A Primeira Eterna
34 Planos de morte e salvação
Notas iniciais
POV BELLA
Um mês depois.
Bastantes coisas aconteceram nesse mês eu basicamente passava quase todos os dias na mansão dos Cullen. Ficava lá a maior parte do tempo com o Edward, na verdade era poucas horas que ficávamos afastado um do outro, somente quando necessário. Eu também tinha que dar atenção para Alice e Rose que agora estávamos mais unidas. Nessie passava boa parte do tempo conosco quando não estava grudado com Nate ou Jacob, depois do soco que ele deu em Nate, Nessie ficou uma semana sem olhar para ele, deu até dó do cachorro, pois teve uma hora, que para surpresa de todos ele começou a chorar pedindo perdão a ela que por fim o perdoou.
Em compensação depois de tudo não sei como, Jacob agora tinha passe livre para entrar no território dos Cullen enquanto minha filha estiver aqui, mas as implicações entre Rose e ele ainda estavam na mesma.
Esme e Claire estão se dando muito bem, as duas se parecem bastante com os mesmos gostos e as mesmas atitudes maternas. Surpreendente Emmett se tornou grande amigo do meu irmão, mesmo depois dos ataques de ciúmes que teve com Rose por alguns dias, acabou que estavam bem, não sei o que aconteceu para resolver, mas deu certo e agora meu irmão tinha alguém que gostava tanto quanto ele de lutar.
Por falar no meu irmão, aquele idiota assustou Edward de uma maneira que até eu tive pena, o fez prometer que cuidaria sempre de mim e outras coisas que tenho certeza que Edward fará sempre.
A parte que mais me deixou furiosa foi quando meu irmão pegou na parte que eu mais gosto do Edward e o ameaçou de castrá-lo essa foi a gota da água para mim e parei com toda aquela palhaçada, se quisesse debater com o Edward tudo bem, mas destruir o que faz ele ser homem e me deixa nas nuvens com certeza não.
Nate agora o mais novo apaixonado da família, vivia correndo atrás de Leah, mas apesar do imprinting ela ainda não deu o braço a torcer. Ainda temia por sofrer de amor novamente. Meu sobrinho não desistia dela mesmo depois das patadas que levava, isso parecia o incentivar mais, porém ele não deixou ainda de ser um galanteador sempre que vê uma mulher bonita. Como ele disse: “Enquanto a minha mulher não me dá chance, não tira pedaço olhar em volta”.
As coisas estavam indo bem, tanto que Garrett conseguiu conversar com Didyme e agora meu irmão e eu tínhamos bolado um jeito de salvá-la, na verdade Garrett iria resgatá-la e nós iriamos salvá-los dos vampiros aí depois que ela estivesse sã e salva nos meus braços eu ia acabar com toda aquela maldita corja e seria logo, só estávamos esperando o momento ideal.
Eles iriam se arrepender de tê-la mantido presa esse tempo todo. Garrett quando me ligou contou que ela ficou extremamente feliz e quando ia dizer algo importante a ele, foram interrompidos por Riley. O vampiro desconfiou dos dois juntos, mas meu amigo sempre foi esperto e conseguiu inventar uma desculpa qualquer para seu “chefe” convencendo-o de que apenas estava pegando no pé dela. Agora o que me deixava curiosa era o que Didyme tinha para me falar de importante, ela não iria se arriscar de abrir a boca para chamar atenção a si se não fosse sério, mas o que importava era salvar minha tia a única irmã por parte do meu pai.
O que estava me deixando inquieta ultimamente era uma conversa séria que eu tive com Alice. Ela me contou o porquê de se afastar de mim quando humana e de suas visões, tanto que me mostrou todas elas. Eu fiquei atordoada com tudo que vi e com o que vai acontecer, não via como era possível, mas em muitas das suas visões mostravam a mesma coisa conforme ela mudava o futuro, o final seria o mesmo, mas de algum jeito o que agora estava definido seria diferente, com o mesmo final, mas diferente. Tanto ela quanto eu ainda estávamos cegas em algumas partes das visões, Alice esperava que eu pudesse ajudar nesse assunto, mas nem mesmo eu sabia o que fazer. Mais planejaríamos todos os passos juntas para que pelo menos acabasse como devia ser na sua visão. Essa conversa só ficou entre nós. Ninguém mais sabia, nem mesmo o meu irmão que de certa forma estava por dentro de tudo, não podíamos por a perder uma nova mudança do futuro que estava por vir. Mais em todo caso eu providenciaria tudo para que Alice não levasse culpa de nada por esconder suas visões e nossas conversas.
Eu só esperava que no fim desse tudo certo.
– O que tanto passa nessa sua cabecinha? – Senti as mãos de Edward acariciando meus cabelos.
Eu estava abraçada ao seu lado com a cabeça deitada no vão do seu pescoço.
– Nada, só como tudo o que aconteceu nesse último mês. – Respondi enquanto depositava um beijo no seu peito nu.
– Muita agitação, na verdade nossa vida se tornou agitada demais depois que você e Nessie entraram em nossas vidas.
Levantei o rosto e encarei-o com a sobrancelha arqueada.
– E isso é ruim? – Dei um sorriso.
– De forma alguma e quem mais gostou disso tudo foi Emmett. Ele disse que a vida monótona não faz falta.
– E você não preferiria a vida de antes de me conhecer?
– Só se eu fosse um idiota. Eu não consigo mais ver minha vida sem você.
– Isso é bom, porque eu também não vejo a minha sem você.
Edward se apoiou no cotovelo ficando de lado e eu me aproximei roçando meus lábios no seu.
