A Outra

1 Capítulo Único


No início de mais uma semana, que poderia ser normal, Vegeta estava mais mal humorado do que o costume. Aquela mulher irritante e atrevida já entrava pela porta da sala. Ela chegava muito cedo para o desconforto de Vegeta.

A mulher em questão era Nataly, ela ficava na corporação capsula a semana toda e apenas nos finais de semana que saia de lá e ia para sua casa.

Vegeta agradecia pelos finais de semana sem aquela mulher ali. Ela o incomodava de uma maneira tão absurda que Bulma já havia brigado com ele inúmeras vezes por tamanha implicância, afinal ele já deveria ter se acostumado, Nataly estava na casa à quase um mês...

FLASH BACK ON

Bulma passou por uma semana estressante. Não havia conseguido concluir um projeto devido a uma grupe do pequeno Trunks, com isso estava sem ir ao salão de beleza e ao shopping também, o que a irritava ainda mais.

Como não conseguia ficar parada, e para variar Vegeta treinava mais do que nunca, decidiu colocar seu closet em ordem.

Começou e logo se arrependeu, aquilo iria a estressar muito mais. Pensou em chamar Chichi para ajuda-la, mas a amiga não andava muito disposta. Foi aí que se lembrou do currículo que havia chegado a pouco tempo na corporação.

Sim ela iria contratar uma assistente.

-Onde foi que eu coloquei...Ah está aqui!- Bulma estava animadíssima como papel em mãos. Ela examinou todas as informações e tinha certeza de que encontrara a assistente perfeita. Foi até o telefone e discou o número informado no currículo.

-Alo, eu gostaria de falar com Nataly Romanoff....Aqui é Bulma Briefs...-E assim ela logo marcou uma entrevista com a mulher para aquela tarde mesmo.

A herdeira da corporação esperava na sala a chegada da candidata. Sua mãe havia feito alguns biscoitos e chá. A porta se abriu, mas era Vegeta. Ele estava suado devido ao treino e já ia passando direto para o quarto quando olhou para a mulher que estava inquieta.

-O que você tem?- ele perguntou curioso.

-Nada!

-Como nada. Estava irritada hoje cedo e agora parece alegrinha!- falou lembrando-se de como a mulher acordara estressada naquela manhã.

-Meu humor resolveu melhorar!- respondeu em meio a um sorriso irônico.

Vegeta se aproximou do sofá onde ela estava, e a olhando fixamente perguntou:

-Não quer melhorá-lo um pouco mais?

Bulma não pode conter o sorriso ao ouvir aquele convite com tom malicioso em sua voz. Os dois eram como fogo e palha, no instante em que se aproximavam era quase impossível não se entregarem um ao outro.

Mas os pensamentos que começavam a brotar na cabeça dos dois foram interrompidos devido ao som da campainha. Vegeta fechou a mão mostrando-se irritado, enquanto Bulma já corria em direção a porta, e antes de abri-la direcionou-se para Vegeta:

-Anda logo e saia da sala, vá tomar um banho!

-Humpf- foi o que ele devolveu como resposta.

Subindo as escadas ele ainda olhou para a porta e viu surgir uma mulher de cabelos vermelhos e encaracolados. O sayajin de rápida percepção achou a mulher muito bonita, porém o que lhe chamou atenção foram seus olhos: escondiam alguma coisa.

Bulma apressou-se em indicar um assento para Nataly. A mulher, de fato, era de se encher os olhos. Muito inteligente, falava cinco idiomas diferentes, tinha raciocínio rápido e sabia um pouco de artes marciais, muito bem humorada e brincalhona. Bulma estava convicta: era ela.

-Nataly, você pode começar hoje mesmo!

-Sério dona Bulma?

-Nem brinca com isso. Pode ir tirando essa “dona” daí.

-Me desculpe.

-Vamos até meu quarto e a gente já começa.- Bulma foi para o segundo andar puxando Nataly pela mão.

Ao chegarem no quarto, se depararam com Vegeta que estava deitado na cama, apenas de cueca box. Ele apenas ergueu a cabeça e voltou a deitá-la.

