A Primeira Eterna

31 Nem sempre as coisas acontece como você deseja


Notas iniciais
Mais um capítulo aii gente e vamos descobrir o que esse lobisomem estava fazendo aii. Pelo menos é isso que a Bella acredita conseguir descobrir dele hehe

POV BELLA

– Parece que alguém está acordando. – Nessie falou quando os olhos do homem tremeram ainda fechados.

Ela saiu da sala saltitando e cantarolando uma música que eu desconhecia.

– Aleluia. – Exclamou Emmett.

Já fazia umas duas horas que Emmett e Jasper tinham chegado em casa e somente agora o cara resolveu acordar.

Nós estávamos na sala e o lobisomem estava sentado na cadeira no meio do cômodo, com as mãos presas atrás do corpo e as pernas também presas.

Nessie depois de poucos minutos voltou com um balde na mão, sorrindo pegou o balde e com as duas mãos jogou no rosto do homem que depois desse ato abriu os olhos instantaneamente e começou a tossir.

– O que? – Ele piscou os olhos algumas vezes e nos encarou confuso. – Onde estou?

– Está na minha casa. – Nessie disse.

– O que querem comigo? – Ele rugiu tentando se soltar inutilmente.

– Hey, calminha ai rapaz. – Emmett falou.

– Me soltem agora. – O homem exigiu.

– Por que você não tira as informações da mente dele, não é mais fácil? – Jasper sussurrou extremamente baixo para o lobisomem não ouvir.

– Porque assim é mais divertido. – Dei de ombros.

De fato assim era mais divertido.

– Se acalme só queremos respostas e se você for sincero vamos acabar com tudo isso rapidamente. – Nessie falou. – Queremos saber o que você... Qual é o seu nome mesmo?

Ele nos olhou com receio.

– Derek. – Ele sussurrou.

Estreitei os olhos o encarando atentamente.

– Jasper. – Chamei-o que prontamente me olhou curioso. – Você acha que nosso hóspede está sendo sincero?

– Definitivamente não está.

Eu podia acabar com isso tudo rapidamente, mas gosto de perguntas e respostas sinceras, se não for assim pior para o interrogado. Gosto de apreciar e conhecer o modo das pessoas agirem neste momento, mas no fim sempre descobria tudo antes da morte do tal.

Aproximei-me dele e seu coração disparou quando fiquei na sua frente ele me olhava estupefato.

– Oi. – Sorri gentil.

– O-Oi. – Ele gaguejou.

– Olha eu me chamo Bella e eu quero que você seja sincero com a gente... Vamos ser sinceros, se mentir mais uma vez para nós, você não vai gostar do jeito que vou tratá-lo. – Eu disse sorrindo como uma garotinha inocente. – Agora mais uma vez qual o seu nome?

Ele ficou me fitando, mas não disse uma palavra.

Bufei contrariada.

– Ficar calado também não te ajudará. – Falei mudando minha compostura.

Surpreendo a ele segurei sua mandíbula com a minha mão prendendo seu rosto com firmeza, o cara tentava se soltar inutilmente do meu aperto.

– Me solte. – Ele balbuciou.

– Sabia que tanto para os vampiros quanto para os lobisomens os dentes caninos são fundamentais para nossas refeições. Agora imagine se não tê-los?

Dei um sorriso cruel.

Contemplei seus olhos se arregalarem de medo.

Ergui minha mão colocando dentro da sua boca. O homem tentou gritar e tentava balbuciar palavras inaudíveis por conta da minha mão na sua boca. Cravei meus dedos no seu canino direito e comecei a puxar lentamente.

O lobisomem gritava pela dor e desespero. Sangue começou a escorrer por minha mão e pela boca dele, arranquei completamente seu dente e sorri satisfeita. De certo, sua boca não parava de sangrar.

Ergui o dente no nível do meu rosto e fiquei encarando-o. Realmente o dente canino era o maior de todos os dentes da boca e esse do lobisomem da raiz até a ponta devia ter pelo menos uns três centímetros maior que um dente humano.

– Acho que você não vai querer perder mais um dente, não é mesmo? – Perguntei sínica.

Ele me olhou furioso ainda com dor, mas fez algo ousado que me deixou furiosa.

Ele cuspiu sangue no meu rosto. Ouvi uns arfares nas minhas costas e depois a gargalhada estrondosa do Emmett, ele não conseguia ficar sério em nenhum momento mesmo.

O lobisomem sorriu debochado ficando satisfeito.

Eu estava puta da cara com o que o lobisomem fez, mas não esbocei nenhuma expressão simplesmente levei minha mão no seu outro dente e arranquei-o, mas dessa vez rapidamente.

