A Outra
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa Leitura Travessas!
Nos encontramos nas notas finais!
Teremos novidades!!!
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Após a saída de Jasper Carlisle se juntou ao Edward em seu escritório, ficando preocupado diante o abatimento do mesmo.
— Edward, não seria melhor você dormir um pouco?— Perguntou Carlisle preocupado, a madrugada já estava avançada e Edward estava agitado andando de um lado ao outro. — Conversaremos amanha.
— Não, estou com sono. — Respondeu depois de tomar sua dose. — Estou aguardando o Emmett.
Contemplou ao Homem que praticamente o criou e que de fato lhe deu o amor que só um pai poderia lhe dar. Olhou ao relógio, ainda demoraria muito tempo até que o Emmett chegasse. Então teriam tempo suficiente para conversarem.
— Não deixarei que nada aconteça novamente a Isabella. — Falou sentando-se de frente a Carlisle. — Ela vem comigo para Atenas.
Carlisle ficou calado, analisando o significado das palavras que acabava de escutar.
— Isso não será fácil...
— Jasper já está providenciando a autorização. — Respirou. — Não tem como o Juiz nega depois do que ocorreu, ela é alvo fácil aqui...
— Vocês não são parentes e nem a guarda definitiva dela temos, então não creio que essa autorização...
— Quando Isabella receber alta daquele hospital, ela vem comigo. — Falou convicto. — Não vou deixa-la aqui, a mercê desses monstros. — Fechou os olhos, passando os dedos entres os cabelos. — Por favor, não fique contra mim Carlisle. — Pediu. — Preciso de seu apoio.
— E o terá meu filho. — Carlisle tranquilizou. — Mas estou tentando lhe mostrar que não será tão fácil...
— Mas vamos conseguir. — Fechou os olhos. — Temos que conseguir... Foi por pouco, que aquele monstro não acabou com a vida dela, não podemos ficar de braços cruzados esperando o próximo ataque. — Ficou em pé caminhado de um lado a outro. — Posso colocar dúzia de seguranças, mas ele sempre achará um meio. Eu simplesmente não posso espera que isso aconteça. — Olhou ao Carlisle que não desviava sua atenção dele. — Eu jamais me perdoaria se ele tivesse conseguido seu objetivo. Eu prometi, eu dei minha palavra a Isabella que ele não chegaria perto dela. — Ele sorriu amargo. — E veja o que aconteceu, na primeira oportunidade ele a agarrou e por pouco não acabou com ela... Eu não vou lhe dar outra oportunidade.
— A culpa não foi sua, Edward! — Disse Carlisle vendo o transtorno que o mesmo se encontrava. — Ele deveria estar esperando sim, uma oportunidade, mas não poderíamos imaginar que com a policia atrás dele, ele fosse se arriscar tanto. — Caminhou até Edward. — Por favor, meu filho, pare de se atormentar, você não teve culpa.
— Há deixei desprotegida...
— Você não teve culpa, para com isso! — reprendeu.
— Já imaginou os traumas que ela vai ficar? — Indagou angustiado. — Deus! Ele a marcou de uma forma cruel...
— Isabella é forte, e tem nosso apoio...
— Ela vem comigo! — Olhou para Carlisle. — Quando Isabella acordar conversarei com ela...
— Era sobre Isabella que você queria conversar comigo? — Carlisle apertou o ombro dele. — Ainda precisa ter a conversa?
— Eu estou confuso. — Revelou. — Não paro de pensar em Isabella. — Olhou a Carlisle. — Eu a desejo com loucura...
— Edward...
— Eu sei que é errado, mas não consigo lutar contra, é mais forte que eu. — Seu semblante não deixava duvidas o quanto lutava contra esse sentimento. — Eu a quero perto de mim, quero protegê-la, cuidar dela...
— É natural você se sentir atraído por Isabella...
— Carlisle... Eu não consigo parar de pensar nela... Ela invade meus pensamentos a qualquer minuto, a qualquer hora do dia...
