A Outra
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Dedico esse capítulo as quatro travessas que fizeram a indicação.
Quero agradecer a AMORA... Minha Beta Kiki Cullen por mais um capítulo betado!!!
Boa leitura!
Indignado com a atitude do genro. Eleazar voltou para casa, inconformado e com milhares de coisas na cabeça. Não era uma boa opção bater de frente com o Edward. Mas também não lhe restava outra saída.
— Carmem! — Gritou por sua esposa assim que entrou em seu escritório.
— O que aconteceu? — Afobada ela ainda tremia devido ao susto. — Por que tanta gritaria?
— Kate ligou? — Seu rosto estava transtornado. — Preciso falar com ela urgentemente.
— O que aconteceu para você chegar aqui desta forma Eleazar?
— O que aconteceu? — Indagou raivoso fazendo sua esposa dar um passo a traz. — O bosta do seu genro está se recusando a honrar o compromisso firmado entre nossas famílias.
— O meu deus! — Ela desabou na poltrona. — O que será de nossa Kate? — Olhando para o marido. — Você não pode permiti tal desmoralização, onde já se viu depois de tanto tempo praticamente vivendo sobre o mesmo teto.
— E onde esta a cabeça oca da sua filha? — Gritou. — Ela deveria estar aqui, e não enfiada sabe lá deus aonde!
— Você tem que fazer alguma coisa. — Levantou. — Pressione-o, Edward não pode fugir a responsabilidade.
— O que diabos posso fazer? — Alterado começou a vagar pela sala. — Já o pressionei, mas ele sesta irredutível.
— O que vamos fazer? — Chorosa foi de encontro ao marido. — Não podemos deixá-lo jogar o nosso nome na lama.. Eleazar será a nossa ruína!
— Você acha que já não pensei nisso? — Bufou caminhando em círculos. — Mas no momento estamos de mãos atadas.
— Mas algo tem que ser feito! — Caminhou ate a telefone ligando para sua filha. Porém as tentativas foram inúteis já que a mesma estava incomunicável. — Não chama.
— Continue tentando, precisamos dela aqui com urgência. — Disse caminhando para seu escritório.
— Onde está indo?
— Vou tentar salvar a situação.
****
Edward ainda estava perdido olhando o vazio, admirando os olhos cor de chocolate que o fitava. O que se passava neles ele não conseguia decifrar. Mas seguia-o atormentado.
Atormentando-o porquê ele negava-se a aceita que aquela menina conseguisse despertá-lo dessa maneira.
Uma criança Edward, onde você anda com sua cabeça? — Ele seguia se chutando intimamente.
Não gostou de desperta no meio da noite, gritando por ela, chamando-a com tamanho desejo que o assustou, e muito menos de perceber o que tinha acontecido.
Estou há quanto tempo sem uma mulher? — Pensou aflito, levantou-se e seguiu para o banho, era inadmissível que tivesse tido um orgasmo sonhando com Isabella.
— Ανάθεμα ένα κορίτσι!(1) — Seguia se recriminando, Isabella não passa de uma menina. — Μου κορίτσι(2)! Urrou para si mesmo, duelando com sua consciência quando a mesma teimava em chamá-lo a razão.
*(1) Uma menina porra! *(2)Minha Menina!
Desde que regressará a Atenas que não conseguia parar de pensar em Isabella. E como se não fosse o suficiente perturbar seus pensamentos durante o dia, ela estava povoando seus mais turbulentos sonhos.
Não existia uma única noite que não sonhara com ela. Com seus olhos meigos e seu sorriso tomido. Mas essa noite tinha ultrapassado o limite criado por ele mesmo, que se negava a admitir. Desejava aquela menina com desespero.
— Χριστό! Θα εγγράψετε στην φωτιά του άδη!(3)
*(3)Cristo! Queimarei no fogo do inferno!
Por que, por mais que duelasse com sua consciência, Edward tinha plena certeza que seria uma luta fadada ao fracasso. Pois se sentia irremediavelmente atraído por ela. E essa constatação o deixava aflito.