– Além de Nessie e meu irmão agora você é tudo para mim. – Sussurrei e fechei os olhos colando nossos lábios dando um beijo intenso. Ele mordeu meu lábio inferior e introduziu sua língua na minha boca, saboreei o seu doce sabor maravilhoso.
Edward colocou sua mão na minha cintura e me puxou colando seu corpo nu no meu. Coloquei minha mão no seu peito e abri os olhos encarando seus olhos brilhantes e determinados sobre mim.
De repente Edward se sentou na cama e esticou a mão para que eu me sentasse também que aceitei meio confusa por sua atitude inusitada.
Ficamos cara a cara olhando um para o outro.
Edward tinha um olhar ansioso.
– Você está bem Edward? – Perguntei um pouco preocupada.
– Sim.
Se ele diz então tá legal.
– Bella eu te amo muito, mais do que tudo. – Ele abriu um sorriso lindo. – Eu não tinha percebido antes, mais te amei desde o dia que eu te vi pela primeira vez. Eu não sabia o que aquele sentimento significava, mas eu sentia coisas diferentes quando estava com você. Antes de você aparecer eu jamais pensei que poderia sentir algo assim, achei que tinha nascido nessa vida para vagar a eternidade sozinho, mas tudo mudou quando eu vi os olhos mais lindos desse mundo. Na primeira vez que eu a senti nos meus braços eu vi que meu lugar era ali ao seu lado sendo minha por toda a eternidade, e quando você disse que me amava eu não sei explicar o que senti porque foi tão forte e poderoso, era como seu meu coração pudesse bater de novo. – Ele suspirou e eu permaneci em silêncio o tempo todo ouvindo suas palavras, mas me sentindo tocada por tudo que dizia. – Eu achei que não era digno do seu amor, mas te provarei todos os dias o quanto é importante e especial para mim te amando e entregando meu coração se você me aceitar.
Edward se aproximou de mim e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e afogou meu rosto.
Ele se inclinou para frente e me beijou com ternura. Suas palavras me deixaram entorpecida e ficavam dando voltas na minha cabeça, sem duvidas não podia amar ninguém além dele, nós fomos criados para amar apenas um ao outro. Eu esperei por ele durante todo esse tempo e ele a mim.
Seus lábios se desgrudaram de mim e mostrei a ele com apenas meu olhar o quanto eu o amava, palavras não precisavam ser ditas desde que ele enxergasse em mim esse sentimento tão poderoso. E ele viu, pois abriu um sorriso lindo de orelha a orelha.
– Isabella Marie Swan, aceita a se casar comigo? – Edward pediu e ergueu sua mão na altura do peito abrindo uma caixinha com um lindo anel dentro.
Depois dessas suas palavras eu senti que meu coração morto quase pudesse voltar à vida, fiquei um pouco desnorteada, mas no sentido bom.
Fiquei perplexa diante de tal beleza que o anel brilhante com umas pedrinhas de diamante era delicado e perfeito.
Olhei-o emocionada e abri um sorriso encontrando seus olhar que me encarava em expectativa.
Balancei a cabeça e encostei minha testa na sua.
– Sim. – Respondi com carinho.
Edward fechou os olhos e deu um suspiro aliviado.
– Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo. – Ele disse e tirou o anel da caixinha colocando no meu dedo cabendo perfeitamente.
Franzi o cenho.
– Você sabia o tamanho certo?
– Não. – Ele negou com a cabeça e passou os dedos delicadamente sobre o anel. – Esse anel era da minha mãe, agora mais do que nunca tenho certeza que ele sempre esperou por você. – Ele me olhou um pouco hesitante. – Eu te dei esse anel porque significa muito para mim e você disse que gosta de objetos antigos que contenham histórias por trás deles... Bem, não tem nenhuma história especial nesse, mas tem um valor sentimental. Meu pai deu para minha mãe logo depois de conhecê-la e se apaixonar a primeira vista. Porém se você não quiser outro eu vou entender e...
– Pare Edward. – Cortei-o antes que continuasse a falar besteiras. – Ele é perfeito! Obrigada por me presentear com algo tão especial. – Observei mais uma vez o anel na minha mão e sorri ao saber que logo seria meu casamento. – Nunca conte a Nessie, mas esse foi o melhor presente que eu já ganhei. – Sussurrei baixinho como se contasse um segredo.
– Pode deixar seu segredo está guardado comigo. – Edward sussurrou também.
Era incrível como eu me sinto outra pessoa quando estou com ele. Um lado meu desconhecido, mas que eu estava gostando e muito.
– Preparada para se tornar a futura Sra. Cullen? – Ele me perguntou.
– Não tenha duvidas. Acho que está finalmente na hora de mudar o Swan. – Respondi e Edward me abraçou me dando um beijo com fervor e paixão. Ele foi se inclinando para cima de mim, me repousando na cama, ficando sobre meu corpo. – E quando será o casamento? – Perguntei assim que terminei o beijo.
Confesso que estava ansiosa na verdade. Nunca imaginei que casaria e sem pensar duas vezes aceitei o pedido, e de uma coisa eu tinha certeza, não estava nenhum pouco arrependida.
Edward estava apoiado nos cotovelos beijando meu pescoço.
– Por mim amanhã mesmo, pegaríamos o carro e íamos direto pra Las Vegas. – Sugeriu afastando o rosto.
– Muito tentador. – Respondi. – Mas duvido que conseguíssemos. Alice e Nessie não vão aceitar.
Ele fez um biquinho lindo.
– Tem razão, estamos perdido com essas duas. Alice pode ser persuasiva quando quer.
