A Pedra Filosofal - Uma História Alternativa
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Querido Almofadinhas,
Tem sido dias difíceis com as crianças presas em casa, eles tem um ao outro e não entendem mas Pontas está abatido, desde que Dumbledore o aconselhou a não usar mais a capa para fazer passeios pelo povoado. Venha nos visitar entre as missões da Ordem, nós sentimos sua falta, traga Aluado também e pare de achar que ele está fazendo jogo duplo, nós o conhecemos melhor do que ninguém e sabemos de qu lado ele está. Tem visto as meninas? Electra deve estar uma moça e Alya deve sentir sua falta, mande um beijo para Katherine quando for possível e mantenha todas em segurança. Estou com um pressentimento estranho meu amigo e não quero preocupar Pontas com isso, sinto que é chegada a hora de entregar Lizi a Petúnia mas estou receosa que ela a rejeite, o que acha?
Com amor, L.P.
O homem se afundou mais na poltrona da Sede e leu a carta novamente. "Quando esse pesadelo vai acabar?" A dúvida pairou sobre sua mente até que o senhor esguio adentrou a sala e pousou a mão em seu ombro.
— Como eles estão? — questionou por cima dos óculos meia lua
Estendeu a carta ao senhor que leu com pesar já sabendo que os dias que já estavam ruins, ficaria pior. Sirius já esperava que esse momento chegaria mas não estava preparado para isso. Durante os meses que seus amigos Tiago e Lílian ficaram escondidos em Godric's Hollow, no sudoeste da Inglaterra foi decidido que levar Lizi para seus parentes trouxas manteria a menina em segurança.
— Sim Sirius, receio que Lilian esteja certa. É chegada a hora de tirar a menina da casa mas não a levaremos a Petúnia — pela primeira vez naquela noite Sirius olhou para Dumbledore
— Como Dumbledore? O que foi combinado era levar a Lizi para a irmã trouxa da Lilian e quando acabar a guerra trazê-la de volta para casa dela, para família dela.
— Será mais seguro que ela fique escondida mas não com os Dursley. Você será encarregado de levá-la e Remo vai escoltar você até onde escondeu Katherine e suas filhas Sirius, com os feitiços que lançamos na propriedade ela está segura.
Como um lampejo de felicidade, Sirius Black pensou em sua família, Katherine era uma trouxa que vivia nos arredores do Largo Grimmauld, Kate, como a chamava carinhosamente era uma menina quando conheceu Sirius. Em uma tarde de agosto, saindo de um café, viu aquele menino de longos cabelos pretos encostado em sua moto apenas um ano antes da primeira filha do jovem casal nascer, Electra. A Mui Antiga e Nobre Casa do Black quase foi a baixo quando souberam que Sirius havia tido uma filha nascida trouxa, Walburga amaldiçoou a criança e não quis a conhecer nunca perdoaria seu filho por isso.
Sirius pensou no sorriso de Electra, tão parecida com ele, seus cabelos negros caiam em cascata emoldurando seu rosto perfeito, assim como o de Alya, sua segunda filha com Katherine. Ambas haviam puxado os traços da família Black, Electra por menor que fosse já apresentava personalidade de uma legítima marota, Sirius sorriu triste, fazia mais de uma semana que não via sua família mas elas estavam seguras e isso era o que importava agora.
— Quando buscamos Lizi Dumbledore?
— Mande uma carta a Lilian, ela enviará a menina pela rede de Flu, assim que ela chegar aqui leve diretamente para Katherine e volte Sirius, há muito o que fazer.
— Seria mais prudente eu ir sozinho — novamente a ideia de Remo estar infiltrado rondava seus pensamentos
— Ora Sirius, não seja tolo. Remo é tão fiel a nós quanto você, a condição dele não o faz pender pala o lado das trevas, assim como a influência de sua família não o fez mudar de lado
— Eu nunca concordei com absolutamente nada com que minha família julga certo, eles são maus — disse em um rompante de raiva
— Meu jovem, o mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos. — o velho Dumbledore olhou o rapaz a sua frente por cima do óculos meia lua e se aproximou mais, coloca a mão em seu ombro — Mande a carta para Lilian e contate Remo, mande a menina para cá amanhã ao amanhecer e vá ver suas filhas Sirius, receio que passará alguns dias longe delas.
