Notas iniciais
Bom, caros leitores esse é o epílogo e o final da APE, espero de coração que todas tenham gostado e se sintam felizes com o final :D Obrigada pelo carinho e dedicação por todas as recomendações e comentários foram estes seus gestos que me incentivaram ir até ao fim da fic, se não fossem por vocês nem sei o que seria da APE. Notas finais terá a descrição da nova fic que virá e que também será do nosso casal Beward *-* espero que gostem tanto da A primeira Eterna e boa leitura...

POV BELLA

Meus passos leves e silenciosos quase não se fazia som pela imensidão do corredor frio e escuro pelo qual passava. Apenas os leves estalos do fogo nas tochas mal iluminando o corredor se fazia presente no ambiente.

O tempo tinha se passado desde a última vez que estive aqui. O local ainda se mantinha intacto mesmo depois de tantos séculos. Não podia deixar de varrer o espaço com meus olhos.

O ambiente foi se iluminando conforme me aproximada da porta a qual eu desejava chegar desde que pus meus pés aqui em Volterra.

O vampiro que fazia a guarda imediatamente saiu do ambiente me deixando sozinha entre eu e aquele que eu desejava muito ver depois de tanto tempo. A figura do homem caído no chão fedendo a cachaça impregnava o único odor desprezível no ambiente.

Aproximei meus passos até a porta e ignorei o resmungo que saiu pela boca do homem adormecido.

Não hesitei em abrir a porta e através dela pude visualizar perfeitamente a silhueta de James encostado no canto do pequeno quarto. Um sorriso se apoderou nos meus lábios. Ele parecia tão fraco e tão... frágil.

– Finalmente veio me ver, Isabella! – Encarei os olhos completamente escurecidos pelo desejo de sangue. Seu estado era deplorável, seu corpo parecia mais seco e suas roupas ainda eram a mesma da última vez que vi. – Está mais linda desde a última vez que a vi. Faz quanto tempo? Uma semana? Um mês?

Gargalhou.

– Está longe disso, mas para te deixar a par do tempo. Se passou apenas um ano.

Finalmente chamei a atenção dele. Seus olhos se arregalaram e a surpresa apareceu estampar em todo seu rosto, porém pouco durou, pois o mesmo foi tomada por uma gargalhada.

– Um ano não é nada comparado com uma eternidade pela frente.

– A partir do momento em que desejar a morte. Ela pode se tornar seu inferno pessoal.

– O que quer dizer com isso?

– Vejo que os Volturis não tem o alimentado adequadamente. Quanta falta de desconsideração. – Fugi do assunto.

– Você poderia me ajudar com isso!

– Mesmo?

– Sim, aquele rapaz jogado ali no canto está me torturando há horas. Seu cheiro chama por mim. Minha boca saliva só de uma gota de sangue tocar minha boca.

– Muito bem, James. – Usei meu dom e arrastei o corpo do individuo até o vampiro praticamente morto-vivo.

Ele me olhou desconfiado, mas quando seu cheiro inalou o cheiro do sangue tão próximo de si, não resistiu tamanha a tentação e avançou tomando todo o sangue do homem. Com tanta ânsia e desespero terminando minutos depois.

Mais uma vez ele gargalhou se jogando no chão. A boca toda ensanguentada.

– Não consegue me ver sofrer não é mesmo, doce Isabella? – Minhas sobrancelhas se uniram brevemente. Usando novamente essa forma de me chamar, se não me controlasse poderia acabar com ele exatamente aqui. Não poderia fazer isso e dar a ele simplesmente a morte.

Minha expressão se suavizou e um pequeno sorriso surgiu nos meus lábios.

– Na verdade eu o preciso em sã consciência. Quero que você esteja bem e forte para o que está por vir.

– Terei que lutar com alguém? – Perguntou em deboche.

Dessa vez foi minha vez de soltar um riso em deleite.

– Oh não. Vim aqui para puni-lo por todos os seus atos.

– Se você não consegue ver. – Ele esticou os braços mostrando a vista ao seu redor. – Eu já estou sendo punido.

– Não, James. Este lugar foi apenas sua prisão temporária. A única que fará você sofrer pelos seus atos será apenas eu.

Abri o meu melhor e mais diabólico sorriso. Toda a arrogância no rosto de James sumiu no mesmo instante.

A oportunidade de abrir a boca foi somente de um grito apavorado quando avancei na sua direção.

[...]

– Onde estamos? – A voz de James saia apavorada contra o pano que cobri seu rosto.

