A Origem Do Grande Khal
1 Capítulo 1 - A Caçada
Notas iniciais
Conta a história de como Drogo virou Khal
Quieto como uma sombra, era aquilo que seu pai sempre dizia quando ia caçar. Dali conseguia enxergar tudo, os veados comendo grama e folhas de arbustos, as folhas das árvores se mexendo com o vento, e bem escondidos, estavam seus companheiros de sangue, esperando o seu sinal. Depois de alguns minutos, Drogo percebeu que os veados estavam parando de comer e estavam ficando com sono, então olhos para os outros e deu o sinal. Assim que ele fez isso, ele e mais cinco dothrakis sairam de seus esconderijos com seus arakhs nas mãos, Drogo escolheu o maior e tentou apunhalar o veado na cabeça, mas o veado desviou e começou a correr, Drogo virou com toda força e o atingiu na perna, o veado caiu no chão choramingando e Drogo enfiou seu arakh no peito e veado e ele morreu.
Olhou para os lados e viu que os outros estavam fazendo o mesmo, assim que todos estavam mortos, todos limparam suas armas e cada um pegou um veado e colocou nas costas para carregar e foram andando até Vaes Dothraki, onde o pai de Drogo, o Grande Khal Bharbo, os esperava.
-Essa foi fácil — comenta Rakko, um Ko de Khal Bharbo. E assim como a maioria dos dothraki, tinha uma pele bronzeada devido ao sol, e era grande de muito forte e musculoso.
-Não podia ser difícil com o filho do Grande Khal ao nosso lado — respondeu Jo, outro Ko de Khal Bharbo.
-Silêncio — falou Drogo — Acho que estamos sendo seguidos.
Todos começaram a olhar para os lados procurando alguma coisa viva, mas niguém viu nada, a não ser Drogo.
-Ali — Drogo apontou para um arbusto — acho que vi alguma coisa se mexendo ali.
Drogo jogou seu veado no chão, pegou seu arakh foi andando silenciosamente até o arbusto. Estando a quase um metro de distância, um tigre pulou em cima de Drogo, que foi pego se surpresa, o tigre bateu com tanta força em seu peito que o arakh caiu de sua mão. Drogo estava cara a cara com o tigre, que tentou morder sua cara, mas ele foi mais rápido e tirou a cara da frente fazendo com que o tigre batesse o nariz no chão, aproveitando a tontura do tigre, Drogo deu um soco com toda sua força perto da orelha do tigre, mas o tigre não saiu de cima dele, Drogo deu outro soco e dessa vez, o tigre aliviou um pouco o peso da barriga de Drogo, que aproveitou e juntou seus joelhos e trouxe as pernas para perto da barriga, colocou os pés na barriga do tigre e empurrou com toda força. O tigre foi jogado para longe e Drogo já se pôs de pé, olhou para os lados mas não achou seu arakh, nem viu seus companheiros de sangue por perto. Não deu tempo nem dele chamar pelos outros, pois o tigre já vinha vindo para cima dele, Drogo esperou até que o tigre chegasse perto, assim que o tigre estava quase na sua frente, Drogo desviou e o tigre passou direto e bateu a cabeça na árvore que estava atrás de Drogo, antes do tigre ter tempo de se recompor, Drogo já estava em cima dele com os braços em seu pescoço e apertando forte. O tigre começou a se debater loucamente e enquanto mais se debatia, mais Drogo apertava, depois de alguns minutos assim, o tigre finalmente desistiu e caiu no chão, morto.
Drogo se levantou e foi procurar seus companheiros e seu arakh. Achou seu arakh embaixo de algumas folhas, se abaixou para pegar e percebeu que o arakh estava cheio de sangue Drogo pensou que tinha esquecido de limpar. Limpou a arma, guardou em seu cinto, assim que levantou, viu que tinha um pé mais para frente, andou até ele e assim que chegou lá, viu que todos os seus companheiros que tinham ido caçar estavam mortos. Todos os Kos de seu pai, todos mortos, alguns eram amigos de infância de Drogo, e agora estavam todos com vários cortes em diferentes lugares, alguns estavam com cortes do umbigo até o nariz, outros com cortes no pescoço, e tinha um com a cabeça cortada. Todos estavam com os cabelos cortados, o que significava que quem tinha feito aquilo eram dothrakis, por que quando um dothraki era derrotado, cortavam seus cabelos para mostrar que ele tinha sido derrotado, assim como seu pai, Drogo nunca teve seus cabelos cortados, e considerando que já tinha vinte e três anos, Drogo já era considerado um dos melhores guerreiros dothraki. As tranças de Drogo já estavam quase chegando à altura da cintura.
Tenho que avisar meu pai. Pensou Drogo enquanto se levantava. E começou a correr em direção de Vaes Dothraki.
Alguns minutos depois, passou pelos cavalos gigantes que era a entrada da cidade, a cidade não tinha muralha ou portões, porque só um louco atacaria os dothraki. Assim que entrou, sentiu um fedor repugnante e viu que haviam vários corvos rodeando a cidade. Foi andando e percebeu que não tinha ninguém na cidade e viu que todas as portas das casas estavam escancaradas. Drogo foi até uma casa e empurrou a porta. Entrou na casa e viu que todos estavam mortos e com cabelos cortados. Nem as crianças e mulheres foram poupados. Drogo entrou em todas as casas e viu que estavam todos mortos. Chegou na casa de seu pai e viu que era a única na cidade que não estava arrombada. Abriu a porta e encontrou quem menos gostaria nessa hora, o Khal Joggo, o maior inimigo de seu pai. Ele já tinha visto Khal Joggo uma vez ou outra, mas sempre de longe, porque se ele e seu pai se encontrassem, ia haver guerra, e como seus khalasares eram iguais em números, os mais próximos ao seu pai tentavam evitar que os dois se encontrassem. Cercando Khal Joggo, estavam 10 homens dothraki e um deles estava com uma cabeça na mão. Era a cabeça de seu pai.
— Oi Drogo, filho de Bharbo — disse Khal Joggo sorrindo.
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