Com um suspiro de desanimo se meteu embaixo da ducha fria, na tentativa de acalmar seus ânimos. Um banho frio... Gelado melhor dizendo era o que precisava naquele momento. Fechou os olhos apreciando o contato da água gelada com seu corpo quente. Mas a imagem dela sorrindo pra ele, sentada em sua mesa de trabalho com as pernas cruzadas, não estava ajudando-o.
Ο Θεός! (4)
*Deus!(4)
Ele era um Homem fodido. Sim, Edward Masen era um Homem que estava ficando de pau duro, só em vislumbrar Isabella. Ένα παιδί! (5)... Que deveria nutrir por ela um amor inocente... Αγάπη (6)? Onde diabos ele estava com a cabeça?
* Uma Criança (5) *Amor (6)
Balançando a cabeça como se com esse simples gesto fosse possível afastar de seus pensamentos — que no seu entender eram pecaminosos — As imagens dos sonhos que andava tendo com Isabella que custavam em abandoná-lo.
Ένα κορίτσι Edward! Ένα κορίτσι! (7)
*Uma menina Edward! Uma menina! (7)
Sua consciência voltava a gritar pela razão. — Κορίτσι μου! (8) — Ficou chocado quando as palavras saíram de sua boca.— Ο Θεός! (9)
*Minha Menina!(8) * Deus! (9)
Sim Isabella seria sua... Seria sua ruína e perdição! Mas ele estava condenado se permitisse que fosse diferente!
Desolado com os rumos que seu pensamento seguia, ele olhou para o relógio só para constatar que ainda era muito cedo para se jogar no trabalho, como vinha fazendo para tentar manter a mente ocupada.
Chegou a cogitar ligar para Irina. Talvez o que o tivesse impulsionando fosse simplesmente à falta de mulher. Voltou a olhar o relógio se ligasse ou se fosse a sua residência ela o receberia de braços abertos. Como em outras ocasiões aconteceu. Mas a questão era... Era isso que ele realmente queria?
— Όχι! (10) — Quase pulou de susto quando escutou sua voz. — Theus, — ele estava ficando sem controle?
*Não!(10)
**********
Quando chegou ao seu escritório, naquela manha estava exausto, à noite mal dormida estava evidente em seu semblante.
— Bom dia Irina. — Cumprimentou, mas seco que o costume. — Chame o Dr. McCarty.
Meia hora depois Emmett entrava em sua sala. Um homem de porte alto que se parecia mais com um atleta que um advogado, quem o visse poderia jura que ele se importava com essas frescuras. Mas Edward que o conhecia há muito tempo sabia que Emmett nunca deu importância as aparecias, ou tão pouco se preocupava em fazer exercícios para moldar seu corpo. Ele simplesmente curtia a vida de forma saudável.
— Bom dia Edward. — Sorriu sentando-se a sua frente. — Tenho noticias sobre a empresa Swan, ele decidiu pela nossa oferta.
— Então trate de efetuar a compra antes que ele desista.
— Já pensou o que vai fazer a respeito?
— Demolir tudo, deixe o terreno limpo ainda não decidi como irei utilizar a área. — Seus olhos azuis penetrantes diziam a Emmett que estava falando muito serio. — Mais não lhe chamei aqui por isso, na verdade preciso que você fique a frente de uma investigação para mim.
— Siga em frete Edward.
— Quero que descubra tudo sobre Eleazar Denali. — O choque evidente na face do Emmett, quase lhe arrancou um sorriso. — Quero que vasculhe tudo sobre sua vida.
— Algo especifico?
— Quero saber como era a amizade dele com meu pai. — Encarando-o. — Quero saber tudo sobre essa época. De onde vem seu dinheiro... Absolutamente tudo!
— Pode deixar, darei prioridade a isso, já tenho uma pessoa em mente que poderá fazer esse trabalho.
— Espero que seja uma pessoa de confiança Emmett.
— Será como se fosse eu Edward.
Assim que Emmett partiu Edward voltou ao trabalho, mas sempre era interrompido por um par de olhos chocolates que o fitava do nada. Desistindo de permanecer tentando trabalhar, já que nada estava saindo como ele planejava, pegou o telefone e ligou para única pessoa que poderia entendê-lo, naquele momento.
— Pai? — Sua voz não estava normal e Carlisle percebeu no primeiro momento.
— Aconteceu alguma coisa Edward? — A preocupação evidente o fez fazer uma careta.