Mais uma vez ele urrou alto. Sangue pingava do seu queixo.

– Você se arrependerá por isso mais tarde. – Falei tranquilamente. – Agora só vou perguntar mais uma vez: Qual o seu nome?

Olhei fixamente nos seus olhos apesar de não esboçar expressão nenhuma não quer dizer que meus olhos também estavam assim, pelo contrario meus olhos demonstrava toda a minha ira que eu estava sentindo por ele. Vi o pavor em seus olhos.

– Tyler. – Ele sussurrou baixinho.

– Muito bem.

Levantei-me e tirei um pouco do excesso de sangue no meu rosto com os dedos. Virei para os outros, Emmett deixou escapar uma risadinha enquanto Nessie e Jasper me olhavam sérios, na verdade só Jasper já minha filha se segurava para não fazer uma careta.

Sai dali e fui direto para o banheiro lavar meu rosto e minhas mãos. Coloquei os dentes dentro de um pote que tinha ali. Mais tarde eu jogaria fora.

– Então Tyler me responde por que você nos atacou? – Nessie questionou.

– Como por quê? Eu sou um lobisomem é da minha natureza atacar vampiros.

Escutei alguém o socando.

– Não venha de gracinha. – Jasper disse furioso. – Você e sua maldita matilha quase mataram meu irmão.

– Olha, seja lá o que for eu não tenho culpa por vocês terem me sequestrado. – Tyler respondeu.

Sequestrado?

Franzi o cenho.

Então era isso o que Victoria e os outros fizeram. Sequestraram lobisomens e jogaram eles aqui nas redondezas de Forks?

– Como assim? – Nessie perguntou nitidamente curiosa.

– Primeiro uns de vocês sequestram meus amigos e eu, nos deixaram por dias presos e depois ficam irritados porque nós os atacamos? Vão à merda.

Ouvi alguém socando mais uma vez seu rosto e um gemido de dor escapou dos seus lábios.

– Olha a boca cachorro imundo. – Nessie esbravejou.

– Cadê meus amigos? – Ele desviou do assunto.

– Estão todos queimados em algum da floresta.

Um rosnado furioso saiu da boca de Tyler. Eu o ouvia se debater tentando se soltar.

– Eu vou acabar com vocês seus filhos das putas. Vou matar um por um. – Rugiu.

– Ah cara chega de drama vai. – Emmett disse. – Se bem que vai ser muito interessante lutar com você. – Ouvi sua risada ecoar pela casa.

– Não fomos nós que sequestramos vocês. – Jasper falou. – Vocês apareceram aqui do nada e nos atacaram queremos saber por que, agora sabemos que foram por causa de alguns vampiros. Quem são eles?

Tyler permaneceu por um tempo em silêncio e decidiu se devia responder ou não.

– Eu não sei faço ideia que eram.

– Não sabe nenhum nome? – Um segundo de silêncio. – E as aparências deles?

– Eu já disse que não sei. – Ele se irritou novamente.

– Acredito. – Nessie disse desacreditada. – Não é possível que você não saiba.

– Eu não sei, tá legal? Eu não me lembro de suas aparências, quando tento lembrar deles há algo que me impede de pensar neles.

Como assim? O bloqueiam-no? Ele não sabia quem eles eram?

Verifiquei a mente do lobisomem e eu não encontrei nada absolutamente nada como ele disse era como se tivesse uma barreira bloqueando sua mente. Tenho certeza que era o dom de algum vampiro, malditos eles cuidaram desse detalhe.

Mais se era um dom mental eu podia se desfazer disso e descobrir quem era. Sim, eu podia.

Imediatamente fechei meus olhos e me concentrei para quebrar essa barreira e recuperar essa cena da sua memória. Mas estranhamente não consegui.

Abri os olhos confusa. Como isso era possível? Não, não podia ser possível.

Tentei ler mais uma vez e nada. Mais que merda que tipo de dom era esse. Imune a mim?

Eu não acredito que esses merdas conseguiram me deixar de fora. O único que podia me dar respostas não tinha nada era um inútil, uma peça descartável.

Furiosa quebrei o espelho do banheiro com um soco. Sem enrolar mais fui até a sala e quando fiquei de frente para o lobisomem enfiei minha mão em seu peito e arranquei seu coração.

De nada adiantaria e ainda não estava acreditando que meu dom pela primeira vez tinha falhado contra um dom assim.

Esses vampiros estavam conseguindo me deixar no escuro me fazendo de idiota há não sei quanto tempo. Esmaguei o coração do lobisomem. A cabeça dele pendia para frente abaixada, seu corpo sem vida não me servia de nada e um buraco enorme se encontrava no seu peito.