-Vegeta vai colocar uma roupa!- Bulma falou isso para não deixar Nataly tão constrangida. Entraram no closet, que parecia mais um novo quarto.

-É mesmo, você é casada. Já havia me esquecido.- a ruiva comentou, ela havia ficado incomodada com a presença do homem ali.

-Já se esqueceu? Pois eu não esqueço de jeito nenhum.

-É que você é tão jovem e bonita, e eu acho que não combinada com o status de casada!- as duas riram e seguiram com o papo.

Vegeta no quarto havia escutado e não estava gostando nenhum pouco do rumo da conversa.

FLASH BACK OFF

Desde esse dia nada tirava da cabeça do sayajin que aquela mulher não tinha que estar ali, ás vezes pensava em apenas ignorá-la, mas isso não era tão fácil.

-Bom dia Trunks!- o menino havia corrido para abraça-la, ele a adorava- Ah e bom dia Vegeta!

Vegeta nem se importou em responder.

-Onde está sua mãe T.K?

-Ela está na cozinha, tentando aprontar o café da manhã.

-Deixa eu correr para ajuda-la, se não você sabe o que pode acontecer!

Trunks começou a rir diante da colocação da assistente, afinal todos sabiam que sua mãe era cientista e não cozinheira.

Entrando na cozinha, Nataly se depara com uma Bulma desesperada tentando agarrar algo na gaveta da geladeira. A ruiva, para brincar, começa a fazer cócegas em Bulma, que se levanta depressa e rindo descontroladamente.

-Para com isso!- quase sem ar a cientista continua- Você quase me mata!

-Desculpa, isso é a última coisa que eu quero!- Nataly abraçou Bulma e depositou um beijo em sua bochecha -Bom dia!

-Agora que você chegou pode ir preparando o café e me dizer o que quer tanto fazer hoje!

-Legal! Hoje nós iremos a uma barzinho ótimo que eu conheço!- enquanto ela falava, já quebrava os ovos e cortava o bacon para o café. -E não tem desculpas hein!?!!

Bulma não poderia adiar. Ela já havia prometido para a ruiva e também não via hora de dar uma saidinha!

-Ok, hoje vamos a esse bar. Antes preciso conversar com os meus meninos para que eles se comportem...

Nataly terminou de fazer o café e nos minutos que se seguiram todos já estavam satisfeitos. Antes que cada um seguisse para suas atividades, Bulma pediu para Vegeta ajudar Trunks com uma tarefa da escolinha, mas ele, claro, não poderia.

-Você NUNCA pode ajudar SEU filho VEGETA!

-Você me irrita MULHER! Porque cargas d'água eu tenho que fazer isso?

-Pelo simples fato de você ser o PAI dele!

-...

-Bulma, eu ajudo o pequeno. Pode ir para o laboratório. — Nataly logo interveio para dar um jeito de terminar com aquela briga.

-Obrigada Nataly, eu agradeço todos os dias por você ter entrado em minha vida!- Bulma lançava um olhar carinhoso para a assistente e em seguida voltou-se para o marido- E você, vá pra maldita da sua câmara de gravidade treinar!

-Eu vou mesmo...Ei, não me dê ordens mulher. Você é minha fêmea, mas isso não me impede de te pulverizar.

E assim cada um foi para uma lado. Antes Vegeta nota em Nataly, um olhar de vitória...Estariam eles disputando o favoritismo de Bulma?

Chegando já a tardezinha, Vegeta resolveu ir atrás de sua fêmea. Queria ter mais uma vez, aquela conversa sobre a funcionária de sua mulher. Ele a encontrou no quarto se preparando para tomar um banho.

-Mulher, até quando você vai precisar da ajuda “daquela” mulher?

-Ah, lá vem você de novo com esse papo.- Bulma já havia tido essa conversa com ele muitas vezes- Até quando eu achar que preciso! Ela me ajuda com muitas coisas, me escuta, me diverte...É melhor companhia que você!

