A Nova Sexta-Feira 13

2 Jason ronda a solta...


Notas iniciais
Enfim, capítulo 2. Espero que curtam o massacre!

Ray, angustiado por não encontrar com Megan, descobre que talvez a namorada possa estar na caminhonete, esperando-o. Ele aumenta a velocidade de seus passos e, desviando-se dos galhos, das folhas secas e das árvores, vai o mais rápido que pode para o local onde o veículo está.

Não demora muito, e já em certo ponto da floresta, Ray começa a observar uma trilha de sangue. Ela vem do local onde está o carro dele.

– Mas que droga é essa? – O rapaz corre até o veículo e abre seu interior. A namorada não está lá, mas manchas de sangue cobrem o banco do motorista.

– Megan! – Ray fica desinquieto. Aquelas manchas de sangue podem ser de Megan. O rapaz fecha a porta do carro, batendo-a e vendo que o vidro está quebrado, e depois começa a seguir o rastro de sangue da trilha.

* * * * *

– Emily. Emily! – Ming grita para chamar a atenção da amiga. A moça está em um dos quartos do segundo andar da cabana antiga que ela encontrou.

– Que foi? – A amiga, preocupada, chega à porta do quarto. – Acho melhor irmos logo embora daqui!

– Tá, tá... Vamos embora agora, mas tudo que eu quero antes, é que me ajude a abrir isso! – Ming aponta os dedos (todos) das mãos para um congelador, antigo e branco. Parecia estar ligado.

– Ming... Aí dentro só tem carne. Vamos logo!

– Não vou sem ver o que tem aqui! – A garota faz pirraça, e Emily, cansada, resolve ajuda-la a abrir a porta do congelador.

– Tudo bem, vamos abrir logo isso... Mas se sua irmã souber que “xeretamos” o congelador da casa de um desconhecido, ela vai matar a gente!

Ambas as moças se aproximam da porta esquerda do congelador e, com força, a puxam para cima. Elas se chocam com o que veem.

– Ai meu pai! – Emily indaga, vendo um homem preso dentro do congelador com sua boca vedada por um pano e suas mãos presas. – Vamos tirá-lo daqui! — As duas moças o soltam, e o rapaz, após acordar, sai de dentro do congelador.

– Temos que sair daqui. Aproposito, meu nome é Carl. – Ele tenta ser ligeiro e simpático.

Emily pega nas mãos de Ming. – Eu e ela já vamos sair também!

– Não é isso... O dono dessa casa é o Jason, ele mata todo mundo que vem nessa floresta! – O rapaz explica às moças, e a porta da casa se abre.

– Ele chegou! – Carl cochicha à Emily. Enquanto as moças tentam se esconder, Carl força a janela do quarto até abri-la. Em meio aos sons dos passos de uma grossa e pesada botina, os três saem pela janela da casa e ficam de leve sobre o telhado.

Ming está com a boca tapada. Emily olha para Carl com o coração na mão. O rapaz apenas começa a chegar para os lados, sobre o telhado podre, de leve, andando vagarosamente. As moças o seguem também, tentando fazer o mínimo possível de barulho.

O rapaz chega até um ponto critico do telhado e se joga no quintal da casa, num amontoado de terra. Após se levantar, estando bem, ele acena para as moças pularem também, e mesmo com medo, elas fazem.

– Tem mais gente com vocês por aqui? – Carl questiona em baixo tom, dirigindo-se para a floresta.

– Nossos amigos estão por aí! – Emily explica. – Por quê?

– O Jason, se vê-los, vai matar a todos. Temos que avisá-los e sair logo daqui! – Carl para de andar.

– A casa onde meus amigos estão fica naquela direção! – Emily põe-se a andar, sendo seguida pelos outros. – Mas que mal fizemos para esse Jason querer nos matar?

– Simplesmente invadiram a casa e a fazenda da família dele! – Carl aumenta a velocidade de seus passos, e os outros fazem o mesmo.

* * * * *

Alguns instantes depois, um rugido extremo é solto na pequena cabana de onde as moças saíram. Jason está com fúria. Sua presa tinha sido solta.

Não muito longe dali, Timothy anda em meio aos troncos de árvores secos da floresta.

– O que é isso? – Ele escuta o rugido de Jason e começa a andar em direção a cabana dele.

– Emily! Ming! – O rapaz grita em som muito alto.

Ray, próximo dali, escuta os gritos de Timothy, e silenciosamente, passa a seguir o rapaz. Escondido atrás de algumas moitas de árvore, Ray fica observando a aproximação de Timothy da cabana antiga, onde, nenhum dos dois sabe que, Jason mora.

