Notas iniciais
Bem no final do capítulo não da pra entender muita coisa, mas continuem lendo que as melhores partes virão. Deixem reviwes por favor...
XoXo ALy

Minha mãe não parava de me chamar:

—Lissy, vamos! Você passou o dia inteiro no salão! Está com as unhas, o cabelo e maquiagem impecáveis! — ela gritou.

—Mas mãe, eu só preciso de ... me arrumar mais um pouquinho, por favor! — gritei de volta.

Depois ela parou de me chamar e percebi que ela veio até meu quarto. E, por incrível que pareça, ela não ficou surpresa ao me ver sentada na beirada da cama, expirando e inspirando, ou seja, fazendo exatamente nada.

Eu tentava criar coragem para ir a uma festa em que meu... pois é, namorado iria falar a todos que estavam presentes que estávamos namorando há dois meses. Eu estava nervosa e feliz ao mesmo tempo, mas, afinal não havia com o que se preocupar.

—Lissy, filha?! — minha mãe estava sentada ao meu lado na cama, me libertando dos meus pensamentos.

—Oi mãe — respirei fundo.

—Filha eu sei que você esta nervosa por causa do Derek e da festa, — ela estava tentando me reconforta, né? — mas filha hoje vai ser ''a noite perfeita'' da sua vida, você vai fazer 14 anos e você e Derek se assumiram em público, o que poderia ser melhor? Hein?! — sim, ela me acalmou, como só ela sabe fazer.

—Tá Bom! Vamos pra minha festa — é, era o meu ''niver'', que tanto esperei.

* * *

Quando chegamos na festa tudo estava maravilhoso! A decoração estava simples e elegante, do jeito que eu gostava. Eu não gosto daquelas festas em que geralmente se gasta milhões e e que tem mais de 100 convidados, mas eu sempre vou nelas, apenas por respeito a quem me convidava. E meus pais fazem o mesmo.

Quando chega a época do meu aniversário, como eu não gosto de festas da ''alta sociedade'', só são convidados as pessoas mais íntimas, então os socialites não são convidados. Mas nós , os Green Richer, temos uma desculpa: meus pais escreviam cartas à mão, com aquelas letras impecáveis, para eles com suas ''sinceras desculpas'' (blá, blá, blá) explicando que minha festa seria simples e só para parentes...E depois dos 12 anos, eu que tive que escrever. Urgh! Minha mão dói durante três dias!

* * *

O primeiro convidado a chegar, me deixando doida e sem graça, foi Derek. Ele estava lindo, melhor, perfeito! Ele usava um terno cinza, sem gravata, com sapatos brancos e seu cabelo estava ''espetado'', parecia que havia imãs naqueles fios.

—Hey Lissy– ele veio até mim e me beijou, corei pelo fato de minha mãe estar do lado. Ele pousou seu braço em meus ombros, me fazendo ficar de frente à minha mãe. — Senhora Green, com todo respeito, você está deslumbrante, assim como sua filha — ele acrescentou olhando para mim.

—Obrigada, eu irei receber seus padrinhos Anny e John, Lissy. Se vocês me dão licença. — quando ela terminou de falar ela ergueu, discretamente, uma sobrancelha para mim.

—Então, — Derek se virou para mim e pôs os braços em minhas costas, me ''grudando'' a ele — feliz aniversário, Lissy– ele me beijou, me deixando corada, novamente.

—Obrigada — eu sussurrei.

—Bem, seu presente está em sua casa, espero que goste, seu pai me deixou por lá. Quem diria, Sr. Robert Green permitiu que Derek Baker namorasse sua filha, hein? — nós rimos e ouvimos nossos amigos nos chamar, eles estavam surpresos com a cena que viam, pois não havíamos contado a eles. Eu disse:

—Oops! Eles descobriram! Temos muito o que explicar... — rimos e fomos até eles.

* * *

Todos estavam na festa, meus amigos, meus parentes, meus pais, Derek, minha família. Meu refúgio.

Cantamos os parabéns e Derek fez um discurso lindo, comecei a chorar e minha mãe sussurrou no meu ouvido:

—Ele gosta mesmo de você, Lissy, ele é como você imaginou seu primeiro namorado... — eu abracei ela e agradeci ela e meu pai pela festa e fui até Derek.

—Você é perfeito demais!

—Eu sei ...

—E convencido! — nós rimos e eu o beijei.