-Você tá de brincadeira, melhor que eu? Impossível e você sabe muito bem disso- ele respondeu convencido e um tanto divertido, mas logo voltou a um tom sério.- Não gosto dela, do jeito dela, como ela age com...

-Como ela age com o quê?- Bulma o olhava fixamente.

-Argh, deixa pra lá- quando ela o encarava daquela forma, sabia que não haveria argumentos.

Bulma então se lembra que irá sair com a amiga e que precisava avisar o marido, e tratou de começar a conversa de modo diferente.

-Vegie...Hoje nós vamos sair.

-Nós?

-É...eu e...a Nataly.

-E você está me pedindo ou me avisando?

-Bom eu sou maior de idade então, estou te avisando.

-Faça o que quiser!

Bulma então lhe deu um selinho de “agradecimento” e partiu para seu banho. Vegeta se aproximou da janela pra observar o sol, que já se punha. Estava com o pensamento longe dali quando Nataly entrou no quarto.

-Cadê a Bulma?- perguntou encarando o sayajin.

-Está tomando banho.- ele limitou-se a responder sem ao menos olhá-la.

A ruiva de cabelos encaracolados foi em direção ao banheiro, mas é parada sem nenhuma delicadeza pelo homem, que com velocidade sobre-humana, se colocou entre ela e a porta.

-Você não me ouviu??? Ela está tomando...

-...Banho. Claro que eu te ouvi. Mas caso você não saiba, eu sempre faço massagem em suas costas antes de terminar o banho.

-Humpf. Eu mesmo posso fazer

-Duvido que ela queira.

-Vamos ver... Bulma, quer alguma ajuda?

De dentro do banheiro a cientista respondeu:

-Sim, eu estou tensa, preciso de uma massagem. — A essa altura Vegeta já estava com um sorriso nos lábios, que durou pouco.- Vegeta, poderia chamar a Nataly pra mim?

Foi a vez de Nataly dar um sorriso de vitória, empurrar Vegeta e entrar no banheiro. Nesse instante ele pode perceber claramente que a disputa pelo favoritismo de Bulma era real.

Depois de um tempo, que pra Vegeta pareceu uma eternidade, saíram as duas. Nataly foi para o closet e começou a escolher algumas roupas para Bulma, que estava enrolada na toalha sentada aos pés da cama. Vegeta havia contabilizado os pontos entre ele e a ruiva, e ele estava perdendo. Mas tinha uma tática para virar o jogo, e não hesitou em usá-la.

Se aproximando de Bulma, sentou-se a seu lado, deu um leve beijo em seu ombro, depois uma mordida no mesmo, e foi subindo com beijos e mordidinhas até sua orelha para dizer:

-Você é minha! Minha mulher, minha fêmea. E eu quero você agora, nos meus braços e sem essa maldita toalha!

Bulma perdia totalmente e completamente a razão e o juízo, quando seu homem lhe tratava de modo possessivo. Em poucos segundos ela estava pedindo para a assistente sair do quarto.

-Pode deixar que eu me viro por aqui. Vai se trocar, vai falar com o Trunks sobre a saída, vai ver se o Picollo está na esquina.- Bulma a empurrou pra fora. Nataly tentava ainda dar uma enrolada, que nada adiantou, só conseguiu ver um sorriso vitorioso, agora nos lábios de Vegeta, antes da porta ser fechada.

A moça se irritou. Aquela fora a gota d’água. Ela se retirou do corredor após ouvir os primeiros sussurros e gemidos de prazer que vinham de dentro do quarto.

...

Passado um tempo, Nataly já estava trocada e esperava por Bulma na sala. Ela vestia um conjunto de couro preto¹, extremamente justo e com decote, ressaltando suas curvas. Estava sentada numa poltrona de costas pra escada quando Vegeta desceu, esse não perdeu tempo e se pôs a provocar a ruiva.

-Não sou de ter um bom humor, mas minha mulher tem um fogo que é capaz de mudar até isso em mim!- dando um sorriso escancarado e maldoso ele encostou na parede e cruzou os braços.