Ignorei todos que estavam na sala e peguei meu celular e disquei para o celular de Garrett.

Bella? – Ele perguntou. – O que aconteceu nesses dias?

– Eu acabei de ter uma conversa com o lobisomem ele me falou sobre os vampiros. O que você sabe sobre isso? – Fui direta no assunto.

Eu não sei nada. Só fiquei sabendo que lobisomens foram sequestrados.

Droga essa informação eu já sabia.

– Nada mais? Não sabem quem eles são ainda?

– Não, desculpe! Eles não se mostram. Ninguém nunca os viu, somente Victória que vimos.

Essa vampira, vai ser por ela que vou ter que descobrir.

– Fique de olho nela. Eu quero aquela vampira. – Eu disse séria.

– Pode deixar.

– Até breve.

– Até.

Desliguei o celular e encarei todos da sala. Principalmente Emmett e Jasper me olhavam curiosos.

– Então esses lobisomens estavam aqui por causa desses vampiros que estão atrás de você? – Emmett quebrou o silêncio.

– Sim.

– Bom, já era de imaginar quando o lobisomem falou, mas a pergunta é: Quem é Victoria? – Jasper me olhou.

– Uma futura vampira morta como todos os outros envolvidos. – Respondi.

– Que tal alguma informação a mais?

– Agora não.

– Eu acho que é o mínimo que merecemos saber. – Jasper disse irritado. – Meu irmão quase morreu por culpa desses idiotas que estão atrás de você.

Sustentei seu olhar.

– Eu sei. – Disse amargurada. – Tanto que já tinha avisado vocês antes. Não tem porque jogar na minha cara.

Ele arregalou os olhos.

– Não foi o que eu quis dizer, eu sinto...

– Não sinta. Eu sei que foi minha culpa. – Falei desviando o olhar. Pode ser que ele não disse diretamente, mas foi o que ele insinuou e estava certo.

Sim, a culpa me consumia desde o segundo que eu vi Edward caído no chão. Eu devia ter ignorado aquela conversa deles e ter ido embora há muito tempo. Não adiantava eu sair da cidade agora, mesmo que eu fosse embora agora eles viriam aqui para buscar alguma pista quem tinha que ir embora agora é os Cullen pela sua própria segurança e eu cuidaria para que isso acontecesse.

– Bella... – Jasper tentou dizer.

– Saiam da minha casa, por favor.

– Não Bellinha...

– Saiam. – Disse entredentes.

– Gente, por favor, acho melhor vocês irem embora.

– Tá legal. – Emmett disse derrotado. — Até mais Bellinha.

– Desculpe. – Jasper sussurrou e os dois saíram de casa.

Eu ainda pude ouvir Emmett chamar Jasper de idiota do lado de fora.

– Mamãe. – Nessie veio até mim e me abraçou. – Jasper não disse por mal.

– Eu sei filha, eu sei. – Suspirei. – Mais ele está certo, se não fosse por mim Edward jamais teria se machucado.

– Hey, nada disso mamãe. Todos eles já sabiam que podiam correr perigo e quiseram ficar por vontade própria.

Minha filha relembrou o que eu tinha acabado de dizer agora pouco para Jasper e ela estava certa eu avisei. Só que isso não aplacava a culpa do Edward ter se machucado, eu jamais vou me perdoar por isso.

Nessie se afastou de mim e ficou me olhando por longos segundos.

– Você o ama. – Sua voz soou afirmativa.

Dei um pequeno sorriso.

– Está tão na cara? – Questionei.

Ela assentiu dando um largo sorriso.

– Como descobriu?

– Vi no seu olhar, quando o encontrou na floresta. Naquele momento eu vi desespero de um jeito que eu nunca vi antes.

– Já tive esse olhar quando aconteceu com você. – Bati meu dedo na ponta do seu nariz.

– Imaginei. – Ela riu. – Fico feliz por você.

– Hum, vou cuidar desse lobisomem e depois vou para a escola. – Desviei o assunto.

Nessie arregalou os olhos.

– Por que vai para a escola?

– Estou com fome. – Dei um meio sorriso.

Ela assentiu me compreendendo.

– Faz tempo mesmo que você não se alimenta. Seus olhos estão mais escuros que de costume.

– Eu sei. – Disse enquanto caminhava até a cadeira onde estava o lobisomem morto e quebrei as correntes soltando suas mãos e seus pés.

O corpo pendeu para frente quase caindo da cadeira, mas o segurei antes que caísse. O chão já tinha uma poça de sangue, eu queria me divertir com o lobisomem por ele ter coragem de ter cuspido sangue na minha cara hoje, mas quando vi que ele não tinha nenhuma informação e existir um dom que pudesse me driblar me deixou furiosa. Eu estava crente que conseguiria finalmente tirar alguma informação importante, no entanto não foi o que aconteceu ele não tinha nada de útil e isso me irritou profundamente.