Assenti e me lembrei de uma coisa.
– Isso. – Estiquei minha mão na frente do seu rosto para mostrar o anel. – Tem alguma coisa a ver com sua família ter saído para caçar todos juntos hoje?
– Talvez. – Ele deu um sorriso matreiro. – Não tem como esconder da Alice.
– Não mesmo. – Sussurrei e senti a boca dele grudando na minha e explorando cada pedacinho dela.
Sua mão desceu por minha coxa puxando para cima e enroscando no seu quadril dando o encaixe perfeito dos nossos corpos. A ponta do seu membro tocou minha entrada. Arfei de tesão. Ele aproveitou para lamber e morder meu queixo indo direto para minha orelha.
– Eu vou te foder. – Ele sussurrou no meu ouvido e mordiscou meu lóbulo.
Um suspiro de satisfação escapou de mim.
Porém antes que ele continuasse com o que fazia soltou um rosnado frustrado e levantou o rosto.
– O que foi? – Perguntei.
– Minha família está chegando. – Resmungou.
– Então deixa que eu continuo por nós. – Eu nos virei na cama ficando por cima dele.
Edward riu e balançou a cabeça nos virando novamente.
– Não, eu continuo por nós. – Ele guiou seu membro para minha entrada.
“Bella, pare agora” ouvi a voz escandalosa de Alice na minha mente. Resolvi fingir não escutar eu estava prestes a ser fodida deliciosamente pelo meu noivo. Hum, essa palavra soou perfeitamente na minha mente.
“Não me ignora” ela gritou, mas Edward deslizou para dentro de mim fazendo esquecê-la prontamente. Um gemido alto escapou pelos meus lábios.
“Garrett vai te ligar em cinco minutos e é um assunto de extrema urgência.” Travei. Droga, justo agora.
– Bella, está tudo bem? – Edward perguntou preocupado me fitando.
Com certeza não estava, se era Garrett eu precisava conversar a sós, mas também é muito importante para mim para que Edward termine o que começou aqui.
– Novo desafio. – Respondi. – Você tem até quatro minutos pra fazer nós dois gozar.
Edward me olhou cético, provavelmente me achando doida, não esperei por ele e mexi meu quadril embaixo dele. Um rosnado escapou do seu lábio e ele saiu voltando com força dentro de mim. Chupei e lambi seu pescoço enquanto minhas mãos iam para seu braço apertando-o ali.
– É bom que você não se segure porque eu não vou me segurar.
– Impossível não vir com você amor. – Ele murmurou com a cabeça apoiada no meu ombro.
As investidas dele eram fortes e profundas tão deliciosas que eu estava começando a sentir a sensação maravilhosa do meu orgasmo vindo e Edward também sentiu mudando nossa posição sem sair de mim. Ele pegou minha perna esquerda e colocou por cima do seu ombro enquanto enlaçou sua cintura com a outra perna. A estocada que ele deu nessa posição veio profundamente me fazendo gritar de prazer.
– Oh merda... — Porra, se antes já estava me deixando louca depois dessa eu não conseguia pensar em mais nada além dele metendo em mim daquele jeito. Não demorou quase nada e eu gozei forte. As paredes da minha intimidade esmagava o membro dele fazendo-o vindo junto comigo.
Edward caiu ofegante ao meu lado e eu estava do mesmo jeito.
– Nossa essa foi à rapidinha mais fodidamente gostosa que já tive. – Murmurei e me virei para cima dele dando um beijo casto na sua boca.
– Posso te levar as estrelas tão rápido quanto possa imaginar.
Levantei rapidamente e fui até o guarda-roupa dele pegando uma de suas camisetas e pondo-a.
– Aonde você vai? – Ele questionou quando me agachei e coloquei minha calcinha.
– Preciso atender uma ligação.
– Foi por isso que me pediu para ir rápido? – Ele não parecia satisfeito com o que descobriu.
– Sua irmã me avisou que eu tinha uma ligação importante quando você já estava dentro de mim... Eu não podia me deixar esfregando as pernas e você duro como estava. – Dei de ombros.
A cara dele que até agora estava fechada começou a mudar para compreensiva.
– Acho que você tem razão. Não ficaria nenhum pouco contente se me deixasse duro. – Ele concluiu por fim. – Mais quem vai te ligar?
Antes que eu respondesse meu celular começou a tocar em cima do criado-mudo. Peguei meu celular.
Edward se sentou na cama.
Comecei a sair do quarto dele para atender lá fora, Alice disse que a ligação era importante se fosse algo que me desagradasse profundamente não queria acabar destruindo o quarto de Edward.
Quando fui fechar a porta olhei mais uma vez para ele que parecia triste olhando para baixo.
– Vou estar lá na floresta conversando com Garrett, se você quiser ouvir só basta colocar uma calça e me encontrar lá. – Comentei. Vi ele me olhando e um sorriso torto surgir nos seus lábios, pisquei com um olho e sai dali apressadamente. Corri rápido o suficiente para que nem os Cullen conseguiriam acompanhar com o olhar quando passei pelo andar de baixo.
No segundo seguinte já estava na floresta e o celular ainda dava seu quarto toque.
– Oi Garrett.
– Bella, achei que não me atenderia mais. – Sua voz saiu dramática me fazendo revirar os olhos.
– Atendi o mais rápido que pude. Me diga aconteceu algo?
– Sim, uma chance para o tão aguardado momento que esperávamos surgiu. – Era nítido sua empolgação.
– Uma chance de salvá-la?
– Sim. – Ele falou risonho.
Eu não acredito. Uma chance para salvar minha tia surgiu essa noticia foi a melhor noticia que eu poderia receber.