-Você é muito inconveniente! Deveria tomar um pouco mais de cuidado e não devia tentar me irritar- Nataly falou lançando um olhar mortal para Vegeta, que iria responder mas ouviu a voz de Bulma.

-Ta irritada Nataly? Vamos dar um jeito nisso!- Bulma estava usando um vestido vermelho², muito curto e com um farto decote. Estava linda e muito provocante como constataram os dois “inimigos”. Dando uma voltinha, já na parte de baixo das escadas a mulher de cabelos esverdeados continuou:- O que acharam?

-Ta linda Bulma!

Nataly foi mais rápida com o elogio a Bulma, elogio esse que Vegeta queria fazer e o faria, não fosse o orgulho estúpido que tinha e o impedia.

-Ah, obrigada Nataly!- Bulma respondeu mas direcionou o olhar para o marido, queria que ele tivesse lhe dito aquelas palavras.- Vou dar uma olhada no T.k e vamos em seguida.

Ela voltou para o segundo andar, e Vegeta também se direcionou para segui-la, antes deixou um aviso.

-Você pode até enganar a Bulma, mas a mim não! Então pense muito no que pretende fazer com a MINHA mulher!

Ele saiu da sala e foi ao encontro de Bulma, sem dar mais atenção a Nataly. Encontrou a mulher no corredor fechando a porta do quarto do filho. Parou em sua frente e começou.

-Você vai mesmo sair com essa roupa e com aquela mulher??? Ela tem segundas intenções relacionadas a você!!!

-Vou sair e você sabe disso!- Bulma respondeu calma- Você poderia deixar que eu me divirta??? Desejar o meu bem e dizer o quanto estou bonita??? E tirar de uma vez por todas essa ideia bizarra da cabeça???

-Ahhh, mulher estúpida, faça o que bem entender!- ele fez uma pausa pensando se continuava e por fim arriscou- Só...é que... tome cuidado!

-É sempre assim, quando é do seu interesse você tenta ser gentil!!! Eu estou indo, não me espere acordado.

-Humpf!- foi o que ele foi capaz de dizer, já havia usado palavras demais até ali.

Bulma chegou a sala e Nataly a esperava perto da porta, aproveitando para abrir a mesma e depositar em Bulma uma porção de elogios. Chegaram no carro e ela também abiu a porta pra que a cientista entrasse.

Sentando-se no banco do carona, Bulma ficou com o seguinte pensamento: “Nossa quanto...cavalheirismo???”

...

Vegeta não ficou calmo, deitou-se e ficou virando de um lado para o outro sentou na cama pensativo.

-Mas onde eu estou com a cabeça? Ela quer a minha mulher, eu sei disso desde o início e agora deixo a Bulma nas mãos dela? Eu sou algum verme insolente e demente, só pode ser...

O sayjin se levantou e decidiu seguir seus pressentimentos: foi buscar a sua mulher de volta pra casa.

No bar, que na verdade era uma casa noturna muito cheia e movimentada, estavam as duas do lado de dentro e bebiam recostadas ao balcão. Bulma reclamava quanto as atitudes do marido, que já estava se fartando dele e Nataly concordava com tudo. Começaram a brincar de vira, o que já estava começando a fazer efeito, apenas em Bulma.

Já havia tocado muitas músicas, elas eram muito boas e de repente começou uma batida que Bulma conhecia muito bem e não pode se conter, era We Found Love, da Rihanna.

-Eu amo essa música! Vamos dançar!- Saiu puxando Nataly pela mão até o centro da pista de dança.

As duas dançavam como se não houvesse o amanhã. Bulma curtia o momento e Nataly, descaradamente, curtia Bulma.

Ela a desejava e realmente tinha se segurado até ali. Mas no instante em que Bulma começou a dançar livremente, de um jeito sensual e linda, ela não pode mais se conter e num impulso a beijou.