Um lobisomem inútil e incompetente, bom pelo menos ele me serviu para descobrir que os lobisomens não estavam do mesmo lado que os vampiros, mas eu precisava falar com meu irmão sobre isso, ainda mais que nossa tia estava envolvida no meio dessa história.

Esse maldito também serviu para sujar o chão da minha sala.

– Nessie você pode limpar aqui enquanto me livro desse corpo?

– Ah não mamãe. – Nessie fez careta. – Eu cuido do lobisomem e você cuida desse chão.

Revirei os olhos e esperei que ela pegasse o lobisomem e o levasse daqui.

Peguei um pano e fui até a sala limpando rapidamente o chão, assim que terminei aproveitei e limpei os cacos de vidros do banheiro que tinha quebrado há pouco, depois colocaria outro no lugar.

O tempo passou e esperei o momento para ir à escola. Fazia três dias que não aparecia por lá, dessa vez não tinha porque explicar o motivo das minhas faltas já que não foram tantos dias como da última vez.

Os Cullen não foram ao colégio só mesmo eu e Nessie provavelmente estavam todos com Edward. Eu também queria estar lá com ele, mas esse momento era deles e eu tinha que dar esse espaço para a família, apesar de amá-lo não tenho prioridade por ele e sim sua família.

As aulas foram tranquilas não falei com ninguém a não ser com minha filha eu estava muito pensativa com tudo o que aconteceu nesses dias. Na hora do intervalo não fui ao lugar habitual quando sentava sozinha com Nessie ou com os Cullen, não dessa vez eu segui em outra direção e Nessie foi acompanhando ao meu lado. As pessoas nos olhavam curiosas. Caminhei em direção ao casal sentados sozinhos na mesa, para ser mais precisa estava indo de encontro com Ângela e Ben.

Quando parei em frente à mesa dos dois, eles me encaravam surpresos.

– Oi. – Falei e sorri amigável.

– O-oi. – Os dois responderam.

– Hum, se importariam se eu e Nessie nos sentássemos com vocês hoje? – Eu dizia educadamente.

– Claro que não. – Ben respondeu, apesar dele amar Ângela o seu olhar para mim era deslumbrado não podia culpá-lo realmente era difícil de ignorar a beleza de um vampiro principalmente para os humanos e com ele não seria diferente. – Sente-se Isabella... e Renesmee.

Ele apontou as cadeiras na frente dos dois.

– Obrigada, mas podem me chamar de Bella.

– E a mim, Nessie.

Eu arrastei a cadeira e me sentei de frente para Ângela.

– Tudo bem com vocês? – Ângela perguntou tímida.

– Comigo está na medida do possível. – Respondi dando de ombros.

– Já eu estou ótima. – Nessie disse.

Os dois nos estudavam atentamente e Ben tentou se comportar desviando sua atenção de nós envolvendo os ombros da sua namorada com seus braços. Eu abri um pequeno sorriso achando graça à maneira que ele queria se mostrar seguro com ela ao seu lado.

– Vocês faltaram nesses dias. Aconteceu algo? – Ângela perguntou preocupada.

Me surpreendi por ela estar sendo sincera é difícil de alguém demonstrar preocupação por quem não se conhece e Ângela se enquadrava nessas poucas pessoas.

– Na verdade não só problemas com cachorro, mas nada demais. – Falei com desdém.

– Eu não sabia que você tinha cachorro. – Ben comentou.

– Pois é, ele morreu essa manhã. – Fiz uma carinha triste.

– Oh Bella, eu sinto muito. – Ângela disse com pesar.

– Está tudo bem.

– Vocês não vão comer nada? – Ela mudou de assunto.

– Eu não. – Nessie falou fazendo careta.

– Agora também não, na verdade eu estava pensando se vocês me acompanhariam em um almoço depois do colégio.

Os dois arregalaram os olhos.

– Você q-quer almoçar com a gente? – Ben estava surpreso.

– Claro. – Dei um largo sorriso. – Mais se vocês não se importam eu gostaria de chamar mais umas pessoas, tudo bem?

– Sim! Nessie também vai almoçar com a gente?

– Sinto muito, eu só vou para casa e depois vou para a casa do meu namorado. – Minha filha comentou.

– Ah certo, então quem mais?