– Então me diga de uma vez. – Pedi e ele riu do outro lado.
Nesse momento Edward chegou aparecendo ao meu lado. Ele observava atentamente meu corpo com um sorriso sacana e eu estendi minha mão para ele que prontamente aceitou.
– Aqueles vampiros criaram um exército para tentar te capturar.
Senti Edward ficar tenso ao meu lado e me abraçar protetoramente. Revirei os olhos como se um exército fosse capaz mesmo de me parar.
– Você pode usar essa chance e fazer com que os vampiros acreditem que você foi mesmo capturada. Essa é a nossa chance.
Eu entendi sua ideia perfeitamente. Os supostos “chefões” assim que souber que fui capturada provavelmente viriam até para me enfrentar além de eu descobrir quem eram. Os distrairiam para que Garrett conseguisse fugir com Didyme e acabasse de vez com eles. Duas tacadas em uma.
Magnifico!
Meu sorriso não podia ficar melhor.
– Essa é a melhor notícia que você me deu todo esse tempo. Você é incrível Garrett. – Falei entusiasmada.
– Depois dessa que tal me pagar um drink igual daquele dia que você pagou. – Ele sugeriu.
– Te dou até uma garrafa, mas beberá sozinho. – Falei e olhei para Edward que estava sério e não se mexia por nada. Levei minha mão até seus cabelos e fiquei acariciando-os. Dei um selinho nele que prontamente fechou os olhos e abriu um sorriso gostando do carinho que eu fazia. – Quantos vampiros no total?
– 35.
Eu tinha que estar afastado da cidade para que não corresse perigo de nenhum vampiro ir até lá e longe o suficiente da mansão dos Cullen.
– Quando esse exercito vem atrás de mim?
– Você sabe que eu fico sabendo das notícias um pouco em cima da hora. – Ele murmurou sem graça. – Então eles estarão saindo daqui nessa madrugada. Provavelmente amanhã pela manhã antes do sol nascer eles aparecem aí.
Eu tinha que agir rápido, tinha pouco tempo para armar tudo infelizmente eu não podia ter ajuda do meu irmão. Ele estava nesse momento do outro lado do país atrás de um bando de lobisomens que descobriu que tinha surgido a pouco tempo.
– Ótimo você já sabe o que fazer. Me ligue assim que conseguir tudo.
– Pode deixar Bella, até mais.
– Até. – Falei e desliguei o celular.
Edward deu um beijo no meu pescoço me fazendo suspirar com gosto.
– Eu não vou deixar que ninguém te machuque. – Edward disse.
– Não se preocupe, esse exercito não é nada para mim.
– Mesmo assim, não vou deixá-la sozinha.
Ele me apertou mais ainda com seus braços.
– Fazemos o seguinte. Nessie com certeza vai, se quiser pode ir junto.
– E Nate não vai?
Neguei com a cabeça.
– Seu cheiro iria atrapalhar tudo.
Ele suspirou aliviado e abriu um sorriso satisfeito.
– Vou chamar nossa família. – Ele disse prontamente, mas eu balancei a cabeça negando seu pedido.
– Não posso me arriscar cuidar de todos vocês ao mesmo tempo e preciso deixar alguns vampiros vivos. – Respondi.
– Você não precisa se preocupar com a gente, nós sabemos nos cuidar amor. E me diga por que deixar alguns vivos?
– Quando os vampiros que estão por trás de tudo tiverem se aproximando preciso que eles não desconfiem que é uma armadilha. Provavelmente escutarão os rosnados e os cheiros dos vampiros que estarão ali para ter certeza que fui mesmo capturada... Se eles descobrirem que estão sendo enganados antes da hora, pode ser que eu não consiga pegar todos. – Expliquei a ele.
– Vamos resolver isso com calma depois. – Ele segurou meu rosto entre suas mãos. – Agora vamos para casa, porque Alice está quase dizendo a todos que estamos noivos.
Acabei rindo, Alice não conseguia ficar quieta por muito tempo.
Assenti concordando. Edward olhou em meus olhos e depois me beijou com calma e suavidade, apreciei seu beijo. Assim que terminou o beijo ele me pegou no seu colo.
– Não vou deixar você sujar seus delicados pés futura Sra. Cullen. – Explicou rindo.
– Acho que é meio tarde para isso. – Eu estava descalça e Edward estava vestindo uma calça e uma camisa, mas estava descalço igual a mim.
– Tomamos um banho e problema resolvido.
Coloquei meus braços em volta do seu pescoço.
– Tudo bem então. Me leve para sua casa, agora. – Fingi mandar nele enquanto voltávamos para sua casa.
– Quem manda aqui sou eu mulher. – Edward de alguma forma conseguiu dar um tapa na minha bunda me fazendo rir alto.
– Você vai descobrir que quem manda nesse relacionamento sou eu e se não me obedecer pode ter consequências.
– Consequências? – Edward franziu o cenho.
– Sim, me pergunto quanto tempo você resistiria sem ter meu corpo. – Comentei enquanto passeava o meu dedo pelo seu peito e ergui a cabeça para encará-lo.
Ele arregalou os olhos.
– Você não faria isso. – Sua voz saiu exaltada.
– Mande em mim e você vai saber a resposta.
– Você é muito má.
– Gosto de ser uma garota má. – Falei e mordisquei sua orelha.
Edward soltou um gemido baixinho.
– Acho que também gosto quando você é uma garota má.
– Isso é bom, porque pretendo ser muito má hoje. – Sussurrei maliciosa.
Edward agilizou os passos em resposta.