Bulma ficou sem entender nada, com o efeito do álcool seu raciocínio estava lento, tanto que apenas teve alguma atitude quando sentiu uma mão sem permissão alguma apertar-lhe a cintura. Afastou a ruiva com brusquidão.

-O que você está fazendo?

-Como assim Bulma? Achei que você quisesse.

-De onde foi que você tirou essa ideia?-Das suas atitudes, seu jeito comigo. Agradecendo por eu ter entrado na sua vida, nas brigas com Vegeta e agora dançando pra mim.

-Opa, e eu achando que eu tinha bebido demais! Ah meu Kami, você entendeu tudo errado! Eu quero ir embora.- Bulma saiu na direção da porta- Vou pegar um taxi.

Nataly foi atarás de Bulma, não estava acreditando que estragara as coisas entre elas.

-Bulma espera, por favor! Me desculpe, deixa eu te levar, por favor. Não precisamos brigar por isso!- Ela deu um sorriso para a mulher de cabelos verdes. – O que me diz?

-Tudo bem, aceito a carona.

-Maravilha!

Nataly abriu a porta do carro do carro, como havia feito anteriormente, mas antes de entrar comprou duas garrafas d’água.

-Tome, pra ver se passa esse susto.

-Obrigada!

Após tomar um gole de água da garrafa, Bulma começou a se sentir mal, meio zonza e sonolenta.

-Não estou...me sent...sentindo bem.-Ela encostou a cabeça no banco do carro.- Fez o q...que com a água...Vaca? — foram as últimas palavras antes de apagar completamente.

-Quem entendeu tudo errado foi você, meu amor! Agora vamos embora pra bem longe daquele imbecil do seu marido.- Nataly sorria e acariciava os cabelos de Bulma. –Você bebeu demais e ficou confusa, nós duas nos amamos e vamos ficar juntas e depois pegaremos o T.k.

Ela ligou o carro e pegou a estrada.

...

Vegeta, que havia saído de casa, já estava no bar onde deveriam estar as duas, E o que ele queria sentir era apenas o ki estável de sua esposa naquele lugar, mas na realidade o ki que detectou estava se afastando e era fraco.

Ele alçou voo, se concentrou ao máximo e logo descobriu em que direção seguir.

Não se sabe ao certo o que ele estava sentindo. Um medo súbito de perder sua mulher? Não, não poderia ser isso. Imaginem o príncipe dos sayajins com medo por uma mulher! Mas ele estava ali sozinho e apenas seguindo seu coração apertado, não seria julgado por ninguém, e mesmo que fosse, o que sentia por aquela mulher era maior do que qualquer opinião, era maior que qualquer coisa que ele tinha conhecimento.

Ele avistou o carro que saiu de sua casa parado em frente a um prédio. E pôde sentir ali o ki de sua fêmea, parecia estar recuperando suas forças, porém estava alterado.

No interior do apartamento, Bulma abria os olhos e tentava se lembrar o que havia acontecido, Tentou reconhecer o lugar em que estava. Era um quarto não muito grande, mas muito organizado. Quando se movimentou para levantar-se percebeu que estava presa a cama pelas mãos. Olhou para os punhos presos e logo em seguida viu em cima do criado mudo fotos suas com Nataly, só aí lembrou-se do que havia acontecido com a assistente. Agora olhando com atenção pode ver que nas paredes estavam colados matérias de jornal, revistas, entrevistas e fotos, muitas, inúmeras fotos e em muitas delas coraçõeszinhos colados. Aquilo parecia um mural de adolescente apaixonada.

-Querida, já acordou?- Bulma levou um susto quando a mulher de cabelos vermelhos adentrou o quarto.- Que bom, agora podemos planejar nossa viagem juntas!- Quem era aquela louca,? Não parecia nada com a candidata que entrevistara a algum tempo.

-Nataly, eu não sei tenho certeza do que isso quer dizer, mas eu não vou a lugar nenhum com você!- Bulma começou calma e fria, mas aumentou o tom- Você ficou louca exatamente quando?