Pensei em quem eu poderia chamar eu estava faminta e precisava de no mínimo três pessoas para me alimentar. Olhei em volta procurando algum cheiro atrativo e vi dois amigos seus cheiros destacavam no refeitório e no grupo de colegas sentado com eles. Eu não fazia ideia quem eram aquelas duas pessoas, olhei rapidamente nas suas mentes e descobri que se chamavam: Mary e Harry.

Controlei a mente deles e já deixei tudo planejado, Harry me olhava curioso como todos os alunos e assim que acenei para ele o mesmo me retribuiu com um sorriso bobo. Os seus amigos olharam surpreso para ele e começaram a fazer perguntas sobre mim.

– Harry? Você o conhece? – Bem perguntou surpreso.

– Sim, o conheci hoje. Na verdade é ele e Mary que vão conosco, se importam? Qualquer coisa posso desmarcar com eles.

– Não imagina. Sem problema.

– Ótimo. – Sorri satisfeita. – Encontro vocês na saída. – Levantei-me da mesa e me despedi dos dois.

Nenhum deles eram amigos, apenas colegas de sala, mas não seria problema.

– Uau está mesmo com fome. – Nessie riu.

– Não imagina o quanto. — Sorri e caminhei em direção à sala.

Os restantes das aulas foram tranquilos e assim que cheguei ao estacionamento encontrei Ben e Ângela em frente ao carro dele.

– Ainda está de pé? – Perguntei quando cheguei perto deles.

– Claro. – Ângela sorriu.

Abri um sorriso.

– Nós vamos com meu carro e seguimos atrás de vocês. – Ben falou.

– Então vocês dois também vão? – Perguntou Mary atrás de mim.

– Sim. – Ângela disse tímida.

– Muito bem, vamos. – Harry deu um sorriso me encarando malicioso.

– Nos sigam. – Falei e fui até meu carro.

Os dois pegaram carona comigo.

A ida para casa foi rápida Nessie como sempre foi cantarolando a música que tocava no rádio do carro.

– Mais tarde vou ver Jake. Você também vai? – Ela disse quando parou de cantar.

– Não sei, depois eu decido.

– Tá legal.

Ao sair do carro depois de tê-lo estacionado, vi os olhares surpresos dos humanos vendo minha casa e quando entraram em casa então ficaram embasbacados com o luxo que era pelo interior.

– Nossa que casa linda. – Ângela disse impressionada.

– É mesmo surpreendente. – Concordou Mary.

– Obrigada. – Sorri e virei para Nessie. – Não vai querer mesmo comer com a gente?

Ergui as sobrancelhas sugestivamente e ela me olhou séria.

– Você sabe que estou de dieta. – Ela murmurou emburrado. – Vou estar no meu quarto falando com o Jakezinho.

Ela saiu daqui rapidamente e foi para o quarto.

– Então o que vamos comer? – Perguntou Mary entusiasmada.

Me virei com um olhar faminto na direção deles e um sorriso perverso nos lábios.

– A única que se alimentará agora sou eu.

Eles se assustaram com o tom da minha voz sarcástico, vi os pelos dos seus braços se arrepiarem e um leve tremor pelo corpo.

O medo era visível em seus olhares.

– Sentem-se. – Pedi.

– Eu acho... melhor n-nós irmos... Em-embora. – Harry gaguejou.

– Vocês não vão a lugar nenhum. – Eu ri. – Não agora. – Terminei de dizer encarando-os séria.

Controlei suas mentes e agora eles eram como Zombies fizeram exatamente como pedi e se sentaram no sofá espaçoso que tinha ali na sala. Eu fui até o outro sofá e me sentei ali.

– Hum, e agora qual escolher. – Olhei para os quatros que me encaravam sem esboçar reação nenhuma. Quando tudo acabasse eles vão achar que comemos e conversamos normalmente como se nada disso estivesse acontecendo. – Que tal começar com o prato principal? Ângela? – Chamei-a e prontamente ela veio até mim e se sentou ao meu lado.

Levei minha mão até seus cabelos e tirei-os do pescoço, não perdi tempo com o cheiro arrebatador que ela tinha. Foi tentador demais, então mordi seu pescoço sugando todo aquele sangue saboroso. Tomei todo o sangue o suficiente que ela poderia me oferecer sem que passasse mal, assim que terminei lambi a ferida que prontamente se cicatrizou.

Ângela se afastou e voltou ao seu lugar. Olhei para ver minha próxima escolha e chamei com o dedo Harry que prontamente veio e se sentou ao meu lado. O cheiro dele não era tão delicioso como o de Ângela, mas era sangue e para mim de qualquer maneira é muito bom.