– Oi? Emily? Ming? Tem alguém aí? – Timothy fica gritando do lado de fora da cabana, enquanto Ray só observa tudo escondido.

De uma vez, pegando ambos de surpresa, um facão, em extrema velocidade, quebra uma das janelas de cima da casa e atinge o pescoço de Timothy. Ray cai em pânico, tapando a boca pra não gritar.

Timothy coloca as mãos no pescoço, que sangra muito. Com cara de dúvida, ele dá uma última olhada para a cabana, e logo, após seu pescoço desgrudar-se do resto do corpo, ele cai no chão.

Alguns segundos depois, um corpo mascarado sai da casa, pela porta da frente, e anda calmamente até o corpo de Timothy. Quando está procurando o seu facão, Jason nota que uma moita de árvore, próxima a ele, se mexe.

Indo silenciosamente com o facão em mãos, Jason aparece de uma vez na moita e esfaqueia um tronco de árvore. Ray, desesperado, já está muito longe dali.

Jason volta para perto do corpo de Timothy, opega e joga na cacunda, e o leva para dentro de sua cabana.

* * * * *

Ana Carolina está aflita na varanda da casa que enfeitaram, ela e seus amigos. A moça, preocupadíssima, anda de um lado para o outro na esperança em que sua irmã chegue logo, e bem.

Para animá-la, três pessoas saem do meio da mata que fica numa pequena baixada na frente da casa onde a moça está. Logo, “Carolina” suspira aliviada quando vê a irmãzinha vir correndo em sua direção, sendo seguida por Emily e um homem desconhecido.

As irmãs se abraçam, e a preocupação de Ana passa.

– Por onde andou? Por que você demorou tanto? – A irmã mais velha expressa algumas dúvidas.

– Você devia se sentir honrada por essas duas estarem vivas! – Carl entra na conversa.

– Quem é você? E por que está aqui com elas? – Ana Carolina para de abraçar a irmã e volta-se para o rapaz.

– Eu explico amiga. calma! – Emily entra na frente e começa a explicar tudo para a outra.

Um tempo se passa e Ana sabe da história completa.

– Vocês estão querendo dizer, que Jason, um cara mascarado, mata todo mundo que se atreve a entrar nessa ilha?! Quantas doses tomaram? – A moça é irônica. Ela não acredita em nada que os amigos a explicaram.

– É verdade, precisa confiar na gente! – Ming abre a boca.

– Olha moça, tente prender seus amigos dentro dessa casa. Se eles saírem para a floresta, já estarão mortos! – Carl explica. Ana olha com cara de dúvida para os outros, expressando uma emoção indefinível.

– O Timothy, a Elisa e o Brant saíram! – “Carolina” fala tudo de uma vez só. A moça, mesmo não acreditando em tudo que os outros contaram, está com medo pelos outros.

– Que droga! Se Jason achar eles, estarão mortos. – Carl começa a se preocupar.

– Vamos atrás deles! – Emily sugere. Os outros se olham e abanam positivamente com a cabeça.

– Ming, vá pra dentro, pode ser muito perigoso lá. Emily fique aqui e tome conta dela. Bradley está lá em cima no quarto dele. Se precisarem dele, é só gritarem. – Ana Carolina explica tudo e depois sai para a floresta, acompanhando Carl. Emily aceita o pedido da amiga e as duas entram na casa, fechando a porta e travando-a.

A noite já está chegando...

* * * * *

Ray, ainda chocado com a morte de Timothy, anda inquieto pela floresta que, de dia é linda, de noite é assustadora. O rapaz quer mais que tudo procurar pela namorada (Megan), mas, ir em silêncio é mais experto. Ele ainda se recorda da máscara no rosto do homem que matou o rapaz... É horripilante.

– Timothy! Seu retardado.

– Emily!

– Ming!– Ray começa a escutar altos esses gritos ecoarem na floresta. O rapaz rapidamente segue o som dos gritos. Eles são de Elisa e Brant.

– Droga, Timothy. Aparece logo, seu gay! – Brant faz graça. Elisa ri do namorado, sem parar de gritar.

– Ming, sua pestinha. Saia logo de onde estiver! – Elisa grita.

Ray, sem ser notado, aproxima-se calmamente do casal, que anda muito devagar. Após a aproximação, o rapaz vê que os gritos são apenas de duas pessoas normais, não do cara com máscara.

– Se eu não avisá-los, vão morrer! – O rapaz se aproxima mais e mais.

De repente, Elisa nota que uma moita perto dela se move.

– Brant! Tem alguém aqui. – Ela chama o namorado, que carrega uma arma escondida por debaixo da calça.

– Afaste-se, amor. Eu vou atirar, então, saia logo! – Brant aponta a arma, tremendo muito, para a moita de mato.