Carlisle observava-o com bastante atenção. Conhecia o caráter e a conduta de Edward. Deveria esta sendo doloroso para ele se sentir daquela forma.
— E a Kate?
— Vou resolver minha situação com Kate, antes de qualquer coisa. — Suspirou. — Como falei, quero Isabella perto de mim, quero cuidar dela e protegê-la de tudo e de todos...
— Você sabe que a ida de Isabella para Atenas vai acarretar problemas em relação a sua noiva, Kate não aceitará...
— Isabella esta indo por outros motivos, por sua segurança... Kate não tem que aceitar nada.
— Edward, eu confio em você, conheço sua conduta e seu caráter... Mas as pessoas podem estranhar a presença de uma moça em sua casa...
— Eu sei... Por isso pensei em Alice vim junto, ela é Isabella são da mesma idade, uma fará companhia a outra... Não atrapalhará os estudos delas, vou providenciar a matricula das duas.
— Vamos espera a decisão da justiça...
— Vou falar com Isabella quando ela estiver melhor... Ela virá comigo.
***
Quando Emmett chegou o dia já raiava, Edward estava a sua espera, em sua casa. Depois da conversa com Carlisle resolveu aceitar sua sugestão de descansar um pouco, porém não conseguia. A imagem de Isabella não saia de sua mente.
— Obrigada por vim. — Disse mostrando uma cadeira para que seu visitante se acomodasse.
— Não entendi bem o que você falou em contactar...
— Preciso dos serviços do seu primo.
— Edward...
— Preciso que ele localize esse Homem. — Revelou sem demora entregando o dossiê que Jasper havia feito do Black juntamente com o Charlie. — O mais novo o Jacob Black, quero ele vivo.
— Você conhece os métodos do James...
— Minha única exigência e que ele chegue a mim vivo. — Falou entre os dentes.
Emmett e Edward eram amigos de longa data em quem Edward tinha total confiança. E Emmett nunca o viu tão fora de si, como agora.
— Posso perguntar o que esse infeliz fez?
Edward encarou-o com seus olhos frios o que fez seu amigo arquear uma sobrancelha.
— Sirva-se de uma bebida. — Disse Edward pegando a garrafa de uísque e dois copos. — É uma longa estória.
Edward contou em minuciosos detalhes toda a estória, e à medida que avançava Emmett via nitidamente a culpa e raiva no semblante de seu velho amigo.
— Você esta apaixonado por essa menina. — Era mais uma constatação que uma pergunta. — Puta merda! E a Kate?
— Emmett se concentre nas informações que estou lhe passando. — Falou ríspido.
— Puta merda, você esta de quatro! — Emmett não conseguiu reprimir o riso. — Sabia que um dia você ira despertar!
Edward revirou os olhos.
— Você entendeu tudo que falei Emmett?
— Entendo, mas não seria melhor deixar a policia agir Edward?
— A policia deve está comprada...
— Você acha que o velho Black estaria ajudando o filho?
— Fez isso das outras vezes, por que não faria agora? E não podemos negar que ele tem influencia.
— Entrarei em contato com James e passarei toda informação. — Emmett olhou seu amigo. — Será, mas prudente você não aparecer, deixe que ficarei a cargo de tudo.
Edward sorriu.
— Eu cuidarei do Black quando a hora dele chegar. — Falou frio. — Quero que ele saiba por que estará sofrendo até se deparar com a morte.
— Edward! Não deixe que esse ódio o deixe cego — Disse Emmett já ficando em pé. — Curta esse momento, viva essa paixão. — Sorriu complacente para seu amigo. — Você é jovem, tem uma vida pela frente... Não deixe esse ódio lhe dominar.
— Emmett só ficarei tranquilo quando esse monstro não mais existir. — Fitou-o. — Ele vai pagar por tudo, que fez Isabella passar.
— E o pai dela? — Chamou sua atenção. — Você acha que ele deixará Isabella livre, pelo dossiê que tenho em mãos sabemos que ele é tão crápula quando esse Black.
— Por enquanto lutaremos na justiça. — Passou os dedos entre os cabelos, o cansaço já se fazendo presente em seu corpo. — Logo Isabella fará maior idade.