Ele colocou os pés dentro da casa e seus irmãos que estavam na sala viraram o rosto na nossa direção.
– Esse silêncio de vocês ainda me assusta. – Rose comentou.
Edward me colocou no chão e pelo canto do olho vi tanto Emmett, quanto Jasper analisando meu corpo discretamente. Talvez não fosse uma boa ideia vestir apenas a camisa de Edward, se bem que dessa vez Emmett não fez nenhum comentário. Acho que o plano de vingança de Rose funcionou.
– Isso só quer dizer uma coisa: Meu irmãozinho não está dando conta do recado. – Porém suas piadas não tinha quem tirasse dele.
– Cala boca Emmett. – Edward o xingou.
– Vamos ao que interessa. Vocês não tem nada para nos contar? – Alice disse evidentemente alegre.
– E o que é? – Emmett questionou curioso.
Edward pegou minha mão e depois me abraçou por trás pondo seu queixo sobre meu ombro.
– Primeiro onde está Carlisle e Esme? – Edward perguntou olhando em volta.
– Estamos aqui filho. – Seu pai falou enquanto descia as escadas de mãos dadas com Esme. – O que há de tão importante para nos dizer já que precisa da presença de todos.
– Bem. Serei direto. – Edward pigarreou, mas depois abriu um sorriso lindo me olhando. – Essa linda vampira que roubou meu coração realizou meu maior sonho desde que a vi aceitando se casar comigo.
Eu virei o rosto para o lado e colei meus lábios nos seus.
– Isso é sério? – Rose perguntou surpresa, mas com um enorme sorriso no rosto.
Assenti concordando.
– Ah parabéns para os dois. – Ela veio me dar um abraço.
– Parabéns querida, agora vou ter mais uma filha. – Esme disse sorridente.
Todos vieram nos parabenizar pela noticias e como já imaginava Alice não deixaria nosso casamento passar em branco tanto quanto Nessie não deixaria assim que soubesse.
Depois de todos mais calmos com a notícia, Alice se aproximou.
– Bellinha, precisamos conversar. – Franzi o cenho, pois Alice estava séria.
– Pode dizer.
Ela balançou a cabeça e fez careta.
– Primeiro vá colocar uma roupa decente para conversarmos.
Revirei os olhos.
– Depois eu desço. – Eu não ligava por andar assim, mas tenho certeza que Edward não ficava muito feliz em me ver vestida desse jeito na frente dos outros e também seria falta de educação da minha parte ficar assim, na casa que pertencia a Carlisle e Esme.
“Vou providenciar uma casa para nós dois e não vamos nos preocupar em usar roupa.” Edward pensou.
Arregalei os olhos em sua direção.
“Escutou?” Ele perguntou com um sorrisinho sacana.
– Bom.
Eu tinha dito para ele que liberei minha mente para quando ele quisesse conversar comigo em paz poderia. Edward disse que só pensaria em algo pela primeira vez quando fosse importante e é isso que ele me diz?
Confesso que gostei.
“Ver você com roupa é a última coisa que quero em casa. Sem falar que vai ser mais fácil quando quiser tê-lo dentro de mim no segundo que desejar.” Pisquei apoiando sua ideia.
Edward ficou boquiaberto me encarando, mas logo se recompôs.
– Vai ficar aí parada? – Alice questionou impaciente quebrando o clima que estava surgindo entre nós dois.
– Não vamos tomar um banho? – Edward perguntou.
– Somente banho. – Falei e subi.
Edward resmungou algumas coisas desconexas fazendo Emmett gargalhar alto.
Ao chegar no quarto dele tirei a camisa enquanto caminhava jogando-a no chão por ali e fui direto para o chuveiro. Segundos depois que a água caia no meu corpo senti os braços de Edward me envolver por trás. Senti seus lábios na minha nuca trilhando até meus ombros. Meus pelos se arrepiaram.
– Acho que vou repetir esse novo jeito de conversar mais vezes. – Ele mordeu minha nuca.
– Edward eu bem que gostaria que você continuasse, mas preciso conversar com sua irmã e resolver esses assuntos antes que esse exército venha.
Ele bufou atrás de mim.
– Tudo bem.
Virei-me ficando de frente para ele.
– Prometo te recompensar depois. – Mandei uma piscadela e me estiquei nas pontas do pé para dar um beijo rápido.
Uma de suas mãos desceu por minha coxa e um sorriso safado apareceu no seu rosto.
– Eu tenho certeza que sim. – Murmurou apertando minha coxa me fazendo fechar os olhos e soltar um suspiro.
Coloquei minha mão em seu peito o empurrando um pouquinho.
– Se comporte Edward.
– Eu estou comportando. – Respondeu erguendo a mão roçando um pouco abaixo da minha bunda.
Deixei que minha última gota de raciocínio esvaziasse. Alice que esperasse mais um pouco. Rapidamente inverti nossas posições o empurrando contra a parede.
– O que foi isso? – Ele me olhou incrédulo.
Dei um sorriso malicioso.
– Você sabe ser persuasivo quando quer. – Respondi antes de agarrá-lo ali mesmo.
[...]
– Olha mamãe você pode não ter a chance de conhecer os vampiros agora, mas Riley com certeza vai te dar muitas informações. – Nessie tentou me acalmar.
Infelizmente Alice previu que não seriam os “chefões” que viriam atrás de mim e sim Riley, com certeza eles não iriam se arriscar em se mostrarem para mim, mas o lado bom da história é que de alguma forma eles iriam se distrair e Garrett conseguiria fugir com Didyme, isso valeria a pena.
