A Pequena Lady De Ferro
28 O Novo Elemento
Notas iniciais
JULIE
Voltei do aeroporto e fui direto encontrar Pepper. Me sentia culpada, precisava falar com alguém que me intendesse. O governo estava pressionando o meu pai para entregar sua armadura e a descoberta da Lady de Ferro só agravara ainda mais a situação. Agora o Coronel Rhodes estava com uma das armaduras e o meu pai estava doente.
— Pepper posso falar com você? — perguntei.
Pepper estava analisando alguns papéis da empresa. Largou-os e se dirigiu a mim:
— Claro querida — ela notou que eu estava inquieta — O que aconteceu Julie?
Eu me aproximei e sentei ao seu lado.
— Eu quero contar uma coisa, só que você tem que prometer que não contará para o papai — eu disse.
— Sabe que pode confiar em mim para contar qualquer coisa — ela me disse.
— Eu sei é que...- respirei fundo. Sabia que deveria contar para alguém — Eu sou a Lady de Ferro. Ela é minha criação.
— O quê? — o rosto dela ficou totalmente pálido — Você tem ideia do quanto se arriscou?
— Eu queria que papai tivesse orgulho de mim, mas agora ele está sendo pressionado a entregar as armaduras dele por minha culpa.
— A culpa não é sua Julie. Grande parte da culpa é do Tony por ele ser tão irresponsável às vezes — Pepper me acalmava com seu olhar sereno — Você tem que contar a ele.
— Eu sei, mas não sei se consigo agora — eu disse. Queria contar a ela sobre a doença do papai, mas estaria traindo a confiança que ele depositou em mim. – Obrigada por me escutar Pepper.
Eu a abracei por um tempo. As vezes era bom tirar o fardo dos seus ombros.
— Você sabe que pode contar comigo pra tudo, não sabe?
— Sei sim — respondi, me desvencilhando do abraço.
— Você só tem 12 anos Julie, prometa que não vai mais entrar naquela coisa — falou ela, parecendo a minha mãe nesse momento.
— Prometo.
— Mas conte ao seu pai. Ele pode até ficar bravo no início,mas ele também ficará orgulhoso ao saber que a filha é tão inteligente quanto ele — disse ela, pegando sua pasta e levantando-se — Tenho que estar na empresa daqui a pouco. Até mais.
— Até.
Depois que Pepper saiu, eu decidi contar a verdade para o meu pai.
Estava pronta para tomar um sermão quando ouvi vozes na varanda. Me aproximei devagar e vi meu pai e um cara negro de tapa-olho e Natalie também estava com eles.
— A agente Romanoff continuará com seu disfarce, trabalhando nas Indústrias Stark — disse o cara de tapa-olho. Disfarce? Eu sabia que ela não era quem dizia ser.
— O que está fazendo aqui Srta?
Um homem me encarava, devia ser um dos agentes.
— Eu só queria falar com meu pai — respondi.
— Então você é filha do Stark. Eu sou o agente Phil Coulson da SHIELD.
— Eu sou Julie — ele parecia bem amigável.
Acho que nossas vozes chamaram a atenção de quem estava lá fora.
— Essa é a sua filha Tony? — o cara de tapa-olho olhava pra mim — Eu sou Nick Fury, diretor da SHIELD.
— Eu sou Julie Stark.
— Eu sei tudo sobre você Srta Stark — ele disse. Por um instante achei que ele sabia sobre a armadura. – Tenho que lhe dizer que você tem uma percepção incrível. Poucas pessoas desconfiam dos disfarces da agente Romanoff.
— Obrigada — falei, surpresa com o elogio.
— Você poderá ter um lugar na SHIELD no futuro. Se a interessar, é claro.
— Calma aí, Nick — meu pai interrompeu — já não basta eu, agora quer minha filha também?
— Calma Stark, como eu disse é apenas se ela estiver interessada no futuro — ele voltou-se aos seus agentes — Vamos, temos que resolver mais problemas.
Ele estava indo embora, mas parou e disse para o meu pai:
— Eu estou de olho em você Stark — e saiu.