— Não precisará de um tutor... Decidirá por si, e quem sabe até encontre um bom Homem que possa se casar. — Disse Emmett escondendo o riso.
— Não preciso de seus serviços por hora Emmett. — Ficou em pé caminhando firme em direção à porta. — E guarde seus comentários consigo.
Seu gesto fez seu amigo gargalhar o que o deixou ainda mais furioso.
— Deixar-lhe-ei informado de todos os passos do James. — Ficou a frente do Edward, olhou para o relógio. — Um banho é algumas horas de sono poderá ajudar com seu humor.
— Não tenho tempo para isso!
— Pretende ir ao hospital? — Indagou arqueando uma sobrancelha, como não obteve resposta, levantou a mão em forma de rendição. — Só acho que não seria uma boa ideia a menina lhe ver assim, agitado, estressado, acredite em mim, não é algo bom, de se ver.
Edward revirou os olhos.
— Quero saber de cada movimento do James.
— Lhe manterei informado.
****
Já fazia mais de uma hora que estava deitado, e nada de conseguir relaxar e tão pouco dormi. Nem depois da ducha fria. Continuava agitado, sua mente trabalhava tentando achar uma saída plausível para sua situação com a Kate.
Desconfiava que sua noiva já estivesse o evitando, porque sabia dos reais motivos, de sua insistência para que ela voltasse o quanto antes, para Atenas. E depois da conversa que teve com o velho Denali seus telefonemas haviam cessado.
Bom ou mau sinal? Ele esperaria para ver...
A conversa que tivera com o Carlisle, rondava a todo o momento em sua memória. Em partes sabia que estava certo. O próprio Jasper já o havia informado que não seria fácil conseguir a autorização, mas ele não iria desistir. Lutaria com as armas que dispunha no momento.
A imagem de Isabella deitada naquele leito não saia de sua mente. Seu rosto e parte do corpo que estava descoberto mostravam as marcas da crueldade, ficariam cicatrizes. Não tão profundas quando ficariam na alma dela. Seu coração doía, só imagina o horror que sua menina havia passado.
Você não passará por isso novamente... Ficarei ao seu lado de agora em diante, minha menina!
***
Por Isabella.
As dores em meu corpo estavam insuportáveis, tornando-se impossível conter as lagrimas que rolavam livremente pelo meu rosto, mesmo contra minha vontade. Talvez tudo fosse mais fácil se não estivesse viva. Porque aquele monstro não acabou de vez com minha vida?
Como conseguirei seguir em frente?
Ele jamais me deixará em paz... Avisou que voltaria... Só teria uma forma de acabar com todo sofrimento.
Olhei para tia Esme que ainda dormia no sofá de dois lugares no lado esquerdo da minha cama. Deus até ela estava sendo afetada. A família que carinhosamente me acolheu estava sofrendo, e tudo por minha culpa.
Por que não morri?
Não poderia continua com esse martírio, eles não mereciam, eu não merecia. Deus! Sempre fui uma filha obediente, sempre tive boas notas, sempre respeitei as pessoas, minha mãe nunca recebeu uma reclamação a meu respeito. Então porque isso está acontecendo comigo?
E pensar que minha mãe havia passado por isso... Se para mim estava sendo difícil, suporta as dores, o odor que impregnava minhas narinas, as marcas visíveis em meu corpo. Pra ela havia sido mil vezes pior. Deus! Fui um furto de um ato tão monstruoso...
Levei à mão a boca tentando abafa os soluços provocados pelo choro. Com algum esforço consegui fica de lado, mesmo com os protestos do meu corpo. Meu lado direito do rosto igualmente como meu braço doíam.
Fechei os olhos, não conseguiria continua com essa dor. Grande parte da noite, passei acordada sentido os toques, as mordidas e ouvindo as palavras horrorosas que eles tinha me falado.
Sentia as mãos deles vagando pelo meu corpo, tocando-me de forma vil. Engoli o bolo que subia, não tinha forças para levantar. E não iria vomitar ali. Fiquei de olhos fechados. Lembrei que mamãe uma vez disse que se contassem os números de forma decrescente, conseguira me acalmar.