— Não, só estou ligando para saber como anda as coisas. — Ficou em silencio por um tempo. — A mamãe esta bem?
— Edward? O que de fato esta se passando? — Era de se esperar que seu pai conseguisse ler nas entrelinhas mesmo estando longe o que se passava com ele. — Precisa de mim ai?
— Não queria incomodá-lo, mas preciso muito conversar com o senhor. — Suspirou. — Estou confuso com algumas coisas.
— Quando você vai chegar meu filho? — Carlisle o conhecia muito bem, para saber que ele estava assustado com algo, e não se lembrava de tê-lo visto assim em algum momento de sua vida.
— Não poderia vim até Atenas? Não quero lhe atrapalhar, mas no momento não estou podendo me afastar. — Na verdade ele não estava querendo encontrar com a menina que andava lhe torturando, mesmo sem saber.
— Estarei pegando o primeiro vôo.
— Eu lhe agradeço. — Ficou em silencio. — Pai como anda as coisas por ai? Todos estão bem?
— Todos, estão muito bem Edward. — Deu ênfase a palavra. — Sua mãe estava preocupada contigo, se der ligue para falar com ela. — Fez silêncio na linha novamente. — E Alice e Isabella andam ocupadas com a escola. — Carlisle sorriu. — Alice gostara de falar com você, pois anda se queixando que desde que você viajou que não se falaram mais.
Edward suspirou quando escutou a nome dela, o que não passou despercebido ao seu pai.
— Mas tarde ligo para falar com elas.
— Filho? — Edward estava silencioso ao telefone.
— Sim?
— Nada é tão assustador como se parece à primeira vista. — Falou antes de se despedir.
********
— Bella hoje você tem quantas provas? — Alice elétrica não parava nem para tomar seu café da manha.
— Duas. — Isabella ainda estava com seu livro dando uma ultima estudada. — Biologia e física e você?
— Química. — disse com um pouco de aflição. — Detesto essa disciplina.
— Mas você estudou fadinha? — Alice ampliou o sorriso só duas pessoas a chamava assim, Isabella e seu irmão.
— Estudei, mas acho que vou levar pau! — Disse desmanchando o sorriso. — Não entra nada na minha cabeça.
— Levar pau nada! — Isabella guardou seu livro terminando com seu café. — Você se saíra super bem, acredite fadinha linda!
— Bells só você e Edward me chamam assim. — Seu sorriso ampliou. — E aquele irmão ingrato nunca mais falou comigo.
Isabella ao escutar o nome dele, sentiu um baque em seu coração. Não conseguia esquecer aquela imensidão azul, desde o primeiro dia. Não existia uma única noite que não sonhasse com ele, sentindo-se confortada em seu abraço protetor.
Suspirou inconscientemente fazendo Alice sorri.
— Suspirando pelo meu irmão Bells? — Sorriu abraçando sua amiga. — Já imaginou se além de amigas focemos cunhadas?
— Alice! — Rubra Isabella tentou disfarçar.
— OMG! OMG! — Alice pulava no meio da cozinha batendo palmas. — Você esta gostando do meu irmão... Você ta gostando do meu irmão!
— Alice! Quer para de gritar. — Isabella se aproximou dela colocando a mão em sua boca. — Daqui a pouco a tia Esme vem ver o que anda acontecendo aqui!
— Eu calo. — Ela abraçou sua amiga. — Mas quero saber de tudo, desde quando você anda suspirando pelo Edward? Ele é lindo não e? Bells será o máximo ter você como cunhada! Temos que pensar em tantas coisas Bells!
— Eu não ando suspirando por ninguém Alice. — Repreendeu a sua amiga. — E pelo amor de Deus seu irmão é noivo!
— Se esse noivado antes não dava em nada... Agora então! — Voltou a pular no meio da cozinha. — Bells você vai ter que conquistá-lo!
— Deixa as tuas loucuras e vamos logo senão chegaremos atrasada no primeiro horário.
— Vamos sim. — Sorriu e saiu caminhando abraçada a Isabella. — Mas trate de começar a falar, desde quando anda suspirando pelo grego gostosão!
— Alice! Ele é seu irmão! — Falou sem jeito.