— Vamos Julie — disse meu pai, segurando uma maleta com o nome do meu avô — temos trabalho a fazer.
Acompanhei papai até a oficina. Ele me contou que Fury acreditava que Howard poderia ter a cura para a doença dele.Abrimos a maleta e encontramos várias coisas. Desde projetos do reator ARC até histórias em quadrinhos do Capitão América.
— Esse cara existiu de verdade, não foi?
— Sim, meu pai era amigo dele. Ele sempre me contava em como aquele cara era um herói.
Encontamos um video que meu avô havia gravado para a Expo Stark. O melhor é que havia uma mensagem para o meu pai no final.
— Então teremos que usar a maquete da Expo Stark que está na empresa? — eu perguntei.
— Isso não será um problema — ele respondeu, levantando-se — Vejo você daqui a pouco.
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Pepper estava na sua sala, que antes pertencia a Tony, revisando alguns contratos quando Tony abriu a porta.
— Tem um minuto? — perguntou Tony.
— Claro — respondeu ela.
— Primeiramente, eu quero pedir desculpas — começou, surpreendendo ela — sei que tenho estado distante e que agi como um idiota na festa.
— Que bom que sabe disso — ela respondeu, levantando-se — agora se me der lincença, eu tenho uma reunião.
Ela caminava em direção a porta quando Tony a segurou pelo braço.
— Sabe que eu te amo e que faria qualquer coisa por você — disse ele.
— Eu te amo e também faria qualquer coisa por você. Mas não adianta de nada se você continuar escondendo coisas de mim.
— Eu sei e desculpe por isso, mas agora o problema já acabou. Prometo que não esconderei mais nada.
Ele a beijou levemente nos lábios.
— Está perdoado, mas se você esconder qualquer coisa de mim, eu te mato — disse ela — Agora, eu vou para a reunião.
Ela o beijou uma última vez e saiu.
Tony ficou sozinho no escritório, até que viu a antiga maquete da Expo Stark.
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JULIE
Já estava cansanda de esperar o meu pai quando ele apareceu trazendo uma grande maquete consigo.Ele colocou a maquete sobre a mesa e disse:
— Jarvis, escaneie em 3d pra mim.
— Como quiser senhor — disse Jarvis.
Logo apareceu uma copia em 3d da maquete. Eu e meu pai ficamos encarando a projeção, em silêncio.
— Jarvis, elimine as entradas, saídas e vegetação — eu disse. Entendi o que tinha que ser feito. Jarvis fez o que eu tinha pedido.
— Descobrindo o elemento? — meu pai perguntou. Ele também havia entendido.
— Sim.
— Jarvis, estruture os prótons e os neutrons usando os pavilhões como suporte — disse meu pai.
Tudo foi se unindo ao núcleo até formarem àtomos. Meu pai pegou a projeção e a diminuiu formando o seu novo elemento.
— O elemento proposto deve servir como um substituto viável ao paládio — Jarvis informou.
— Conseguimos — eu disse.
— Conseguimos.
Passamos o resto do dia no laboratório, com meu pai preparando tudo para criar de verdade o novo elemento quando o agente Coulson apareceu.
— O que você quer? Estamos ocupados — meu pai disse, soando um pouco grosseiro.
— Nada. Apenas vim me despedir. O Diretor Fury me quer no Novo México — falou o agente.
— Missão secreta? — meu pai perguntou.
— Algo parecido — Coulson respondeu.
— Você vai voltar? — eu perguntei, havia gostado dele.
— Mais cedo do que você imagina — eledisse
— Até mais.
— Até — eu disse.
Coulson saiu e eu e papai voltamos ao trabalho. Ele já havia instalado os cilindros.
— Fique atrás de mim, Julie — ele avisou.
Ele ligou a máquina e com uma das suas ferramentas começou a girar um tipo de manivela. Um tipo de laser parecia sair do cilindro, cortando toda a parede e o que havia nela até chegar ao reator, que brilhou e conteve aquela energia.Nós fomos até lá e meu pai pegou o núcleo do reator com cuidado. Era em formato triangular e azul. Colocou dentro do reator e foi aceito.
Havíamos conseguido.
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