– Achei que fosse esperto James, sempre foi tão seguro de si.

– Está quente aqui, sinto como se eu estivesse queimando. – Ele tentou se debater contra a corrente que prendia suas mãos.

– Você não está, ainda.

Eu tinha que concordar com ele. Aqui estava mesmo quente, apesar de estar apenas a poucos minutos aqui. O calor se tornava insuportável a medida que ficava mais aqui.

– Isabella! – Ele gritou o medo era nítido no seu tom de voz.

– James, James e James. – Acariciei seu rosto por trás do capuz com minha mão. – Você agora só terá que aturar minha prisão. – Encostei meu lábio próximo do seu ouvido. – Pelo resto da eternidade.

– O que? – No mesmo instante tirei o capuz e seus olhos piscaram fortemente.

O lugar era tão quente que podia irritar até mesmo os olhos de um vampiro com a alta temperatura.

Assim que seu olhos focalizaram o lugar. Pude ver o pavor tomar conta de si e tentava a todo custo se soltar das correntes.

– Não, não. Me solta. – Ele disse amedrontado. – ME TIRE DAQUI. – Gritou outra vez.

– Sabe James, eu pouco trago alguém aqui. Ela precisa me aborrecer verdadeiramente para vir neste logo. Mas olhe só a sua volta. Você não é o primeiro.

Peguei seu queixo com minha mão e o guiei na direção ao qual eu queria que ele visse.

As duas figuras uma em cada lado oposto do outro. Quase era reconhecível como um corpo. Um deles só podia ver do nariz para cima e seus braços esticados presos também pela corrente. Os olhos fechados. Já o outro tinha o rosto submergido. Nem valeria a pena mais erguer o rosto.

– Reconhece eles? – Perguntei ao James que ainda mantinha seus olhos fixos intercalando de um para outro. – Oh sim, Vladimir e Stefan também tiveram o que mereceram.

O calor começava a se tornar insuportável. Era melhor eu me apressar ainda tinha um compromisso. Apesar que eu adoraria ficar aqui por horas e ver James sofrendo.

– E sabe o que é o pior? Eles ainda têm consciência. Eles têm a plena consciência da dor que estão sentindo.

Escalei facilmente a rocha até alcançar a corrente desprendendo-a do anel fincado na rocha. O movimento chamou a atenção de James e imediatamente ele olhou para cima diretamente para mim.

– Não, por favor. Não faça isso. Eu te imploro. – Ele pediu. – Faço qualquer coisa, por favor, não me deixe aqui.

– Eu te implorei muitas vezes e você nunca me deu uma chance. Conviva com seu próprio veneno. – Disse ríspida.

Fui abaixando seu corpo lentamente em direção à lava. James tentava se balançar.

– Como você mesmo disse, nós vampiros temos uma eternidade. Pena que para você não durará tanto, mas o tempo irá passar dolorosamente lento. – Estalei a língua como se eu lembrasse de algo. – Ah fique a vontade para gritar, uma hora não terá nem forças para isso, quando a lava começar a subir lentamente pelo seu corpo. Ano após ano.

– NÃO, NÃO, NÃO!!!

Seu grito de dor foi ensurdecedor quando deixei que seus pés afundarem na lava e fui aprofundando mais seu corpo nesse denso fogo que parecia liquido. Seria generosa e daria anos a mais para a curta eternidade de James e diferente de onde coloquei os outros dois vampiros afundados até a altura do peito. Para James eu colocaria na altura da cintura.

Os gritos dele continuavam, mas jamais alguém escutaria. Estávamos a metros e metros de profundidade da pequena fissura do vulcão. Não há tecnologia humana que possa chegar nem mesmo perto. Qualquer um que tentasse entrar aqui, já teria morrido pela metade do caminho.

– Pode até tentar fugir, no entanto não tem mais forças para isso. – Me virei para subir. – Agora se me der licença tenho a minha imortalidade para aproveitar com minhas filhas.

Escalei apressadamente o vulcão e a voz de James ecoou pelo lugar onde ele estava.

– Maldita seja. ISABELLA SWAN.

Dei um pequeno sorriso continuando a escalar até a superfície.

[...]

– E quase que você perde o casamento.

Revirei os olhos.

– Alice, Bella chegou uma semana antes, da pra parar de ser chata? – Rose xingou ela.

A baixinha não deixou por menos e mostrou a língua para a irmã.

– E você Rose onde já se viu? Usar um vestido preto para o casamento?