– Por favor, não atire! – Ray se levanta rapidamente, levantando os braços em seguida.

– Quem é você? – Elisa se aproxima do namorado, questionando o outro homem.

– Abaixe essa arma! – O rapaz pede. Brant o faz e se desaproxima dele.

– Estava nos seguindo? – Elisa questiona ao homem, que acena negativamente com a cabeça.

– Precisamos sair já dessa floresta! Tem um cara com máscara
à solta por aí que vai matar todo mundo! – Ele explica.

– Cara com máscara? – Elisa se enche de dúvida.

Enquanto isso, Brant nota mais matos se mexendo a alguns metros dele.

– Tá pensando que vai me pegar é, espertinho, saia logo daí. Sei que você é amigo do outro retardado ali! – Brant caminha até o local.

– Não, não é o meu amigo! – Ray grita, tentando alertá-lo. Tanto ele, quanto Elisa, se viram para Brant, que checa a moita e vira-se de volta.

– Não tem nada a... – Antes que o rapaz pudesse completar a frase, Jason cai de uma árvore bem atrás dele. Brant tenta se virar para atirar, mas Jason pega suas mãos e as torce, quebrando-as.

Em meio aos gritos de dor de Brant e de susto de Elisa, Ray tenta tomar iniciativa.

– Corra moça, vamos logo! Não tem mais como ajudar ele. – Ray chama por Elisa, que dá uma última olhada no namorado agoniando de dor, e sai correndo com Ray.

– Desgraçado...! – Brant tenta se soltar de Jason, porém o outro o levanta do chão e o joga em um galho, que o empala na nuca e o mata.

* * * * *

– O que era aquilo que matou o Brant? – Elisa questiona Ray aos prantos. O rapaz, que até então corre sem olhar para trás, vira-se para a moça.

– O nome dele é Jason. Ele mata quem se atreve a adentrar na fazenda da família dele. Você e seus amigos estão correndo grande perigo! Além do seu namorado, ele já matou outro amigo seu, que gritava os mesmos nomes que vocês.

– O Timothy... – A moça descobre.

– Acho que é esse aí mesmo. – Elisa para de correr, não demonstrando nenhuma expressão. Ray continua até notar que a moça parou, e para também, olhando firme para ela.

– Por que parou? – Ele questiona a Elisa, que continua parada, imóvel. Certa hora, seu corpo cai no chão, de frente, e mostra Jason atrás dela. Um galho está enfiado em suas costas. – Merda! – Ray se vira para frente e continua a correr, quebrando galhos e pisando em tudo que fica em seu caminho.

* * * * *

– Acredite em mim. Tudo isso é verdade! Precisamos achar seus amigos e sair o mais rápido que pudermos daqui! – Carl explica para Ana Carolina. A moça passa a mão na cabeça e desvia-se de alguns galhos secos.

– O que esse Jason tem? Por que sai por aí matando pessoas? Desculpa, mas é difícil acreditar nisso! – A moça indaga sua situação. Ana não está nem um pouco a fim de ir embora dali, ainda mais por que breve iriam chegar vários amigos para a festa na casa.

– Eu sei que é difícil e não quero te forçar a nada, mas é possível que todos os seus amigos já estejam mortos numa hora dessas!... Ai... – Carl termina de explicar e se esbarra em algo, caindo no chão.

Ana Carolina leva um pequeno susto com o ocorrido e vai ajudar o outro a se levantar. Após pegar em suas mãos e levantá-lo, os dois se assustam com o objeto que causou a queda de Carl: O corpo de Tenório.

– Tenório... Não! – Ana começa a chorar, enquanto Carl tenta contê-la.

– Fique calma. Vai dar tudo certo! – O rapaz a segura nos ombros, dando um leve conforto para ela. A moça enxuga os olhos, passando as mãos de leve no rosto, enquanto Carl cobre o restante do esqueleto de Tenório com folhas e galhos.

– Ele morreu por minha culpa... Todos vão morrer por minha culpa! Não sei por que eu inventei de vir fazer uma festa aqui... – Ana lamenta, se culpando.

Logo, os galhos, árvores e folhas começam a se mexer e remexer. Estalos de passos e objetos quebrando começam a ser ouvidos. Os sons ficam cada vez mais próximos dos dois.

– Ai meu Deus... O que é isso? – Ana fica com medo.

– Fique em silêncio, ok... – Carl pega um galho seco do chão e fica preparado para usa-lo.

O barulho fica cada vez mais próximo, até que...

Notas finais
gente, se gostaram (ou não), deem as duas opiniões sobre a fic. Ela já está na metade! Breve postarei o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.