Mordi seu pescoço e ele gemeu baixinho levando suas mãos ao meu cabelo e me puxando mais para si, apesar de inconsciente seu corpo reagia extasiado em me ter tocando na sua pele. Mais para mim não sentia o mesmo por ele, mas por seu sangue sim então aceitei quando ele me puxou mais para perto aprofundando minha mordida e quando vi que tomei o limite parei e logo ele voltou para o seu lugar enquanto Mary vinha se sentar ao meu lado. Fiz o mesmo que Ângela tirando o cabelo do pescoço e mordendo-o logo em seguida, comecei a tomar seu sangue e ela gemeu baixinho, me surpreendi quando ela também me puxou mais para perto enterrando uma mão nos meus cabelos e colocando a outra na minha cintura.

Afastei meu rosto do seu pescoço para encará-la e vi seus olhos escuros de desejo. Porra o cheiro da sua excitação invadiu minhas vias respiratórias. Olhei a garota e ela era lésbica, gostava mesmo de mulher? Porra! Eu ri e balancei a cabeça voltando a tomar seu sangue, que era meu único desejo agora.

Agora só faltava o Ben que veio até mim e se sentou ao meu lado depois que Mary se afastou. Eu já estava quase satisfeita o sangue deles bastaria por hora, mas antes que eu pudesse morder seu pescoço senti umas presenças se aproximando de casa.

Parei antes de mordê-lo e franzi o cenho.

– Nessie atenda a porta. – Pedi.

Só que não ouve nenhuma resposta. Esperei escutar algum som vindo do quarto dela, mas não ouvi nada. Onde diabos ela estava? Procurei-a com a mente por volta e a encontrei falando com Jacob perto de casa.

Prestei atenção e vi ela conversava com ele. Nessie saiu de casa para conversar com ele para que não me atrapalhasse, então foi de encontro a ele. Antes que o mesmo viesse aqui.

Poucos segundos depois tocaram a campainha.

– Entrem. – Falei olhando em direção à porta e dela surgiu os cinco Cullens.

Quando eles viram quem estavam na sala arregalaram os olhos e olharam para mim, aposto que para o filete de sangue que escorria pelo meu queixo. Percebi que eles já estavam com a respiração trancada.

Só uma pessoa me chamava atenção naquele momento e essa pessoa era Edward. Ele estava com as mãos no bolso me olhando profundamente e eles demonstravam uma certa tristeza.

– Eu acho que viemos em uma hora errada. – Rose comentou.

– Alice? – Falei. Ela podia ter vindo em outra hora que eu não estivesse ocupada.

– Desculpe, mas não vi seu futuro. – Ela deu de ombros.

“Jacob.” pensei comigo mesma.

– E que tal vocês voltarem outra hora ou esperar lá fora. Estou um pouco ocupada aqui. – Apontei para Ben que estava parado ao meu lado.

– Nem vem Bellinha, precisamos conversar agora.

Dei de ombros. Eu que não iria parar de me alimentar por causa deles, mas também estava curiosa para saber o que iam dizer só que dessa vez não me alimentaria direto do pescoço de Ben e sim pelo pulso para que eu pudesse prestar atenção neles.

Bloqueei o cheiro do sangue para não os incomodarem.

– Podem respirar. – Falei e peguei o braço de Ben trazendo seu pulso até meus lábios e mordendo em seguida.

Suguei uma boa quantidade de sangue e olhei para os Cullen.

Eles estavam mais relaxados do que tensos, acho que eles estavam começando a se acostumar com a minha alimentação. Vi Edward cruzar os braços e com o semblante sério, ele não devia estar gostando de me ver tomando sangue de outro cara, mas não podia fazer nada aliais eu não estava fazendo nada de mais a não ser me alimentar.

Afastei meus lábios do pulso de Ben.

– Que indelicadeza a minha. Estão servidos? – Falei debochada e estendi o pulso do garoto na direção deles.

– Por favor, termine logo para conversarmos. – Alice pediu.

Dei de ombros e voltei a tomar o sangue.

– Viemos falar sobre uma coisinha que eu vi futuramente.

– Precisa ser mais especifica. – Murmurei com os lábios ainda grudados no pulso.

Eu já estava quase chegando ao limite.

– Viemos falar sobre você nos controlar para irmos embora.

Eu imaginei que isso aconteceria cedo ou tarde, resolvi terminar de me alimentar primeiro antes de falar, assim que terminei Ben se afastou de mim e os outros se levantaram sem dizerem uma palavra saíram de casa como se fossem zumbies.

Levantei e fui até a estante da tv pegar uma toalhinha que tinha ali para limpar meu queixo, assim que o fiz me virei para os Cullen.

– Vocês já devem saber por que vou fazer isso. – Dei de ombros.

– Bella você prometeu que nunca ia controlar minha mente. – Alice disse cruzando os braços.