-Como assim louca? Ah, louca por você...Bom foi quando você tomou posse da corporação.- Nataly falava com um brilho no olhar, era apaixonante, e também parecia doentio.- Eu assisti a reportagem e soube na hora que éramos feitas uma para a outra.

-Há, há, há... Me desculpa fofa, mas eu não sou chegada no babado. Por isso sou muito bem casada!- Bulma falava com deboche e continuou.- Por falar nisso, eu não queria estar na sua pele. Ele tentou me avisar, já não gostava de você e eu duvido que Vegeta não esteja atrás de mim nesse instante.

- Quer saber Bulma, eu não ligo nenhum pouco para aquele imbecil do seu marido. Minha única preocupação é fazer você descobrir que ama a mim e não aquele idiota.

Nesse momento, ela foi até Bulma e tirou do bolso alguns comprimidos. Subiu em cima da cientista e começou a forçá-los para dentro da boca da mulher amarrada.

-Vamos querida, engula todos eles, vão lhe fazer bem!- Bulma se debatia embaixo dela. Estava desesperada e passou por sua cabeça ter sido esquecida por Vegeta, mas isso foi logo esquecido quando ela ouviu a voz dele.

-Eu não sei o que dizer, se você é louca ou se é burra pra tentar ficar com a minha mulher!- Vegeta estava com seu típico sorriso frio nos lábios.

-O quê...Como você entrou aqui... Como nos encontrou?- Nataly surtou e já havia se afastado de Bulma, que cuspiu os comprimidos que haviam entrado em sua boca.

A ruiva em um ato estúpido e impensado, se colocou em posição de luta. Sério, ela realmente queria enfrentar Vegeta.

-Você não a terá sem antes lutar comigo!

-Eu não quero ser estraga prazer, mas pra você eu não tenho tempo.- o sayajin foi em sua direção e a levantou pelo pescoço, apertando o suficiente para deixá-la viva.- Nunca mais pense, toque ou pegue o que é MEU!- Ele a soltou quase apagada no chão.

Virou-se e não pode deixar de reparar como a esposa estava sexy, presa pelas mãos com aquele vestido vulgar. Foi até a cama e a mulher estava com os olhos fixos nele. Começou a desamarrá-la e dizer.

-Viu no que dá não escutar seu marido que ainda por cima é um sayajin? Eu sempre soube que ela não era confiável.

Já livre das amarras, Bulma o encarava e escutava com dificuldade. Toda aquela atmosfera de medo misturados a possessividade de Vegeta a deixaram excitada.

-Você está bem?- Ele perguntou a ela que fez um leve movimento dizendo que estava bem.- ótimo, agora vamos pra ca...

Ele não pôde continuar a fala devido a Bulma ter se agarrado a ele o beijando com muito desejo.

Vegeta logo a levantou e a fez enlaçar sua cintura com as pernas, os dois se beijaram até faltar o maldito ar.

-Não sei como é possível você me deixar nesse estado!- Bulma dizia ofegante.- O que pretende fazer para acabar com a minha necessidade de você?

Com um sorriso de lado ele deu um forte aperto em sua bunda, fazendo Bulma soltar um leve gemido.

-Primeiro: vou te dar uma lição pra que aprenda escutar seu marido!- Parou de apertá-la para dar um tapa estralado no mesmo lugar.- Segundo: vou fazer isso bem longe daqui, pois não quero que ela te deseje ainda mais.

Bulma nem lembrava-se mais da ex assistente que estava desacordada ali.

-Acho que é uma ótima ideia. Agora chega, você já falou demais.- Bulma passou os braços no pescoço do marido e puxava seus cabelos. Ele também já havia chegado a seu limite, com ela pressionando seu membro com sua intimidade. Voou pela janela com a mulher presa a sua cintura.

A louca Nataly ficou ali desacordada e depois tiveram notícias de que ela era procurada por ter cometido outros sequestros de paixões.

Depois desse dia, Vegeta teve a certeza de que estava acima de qualquer disputa, com qualquer um que fosse, pelo amor da cientista.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem suas considerações, se quiserem é claro!
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Um beijo da Suh
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!