Mas dessa vez não estava funcionando. Sentia meu corpo sendo sacudido e a anciã de vomito aumentava, o ar estava cada vez mais escasso. De repente senti meu corpo sendo suspendido, e no minuto seguinte estava vomitando.
Abri os olhos, deparando-me com os azulejos impecavelmente brancos. Meu corpo estava em pé, posicionado de frente ao vaso sanitário. Uma mão passava por minha cintura, mantendo-me segura, de encontro a um corpo. E outra estava em meus cabelos, o pretendendo em um suave coque.
Gemi, sentindo uma dor insuportável, á medida que esvaziava meu estomago -inteiramente vazio- forçava meu lábio que estava inchado e machucado. Inevitavelmente as lagrimas rolavam.
— Não chore Isabella. — A voz, embora suave, fez meu corpo estremecer.
Não poderia ser ele deveria está a milhares de distancia. Depois de um tempo que parecia eternidade, fui direcionada a uma bancada.
— Consegue ficar em pé sozinho por alguns minutos? — Ele sussurrava. — Vou chamar a enfermeira para te ajudar. — Confirmei com a cabeça, mas mal ele me largou, meu corpo escorregou, de encontro ao chão, sendo amparado de imediato por ele. Fui novamente suspensa e colocada sobre o vaso. — Fique aqui. — Continuei de olhos fechados.
Não sei quanto tempo fiquei ali de olhos fechados, sentindo as comichões em meus machucados, até que escutei a voz de tia Esme. Então eu havia imaginado? Não era Edward que estava me sustentando? Fiquei perdida em meios às confusões de meu pensamento quando o escuto novamente.
— Ajude-a no banho. — A voz dele era como um bálsamo para as minhas dores. — Tem roupas limpas nessa mala.
Olhei tia Esme que estava parada a minha frente, e tinha um leve sorriso nos lábios.
— É o Edward? — Quem sabe depois de tanta pancada, minha cabeça não estivesse faltando algum parafuso e dessa forma estivesse escutando vozes.
— Edward chegou ontem, — Ela ampliou o sorriso, antes de se aproximar ficando agachada a minha frente. — Sente-se melhor filha?
— Eu... — Voltei a olhar para a porta. — Estou com dores...
— Você já será medicada meu bem. — Informou a enfermeira parada na porta do banheiro. — Vou cuidar de sua higiene, primeiro. — Olhou para o quarto. — Ainda não está na hora de seu medicamento. — Sorriu. — Consegue fica em pé?
— Seria melhor você pegar uma cadeira. — A voz suave dele voltou a encher o ambiente. — Por pouco Isabella não cai.
A enfermeira saiu, e logo em seguida voltou, com uma cadeira, apropriada para o uso no banho, era algo estranho. Olhei desconfiada.
— Não se preocupe, não tem como cair. — Informou amavelmente a enfermeira.
Embora doesse onde as água batesse, senti-me aliviada em poder diminuir o odor que estava em meu corpo. A enfermeira estranhou quando pedi que me ensaboasse mais duas vezes.
Parada de frente ao pequeno espelho olhava assombrada para as marcas tão visíveis em meus braços, em meu colo, em meu pescoço, onde o compassa dele havia me mordido, estavam às marcas de dente.
Fechei meus olhos, lutando para não chorar, não, eu não iria viver dessa forma. Todas as vezes que me fitasse, encontraria as marcas... As palavras dele assombraram-me mais uma vez.
Quando se olhar no espelho vai saber que não adianta se esconder de mim, porque sempre pego o que considero meu, e você putinha é minha propriedade!
Não suportaria passar por isso novamente, não... Antes eu daria um fim a minha vida.
— Seu rosto voltará ao normal em breve. — Disse a enfermeira me olhando e só quando ela falou percebi que estava passando a mão, meu olho direito estava menos inchados, mas ainda estava muito feio, igualmente com o lado de minha boca. — Os medicamentos ajudaram, é só toma-los corretamente e passar a pomada.