* * *

Eu estava muito feliz. Os convidados indo embora, até que haviam apenas dez pessoas na festa.

Eu ouvi um som forte, um baque. Desesperei, eu sabia que havia sido um tiro e alguém havia sido baleado, pois no momento seguinte do tiro eu ouvi um grito curto e agudo. Todos correram para o som do grito agudo, era bem na porta de entrada da festa. A pessoa baleada provavelmente morreu na hora. Conseguia-se ver o corpo nitidamente, a rua estava totalmente iluminada.

Alguém gritou, a primeira pessoa a identificar o corpo, eu havia gritado. A pessoa morta, era minha Mãe.

Eu desmoronei, meu corpo todo tremia, eu chorava enquanto Derek me abraçava e meu pai chorava ao meu lado. Eu tentava gritar, mas tudo que saía eram soluços e respirações pesadas.

Ela estava morta. Minha mãe, morta. Minha melhor amiga, não respirava mais. Meu refúgio, minha família, destruídos. Sem ela, eu e meu pai éramos uma família sem harmonia.

* * *(7 dias)

Meu pai estava na sala de estar, sentado no sofá branco de dois lugares que geralmente ele se sentava com minha mãe. Ele queria conversar comigo, então eu sentei ao seu lado e ele começou a falar:

—Lissy, querida eu e sua mãe queríamos lhe contar juntos mas devido — ele tossiu — as circunstâncias, você saberá somente por mim. — eu não entendia nada mas eu sabia que era importante.

—Ok, pode dizer, pai. E me diga logo por que eu não estou entendendo nada dessa conversa, e eu sou uma boa ouvinte.

—Lissy desde 1932, nossa família sofre uma perseguição por uma família de assassinos. Desde muito tempo atrás nós temos algo que essa família quer. Todas as meninas que nascem com o sangue Green Richer possuem uma proteína no DNA, chamada PPV(Proteína Pós-Vida). Ela serve para curar qualquer doença, machucado, em instantes. Mas ela só funciona quando corpo para de funcionar, quando o corpo está totalmente inativo.

“Essa família que eu lhe falei, que nos persegue há anos, são os Gregorie. Eles são treinados para nos matar, eles querem exterminar toda a família Green Richer há anos, mas não podem, por nossa família resistir a seus ataques e pelo medo da notícia da proteína se espalhar. Eles a querem, e somente para si mesmos.

Você é quem possui a proteína no corpo, pois é a única menina sem ser adotada da família. Eles sabem que só têm você como 'herdeira' da família. E mataram sua mãe como um aviso.

Eles gostam da perseguição, não sei por que, e é por isso que você têm que se mudar, querida e para longe. Não precisa ser para outro país, apenas para longe de suas raízes. Pois quando eles cansarem da perseguição, eles não irão parar até que eles consigam o que querem. Mas até lá você terá que fugir. Eu sinto muito, Melissa.“

Eu estava aterrorizada, infeliz, desmoronando novamente. Eu chorava no colo do meu pai, mas eu havia entendido. Eu era uma boa ouvinte e compreensiva de mais para não fazer o que meu pai me disse.

Era uma fardo muito pesado para alguém de apenas 14 anos, alguém que teria que ser forte no espírito e forte na defesa física. Agora eu entendia o treino de tiros aos 12-13 anos, a defesa em uma luta dos 8-13 anos. Meu físico estava pronto há um ano. Quanto ao espírito...Eu sabia que era forte o suficiente para superar, mas não seria fácil.

Meu pai me disse que manteria contato e que os meus ''guarda- costas'' temporários ( só permaneceriam 2 meses comigo) iriam me explicar tudo durante a viagem.

Eu tinha 2 dias para me despedir de NYC, amigos, arrumar as malas e... me despedir de Derek. Quem eu sentirei a mesma falta que sentirei de meu pai. Mas eu não podia envolvê-lo nisso, eu tinha apenas que falar que iria embora, que sentia muito e pedir as ''sinceras desculpas'' — que eram MUITO sinceras.

* * *( 2 anos)

Notas finais
Gostaram? Deixem reviwes...Se não entenderam muito eh pq muitas coisas viram para completar a fic. E vcs descobriram o presente de Derek nos proximos capitulos.
E depois eu posto um site que tera a festa e as roupas da Melissa e do Derek.
Eu sei que a Melissa vai sentir falta de sua mãe, mas ela vai superar...
XoXo ALy