– Para mim isso está mais para um velório que para um casamento. – Resmungou olhando em volta. – Olha só esse lugar. Pensei que fosse bonito.

Essa era Rose sempre deixaria clara o seu ponto de vista.

– Não fale assim.

– Não importa, não perdemos nada nos proibindo de colocar os pés aqui.

– Vem cá, por que nesse tipo de cerimonia vocês tem que estar do meu lado? – Questionei cansada. Olhando para frente.

– Faz parte da formação Bellinha e a praia está linda Rose.

– Linda? O céu está tão fechado que parece que a qualquer momento vai cair um temporal, a areia fica entrando no vão do salto, e esse vento não está colaborando nada com o nosso cabelo.

– E agora quem está fazendo drama? O céu está nublado como sempre foi sem previsão alguma de chover. A areia não nos incomoda e vento? Que vento que é esse? Nem um fio do seu cabelo está saindo do lugar.

– Mais que merda. Será que as duas não da para calarem a boca? – Me exaltei.

Era sempre assim, estávamos juntas o tempo todo, no entanto, de vez em quando surgiam essas pequenas discussões.

– Magoou Bellinha.

Esme se aproximou de cara feia passando por todos os convidados esperando pacientemente pelo inicio do casamento.

– Agora já chega às três. Alice e Rose não quero mais nenhuma palavra. – Bradou furiosa.

Não contive o sorrisinho de satisfação.

– E você Bella, controle sua língua. Estamos no casamento da sua filha. – Se antes eu tinha um sorriso ele morreu no mesmo instante que fui repreendida por Esme.

A gargalhada de Emmett assustou a todos os convidados. Tanto ele, como Jasper e Carlisle, e os outros dois lobos e o membro do conselho estavam de frente para nós, porém ao lado direito junto ao noivo.

Sue e Leah soltaram um pequeno risinho.

Por sorte não tem ninguém que eu conheço e que acabaria completamente com a minha figura no mundo sobrenatural. O que os Volturis diriam se me visse em tal situação ou pior Jane. Não quero nem imaginar. Ou quase isso, pois meu irmão ria abertamente no seu lugar entre os convidados ao lado de sua esposa Claire e Nate.

E então a musica de entrada da noiva começou a tocar.

– Se comportem. – Esme sussurrou antes de abrir um glorioso sorriso e olhar na direção de onde a noiva vinha.

– E esse é só o primeiro casamento. – Alice provocou sussurrando no ouvido de Rose tão baixo para Esme não ouvir, mas não tão baixo para mim.

E então nada mais a minha volta importava. Vanessa estava excepcionalmente linda. Seu vestido leve seguia o movimento do seu corpo. E a coroa de flores em sua cabeça deu um toque a mais. Tornando-a encantadora.

Edward a guiava com um genuíno sorriso distribuindo aos convidados com sua total elegância dentro do terno escuro.

Nossos olhos se encontraram como sempre e uma piscada com um olho esquerdo o deixou com cara de um garoto travesso.

“Você está linda.” Edward sussurrou na minha mente.

Abri um sorriso em agradecimento. Quando meus olhos voltaram para o de Vanessa percebi que ela e Seth se fitavam intensamente. Assim como foi comigo e com Edward.

Quando soubemos que eles decidiram se casar depois de meses juntos. Foi uma surpresa para todos, não em relação ao tempo, mas todos nós imaginávamos que quem casaria primeiro era Nessie e Jacob por estarem a tanto tempo juntos.

Minha filha, de fato não me surpreendeu tanto assim. Vanessa se apaixonou perdidamente por Seth em pouco tempo, tanto que na primeira oportunidade os dois não deixaram escapar e logo quiseram o casamento.

Hoje era dia deles. Um sentimento forte que só ambos podem sentir melhor que qualquer um.

O casamento se torna glorioso para ambos os noivos.

Edward deu um beijo na testa de Vanessa antes de entrega-la ao Seth. E sendo o mesmo como sempre, pediu para Seth cuidar de um dos seus maiores tesouros.

A cerimonia não foi demorada, era tão rápida quanto no religioso. A parte mais meiga para mim foi o momento que Nessie trouxe as alianças. Minha filha estava tão linda e dando um sorriso fortalecedor para sua irmã me fez ver que Nessie agora finalmente tinha aceitado a irmã de coração.

Claro que eu sabia, Nessie jamais esqueceria o que Vanessa fez eu também não esqueceria, mas assim como eu. Ela aprendeu a perdoar a irmã e agora eu sentia que finalmente poderíamos ter paz.

