A Ordem dos Cavaleiros
19 Arco Verdade entre eles - Quem é 04 ?
Notas iniciais
Desconfiança, essa foi a primeira coisa que atingiu Tiago e Eliza, no entanto, o Cavaleiro das Trevas começou a se questionar se toda essa situação poderia ter sido evitada, se ele tivesse seguido o plano de Gui-gon perfeitamente. Ele viu as palavras escritas atrás do bilhete, durante a missão, quando o queimou e por isso começou a se sentir culpado. Enquanto ambos estavam pensativos, um dos prisioneiros os chamou, e eles se aproximaram de sua sela:
— Oi – cumprimentou o detento
— Mais um detento? – questionou Tiago.
— Que tipo de lugar é esse? – perguntou Eliza, ao observar o estado do detento, ela percebeu que aquele homem havia sido preso recentemente e pelas roupas se percebeu que ele estava investigando.
— Quem diria que a princesinha do Caspian era tão direta. Bom, esse lugar, agora, é uma grande porta do mundo dos mortos – respondeu o detento.
— Quem é você? – questionou Tiago.
— Não sei meu nome de verdade, mas o nome que me foi dado é 04, sou um traficante de informações e investigava esse lugar para usá-lo como base – disse o detento.
— 04, onde está a garota que estava aqui? – Tiago mostrou que ainda queria encontrar a amazona.
— A verdadeira morreu há uns 20 anos, mas a clone deve estar no topo da prisão. – respondeu 04, mostrando que conseguiu obter informações valiosas sobre a prisão.
— A verdadeira morreu? O que quer dizer? – questionou Eliza.
— Calma, não é nada tão estranho, mas vou explicar. Há muitos anos, quando eu ainda era soldado, um de meus melhores amigos foi morto sob minhas ordens, não consegui superar isso e abandonei o exercito de Nocts. Eu procurei todas as formas de esquecer o que havia acontecido, mas não consegui. Após ter desistido de esquecer, decidi trazê-lo de volta e ouvi rumores de certo doutor, que, pelo preço certo, trazia qualquer um de volta da morte – explicou 04, mostrando parte de seu passado, antes de se tornar traficante.
— Ele trouxe seu amigo de volta? – Tiago se mostrou comovido com o passado de 04.
— Bom, ele pegou o corpo e depois de duas semanas, ele estava de volta. Eu estava tão feliz, mas, infelizmente, não era ele de verdade, era um simples clone, que nunca seria o mesmo amigo que perdi – contou 04.
— Quando percebeu? – Eliza também se mostrou comovida com o passado do detento.
— Ele parecia estar diferente, meu antigo amigo não gostava de trabalhar como traficante de informações, mas o clone, era apaixonado por isso, porque ele queria a minha felicidade e se preocupava mais comigo do que o original. Basicamente, ele criou outro individuo e não reviveu meu amigo – explicou 04.
— Eu deixei o clone em outro planeta, com uns amigos, e nunca mais o vi ou pretendo, mas sobre o doutor, eu procurei por ele por milhares de lugares até desistir. Por coincidência, eu o encontrei aqui e antes que eu pudesse matá-lo, os soldados dele me pegaram. – 04 mostrou o final de sua história.
— Esse tal de Apollo, ele clona pessoas mortas e as vende aos vivos – concluiu Tiago.
— Isso é triste – disse Eliza.
— Ele é um desgraçado que não pode sair impune de tudo isso. — Tiago ficou com olhos azuis sem perceber, enquanto dava um soco na parede.
— Corram. Sua amiga deve estar no topo da prisão, é pra lá que mandam os clones com defeito.
— Defeito? – perguntou Eliza.
— Aqueles que se apegaram demais ao mundo de fora ou descumprem ordens de seu comprador são mortos lá, todos os guardas irão fuzilá-la. Bom, não faz diferença, ele pode fazer mais mesmo – concluiu 04.
— E você concorda com isso? – Tiago deixou sua raiva fazer uma pergunta que calmo jamais faria na frente de Eliza.
— Eu..... – 04 estava prestes a dizer.
— Não ligo pra sua opinião – interrompeu Eliza, puxando Tiago pelo braço e ambos começaram a subir as escadas dentro da jaula de Isabelle.
— Tanto faz – disse o detento, mas após olhar para a parede que Tiago socou, lá estava um bilhete e dentro de sua jaula estava uma chave, que foi jogada pelo cavaleiro.
O detento escapou e pegou o bilhete, que dizia: “O que impede de você ter sido clonado?”. O agente 04 ficou pensativo sobre quanto tempo estava preso e percebeu que era realmente possível, depois leu as letrinhas miúdas que diziam: “Você me deve uma”. O traficante de informações passou pelo corredor, sem ligar para os demais presos e pegou uma arma de um guarda que havia sido morto por garras.
Fale com o autor