— Mas você o acha gostosão ou não? — Insistiu. — Vamos Bells, confesse que suspira pelo Edward. Aposto que se apaixonou por aqueles olhos lindo. Você reparou na intensidade deles?
Vendo que Alice não lhe daria trégua Isabella suspirou traindo-se fazendo sua amiga soltar um grito e abraçá-la.
— Alice! Por favor, pare com estas coisas tenho duas provas pela frente, não posso me desconcentrar!
— OMG! E pensar no delicia do meu irmão te deixa desconcentrada. — Sorrindo ela encarou a sua amiga. — Bells estou tão feliz! Você será minha irmã de verdade agora!
— OMG! Alice você andou tomando o que no lugar do café? — Perguntou fazendo uma careta quando Alice mostrou a língua. — Serio vamos andando ou perderemos o primeiro horário.
— Vamos cunhadinha. — Sorrindo caminharam para pegar a carona com Esme.
— Meninas, hoje não posso vim buscá-las, estou com um trabalho em andamento e preciso dar uma passadinha para ver como anda as coisas. — Informou Esme quando parou em frente ao colégio. — Vou ligar ao Carlisle para ele vim pegá-las.
— Não precisa mamãe, eu e Bells temos umas coisas a organizar. — Surpresa Isabella olhou a sua amiga. — Vamos às compras hoje belinha, após a aula.
— No final da tarde quando tiverem terminado me ligue que estarei por perto do Shopping e pego vocês.
— Eu tenho duas provas. — Falou desanimada. — Não sei se poderei ir.
— Eu te espero Belinha.
— Estão com dinheiro? — Perguntou já tirando algumas notas da bolsa e passando para as duas.
— Não precisa tia Esme. — Constrangida Isabella não queria aceitar. Desde que estava sobre a tutela dos Cullen que eles assumiram todas as suas despesas.
— Minha Filha, compre algo bem bonito para você! — Sorrindo Esme beijou a cabeça dela e depois de Alice. — E tenha cuidado, qualquer coisa ligue para mim ou seu pai, tudo bem?
Esme se referia ao Charlie e Jacob que embora não tivessem voltado a aparece, também não haviam sido detidos, o que deixou os Cullen de alerta.
— Obrigada tia Esme. — Isabella se despediu sendo acompanhada por Alice, e suas mirabolantes ideias.
— Nos vemos no intervalo. — Despediram-se e seguiram para suas respectivas salas.
No final do primeiro horário, Alice já estava com todos os seus planos em mente. Primeiro iria fazer Edward notar Isabella. Sua amiga era linda, inteligente tudo que um Homem da posição dele poderia querer.
Belinha você tem que fisgar meu irmão, para ele poder ser feliz! — Pensou ao lembrar-se das inúmeras conversas “forçadas” que tiveram. Edward sem sombra de duvida não era e nunca seria feliz ao lado daquela noiva sonsa. — Ele vai ter que chuta-la de sua vida! — Sorriu com esse pensamento. — Kate sua bruxa seus dias estão contados!
Não era que Alice não sentisse nenhuma afeição pela noiva de seu irmão. No começo até tentou ser sua amiga, mas desconfiava que Kate não amasse Edward. — Bem ele também não há ama. Afinal quem ama jamais trai. — Pensou com seus botões.
Nos meses que ficou em Atenas, em suas férias passada, pode observar melhor o comportamento do irmão. Edward era uma pessoa isolada do mundo. Só tinha uma preocupação em mente. Trabalho!
Nunca saia para se diverti. E quando não estava trabalhando na empresa estava trancado em seu escritório em casa. Morava em uma belíssima mansão, que mais se parecia com um castelo. Tinha tudo que o dinheiro pudesse comprar, mas não era feliz. Na verdade só o via sorrindo quando estava com seus pais, ou conversando com ela.
Maninho sua vida vai dar um giro e tanto! — Sorriu — Você vai aprender a viver e ser feliz! E de quebrar vai fazer minha amiga à mulher mais feliz desse mundo! — Ficou pensativa. — Bem só preciso de uma ajudinha. — Olhando para o céu. — Preciso de uma ajudinha.....