Dito isso, Dumbledore se retirou da sala, deixando Sirius imerso em seus pensamentos por alguns minutos. Não tinha muito tempo, conjurou seu patrono e o mandou atrás de Remo e pegou o pergaminho, precisava avisar Lili.
Queridos Pontas e Lili
É chegada a tão temida hora, precisamos levar Lizi, ela não ficará com a irmã de Lilian, Remo e eu levaremos ela para Kate, ela estará mais segura e escondida. Dumbledore pediu para enviá-la amanhã, ao amanhecer.
Iremos cuidar dela, não se preocupem, logo estaremos todos juntos. Diga a Harry que seu padrinho mandou um grande abraço.
Almofadinhas
S.B.
Foi até a janela e colocou a carta na coruja negra que ali estava e a viu cortar a noite com a pequena carta, aquilo iria acabar em breve, era o que gostava de acreditar.
— Sirius, precisava de mim? — Remo entrou na sala se aproximando do amigo
— Remo meu amigo, Lizi chegará ao amanhecer
Remo sabia que não era um bom presságio mas estava ansioso para ver sua afilhada, pensou em Tiago e Lilian tendo que se separar dela e isso o comoveu
— Tiago e Lilian devem estar arrasados — Sirius virou para o amigo depois de suas palavras, havia lágrimas acumuladas no canto dos olhos, eles se abraçaram.
Nada mais precisava ser dito, sabiam o que teriam que fazer e sua preocupação era chegar em segurança até onde Kate, Electra e Alya estavam no norte da Grã Bretanha.
Naquela noite a sede estava movimentada, todos aguardando a chegada de Elizabeth Potter, a pequena Lizi. Dumbledore achou mais seguro levá-la para outro lugar protegido por magia do que deixar como os Dursley, o cerco estava se fechando, todos sabiam que Lord Voldemort não descansaria até encontrar os Potter e a Ordem trabalharia para que isso não acontecesse.
Sirius Black, Remo Lupin, Pedro Pettigrew, Alvo Dumbledore, Minerva McGonagall, Alice e Franco Longbottom, Dédalo Diggle e Marlene McKinnon estavam em frente a lareira quando a mesma brilhou e apareceu uma cesta com um bebê dormindo, Lizi Potter conseguirá chegar em segurança a sede. Remo foi o primeiro a levantar para pegá-la, quando foi tirada da pequena cesta e olhou para seu padrinho a pequena sorriu, Remo não pode conter as lágrimas.
— Bem, — começou Dumbledore — agora que ela chegou precisamos levá-la até a casa de Kate. Inicialmente Sirius e Remo iriam sozinhos mas iremos precisar de todos vocês.
— Alvo, Tiago mandou a capa da invisibilidade, o que isso significa? — questionou Minerva
— Precisamos chegar até a chave do portal, Remo vai levar a menina consigo coberto na capa, Sirius e Dédalo irão a sua frente, Marlene, Alice e Franco irão mais atrás, sem chamar atenção
— E quanto a mim Dumbledore? — Pedro questionou
— Vá até Lilian e Tiago para certificar que está tudo sob controle
Pedro não gostou da tarefa, podia ver em seus olhos que gostaria de estar na guarda da pequena Potter mas não ousaria dizer "não" para uma ordem de Alvo Dumbledore.
— Vamos antes que ela acorde — Marlene McKinnon foi a primeira a dizer já pegando a capa para ajudar Remo a vestir.
Sirius estava calado, ansioso e apreensivo, olhava para Remo com a pequena no colo. Não, ele não os trairia, lembrou das palavras de Dumbledore na noite anterior. Seu olhar cruzou com o de Remo que sorria olhando a criança em seu colo, eles a protegeriam com a suas vidas.
Os preparativos finais estavam concluídos, todos prontos, Elizabeth Potter dormia um sono profundo e tranquilo. O silêncio reinava no ambiente e só era possível ouvir os passos para lá e para cá, Remo não sairá de perto de Lizi em nenhum instante, sentia-se honrado por Lilian e Tiago o terem escolhido como padrinho e seu dever seria zelar sempre pela pequena Potter. Dumbledore entrou na sala a passos largos com Minerva, havia chegado a hora.
Fale com o autor