A Ordem dos Cavaleiros
33 Aqueles que mais sofrem
Notas iniciais
Passaram-se quatro meses após o grande debate, o general Gui-gon colocou Gabriel como seu Terceiro oficial. O batalhão 104 esteve em diversas missões ao redor da galáxia e, graças aos seus esforços, se tornaram o melhor batalhão de ataque da República. Naquele momento, eles estavam em Pratek, lutando para tomar o planeta das mãos do sistema de Ember, em uma noite chuvosa, pudemos ver um grupo de soldados sobreviventes da ultima batalha.
— Finalmente essa batalha terminou, logo poderemos voltar para a República depois de quase dois meses nesse planeta cheio de montanhas – disse um dos soldados.
— Demorou mais do que o planejado, mas vencemos. Então tudo bem. – Outro soldado tentou animar os ânimos dos demais.
— Depois de perdermos cerca de 40% dos nossos homens, não sei dizer se vencemos. – Catapk, um dos novatos que estava no batalhão, não conseguia animar-se com a vitória.
— Deixa disso, Catapk, estamos em guerra, não temos tempo para lamentar – disse o veterano do grupo.
Eles estavam voltando para a base, quando receberam uma transmissão por holograma do Comandante Connor.
— Catapk, preciso que me encontre na região de Parftk, preciso do relatório da batalha de hoje – disse o Comandante
— Estou a caminho, senhor. – O novato confirmou sua presença e encerrou a chamada.
— Parece que você realmente não tem tempo, novato – brincou um de seus companheiros.
— Realmente – concordou Catapk.
O novato pegou um veículo e foi até a região. Ele encontrou o Terceiro oficial e o comandante, que estavam conversando sobre o termino da missão em Pratek:
— Se depois de tudo isso, os habitantes daqui não se unirem à República, eu juro que começo um golpe de Estado – reclamou Gabriel, porque ele foi um dos que mais trabalhou durante a missão, tanto em táticas, quanto em batalha.
— Acho que está exagerando, mas depois de tanto tempo lutando para tomar o planeta de volta, provavelmente não reclamarão de se unir ao nosso sistema. – O comandante tentou acalmar os ânimos de seu superior.
— Pode ser, mas depois de matar tantos membros dos Cavaleiros Dellóscurita, eu gostaria de, pelo menos, um novo tipo de combustível para nossas naves ou uma licença Hunter – retrucou o aprendiz de Yoda.
— Estou aqui com o relatório da missão na região de Jilk – interrompeu Catapk, entregando o relatório.
— Obrigado, soldado! Gabriel, mais um para você. – O comandante entregou o relatório para o cavaleiro.
— Mais um relatório de missão? Logo vou conseguir escrever um livro do Senhor dos Anéis só com os relatórios dessa semana – reclamou Gabriel.
— Bom. Esse deve ser o último de qualquer forma. Enfim, Catapk, vá buscar o Tenente, ele ainda está na base inimiga – deduziu Connor.
— Ele disse que havia recebido informações sobre uma possível pista de algum plano do Sistema de Ember, encontre-o e veja o que ele descobriu – ordenou o cavaleiro.
O novato foi mandado para a base inimiga. Onde ele encontrou diversos corpos de Cavaleiros de Ember, e, no meio deles, encontrou o aprendiz de Gui-gon.
— Senhor? – Catapk estava com um pouco de medo, pois era a primeira vez que via tantos inimigos mortos em sua frente.
— Catapk? O Connor e o Gabriel devem ter te mandado para me buscar, foi mal pela demora, acabei ficando aqui para descansar um pouco – desculpou-se o Tenente.
— Não se preocupe com isso, Tenente, encontrou alguma pista? – perguntou o novato.
— Encontrei um pen drive versão XVIII, muito danificado, mas o Gabriel deve conseguir ver o que tem dentro – respondeu o cavaleiro, enquanto retirava sua espada do chão.
— Sua espada parece estar bem gasta – disse o novato.
— Naturalmente, os membros da minha classe gostam de usar sua energia para fazer suas próprias armas, mas como recentemente Gui-gon me obrigou a treinar com uma espada de verdade e não usar eletricidade, ela acaba ficando bem gasta. Bom, vou lidar com isso depois – explicou o cavaleiro, enquanto vestia sua capa de chuva.
— Vamos voltar para a capital, devemos contar sobre nossa vitória para o conselho da República e para os habitantes, que poderão voltar para suas casas – disse Tiago, enquanto pegava seu veículo.