O sinal tocou e ela ficou esperando Isabella no banco que haviam combinado. Almoçariam no shopping e sairiam às compras! Um programa que Alice amava fazer! Mas hoje tinha um sabor especial e um objetivo em mente! Deixaria Isabella deslumbrante!
****
— Serio Alice não estou aguentando mais andar por essas lojas. — Isabella desabou em um bando em frente a uma sapataria que Alice estava observando.
— Só mais essa Bells. — Sorriu entrando e falando com um atendente. — Vem maninha linda. — Fez sinal para que sua amiga a seguisse.
— Não! Eu não vou usar um salto desses. — Balançando a cabeça em negação Isabella sentou na cadeira próxima. Seus pés estavam doloridos, desde que saíram do colégio que Alice a arrastava por entre as lojas entupindo-a de roupas.
— Experimenta Bells! — Fez bico. — Você precisa parecer mais alta!
— Não preciso de nada Alice. — Falou desanimada quando sua amiga fez aquela cara de cachorro que caiu da mudança. — Veja quantas sacolas já estamos carregando, não precisarei fazer compras por um dez anos!
— Credo Bells. — Sentou amuada junto à amiga. — Essas sacolinhas não têm tantas coisas assim. — Voltou a fazer a carinha de cachorro. — O que custa aceitar meus presentes.
— Alice! Você sabe que não precisava de tudo isso.
— Bells, suas roupas aquele homem queimou esqueceu? — Charlie havia enviado todas as roupas dela, ou os restos dela para a casa dos Cullens.
— Tia Esme já providenciou varias roupas para mim.
— O que? — Inquiriu abismada. — Bells essas roupinhas já estão surradas. — Isabella ia protestar, mas Alice foi mais rápida. — E meu presente de aniversario antecipado.
— Aniversário? — Disse incrédula, só Alice mesmo. — Lice meu aniversário ainda está muito longe.
— Falei que era antecipado! — Falou com seu bico de volta. — Aceita, vai, por favor.
— Só mais esse e vamos embora! — retrucou. — Não sei andar de salto alto.
— Eu lhe ensino, maninha.
Passaram pouco mais de uma hora na sapataria, onde Isabella provou uma infinidade de saltos, até se decidir por um de estatura media.
— Preciso ir ao banheiro. — Informou Alice correndo enquanto Isabella ficava a sua espera cheia de pacotes. — Não demoro.
Sentada no banco inclinou a cabeça e ficou de olhos fechados, seus pés estavam realmente doendo. Nunca andará tanto como naquela tarde. Alice era uma compradora compulsiva. Sorriu ao lembra-se da cara dela todas as vezes que Isabella provava uma nova roupa.
— Voltei bonita! — Sentou-se ao seu lado. — Vamos comer alguma coisa antes de ligar pra mamãe?
— Mc? — Sugeriu.
— Deu água na boca.
Já estava na saída a espera de Esme quando um carro parou perto das duas, de dentro dele saltando dois Homens causando a maior confusão, pegaram Isabella e jogaram-na no banco de trás e saíram a toda velocidade, deixando Alice aos gritos.
— Socorro! — Em questão de segundo estava rodeada de vários seguranças do Shopping. — Levaram minha irmãzinha Isabella.
— Quer ligar para alguém? — o segurança entregou um celular.
— OMG! Façam alguma coisa seus brutamontes!_ Alice gritava apavorada._ Eles têm que passar pela portaria não? Foi um carro preto.
Esme chegou ficando assustada com tanta gente ao redor de Alice.
— O que aconteceu Alice?
— Mamãe levaram Bells! — Jogando-se nos braços da mãe desatou a chorar. — Foi ele mamãe eu vi, foi aquele mostro.
Esme em choque abraçava sua filha e olhava ao redor. Gritando com os seguranças.
— Chamem a policia.
Esme pegou o celular e ligou para Carlisle informando o que acabará de acontecer.
****
— Para onde estão me levando? — Gritou Isabella assustada tentando se livras das agarras fortes dos dois Homens que a mantinha sentada.
— Sentiu minha falta amor? — Jacob sorria no banco da frente. — Seu papai manda lembranças.
— Seu cachorro filho da mãe! — Gritou e o carro parou e para seu desespero Jacob sentou ao seu lado. — Não me toque! — Ele alisava as pernas dela por cima da calça.