— Quanto tempo?
— Quinze dias. — Disse ajudando-me a vestir a roupa intima, e logo com um vestido solto que a tia Esme havia me dado. — Quer seu cabelo preso?
— Não! Eles solto escondem mais os machucados. — Disse me referindo ao pescoço e ombros. — Não tem um casaco?
— Aqui nessa mala não. — Informou depois de organizar a pequena mala. — Precisa de mais alguma coisa?
— Só os medicamentos. — Respondi sem conter a careta de dor, realmente estavam terríveis.
— Precisará se alimentar primeiro. — Informou. — Seu café será servido.
Respirei fundo antes de sair, não queria que Edward me visse desse jeito, mas ao mesmo tempo sua presença me transmitia paz. Sai do banheiro e fiquei desapontada, ele não estava.
— Edward achou prudente lhe dar privacidade. — Informou-me tia Esme. — Aproveitou e foi busca um café para mim.
— Eu não... Não esperava encontra-lo. — Respondi sentando-me na cama, pouco tempo depois a mesma enfermeira voltou com uma bandeja. — Não estou com fome. — Olhei para a comida sem a mínima vontade de comer.
— Mas tem que se alimentar, não pode tomar os medicamentos de estomago vazio. — Tia Esme se aproximou olhando a comida. — A aparência não é boa. — Ela fez uma careta que me fez sorrir. — Mas você terá que comer.
— Vou tentar. — disse levando uma colherada de algo que nem sei dizer o que é, e com algum esforço conseguir comer uma boa quantidade.
— Muito bem. — Disse a enfermeira retirando a bandeja de meu colo. — Logo estarei administrando os medicamentos. — Saiu da sala.
Tia Esme olhava uma bolsa, que deveria ter algumas roupas para ela, quando a porta foi aberta e Edward entrou. Quando seu olhar encontrou o meu, seu sorriso iluminou o ambiente e foi impossível não sorri também.
Ele estava lindo, vestindo uma calça jeans preta e uma camisa branca com uma jaqueta preta por cima. Simples lindo.
— Sente-se melhor Isabella? — Sua voz doce fez meu coração disparar.
— Sim, — Sorri, não sabia o que dizer ou fazer. — E o café de tia Esme? — Apontei para o capo em sua mão.
— Ô sim. — Sorriu torto e olhou a tia.
— Quem fez essa mala Edward? — Indagou tia Esme sem desviar os olhos do conteúdo.
— Acho que a Alice. — Respondeu ele confuso. — Porque, falta alguma coisa.
— Essa roupa não cabe mais em mim. — Disse voltando a fazer uma careta, fazendo nos dois sorrimos. — Duvido que tenha sido a Alice, ela saberia que a tempo não entro nessa peça, aposto que foi o Carlisle.
— Vamos fazer assim, ligue para Alice e peça para ela separar outra roupa que vou buscar. — Disse Edward solicito.
— Há não. — Tia Esme me olhou. — Você se importaria se Edward lhe fizesse companhia?
— Eu não... Por que tia?
— Você faz companhia a Isabella meu filho, enquanto dou um pulinho em casa?
Edward olhou para mim e depois para tia Esme.
— Você se importa Isabella? — Sua voz estava um pouco nervosa?
— Não. — Bem a minha não saiu diferente.
Tia Esme pegou a bolsa, se aproximou de mim, depositando um beijo em minha cabeça, depois foi até Edward o abraçando.
— Comportem-se crianças. — Sorriu e... Ela beliscou os olhos para nossa direção? — Não vou demorar.
O silencio predominou, após a partida de tia Esme. Edward estava nitidamente nervoso, eu não estava diferente. Só não sabia bem o porquê de tanto nervosismo. Embora estivesse envergonhada devido a minha aparência, mas ele parecia não notar.
Ele não ficava olhando para meus machucados, como as enfermeiras faziam como se fosse algo do outro mundo. Não, ele me olhava de forma diferente.