– Eles vão demorar muito para aparecer? – Nessie perguntou entediada por esperar.
– Daqui a cinco minutos. – Alice respondeu.
Pois é, depois que Alice previu que os vampiros estavam vindo para cá, quis participar da luta e como eu neguei ela resolveu contar para todos da sua família. Bem, agora você sabe... Todos estavam aqui.
Eu até tentei discordar, eu com Nessie daríamos conta facilmente desse exército, mas Emmett começou a fazer birra querendo participar da luta e Alice garantiu que não iriam atrapalhar. Só concordei com a condição que eles sumissem antes que Riley aparecesse.
Os únicos que não poderiam vir eram os Quileutes tanto eles como meu sobrinho seriam denunciados pelos seus cheiros. Tinha uma pequena chance de Riley sentir o cheiro deles antes de eu capitar sua presença, eu que não me arriscaria com a sorte.
– Vamos matar alguns vampiros hoje. – Emmett disse todo animado.
– Se controle Emmett, não podemos matar todos. – Alice avisou.
Ele deu de ombros, mas não se desapontou.
– Tome cuidado Bella, você também Nessie. – Edward falou ao meu lado.
– É melhor você tomar cuidado paizinho.
Depois que Nessie soube do pedido de Edward passou a chamar ele de pai. Eu não achei isso uma boa ia até mesmo pedir para ela parar, mas surpreendente Edward acabou gostando do que ela disse.
Edward bufou.
– Bella. – Ele me olhou.
– Nessie está certa Edward, você tem que se preocupar consigo mesmo.
Ele ia questionar, mas barulho de passos se aproximando o impediu.
– Não percam o foco. Somente se alguém do seu lado estiver com dificuldade ajude-o. – Jasper alertou.
Não iria ter nem graça nessa luta, seria fácil demais ao ponto de nem ter que me esforçar.
Quando olhamos em direção aos rosnados vimos aquele monte de vampiros aparecerem entre as árvores e correndo em nossa direção.
– Se divirtam. – Ao terminar de dizer já estava do outro lado da campina com a cabeça de um vampiro na minha mão.
Olhei para trás. Edward nem tinha se mexido me olhando abismado e pisquei com um olho mandando um beijinho. Só dei as costas a ele para arrancar a cabeça do outro vampiro que tentou me pegar de surpresa.
E assim começou a matança, eu não fazia esforço algum para matar, conforme passava pelos vampiros ia arrancando suas cabeças. Olhei em volta para ver se alguém estava passando por dificuldade e vi Rose lutando contra três ao mesmo tempo enquanto Esme lutava contra dois.
– Nessie. – Disse simplesmente e fui até Rose.
Arranquei um decima dela o jogando para longe e o outro o joguei com força no chão. Coloquei meu pé em cima do seu peito para em seguida agachar e arrancar sua cabeça puxando-a para cima.
– Nunca disseram que é feio bater em mulher. – Ouvi a voz reprovadora de Nessie.
Um rosnado foi contra ela e no segundo seguinte sumiu.
Olhei para Rose que terminava de arrancar a cabeça do outro vampiro assim que me viu me deu um sorriso agradecido e correu dali atrás de outro vampiro.
Uma coisa me chamou a atenção esses vampiros apesar de não terem sido problemas para nós eram muito bons de lutas, o problema é que eles eram quase recém-criados. Eles devem ter treinado bastante esse exército.
Não demorou muito e só restava uns sete vampiros.
– Deixe-os vivos. – Falei para todos.
Eu segurava dois ao mesmo tempo assim como Nessie e Edward, Jasper e Emmett seguravam um. Os vampiros tentavam se debater inutilmente tentado se soltar.
Joguei um contra o chão e pisei em cima dele enquanto segurava a gola da camisa do outro em minhas mãos.
– Preciso de um favor. – Pedi calmamente.
– Não sou idiota. – O vampiro falou.
Revirei os olhos e coloquei minha mão no bolso da sua calça tirando seu celular.
– Agora você vai ligar para Riley.
No inicio ele me olhou furioso, mas sua expressão foi se acalmando e assentindo. Sorri, tinha usado meu dom nele.
Algumas toques depois, Riley atendeu.
– Fala.
– Riley conseguimos. – A voz do vampiro disse entusiasmada.
– Conseguiram? – Sua voz saiu incrédulo.
Para dar mais veredicto na história. Rosnei baixinho mais o suficiente para Riley ouvir, me agachei arrancando a mão de vampiro que eu pisava em cima.
Seu grito soou alto.
– Vadia você arrancou minha mão. – Ele disse entre berros. – Alguém prende o braço dela.
Rosnei mais uma vez.
– Pronto. – Falou o vampiro que estava preso nos braços de Edward.
Eu estava criando uma cena imaginaria para Riley, controlando todos os detalhes. Através dos sons estava fingindo ter sido pega pelos vampiros e vários deles me seguravam ao mesmo tempo para eu me soltar.
Me levantei ficando em pé novamente.
– Muito bem, só para confirmar se é ela, qual a cor dos olhos? – Riley não comentou nada do que ouviu, mas tenho certeza que ele prestou atenção nesse detalhe que fiz e com certeza fez diferença.
O vampiro me olhou.
– Castanhos.
– Vocês a pegaram mesmo. – Riley disse surpreso. – Quantos estão segurando ela?
– Contando comigo sete.
– Não soltem ela de forma alguma, ela pode ser muito ardilosa. – Riley falou.
– Não soltaremos desde que você cumpra sua parte.
– Se não soltarem-na, a cidade onde ela vivia é inteiramente de vocês.
Os vampiros gritaram em euforia.