— Pensei que tivesse aprendido a lição docinho. — Sorria maliciosamente.
— Tire suas mãos de mim seu imundo! — Tentou se esquivar, mas ele a prendeu entre suas mãos e forçou um beijo, mais antes que ele concluísse o trajeto, Isabella cuspiu em sua cara. Levando um tapa em seguida.
— Vadia dos infernos! — Prendeu-a entre as mãos. — Aprenda uma coisa, você não pode comigo e será mais prazeroso, para você se parar de lutar. — Sorriu — Para mim será de todo jeito!
Isabella ficou apavorada, tentava olhar ao redor para ver a onde se encontrava. E embora o carro estivesse com os vidros levantados ela conseguiu perceber que ainda estavam nas dependências do Shopping. Não era possível que ninguém percebesse a situação.
Alguém vai nos ver e informar a policia!
— Não se preocupe logo estaremos longe daqui e cuidarei muito bem de você hoje à noite. — Voltou a tocar em sua perna, subindo a mão até perto de sua virilha. — No final você vai ver como será delicioso.
— TIRE SUAS MÃOS IMUNDAS DE CIMA DE MIM. SEU FILHO DE UMA MÃE! — Gritou se esperneando conseguindo se soltar das agarras dele e partindo para cima do Jacob. — SEU MOSTRO DOS INFERNOS! — Cravou as unhas na face dele tirando-lhe um pouco de sangue.
— Vadia! — Jacob a jogou de encontro ao acento. — Vai me pagar caro por essas marcas. — Cuspindo sua ira sobre ela. — Espero que essa bucetinha mereça tanto sacrifico!
Os três Homens que estavam no carro sorriram olhando a Isabella de forma libidinosa. Causando nela um arrepio gélido de pavor.
— Depois que me diverti bastante com essa vadiazinha. — Alisou os seios dela por cima da blusa vendo seus Homens lamber os lábios. — Vou gostar de vê-la com vocês.
— Não! — Isabella lutava inutilmente contra as mãos fortes que a agarravam.
— Ela é selvagem chefe! — O moreno sorriu. — Do jeito que o senhor gosta.
— Quando acabar com ela. — Beliscou o seio dela fazendo-a gritar. — Ela vai está uma gatinha domesticada. Caralho só de imagina fico de pau duro. — Pegando a mão dela Jacob forçava a toca em sua ereção. — Olha cadelinha como você me deixou. — Mas Isabella se debatia causando uma confusão no interior do carro. —Fique quieta sua porra! — Apertando o pescoço dela Jacob a fuzilava com o olhar. — Se não se comportar agora, não esperarei até sairmos dessa droga de estacionamento e treparei com você aqui, com meus Homens filmando tudo... É isso que quer putinha?
— Por favor? — Pediu chorosa. — Por favor, não.
— Então se comporte direitinho. — Alisou o rosto dela antes de lamber, enxugado as lagrimas que rolavam. — Por que quero lhe comer direitinho, saboreando esse seu corpo antes de lhe deflorar. — Tocou em sua intimidade sobre a calça jeans que ela usava. — Continua virgem?
Isabella ficou calada, sentindo nojo de seu corpo onde ele ousava tocar.
— Responda putinha. — Apertou seu pescoço. — Essa bucetinha já conheceu um pau? . —Isabella fechou os olhos antes de negar com a cabeça. Jacob gargalhou. . — Você já viu um?
E como seu inferno já não fosse o suficiente, Jacob sorriu antes de começar a abrir o zíper da própria calça. Isabella virou o rosto de olhos fechados.
_ NÃO!_ Gritou assustada quando sentiu sua coxa ser apertada._ Afaste-se de mim!
Chorava, gritava , lutava conta às mãos que tentava lhe manter imóvel. Mas ela não iria se acovardar. Lutaria ate seu ultimo resquício de forças. Não se deixaria vencer pelo mostro que estava sua frente. Não... Nunca se renderia.
E como se para lhe da força e coragem, viu nitidamente a sua frente um par de olhos azuis, que lhe fitava com carinho, doçura e naquele momento lhe inspirava a guerrear.
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Notas finais
Bem travessas espero pelos comentários de todas vocês...
Até o proximo!
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