— Eu... Bem... você precisa de alguma coisa? — Indagou se aproximando. — Quer assistir TV?
— Não...
— Hora da medicação mocinha. — Voltava a enfermeira com uma bandeja. Entregou-me um comprimido o qual tomei em seguida. — Muito bem. — Sorriu pegando a seringa.
— Eu... — Olhei assustada para a mão dela. — Não tem outro comprimido?
— Não querida, esse tem que ser injetável mesmo. — Pegou meu braço fazendo um procedimento. — Se quiser olhe para o outro lado.
Edward se aproximou e segurou minha mão, olhei para ele que sorria.
— Não acredito que esteja com medo de uma furada. — Sorriu apertando minha mão.
— Isso diminuirá a dor? — Perguntei segurando o choro, mas não o gemido enquanto a agulha furava meu braço.
— Prontinho. — Sorriu recolhendo seu material. — Isso lhe deixará um pouco sonolenta.
Edward continuou segurando minha mão, não que estivesse incomodada. Mas ele estava olhando-me de forma seria.
— Posso me sentar aqui.
Apontou para a cama, após a surpresa, afastei-me um pouco deixando espaço para ele. Assim ele o fez ficando de frente para mim, ainda com minha mão entre a dele.
— Por que Alice não veio? — A pergunta saiu na tentativa de quebrar o silêncio.
— Ela queria, mas a convenci a ir para escola. — Ele deu um sorrisinho torto que fez meu coração parar de bater por alguns minutos.
— E tio Carlisle? — Dei um meio sorriso.
— Tinha algo a resolver, mas acredito que mais tarde ele esteja por aqui, juntamente com Alice.
Novamente o silêncio tomou conta do ambiente.
— Como você está Isabella. — Ele me fitava serio.
— Eu estou bem. — Não teria como explica-lo a confusão que no momento estava minha cabeça.
— Bem de verdade? — Formou-se uma ruga em seu semblante.
— Bem na medida do possível.
_ Se quiser conversar...
E desatei a falar, contando de meus medos, da forma que sentia os toques deles em mim, do odor que estava pelo meu corpo. Não sei se era efeito do remédio, mas à medida que conversávamos sentia-me um pouco aliviada. Edward olhava-me de forma carinhosa, escutava tudo com muita atenção.
— Eu nunca parei para pensar... — Ele carinhosamente enxugou uma lagrima que teimosamente escapou de meus olhos. — Eu sou um fruto de um ato tão desprezível... Só de pensar o que minha mãe passou...
— Shiuu, não chore — Edward me abraçou. — Ela apesar de tudo, sobreviveu, cuidou de você, lhe deu amor.
— Você não há conheceu, mas ela era linda...
— Posso imaginar. — Ele sorriu. — Olhe Isabella, quero que escute você não está sozinha, tem a todos nós.
— Eu...
— Eu não quero que você fique aqui... — Ele respirou fundo. — Gostaria muito que viesse a Atenas comigo.
— Atenas?
— Eu quero lhe proteger... Quero você perto de mim...
Ele continuava falando, e a droga do remédio resolveu fazer efeito justamente agora. Estava lutando para ficar com os olhos aberto.
— Você esta me entendendo Isabella?
Ele perguntou, carinhosamente alisando meu rosto. Seu dedo suavemente passou pela lateral de meu rosto, colocando uma mecha de meu cabelo por trás de minha orelha.
— Quero que você fique sobre meus cuidados...
Edward seguia falando, e sua voz parecia caricia aos meus ouvidos, minha cabeça havia parado de latejar. Não sentia mais o peso de meu rosto, nem as comichões dos meus machucados.
Meus olhos estavam presos nos lábios dele, na forma que se abria ao pronunciar cada palavra. No contorno perfeito de sua boca e na forma que a língua dele deslizava entre os dentes.
— Se continuar olhando-me assim Isabella...
Edward falou e sorriu, sua mão voltou a alisar meu rosto, carinhosamente a ponta de seu dedo passou pelos meus lábios.
— Eu preciso fazer uma coisa. — A voz dele estava rouca? Ou o efeito do remedia já estava distorcendo as palavras. — Você permite Isabella?
