A Paixão da Princesa
2 Capítulo 2
Notas iniciais
— Como assim meu amor? — Minha mãe se levantou e foi em direção ao meu pai, pegou a carta e a leu. — Mas ela é tão jovem, ainda nem fez 19! — Ela gritou indignada.
— Então vou simplesmente negar. — Ele falou e olhou para Sarah. — Mande um mensageiro para o castelo dos Bittencourt e fala que o casamento está fora de questão.
Sarah olhou para mim e tentou convencer meu pai:
— Vossa Alteza, acho que seria apropriado o casamento. — Ela abriu um belo sorriso. — Assim como vossas altezas se casaram cedo ela também pode, e a parte do herdeiro é só a princesa conversar com o príncipe, até porque eles estarão casados e se entendendo. Seria muito bom para a princesa se casar, assim aprende tudo que não conseguiu aprender comigo e a ter boas maneiras. — Sarah argumentou.
— Eu não quero casar! Ter um filho? Não! — Eu gritei e corri em direção as escadas.
— Se pensar de maneira mimada, vocês perdem tudo isso que Vossa Alteza conseguiu e a sua segurança. O que é pior? Agir como mimada e prejudicar seus pais ou se casar? — Sarah gritou. — Não vê que o rei e a rainha também estão preocupados?
Eu me virei para vê-los e encontrei minha mãe sofrendo junto com meu pai que permanecia com as mãos na cabeça enquanto pensava em alguma solução. Meu irmão já tinha saído da sala e quando olhei pela janela o vi brincando com nossa cadela Athena, ele sorria.. "Eu não posso acabar com a felicidade de todos".
— Ta... Eu caso!
Minha mãe e meu pai me olharam e ambos vieram até mim.
— Tem certeza minha filha? — Minha mãe acariciou meu cabelo.
— Tenho, não quero acabar com isso tudo. Não o amarei, mas casarei pelo bem de todos. — Afirmei e dei um beijo em sua mão.
— Mas..
— Catherine, esta é a escolha dela. — Meu pai a avisou e me abraçou antes de cochichar em minha orelha. — Saiba que não é obrigada a fazer algo, morará aqui conosco e qualquer coisa é só me falar.
— Obrigada papai. — Lhe dei um beijo na bochecha, e então pensei em um pedido. — Teria problema eu lhe fazer uma pedido?
— Diga meu amor. — Minha mãe respondeu no lugar de meu pai.
— Gostaria de ter damas, sabe? Garotas boas ao meu lado, me ajudando. Como eu não poderei me divertir depois que casar, eu quero aproveitar e ter amizades, diversões. Memórias boas. — Eu implorei e vi meus pais se olharem.
— Quer tirar Sarah de seu cargo? — Meu pai me mandou um olhar se era mesmo correto eu pedir isso.
— Sim, apenas a mude de cargo, quero pessoas da minha idade na minha presença! — Ao falar isso, Sarah arregalou os olhos e tentou falar com o meu pai que foi rápido o suficiente e a interrompeu:
— Então faremos assim, duas damas! E Sarah, você ficará responsável de cuidar de todas as questões envolvendo o palácio, problemas, empregadas, guardas, e terá ajuda de outras pessoas também. — Ele se virou para ela que já estava plantada em seu lado. — Pode ser?
— Cl-claro, fico contente de não ter que cuidar mais da Princesa. — Quando falou isso me mandou um olhar furioso como se tivesse perdido algo precioso.
— Então está tudo certo, irei procurar damas para você minha filha. — Meu pai me deu um beijo na testa e um selinho na minha mãe. — E amor, mande uma carta para o Rei Klaus.
— Tudo bem.. — Ela não parecia muito feliz. — Na verdade, eu procuro as damas e você manda a carta para o Rei Klaus.
— Já que meu amor prefere assim.. — Ele riu e deixou a sala de estar.
Minha mãe continuou o olhando enquanto ele deixava a sala, até que então me mandou ir para o quarto descansar um pouco pois de tarde ela iria convocar as duas damas e iria me chamar para ajudá-la já que era relacionado a mim.
Subi as escadas e olhei para a janela que havia na frente, dava para ver o jardim e a nossa cadela correndo atrás de esquilos. Sorri comigo mesma e virei à direita para ir na biblioteca, ao abrir a porta vi que não havia ninguém e entrei.
— Romance? Não.. — Passei os dedos pelos livros e procurei algo, mas não tinha nada interessante, então me joguei em um sofá que havia ao lado de uma pequena mesa com um abajur. — Casamento hum? Rainha Emilly Dermott Bittencourt. — Pensei — Não!
Me levantei ás pressas e corri para o meu quarto que se encontrava do outro lado da escada, bati com a porta e me joguei na cama, peguei um travesseiro e afundei meu rosto ali enquanto chorava.
— Eu não quero me casar! — Falei entre choros e acabei adormecendo.
*
Acordei com um empregado batendo na porta e me informando que era para descer à pedido de minha mãe e a encontrá-la no jardim.
— Já estou indo! — Respondi.
Me levantei, passei a mão no rosto e endireitei o vestido para ver se não estava amassado, quando vi que tudo estava no lugar saí do quarto e desci as escadas, o palácio estava muito silencioso.
— Estranho. — Falei e olhei para os lados até perceber que o canteiro estava com várias rosas e resolvi dar a volta por ali e depois ir para o jardim.
As rosas estavam perfeitas e o sol junto com as borboletas faziam aquele lugar parecer encantador. Apenas ouvi um latido de longe e ao olhar encontrei Athena vindo correndo ao meu encontro.
— Oi minha linda! — Me abaixei e fiz um carinho em sua cabeça antes de ser interrompida.
— AI! — Um grito veio atrás de um arbusto que estava à uns 10 metros de distância de mim.
Athena saiu correndo e foi ver o que era, eu a acompanhei invés de chamar um guarda e a vi parada encarando alguma coisa.
— NÃO GRITA! — Outra voz feminina saiu de trás do arbusto.
Corri até ali e encontrei duas garotas sentadas no chão enquanto uma colocava presilhas no cabelo da outra, que reclamava de estar machucando.
— O que estão fazendo?
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