– E quem disse que eu ia controlar a sua? – Arqueei uma sobrancelha.

– Você teria coragem de controlar a mente de alguém da minha família?

– Se for para garantir a segurança de vocês, não vejo mal nisso.

Alice bufou.

– Tirando o nosso livre arbítrio? Realmente não tem nenhum mal nisso. – Sua voz soou sarcástica.

– Você não entende. – Neguei com a cabeça. – Eu não quero me culpar pela morte de alguém, não de algum de vocês. – Falei especificamente olhando para Edward.

Ele me olhou atentamente com a expressão suavizada.

– Bella, você jamais terá culpa por causa de nossas decisões, não se você deixar nós fazermos nossas escolhas. – Edward falou.

Jasper se aproximou ficando de frente para mim.

– Não entenda mal com o que eu quis dizer já hoje Bella, fui um babaca... Juro que minha intensão não era te culpar, eu só queria que você nos explicasse o que está acontecendo e acabei falando besteira. Eu sinto muito mesmo.

Fiquei pensando em suas palavras, ele tinha razão. Talvez o certo não fosse obrigá-los a fazer algo contra suas vontades e sim dizer a razão de tudo, explicar tudo o que está acontecendo e principalmente contar quem sou eu. Só que para entrar nesse assunto eu tinha que pensar como falar.

Eu também não podia deixar Edward de lado o certo seria afastá-lo de tudo para protegê-lo, mas sou egoísta o suficiente para não deixá-lo longe de mim. Agora eu entendia, eles não tinham culpa nenhuma de tudo que estava acontecendo, mas eu... Ah eu tinha culpa e começaria isso da maneira certa.

Suspirei profundamente.

– Desculpe. – Falei olhando para cada um.

Eles me encararam surpresos.

– Pelo que exatamente? – Emmett questionou.

– Eu é quem estou fazendo tudo errado me desculpe por não contar para vocês o que está acontecendo, me desculpe por cogitar a ideia de manipulá-los. Se tem alguém que está errado aqui sou eu.

– Acho que todos estamos errando. – Alice disse.

– Que tal acabar com tudo isso? Já que somos uma família. – Rose disse sorrindo.

– Família? – Perguntei curiosa.

– Claro Bellinha, você é minha irmã e isso consequentemente faz você e Nessie parte dessa família sem falar que todos a consideram como uma irmã ou filha. – Alice apontou para cada um dos seus irmãos. – E você sabe que já se tornou uma de nós desde o dia que apareceu naquela campina. – Alice deu uma piscadela e seus olhos desviaram rapidamente para Edward, apenas eu vi seu olhar.

Ela estava certa, meu destino já estava selado no momento que eu o vi pela primeira vez e assim seria por toda a eternidade se ele desejasse o mesmo.

– Está certa, acho que está na hora de eu abrir o jogo para vocês. Só que não será hoje. – Eles me observavam atentamente. – Entendam que o que eu tenho para falar não é só sobre mim envolve mais uma pessoa, e eu preciso conversar primeiro com ele, antes de contar tudo para vocês.

– Tudo bem Bellinha.

– Bom pessoal, acho que é melhor a gente indo. – Jasper falou.

– Nos vemos amanhã? – Rose perguntou.

– Maravilha. – Ela abriu um sorriso largo.

– Eu vou ficar mais um pouco preciso falar com a Bella. – Edward se manifestou.

Seus irmãos assentiram e se despediram ficando só eu e Edward na sala. Sentei-me no sofá e cruzei as pernas.

– Fique a vontade. – Falei para ele.

Edward se sentou ao meu lado, respirou fundo e depois me olhou.

– Bella eu queria agradecer por ter salvado minha vida.

Levantei minha mão para que ele parasse.

– Você, não tem que me agradecer, o que aconteceu foi por minha culpa.

– Não Bella, não diga isso você salvou minha vida não sei o que seria de mim se você não tivesse me ajudado, provavelmente estaria queimando no inferno.

Como se fosse possível um cara como Edward fosse para o inferno, nesse lugar não vai pessoas como ele, mas sim como eu.

– Edward, por favor. – Revirei os olhos.

– Bella você me deu mais uma chance de viver... E depois que eu soube que você ficou comigo durante todo esse tempo que eu estive inconsciente, você não imagina o que isso significou para mim. – Seus olhos brilhavam. – Terei uma divida eterna com você.

Senti meu celular vibrar dizendo que eu tinha uma nova mensagem, mas não ia ler agora.

Caramba! Edward estava fazendo tudo errado, será que ele não via que se meteu em perigo por causa de mim, pior quase morreu. Ele não tinha que agradecer, podia fazer qualquer outra coisa me xingar, me contrariar e até mesmo me bater, mas não agradecer.

