedindo-me de continuar.
Tentei empurrar a pessoa sem ver.
– Me solte. Eu preciso salvar a Bella. – Eu gritei nervoso.
– Edward não. – Ouvi a voz de Emmett. – É tarde demais.
– NÂO. – Me virei o empurrando. – Não é tarde demais, eu posso salvá-la.
Me virei novamente para casa disposto a continuar, mas Alice e Jasper estavam na minha frente.
– Saiam da minha frente. – Rugi furioso, nem que eu tivesse que tirar eles a força da minha frente eu iria fazer.
– Irmão... – Jasper me chamou.
– SAIA! – Berrei, mas nenhum dos dois saiu. – Alice fala para eles que ela ainda pode ser salva.
Pedi para minha irmã. Será que ninguém entendia que nós estávamos perdendo tempo enquanto podíamos estar tirando Bella dali?
Encarei minha irmã quando não obtive nenhuma resposta vindo dos seus lábios. Presenciei seu olhar torturado que não aguentou me encarar por muito tempo abaixando a cabeça e pedindo amparo para Jasper.
– Alice. – Pedi mais uma vez.
Por que ela não estava fazendo nada? Ela quem dizia que Bella era sua irmã. Fiquei observando minha irmã que apertou fortemente os olhos.
Por que ninguém fazia nada? Olhei em volta e vi Rose escondendo o rosto no peito de Emmett, Nate tinha os olhos vermelhos e marejados. Os dois lobos mais afastados que reconheci ser Seth e Leah olhavam a casa com as orelhas abaixadas.
Voltei minha atenção para a baixinha e finalmente fui entendendo atitude de todos, entendi porque ninguém fazia nada.
– Alice. – Minha voz mudou completamente carregada pela dor que eu sentia.
Meus joelhos cederam e caí na terra seca.
Ela se foi, Bella se foi.
Senti pela primeira vez na minha existência meus olhos arderem, agora eu sabia exatamente quando alguém falava que isso era horrível. Eu queria chorar e muito, mas não tinha lágrimas e a sensação de não poder aliviar isso piorava tudo.
Meu coração a cada segundo se contorcia mais. Eu queria poder me abraçar e me proteger da própria dor que eu estava sentindo e pedir o amparo de uma mãe que sempre dá ao filho quando ele perde algo que gosta muito.
Eu me sentia uma criança perdido no mundo sem o apoio da minha companheiro. Eu sabia que meu coração se foi no mesmo instante que ela, pois tinha entregado a ela para permanecer sempre consigo independente de onde estivesse.
Alice se ajoelhou na minha frente e colocou suas duas mãos pequeninas em volta do meu rosto. Fixando seu olhar no meu. Vi ela piscando varias vezes, ela também queria chorar. Queria poder também derramar pelo menos uma lágrima pela irmã.
Fechei os olhos com força e puxei-a num abraço forte afundando seu rosto no meu pescoço. Eu precisava de alguém para me ajudar.
– Dói Alice. – Sussurrei acabado. – Dói muito.
– Shiii... Se acalme irmão. – Alice acariciava meus cabelos e me aninhava como se fosse minha mãe. Eu queria Esme aqui comigo agora.
Os lobos uivaram alto, tanto Seth quanto Leah também sofriam pela perda. Seth uivava chorando.
Alice tentou me reconfortar com palavras e agradeci por Jasper não tentar mudar meus sentimentos. Ele sabia muito bem que não seria justo da parte dele, tirar minha dor e agradeceria isso a ele.
O pior é que eu não pude fazer nada.
Bella tinha mesmo ido, eu nunca mais a veria? Acabou, minha vida acabou para mim.
Olhei para as chamas da casa e seria bom para mim acabar com meu sofrimento no mesmo lugar que eu a vi pela última vez. Assim eu me sentiria perto dela.
Alice ofegou se afastando de mim e colocando as mãos nos meus ombros.
– Você não vai fazer isso Edward, ouviu bem? – Escutei a voz distante da minha irmã, mas não prestei no que dizia. Minha atenção estava na casa.
Ela levou suas mãos até meu rosto virando-o para encará-la.
– Eu não vou deixar, nenhum de nós vamos deixar você cometer essa loucura. – Ela disse desesperada.
Eu olhava para seu rosto banhado pela magoa e tristeza.
– Bella não te perdoaria se você tentasse se matar. – Alice puxou meus cabelos tentando chamar minha atenção, mas a única coisa que ouvi foi o nome dela.
Contorci o rosto de dor, ouvir seu nome fazia meu coração se despedaçar.
– Edward me escute. – Alice deu um tapa no meu rosto finalmente conseguindo minha atenção. – Você não pode ir. Pense em Nessie. Bella não gostaria que você deixasse-a sozinha aqui.
– Mais Nessie tem a todos vocês. – Murmurei.
– Ela pode ter, mas vai precisar de você para suportar a notícia. Você precisa ficar ao seu lado, você vai deixar ela sozinha mesmo, depois de tudo? Bella não te perdoaria se você fizesse isso e jogasse sua vida fora.
As palavras de Alice rodavam na minha mente. Mas se tivesse uma chance de ir para o mesmo lugar que Bella foi, eu agarraria essa oportunidade.
– Edward, pensa. Você gostaria que Bella ficasse decepcionada com você?
– Não. – Eu não queria ver Bella triste.
– Como você acha que ela vai ficar se ela ver o que pretende fazer?
– Mal.
– Então irmão, você precisa cuidar de Nessie. Bella só ficará em paz se fizer isso.
– Eu... – E agora o que eu faria. Nessie precisava de mim, mas eu não queria viver em um mundo onde Bella não está. Porém eu podia, ficar pelo menos até reconfortar Nessie, depois eu podia ir sem Bella se magoar por ter ajudado sua filha. – Eu preciso ver Nessie.
Alice abriu um pequeno sorriso triste e se levantou.
– Vamos. Você precisa conversar com ela.
Minha irmã estendeu a mão para mim.
– Vamos? – Ela disse mais uma vez.
– Mas... — Olhei de volta para casa coberta pelas chamas.
– Nossos irmãos cuidam daqui. Nós vamos voltar. – Alice olhou para trás. – Rose você vem com a gente. Leah?
Não sei qual foi a resposta, mas vi minha irmã assentindo. A baixinha passou seu braço em volta do meu pescoço e me ajudou.
Eu já estava praticamente curado, mas não estava cem por cento. Ela me rebocou dali dando as costas para casa.
Emmett se aproximou e me deu um abraço.
– Tudo vai ficar bem. – Ele sorriu fraquinho.
Era difícil de ver meu irmão triste ou sério e era exatamente assim como ele estava. Ele se afastou indo em direção a casa sumindo do meu campo de visão.
Rose estava na minha frente abraçando o próprio corpo. Nunca imaginaria ver minha irmã assim, mas ela estava tão pior quanto qualquer um pela Bella. Minha Bella conquistou o coração de todos, até mesmo o coração duro de Rose.
Abri meu braço e ela entendeu meu convite. Sem esperar ela correu até mim e me abraçou agarrando firmemente minha camisa. Envolvi meu braço em torno dela.
Nos afastamos com as duas ao meu lado e Leah nos acompanhando mais a frente. Olhei mais uma vez para a casa e fechei os olhos.
“Eu te amo, minha vida” esse foi o último pensamento que eu tive antes de voltar a olhar para frente.
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