– Onde estão?
– Na floresta entre as montanhas depois do rio.
– Por que estão tão afastados da cidade? – Riley indagou curioso.
– Essa gostosinha aqui estava se alimentando de humanos. – O vampiro riu. – Acho melhor você vir o mais rápido possível, ela não estava acompanhada como você achou e sim sozinha.
– Mantenham a guarda até eu chegar. Aquela filhinha bastarda se encontraram vocês pode ser um problema prestem atenção em tudo a sua volta.
– Não se preocupe estamos atentos a tudo.
– Que continue assim, até o final dessa tarde eu chego.
– Vamos esperá-lo.
Riley desligou o celular e sorri satisfeita. Olhei só mais uma vez para Alice e ela me retribuiu com um sorriso, é tudo por enquanto estava dando certo.
– Bom, terminamos o serviço por aqui. – Falei.
– Falta acabar com esses vampiros. – Emmett disse enquanto apertava mais o pescoço do vampiro que rosnava tentando se soltar.
– Ainda não, tenho certeza que Riley ligará mais vezes para especular se eu fugi ou não. Ele vai prestar atenção nos sons para ter certeza se tudo está sob controle.
Emmett aceitou contragosto.
Joguei no chão o outro vampiro e disse para os Cullen que podiam soltar os outros com meu dom tirei os sentidos desses vampiros para que não nos atormentassem.
Olhei na mente dos vampiros se eles sabiam de algo, mas como já imaginava eram apenas peças nesse jogo, não sabiam nada.
– Foi incrível a maneira que você luta. – Jasper comentou impressionado. – Teve alguns ataques que nem mesmo eu consegui acompanhar. Você também Nessie, foi incrível.
Parei para pensar um pouco.
– Eu parei para vê-los lutar e realmente são bons. – Dei minha opinião. – Tem uma coisa ou outra que podem melhorar, mas no geral são bons nas lutas, principalmente você Jasper suas táticas de lutas são surpreendentes.
Olhei para Edward rapidamente e sorri. Ele foi muito bom na luta, conseguiu matar muitos vampiros, mas apanhou um pouco. O problema é que ele usa muito do seu dom ao seu favor. Isso facilita, mas ele tem que lutar pensando nos seus movimentos. Algum vampiro a qualquer momento pode confundi-lo e acabar usando o dom de Edward a favor deles.
Se ele quisesse eu daria um jeito para ajudá-lo a melhorar nessas partes.
– Bella você percebeu uma coisa? – Olhei para Jasper esperando continuar. – Esse exército era bom.
Assenti, ele tinha razão, mas onde queria chegar?
– A forma deles lutarem me lembrou alguém.
Fiquei em silêncio, sim eles eram bons. Porém as táticas lembravam alguém? Quem? Lutei contra vários exércitos que não sabia dizer por quem foram treinados, mas se Jasper chamou minha atenção é porque sabia. Olhei para baixo relembrando das lutas que participei. Foi então que um estalo deu na minha cabeça.
Senti raiva ao saber quem era. Ergui a cabeça e encarei Jasper.
Ele me olhou e percebeu que eu já sabia, então só se limitou a assentir com a cabeça.
– Quem diria que ela entraria em nossas vidas de novo. – Ele disse debochado.
– Ela com certeza vai se arrepender disso.
– Ela quem? De quem vocês estão falando? – Emmett pediu que explicássemos.
Jasper o olhou sério era nítida a raiva que ele sentia por ela.
– Maria.
– Maria? Que Maria?
– Larga a mão de ser tapado Emmett. – Rose deu um tapa na cabeça dele. – Maria foi aquela que manipulou Jasper por anos na época dos exércitos dos recém-criados.
– Ah tá.
Aquela maldita, eu já estava atrás dela por ter ousado tentar inutilmente me matar uma vez e agora de novo. Ela não sabia parar mesmo, mas se arrependerá por isso não deixarei barato com ela. Agora uma pergunta passava pela minha cabeça: Será que ela fazia parte de um desses “chefões”? Na época que eu a conheci, ela era muito burra para me cegar por tanto tempo, mas as pessoas mudam e ela pode ser sim um dos membros, no entanto pode ser uma peça descartável como Riley.
Passamos o resto da tarde conversando e como eu tinha previsto Riley ligou varias vezes no celular para confirmar se eu tinha escapado, mas consegui enganá-lo. Eu só não matei os vampiros, porque desde a última vez que ele ligou até chegar aqui sentiria o cheiro da fumaça dos vampiros sendo queimados e por uma bobeira como essas ele poderia escapar antes que eu percebesse sua presença. Aproveitei e tive uma ideia melhor usaria esses vampiros ao meu favor.
Eu já tinha mandado os Cullen embora, mas Edward foi o único que permiti que ficasse ao meu lado assim como Nessie. Eu só não me importei se Alice ficasse aqui, mas percebi que ela estava um pouco bolada ao descobrir sobre Maria, então deixei para lá.
Só não deixei os Cullen ficar ali para caso fossem descobertos, não queria colocar eles no meio disso. Alice me garantiu que nada sairia errado, mas nunca é demais se precaver.
Liberei os sentidos dos vampiros que estavam ali e os hipnotizei.
Não demorou muito e senti a presença de Riley ao longe e como sabia não estava sozinho tinha mais uns dez vampiros com ele.
Alinhei os vampiros em forma de circulo fazendo-os se agacharem meio que amontoados como se estivessem se alimentando iguais a Zombies esfomeados. O único que deixei em pé olhando para o circulo de vampiros era o vampiro do celular.