– Era o mínimo que podia fazer por você. Fiquei ao seu lado porque te prometi mesmo que você estivesse inconsciente que cuidaria até que acordasse.

– Você ficou ao meu lado por que prometeu? – Edward me olhou de um jeito estranho.

– Sim.

Ele desviou os olhos dos meus encarando um ponto qualquer na sala.

Será que ele não entendia o que aquilo significava para mim? Prometer para ele, foi a desculpa que eu consegui para ficar ao seu lado o tempo todo sem que alguém quisesse me tirar de perto dele nem que fosse por alguns minutos e não descobrissem meus verdadeiros sentimentos antes dele descobrir a verdade

– Eu sinto muito pelo estrago que causei, se eu pudesse voltar atrás eu não deixaria que você saísse de casa e muito menos Alice. – Minha voz saiu um pouco sofrida e isso chamou a atenção dele, pois virou o rosto para me olhar. – Eu realmente espero que você não me agradeça de novo por isso, pois a culpa disso tudo foi minha.

– Então você me salvou para redimir sua culpa? – Seu olhar estava desolado.

– Também. – Isso não deixava de ser verdade, mas o motivo principal era outro.

Eu iria revelar agora para ele todos os meus sentimentos. Edward precisava saber que eu o amava, eu não podia mais guardar isso para mim. Confesso que estava nervosa para entrar nesse assunto, jamais senti isso antes por alguém e me declarar então hunf, não sabia o que isso significava, mas estava disposta a passar por todo esse medo e insegurança que sentia. Sim, insegurança por mais que Edward dissesse que me amava eu tinha medo que ele visse que tudo não passasse de um erro que cometeu ou que confundiu seus sentimentos com o amor que acha sentir por mim na verdade não fosse nada mais que uma atração ou uma paixão passageira. Porém eu estava firme na minha decisão.

– Edward, tenho um assunto importante para tratar como você. – Falei olhando profundamente em seus olhos.

– Sobre?

– Nós dois.

– Nós? – Ele franziu o cenho, mas era nítido ver que ele estava nervoso.

– Sim. – Respondi desviando o olhar brevemente, eu estava tão nervosa para dizer eu parecia até uma adolescente que vai se declarar pela primeira vez para alguém, o que de certa forma eu era.

Voltei a olhar nos seus olhos assim que criei forças, mas ao olhar vi medo estampado neles. Eu não entendi exatamente por que o medo, mas perguntaria sobre isso depois.

Agora eu precisava dizer com todas as letras que eu o amava.

– Edward, eu... – Mais antes que eu terminasse de dizer as duas palavras que ainda faltavam ele se levantou num rompente impedindo que eu terminasse de dizer.

– Espera Bella. – Sua voz saiu agoniada?

Eu não estava entendendo mais nada.

– Eu preciso ir. – Ele disse agora com um certo desespero.

– Ir? – Encarei-o confusa. – Para onde?

– Para minha casa... Eu me lembrei que tenho algo importante para resolver lá.

Eu não queria que ele fosse embora, eu pensei que depois que eu dissesse que o amasse ele poderia passar o dia comigo.

– Tudo bem, mas pelo menos deixa eu terminar de dizer o que comecei.

– Não. – Ele quase gritou. Qual era o problema dele afinal? – Desculpe, mas realmente eu tenho que ir agora.

– Tem certeza que está tudo bem?

Ele assentiu sem me olhar. Eu sabia que ele estava mentindo, mas não o contrariaria e outra eu não queria dizer que o amava para ele ter que ir embora logo em seguida.

– Até amanhã Bella. – Ele disse e saiu sem mal se despedir de mim.

Ele enlouqueceu? Só podia ser.

Eu que não ficaria me lamuriando a noite sozinha.

Dei de ombros, não tinha nada para fazer agora. Hum, na verdade eu tinha sim. Eu precisava ligar para meu irmão.

Quando abri o celular vi que tinha uma nova mensagem, lembrei-me que quando estava conversando com Edward ele tinha vibrado. Abri a caixa de mensagem que estava escrito:

Mamãe fui passar a noite com o Jake, encontrei a família Cullen e eles disseram que Edward está com você, então faça bom aproveito. Beijinhos.

Que ótimo, Nessie nos deixa em paz e Edward vai embora, pelo visto vou passar o restante do dia e noite sozinha. Disquei o número do meu irmão e esperei ele atender.

– Quem é morto-vivo sempre aparece. – Meu irmão disse debochado.

– Você não faz ideia. – Murmurei. – É por isso que te leguei.