— Vamos – concordou Catapk.
Enquanto isso, dentro da Segunda Prisão, ocorria mais um interrogatório para conseguir respostas do Dr.Apollo:
— Você não se cansa de responder a mesma coisa? Até agora, a única informação útil que disse foi que Charlie Hunter é um Shinobi, mas depois disso você simplesmente responde “Eu não sei” para tudo que pergunto – disse Alone.
— Acredite, eu gostaria de poder ferrar com o Hunter tanto quanto vocês, já que ele me traiu e roubou grande parte das minhas pesquisas, mas ele não me contava tudo, não era como se fossemos amiguinhos do ensino médio — reclamou Apollo.
— Ele deixou sua pesquisa de clonagem, pare de reclamar. – O amigo de Gui-gon teve que participar de todos os interrogatórios de Apollo e isso o estava irritando muito.
— Você leu minhas pesquisas? O que achou? – questionou o preso.
— Antiéticas – respondeu Alone de forma direta.
— Todo homem sem visão diz isso, mas você é um cientista. Acredito que minhas pesquisas serão muito úteis para que consiga salvar a República — retrucou o louco.
— O que quer dizer com isso? – perguntou o doutor.
— Todos os cientistas são farinha do mesmo saco, mas quando olho para você, percebo que é o cientista mais parecido comigo – respondeu o louco.
— Cale-se, terminamos por hoje. – Alone terminou a sessão do dia.
— Até amanhã, e não se esqueça de me avisar quando encontrarem a Isabelle – brincou Apollo, que voltou para sua cela.
O Dr.Apollo foi julgado, sendo considerado um louco, foi enviado para a segunda prisão, que busca a reeducação dos presos por crimes pequenos ou constatados loucos clinicamente. Mesmo esse sendo o propósito da prisão, todos que estavam envolvidos no incidente em Frug sabiam que esse homem nunca iria mudar, ele dedicou sua vida inteira a pesquisas antiéticas e usou o sentimento de perda das pessoas para conseguir lucro para se investir, ainda mais, a suas pesquisas.
Mesmo com Apollo capturado, ele não ofereceu muitas informações uteis, o que era de se esperar, porque Charlie Hunter não poderia ser considerado um Lorde se dividisse os segredos de sua ordem com um lunático, mas, no pensamento de Alone, ele ainda poderia ser útil e poderia se tornar membro da sociedade algum dia. O grande cientista da República sempre buscou acreditar no melhor dos outros, e, por isso, decidiu tentar ajudar os criminosos através da reabilitação.
Passaram se mais alguns dias, o Cavaleiro e seus soldados voltaram para Fiore, após a vitória em Pratek, os membros do batalhão voltaram para a base. Enquanto isso, Catapk, estava pensativo sobre a ultima batalha, ele era o mais novo membro do batalhão de Gui-gon, mas, diferente dos outros, não conseguiu aceitar a vitória com a perda de seus irmãos de armas e decidiu procurar seus superiores, os encontrou em frente à base central do exército da República. O novato decidiu observar escondido o que eles estavam fazendo na base central, onde estava uma grande fila de pessoas que preenchiam o quarteirão.
— Quem é o próximo? – disse Gabriel, enquanto entrava uma mulher que aparentava ter 29 anos.
— Boa noite, soldados, por que me chamaram dessa vez? Outro prêmio para o meu marido ou algo do tipo? Estou cansada de vir aqui só para isso – perguntou a mulher de forma arrogante.
— Ele morreu! – disse Tiago.
— O quê? – A convidada entrou em choque.
— É isso mesmo – Gabriel confirmou.
— COMO ISSO É POSSÍVEL? O QUE ACONTECEU? POR QUE NÃO O PROTEGERAM? O QUE VOCÊS ESTAVAM FAZENDO? – A mulher deixou sua postura arrogante, se levantou da cadeira e começou a gritar, ela levantou Tiago pela camisa e o arremessou para a parede.
— Sentimos muito por isso – disse Gui-gon, levantando seu aprendiz.
— QUE TIPO DE CAVALEIROS SÃO VOCÊS? – questionou a mulher.
A mulher saiu da base inconformada com a morte de seu marido, os gritos dela foram escutados por muitas famílias na fila. No momento em que Catapk ouviu os gritos da mulher, ele percebeu que aquele grande número de pessoas, que estavam naquela grande fila, receberiam a mesma resposta e isso o fez pensar “Eles são os que mais sofrem”.
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