Após a casamento fomos comemorar a festa magnifica que Alice tinha organizado coma a ajuda de Emily que mostrou como eram o seus costumes, tornando algo com um toque rustico e glamour.

Os dois riam juntos ao centro da mesa.

Meu olhar caiu sobre a fogueira um pouco mais afastada da festa. Um gesto de mostrar que estavam comemorando. O fogo me hipnotizara com sua forma dançante das chamas.

Uma mão tocou a minha coluna exposta pela abertura que tinha atrás.

Senti sua mão descendo pelo meu corpo e para minha surpresa quando virei para encarar Edward o mesmo estava agachado.

– Edward? – Intriguei-me com seu ato.

Ele ergueu a cabeça e esboçou um lindo sorriso e delicadamente ergueu meu pé apoiando em cima do seu joelho.

Suas mãos entraram em contato com a minha pele trazendo aquele famoso formigamento gostoso.

– Você não precisará deles agora. – Murmurou desfivelando o meu salto.

Estreitei os olhos, porém não pude deixar de sorrir.

Assim que se livrou do primeiro salto. Edward ergueu um pouco meu vestido e acariciou minha pele com seu rosto.

– Tão macia. – Beijou minha perna. – E mais ainda deliciosa.

O gemido escapou entre meus lábios. Não sentia vergonha de ficar facilmente entregue a ele.

Ele logo tratou de repetir os movimentos com meu outro pé e assim que terminou se levantou sem deixar de afastar suas mãos do meu corpo, apertando em uma curva ou outra mais intensamente.

Fechei os olhos sorrindo diante da sensação de plenitude.

Apenas um leve contato teve entre nossos lábios sem nenhum beijo surgir.

– Senhora Cullen. – Seu hálito soprou no meu ouvido direito quando ele seguiu adiante. – Me concederia a honra dessa dança?

– Musica dos Quileutes não são nenhumas clássicas, percebeu isso, não? – Abri os olhos fitando profundamente seus olhos incrivelmente brilhantes que me observava com todo fervor.

Um sorriso já estava presente novamente no meu rosto.

– Não precisa ser clássica. Ainda assim é musica.

Edward fez um gesto com as mãos e agachou o corpo estendendo em seguida sua mão esquerda para mim.

– Irá me dar essa honra?

– Será uma honra.

Ele se levantou e aproximou nossos corpos ditando a dança. Eu o seguia com tranquilidade. Nunca deixando nossos olhares se desencontrarem.

– Como está se sentindo?

Pensei em responder a resposta automática porque era como me sentia, mas encarando seus olhos pude entender que não era de hoje e sim em relação a tudo.

Edward sabia de tudo que aconteceu em relação ao James. Contei o que fiz e não me arrependo de nada. Ele como sempre foi compreensivo comigo.

– Sinceramente?

– É a única coisa que peço. – Tocou sua testa com a minha.

– Pela primeira vez me sinto completa. Sem receios ou aquelas duvidas em “sem sentido de viver”, já não existe mais. Tudo o que eu sempre quis, finalmente agora eu tenho.

– E você me concedeu essa felicidade. Ter você, Nessie e Vanessa significam minha vida.

– Assim como vocês três são tudo isso para mim.

Suas mãos foram para minha nuca.

– Acho que agora podemos começar com o feliz para sempre. – Ele falou.

– Isso começou assim que tive nossa família unida.

Edward sorriu antes de se aproximar e dessa vez selou nossos lábios com mais um beijo perfeito.

A eternidade nunca fez tanto sentido como agora.

Notas finais
Bom ai vai a sinopse da nova fic que postarei nessa semana: No mundo dos bruxos existe uma bruxa na qual é uma comensal da morte, mas qual será seu verdadeiro objetivo? Pouco conhecida, mas que fará muita diferença. Esta Isabella Evans Swan irmã mais velha de Lilian Potter. Depois de tantos anos afastada e sem ter ouvido falar dela, novamente ressurge no famoso castelo de Hogwarts justamente na época que seu sobrinho entra como novo estudante. Qual objetivo disso? Muitos segredos a envolvem e de qual lado realmente está? Bem ou mal? Marcas e escolhas do passado definiram sua vida. Agora só decidir seu futuro. Ela estava decidida no que queria, mas com um jovem vampiro entrando no seu caminho a faz ver que existem mais sentimentos trancados dentro de si do que imaginava
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!