A Ordem dos Cavaleiros

23 Arco Verdade entre eles - O assassino Levi Fooster


Notas iniciais
O melhor aprendiz de Charlie Hunter apareceu na frente de Eliza Como essa situação se resolverá ?

A situação não poderia ser pior para ambos os lados que estavam presentes naquele refeitório, mas um dos lados decidiu agir primeiro:

— Entendo. Nesse caso, que tal negociarmos – disse o assassino enquanto mantinha sua mão no pescoço de Eliza.

— Você é mesmo leal ao Hunter? – perguntou Eliza.

— O mundo gira através de informações e favores, essa é uma das coisas que aquele mágico me disse – respondeu o assassino, que se apresentou como Levi Fosster, após ter abaixado sua mão, e retirou as faixas de seu rosto cheio de cicatrizes e queimaduras.

— Você só se preocupa com seus problemas! Nesse caso, vou escutar o que tem a dizer – concluiu Eliza, abaixando suas linhas que foram retiradas de seu vestido de festas, antes dela ter se trocado e partido para a prisão.

— Entendi. Você quer informações sobre meu mestre, certo? – questionou Levi.

— Aquele no chão parece ser um completo idiota, o outro lá fora vai se matar quando eu passar pela porta. Afinal, pelo que parece, ele só pode usar seu Kamui pela condição de não se mover. – deduziu Eliza, que observava cuidadosamente cada passo dado pelos aprendizes de Charlie Hunter .

— Então só sobrou a mim – concluiu Levi.

— Eu lhe darei as informações necessárias se prometer que fará algo para mim, mas não se preocupe, não ajudará Ember – disse Levi.

— O que quer? – perguntou Eliza.

— Quero que a República ajude os rebeldes de Arcádias – respondeu Levi.

— Rebeldes? Qual é seu interesse neles? – Eliza se mostrou desconfiada de Levi.

— Quer informações sobre mim ou Charlie Hunter e os Lordes? — Levi se mostrou firme na negociação e acabou fazendo uma oferta que nenhum republicano resistiria.

— Me conte sobre os Lordes e Charlie Hunter. – Eliza não conseguiu recusar a oferta.

— Claro, mas para garantir que cumprirá sua parte, direi as informações sobre Charlie Hunter, e após conseguirem libertar Arcádias, contarei tudo o que descobri sobre os Lordes – explicou Levi.

— Aceito os termos – disse Eliza.

A situação de Eliza parecia ter começado a melhorar, apesar de tudo, as informações sobre os Lordes, que a República possuía eram todas dadas por Gui-gon, e elas não eram atuais, então qualquer chance de obter informações sobre eles deveria ser vista como prioridade:

— Diga logo – apressou Eliza. Afinal, a situação de Tiago ainda era desconhecida e ele poderia estar correndo perigo de morte.

— Melhor saber que agora que vai conseguir essas informações, não poderá mais esquecê-las – explicou Levi.

— Nem criança enrola tanto tempo para contar que quebrou um vaso de flores em casa. Diga logo! – Eliza se mostrava cada vez mais irritada com a demora do assassino.

— Charlie Hunter é rei em um planeta no Império de Kaze, no setor 4579-B, pertence à espécie dos Yatos e também possui muita influência em Ember, pois é o Stanza Lorde – contou Levi alguns segredos de seu mestre.

— Stanza? Ele é o quarto? Mesmo sendo da espécie com maior força física da história? – Eliza se manteve calma, mas não conseguia pensar que havia pessoas mais fortes do que o Mágico no sistema de Ember.

— Sim – respondeu o assassino confirmando a teoria de Eliza.

— O que ele quer? – questionou Eliza.

— Alguém forte que ele possa enfrentar, esse é o único objetivo dele, ou seja, ele é apenas leal ao Imperador de Ember para enfrentar o homem mais forte do universo, Caspian Del Leone – explicou Levi.

— O rei da República? Então por que essa insistência toda com o Tiago? – Eliza decidiu esconder sobre sua relação com Caspian, mas decidiu perguntar sobre seu amigo.

— Ele é um cavaleiro promissor, com habilidades incríveis e inteligência invejável para cavaleiros de nível prata, mesmo ainda não estando no seu auge, ele despertou o interesse do meu mestre – explicou Levi.

— Ele só pensa em lutar? Parece um viking. – Eliza comparou o Mágico com um dos povos que já viveram na Terra.

— Viking? Nunca ouvi falar, mas tanto faz.- Levi não entendeu a referência.

— De qualquer forma, o que vai fazer agora? – perguntou Eliza.

— Vou levar meus amigos comigo e deixarei o doutor com vocês – respondeu Levi, enquanto carregava seu amigo que estava inconsciente.

— E os projetos dele irão com vocês, certo? – Eliza percebeu que apesar das negociações terem dado certo, as pesquisas e equipamentos do doutor já terminaram de ser descarregados no portal do terceiro aprendiz de Hunter.

— Deixaremos as pesquisas de clonagem e o Apollo com vocês, não temos interesse nelas, e não se esqueça de que eu vi o aquela habilidade, que pode ser seu Kamui, ou seja, se você não ajudar os rebeldes, contarei ao meu mestre sobre você. – explicou Levi.

— Estou em desvantagem, terei que concordar – pensou Eliza.

— Tudo bem. – Eliza aceitou o acordo.

— Foi bom fazer negócio com você! – O assassino carregou seu amigo para fora da sala.

O aprendiz de Charlie Hunter enfaixou seu rosto novamente e voltou para o local onde estava o Dr.Apollo:

— Vamos, Hide, terminamos aqui. – disse Levi.

— O que aconteceu com Mado? – perguntou Hide.

— Um prisioneiro escapou e o nocauteou, tive que guardar a armadura dele no cristal, mas fora isso ele parece bem – explicou o assassino.

— Entendo, de qualquer forma já guardei as pesquisas que o mestre pediu, coloque o Mado no portal e vamos sair daqui – Hide se mostrou apressado para voltar.

— É o frio? Por isso quer tanto sair daqui?– perguntou Levi, enquanto colocava Mado no portal.

— NÃO É O FRIO! – gritou Hide tremendo.

— Podem ir, vou logo atrás de vocês – disse Levi.

— Você quem sabe. – Hide aumentou o tamanho do portal para que se expandisse o bastante para que fosse transportado, e o portal se fechou deixando Levi em Frug.

— Encontrei os papéis que procurava, agora podemos começar a colocar as minhas cápsulas e experimentos – disse Apollo ao voltar para a sala, mas após olhar ao redor da sala, percebeu que não tinha mais ninguém lá, demorou apenas sete segundos para perceber que havia sido traído, mas não conseguiu perceber a presença de Eliza, que colocou uma linha próxima ao pescoço do doutor.

— Se você se mexer, eu te mato – sussurrou Eliza.