Notas iniciais
EAÊ, SEUS LINDO! Titia tá de volta! NÃO ME XINGUEM NO FINAL DESSE CAPÍTULO. A INTENÇÃO ERA DEIXAR BEM MELZINHO COM AÇÚCAR NO JEITO MAIS NICOLE POSSÍVEL. Divirtam-se. P.S.: Não leve tudo a sério.

Minha garganta já estava doendo porque eles não se contentaram com apenas uma música. Não é fácil dar uma de Emma das Spice Girls. A bichinha canta, viu...

Quando olhei para a minha banda, opa, quer dizer... para as minhas companheiras de cantoria, elas estavam jogadas uma em cima da outra. Sophia e Camila observavam a paisagem, enquanto Ariel e Jamille checavam algo nos celulares delas. De repente, escutei um choro bem baixinho.

— Eu quero falar com o meu pandinha! — Ariel sacudia o celular, como se isso fosse fazer o 3G voltar a funcionar.

— Calma, Axl. Quando chegarmos em terra, você sobe numa árvore e liga pra ele! — disse Jamille, da maneira mais calma possível.

E foi só ela terminar de falar que o Osvaldo gritou:

— BEM-VINDAS À CAMETÁ, ESPAICE GRUELS!

— Finalmente! Minha bunda tava criando raízes nesse banco! — Clara levantou, se espreguiçando.

— Mas agora tem um detalhe: cês vão ter que pagar a carona — disse Ronescley, o amigo de Osvaldo.

— PAGAR???? COMO ASSIM, MOÇO? Nós somos as Spice Girls! — Ineda fez pose.

— Mesmo assim. Nós não trabalha de graça não.

— A gente pode dar um ingresso do nosso show!!!! — Ana sugeriu.

Nós nos olhamos, enquanto Ana sorria de orelha a orelha, como quem diz “salvei a gente dessa”. Só que não.

— E aí, Osvaldo? — Ronescley gritou.

— Só se for pacote de dez. Tem a patroa e a parentada toda! — ele disse, se aproximando do nosso carro.

— Ahn... Tudo bem! — eu sorri, meio sem jeito. — Nos encontrem na praça da cidade, às 20 horas. Estaremos lá com os ingressos de vocês.

Enfim, eles nos deixaram passar. Clara meteu o pé no acelerador e partimos a mais de 100 quilômetros por hora. Dentro do carro, ouvimos o sermão que Ariel deu à Ana, dizendo para ela não tomar mais certas decisões sozinha. Não demorou muito e logo Ineda se meteu, defendendo a amiga do sermão. O carro se tornou um caos de novo. Era Ariel gritando, Ineda ainda mais, e Ana chorando no meio, gritando também. Para resumo da ópera: todas se calaram assim que a nossa motorista desmiolada deu uma puta de uma freada.

— CADÊ. O. LUDURANA’S. MÓVEL? — disse ela, pausadamente.

Eu me aproximei do vidro da frente e não havia nenhum sinal do Andrécóptero. Nenhum barulho, nem vento, nem nada! Até que Camila colocou a cabeça para fora do teto solar e disse que tinha um objeto estranho e grande à direita.

Jamille puxou a Darwin o mais rápido possível para dentro do veículo, antes que ela voasse que nem aconteceu com o Gabriel. E foi aí que encontramos o Ludurana’s Móvel parado, com cinco meninos “desmaiados” lá dentro. Clara estacionou a pick-up logo ao lado e todas nós descemos correndo.

A porta estava meio aberta, e a cena que eu vi ali jamais seria esquecida: André estava babando no banco da frente, e logo ao seu lado, apoiado em seu ombro, estava Gabriel. No bando de trás, Filipe se encontrava hibernando dormindo, Davi, deitado sob as coxas de Filipe, e o Caio estava virado para o lado da porta, com os óculos tortos devido à posição. Tivemos uma pequena crise de risos e Jamille tirou um monte de foto desse momento bem gay fofo.

Clara pediu para que Jamille gravasse tudo no novo celular HD dela, enquanto ela chegava na delicadeza de sempre, dando um tapa na cabeça do André, que logo berrou como uma corneta, fazendo com que todos os meninos acordassem assustados. Filipe se assustou ainda mais com o Davi naquela posição, e jogou o coitado no chão do Andrécóptero. Caio riu e desceu do Ludurana’s Móvel. Ele abraçou todas nós (milagre!) e depois esperou até que o resto dos meninos saísse de lá também.