Edward se aproximava lentamente, deixando-me hipnotizada, seus olhos estavam com o azul tão brilhante que parecia estrelas em uma noite escura, que iluminava a tudo.
— Eu quero beijar você Isabella. — Ele sussurrou, a poucos centímetros de mim. Fechei os olhos apreciando seu perfume. — Quero muito beijar você, mais só a beijarei se você me permitir. — Abri os olhos fitando-o.
Poderia jurar que seus lábios estavam acariciando suavemente os meus. Eu queria ter força para pedir que me beijasse, mas não conseguia falar. Estava perdida... Ou melhor, encontrava-me na luz que vinha dos olhos dele.
— Não me torture Isabella. — Ele estava gemendo? — Responda-me.
— Beije-me... — Sussurrei.
Suas mãos vieram para minha nuca antes de seus lábios suavemente acariciar os meus. A corrente fez meu corpo estremecer e acredito que o dele também, porque juro que o senti estremecer na mesma hora que eu.
— Μου κορίτσι! — Sussurrou.
*Minha menina.
Nunca havia beijando em minha vida. Mas a forma como ele conduzia, não me deixava com medo, insegura, como pensei que iria sentir-me, quando desse meu primeiro beijo. Edward me transmitia paz, segurança. Mesmo sem proferir uma única palavra.
Os sinos soavam ao longe, fazendo-me sorrir. Edward sorriu ainda em meus lábios, antes de voltar a beija-me, de repente o ar foi ficando escasso e cedo demais seus lábios abandonaram os meus.
— Durma meu anjo. — Ele sussurrou... ainda podia sentir seus lábios sobre os meus.
— Eu... — Minha voz era mais um baixo sussurro. —... gostei. — Sorri.
Fechei os olhos, vencida pelo peso das pálpebras, sentindo uma paz que a muito não sentia. Meu corpo foi puxado, e antes que a inconsciência realmente tomasse conta de mim, escutei sua voz, sussurrando-me.
— Minha menina — Edward beijou minha cabeça. — Também gostei muito.
Respirei sentindo seu perfume invadindo-me juntamente com uma tranquilidade e uma paz que não imaginei que pudesse sentir.
Fim do Pdv Isabella.
Notas finais
Promoção!
Fanfics Mary Masen... Qual das estórias você já leu ou lê e mais curti?
A Outra. https://fanfiction.com.br/historia/173566/A_Outra/
Amantes. https://fanfiction.com.br/historia/173435/Amantes./
Doce Trapaça. https://fanfiction.com.br/historia/169979/Doce_Trapaca/
Etapas.
1. Ler a fanfic (para quem já não a ler) e fazer a recomendação Nyah! e face-
2. Divulgar a pagina para que sua recomendação seja curtida ou comentada.
3. Participar do Game referente à fanfic que você recomendou. (no final da promoção)
Regras:
1. As recomendações têm que serem feitas no Nyah no tpc da respectiva fanfic, e colada face Fanfics Mary Masen.
2. A participante não pode fazer mais de uma recomendação por fanfic.
Resultado:
Os ganhadores serão aquele que sua recomendação tiver um número maior de pessoas curtindo.
Serão três ganhadores.
Premiação:
Para o primeiro lugar:
1 Livro ( Está em votação no grupo das Travessas as opções de Livro)
1 Bolsa
1 Caixinha com o tema da fic que você estiver concorrendo.
1 Uma camiseta do grupo.
Segundo e terceiro lugar:
1 Bolsa
1 Caixinha com o tema da fic que você estiver concorrendo
1 Uma camiseta do grupo
OBS:
Quando se faz uma recomendação é por quer realmente se gosta do que esta lendo. Então as palavras fluem naturalmente, sem apelação. Portanto cuidado com as palavras usadas!
Duração:
Terá inicio no dia 01-09-2012 e finalizará no dia 30 do referido mês com o game no final da noite. Horário ainda a combinar.
Divulgação do resultado:
Entre 01 a 06 de Outubro.
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