A Ordem dos Cavaleiros
27 Arco Verdade entre eles - Adeus Frug
Notas iniciais
A luta acabou e ambos desapareceram na avalanche. A madrugada chegou junto da temporada das nevascas, os soldados da República conseguiram capturar e levar o Dr.Apollo para Fiore. O ex líder dos sobreviventes, que havia se tornado representante de Frug, Kite, teve sua família resgatada e decidiu esconder todo esse acontecimento na prisão para o público. Enquanto isso, em meio à nevasca, se via uma garota carregando um cavaleiro inconsciente em uma moto.
O cavaleiro estava sonhando, ele era um pequeno garoto, com cabelos curtos e olhos verdes, que estava cercado pela escuridão e cheio de sangue em suas mãos, a cada passo o sangue aumentava, quando ele caiu por não aguentar mais andar, uma luz aparecia:
— Você está bem? – Uma voz aparecia em meio àquela imensa escuridão.
— Eu não quero continuar aqui – disse o garoto, que estava com as mãos tremulas.
— Entendo. Nesse caso, pegue a minha mão – ofereceu a luz.
— Como vou saber se não é mentira? – questionou a criança, enquanto olhava para o chão.
— Você só saberá se vir. – Uma mão direita apareceu, ela estava cercada de luz.
— Eu quero sair! – O garoto alcançou a mão que havia aparecido e foi levado para dentro da luz.
Dentro da luz se encontrava uma garota, ela mostrava seus olhos azuis que pareciam acalmar o menino, os cabelos ruivos dela estavam cercando o garoto:
— Oi – disse a garota, com um sorriso que fez com que aquela alma que estava presa na escuridão sorrisse também.
— Não me agradeça ainda, primeiro precisamos sair dessa nevasca – disse Eliza, enquanto continuava carregando o cavaleiro em seu veículo.
— Eliza? O que aconteceu? – retrucou Tiago enquanto tentava se levantar.
— Fique aí, você perdeu um braço, se ficar se mexendo muito o sangramento pode voltar – avisou Eliza, que usou parte do terno que havia encontrado junto a Tiago, no meio da nevasca.
— Onde encontrou esse terno? – perguntou Tiago, mas estava praticamente sussurrando.
— Encontrei com você, pelo que parece percebeu que coloquei um rastreador nele, mas pela sua surpresa percebo que você tinha deixado ele com a Isabelle e ela jogou em você, ou seja, ela me ajudou a te encontrar e desapareceu – concluiu Eliza.
— Sim. Sinto muito por te preocupar – desculpou-se Tiago.
— Devia pedir desculpas mesmo, seu idiota – disse Eliza, ainda furiosa com o cavaleiro.
— Por que está puxando a moto? – perguntou Tiago.
— A bateria acabou no meio do caminho, eu devia ter perguntado quanto tempo ela ia durar antes pegá-la – respondeu Eliza.
— E você ainda me chama de idiota? – questionou Tiago.
— Cala a boca, idiota! – disse Eliza.
A senadora estava andando, mas estava totalmente esgotada. A única coisa que a mantinha andando era a força de vontade e, graças a ela, chegaram à civilização. O aprendiz de Gui-gon foi levado para Fiore dentro de uma nave médica, e Eliza voltou para o castelo de Frug para se encontrar com Connor.
Os clones foram todos libertados, eles conseguiram liberdade para fazerem o que quiserem a partir dali, mas isso não mudava o fato de todos saberem que não eram humanos e, por isso, a República vigiaria cada um deles e cuidaria daqueles que quisessem se unir a ela. Os acontecimentos não vieram a público, ou seja, a união entre os planetas neutros e o sistema de Caspian continuaria. Enquanto isso, Eliza relatou o que aconteceu ao Comandante Connor. Após o relatório, a senadora entrou em um transporte diplomático e voltou para Fiore, ela estava com dúvidas sobre os Lordes, mas ao passar de minutos a filha de Caspian desmaiou de cansaço.
A República comemorava a entrada de mais planetas em seu sistema, enquanto isso, Charlie Hunter se encontrava perdido na nevasca, até ser encontrado por seu aprendiz:
— Você não parece bem, meu mestre – disse Levi Fosster.
— O que posso fazer, tive que fazer isso. Afinal a diversão só será melhor se eu guardar para mais tarde – explicou o Mágico, enquanto apoiava-se em seu aprendiz.
— Entendo, então foi uma boa caçada – concluiu o assassino, enquanto andava com seu mestre.
— E você? Passou as informações sobre os Lordes? – perguntou Charlie Hunter.
— Eu entrei em um acordo com eles. Então só passarei as informações se ajudarem os rebeldes do meu planeta natal – respondeu Levi.
— Entendo. Então você decidiu ajudar aquele lugar? – Charlie Hunter se sentiu surpreso pela atitude de seu aprendiz.
— Sempre foi o meu objetivo. Foi esse o motivo para que eu tenha aceitado ser seu aprendiz – disse Levi.
— É verdade, como o tempo passa rápido. Bom, de qualquer forma, não vou te impedir. – Charlie Hunter entendeu os motivos do assassino.
— Entendo. – Levi percebeu que passou muito servindo a seu mestre.
— Mas mudando de assunto, foi você que matou os guardas? Aqueles que estavam na porta? – perguntou Charlie Hunter.
— Sim – respondeu o aprendiz do Mágico.
— Então, havia guardas esperando para capturar os reféns que Tiago soltasse? Interessante, você chegou mais cedo para ajudar alguém a escapar? – questionou Charlie Hunter.
— Algo assim – disse Levi de forma irônica, enquanto sorria.
Entendo. Bom, quero que saiba que não irei te atrapalhar. – Charlie Hunter se colocou para fora do plano do Assassino.
— Sei que não fará nada, porque vai ser muito divertido assistir. – Levi viu por trás das palavras de seu mentor.
— Você adivinhou. – O mágico sentiu orgulho de seu aprendiz por ter começado a entendê-lo.
O Lorde e seu aprendiz chegaram a uma base secreta de Ember, pegaram uma nave e partiram após destruírem a base para que os soldados da República não a encontrassem de forma alguma.
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