Filipe saiu bocejando e arrumando a camisa. Logo atrás dele, Clara ajudava Davi a se levantar. André saiu que nem um doido quando viu a namorada dele, e Gabriel me abraçou bem forte quando também saiu de lá. ♥

Agora que estávamos todos juntos, não sabíamos para onde ir, onde dormir, o que fazer... Jamille disse que a casa da avó dela era meio longe do centro, e mesmo que fôssemos para lá, ainda teríamos que fugir dos caras da balsa.

Nós simplesmente resolvemos ficar por ali mesmo.

Os meninos pegaram uns troncos de árvores que estavam jogados pelo chão para servir de acento, e depois nos sentamos. Aquela não era a estrada principal que levava ao centro, então estava tranquilo passar a noite por ali. Já era 18h30 quando olhei no relógio do Gabriel. Eu sentei ao lado dele, com Maria e André à minha esquerda, Davi e Clara à direita do Gabriel, Filipe e Jamille, Caio, Ana, Ariel, Sophia e Camila à nossa frente.

— E agora, gente? O que faremos? — perguntei.

— Sei lá, tanto faz — Mary respondeu.

— “Tanto faz”. Legal, fera. Como é isso? — Gabriel falou e recebeu um olhar maligno do Dedé.

— Coloca uma música aí, Davi — André sugeriu.

— Laje, laje, a galera da laje... — Filipe começou a tremer.

— Ai, não! Para! — Clara reclamou.

— Tudo menos brega — Ariel se manifestou.

Davi colocou uma música eletrônica, mas logo eu o atrapalhei, colocando uma totalmente lenta. Todos me olharam com caras feias e Davi pausou a música dele.

— Desculpa, gente. Não pude evitar. Olha esse clima! — eu sorri.

— Que clima? — Jamille me olhou torto.

— Ihhh... Menina louca! — Ariel murmurou.

— Awwwwn, Ni!!! Concordo. Tá tão romântico! Olha você e o Gabriel, a Maria e o André... Awwwn! Cadê meu gatão de Salinas pra me abraçar? — Ana miou, fazendo com que todos rissem.

Eu logo fiquei toda vermelha (novidade). Gabriel me deu um beijinho no rosto e eu segurei suas mãos. André e Maria já estavam no décimo quarto beijo, enquanto todo mundo observava aquela evidente demonstração de afeto com cara de paisagem. Jamille estava com o celular na mão e Filipe pedia para ver as fotos e o vídeo que ela tinha feito. Davi estava falando alguma coisa e Clara colocava a mão no rosto, rindo desesperadamente (ela é maluca). Ariel ainda procurava algum sinal de internet ou qualquer outra coisa para que pudesse falar com o Adams. Já Caio e Camila estavam conversando sobre seus óculos e graus, enquanto Sophia, Ineda e Ana falavam sobre alguma coisa que eu não consegui descobrir.

A noite havia chegado e somente os celulares nos deixavam ver o rosto de cada um. Filipe se ofereceu para ir pegar uns galhos e fazer uma fogueira, e Jamille se ofereceu para ir junto. Eles foram e nos deixaram à luz do celular, enquanto Sophia teve a brilhante ideia de fazermos um joguinho bastante conhecido, chamado Verdade ou Desafio. De início, o pessoal se negou a brincar, mas depois eu os convenci, afinal, teríamos que fazer alguma coisa antes de voltarmos à estrada. E isso serviria também para que nos distraíssemos um pouco de todo aquele caos da cidade que deixamos.

Ineda foi até o carro e pegou comidinhas e algumas bebidas. Nós comemos e bebemos até que Filipe e Jamille chegassem. Ele colocou os galhos em boa posição, e então Clara tirou um isqueiro de dentro do bolso da calça (não me pergunte como, nem eu entendi da onde aquilo surgiu) e acendeu a chama da fogueira.

No final, a fogueira estava pronta e todo mundo tinha comido e bebido... O jogo enfim podia começar!

Notas finais
NÃO ME CULPEM! ESSE CAPÍTULO SAIU MAMERDA MERMO! BEJO NO CORE! BOA SORTE PRA QUEM VAI CONTINUAR HE HE HE
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.