Agora Riley estava mais próximo, então eu podia facilmente incapacitá-los, mas eu gosto de me divertir e assustar quando posso e Nessie simplesmente adorava fazer isso também. Tanto que dava ideias. A ideia do ataque surpresa foi dela.
Estávamos um pouco mais ao lado dos vampiros em círculos, afastados uns cinquenta metros e nos deixei invisíveis para qualquer um em todos os sentidos.
Uns metros à frente Riley surgiu com os outros vampiros olhando cautelosamente a sua volta, mas como viu que não tinha nada apensas à aglomeração dos vampiros ficou mais relaxado.
– Vocês conseguiram mesmo pegá-la. – Ele disse um pouco incrédulo tentando olhar os vampiros que formavam um circulo. – É pelo visto a poderosa Swan não é tão poderosa como pensavam. – Sua voz saiu completamente debochada.
Riley deu mais uns passos se aproximando.
– Erguem-na Steve. – O vampiro não se mexeu e Riley estreitou os olhos. Virou a cabeça olhando para os vampiros ao seu lado e mandou que quatro seguissem em frente.
Nessie ria ao meu lado e Edward olhava curioso a tudo sem se desgrudar de mim.
– Steve? – Um dos quatro vampiros chamou-o. Esticando uma mão para tocar no seu ombro, mas assim que chegou bem próximo Steve se virou e atacou o vampiro.
Choque é o que causou entre os outros.
– Que merda é essa? – Mal Riley teve tempo de falar e os vampiros que faziam circulo se viraram correndo para cima dos outros vampiros.
Então uma luta começou entre eles. Um vampiro tentou atacar Riley, mas ele conseguiu arrancar a cabeça dele.
Ele rosnava confuso e furioso olhando para a luta entre os vampiros.
Nessie foi saltitando entre os vampiros e fiz com que ela aparecesse pegando-os de surpresa sem chance de conseguirem de saber ao certo quem os matou.
Riley arregalou os olhos dando um passo para trás assim que a viu, essa era minha deixa.
Virei-me para Edward e dei um selinho.
– Fique a vontade. – Sussurrei e corri atrás de Riley. Edward começou a matar os vampiros que eu estava controlando, no fim tinham que morrer todos mesmo.
Assim que Riley virou de costa deu de cara para mim.
– S-Swan. – Gaguejou.
– Riley, não? Finalmente nos conhecemos. – Falei abrindo um sorriso maldoso.
Por um segundo ele paralisou de medo e até olhou para o lado para ver se conseguia fugir, mas ao perceber que não daria certo tentou dar um soco em mim que segurei facilmente sua mão antes que me acertasse.
– Partindo direto para agressão. – Balancei a cabeça. – Tsic, tsic, tsic... Não gostei nenhum pouco.
Com a outra mão segurei-o pelo pescoço.
Não esperei mais e invadi a sua mente atrás das informações que eu tanto esperava. Ódio foi tudo o que eu senti nesse momento, eu queria esmagar a cabeça desse maldito com socos até virar pó.
Aqueles desgraçados pensaram até nisso. Excluíram a si das memórias de Riley, eles sabiam que se ele fosse pego eu conseguiria as informações, mas não sabiam do meu dom. Ninguém sabia, mas qualquer um sendo torturado do jeito certo, podia contar tudo da sua vida se quiser.
Malditos, cretinos e miseráveis!
Aquele mesmo vampiro que bloqueou a mente do lobisomem fez o mesmo com Riley. E mais uma vez seu dom funcional contra mim.
Como isso é possível?
Minha raiva era tanta que comecei a esmagar o pescoço de Riley na minha mão. O urro dele foi ensurdecedor, mas para mim foi um calmante já que me relaxou um pouco. Fechei os olhos enquanto Riley se debatia.
Sua garganta estava esmagada na minha mão que o segurava firme. Ele até tentou se afastar, mas desistiu quando sua pele de mármore começou a se romper facilmente.
Ele tentou dizer algo, mas nada além de resmungos saiu da sua boca.
– Cala a boca.
Ele estava atrapalhando meus pensamentos, tinha que ter alguma coisa qualquer coisa para me informar. Pense Bella, pense, mas nada veio em minha mente.
O que eu podia fazer? Como eu poderia descobrir quem eram esses vampiros?
Hum... Espere, como ele ia entrar em contato com eles se tivesse mesmo me pego? Procurei esse detalhe em sua mente, eu estava focada em descobrir como eram e não como se comunicavam. Um jeito tão idiota, só espero encontrar o que eu quero.
Bingo! Algo tão inútil e patético.
Eles podiam fazer o que quiser com um vampiro ou um humano, mas se tinha algo que não podia enganar era a tecnologia e algo bobo que nem mesmo eles imaginariam serem pegos.
Procurei o celular no seu bolso até encontrar e rapidamente entrei na lista das últimas ligações.
Um detalhe simples. O nome do contato estaria em algum lugar pelo celular, mas assim que eu olhei, achei que estava lendo errado.
O nome ali me deixou confusa. Era tão antigo e familiar que me deixou paralisada por um tempo. Será que tinha alguma ligação entre a pessoa que estou pensando com esse nome? Não, não era possível. Ele estava morto há muito tempo, desapareceu um dia qualquer. Porém por que minha sensação diz o contrario?
Eu estava negando para mim mesma, não queria acreditar, mas qual é a possibilidade de ter o sobrenome Dwyer no celular? Nos dias de hoje em dia. Esse sobrenome que algum dia foi da minha mãe e de Sulpicia antes de casarem. O mesmo sobrenome daquele único que manteve da família.
James Dwyer.
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