A Nova Potter

18 Capitulo XVII


Capítulo XVII

❄O Dragão ❄

— Ele esta falando serio, Alice, você não vai a lugar nenhum. – Daniel, que vinha se mantendo calado, se pronunciou – Eu sei queremos descobrir o que Quirrell esta tramando, mas você não vai descobrir isso dentro de uma floresta cheia de monstros.

— Porque você não vai cuidar da sua namorada e me deixa em paz? – retrucou irritada – Essa pode ser nossa chance de descobrir para quem o paspalhão trabalha!

— Você vive afirmando que ele trabalha para Você-Sabe-Quem. – afirmou Draco, rolando os olhos – Como se o Lorde das Trevas fosse escolher um idiota daqueles pra trabalhar pra ele.

— Foda-se, Malfoy! Eu quero, e vou, entrar na Floresta e quero ver quem de vocês vai me impedir. – disse baixinho, com os olhos cerrados para os dois loiros – A vida é minha, e eu que decido.

— Você vai fazer o que? – perguntou uma voz descrente atrás dela, parecendo bem indignada e irritada. Alice mordeu o lábio ao reconhecer a voz e abriu um sorrisinho antes de se virar e encarar Lupin.

— Oi, Remmy. Como você está?

— Alice, que historia é essa de entrar na Floresta? – voltou a questionar, sem o costumeiro sorriso doce e calmo nos lábios.

— Sabe, né Remmy? – sorriu marotamente e puxou Pansy pro lado dela. – Essa é Pansy, minha amiga, e aqueles são Draco e Daniel, eles são insuportáveis, mas gosto deles também.

Eles acenaram para Lupin, que retribuiu com o aceno de cabeça, ainda com o olhar na afilhada.

— Venha comigo.

— Vamos, pode começar a falar que raios de idéia é essa de entrar na Floresta. – ordenou alguns minutos mais tarde, dentro de uma sala que Alice podia jurar ser igual ao escritório dele em Londres, na casa de Lupin.

— Eu estava no meio de uma investigação super importante para salvar o mundo bruxo de um bobalhão psicopata maluco – contou pomposamente, sentando-se uma cadeira em frente à mesa do homem. –, isso é, até o senhor me atrapalhar. O que esta fazendo aqui?

— Não tente mudar de assunto mocinha – brigou, mas sem o tom irritadiço e com um a voz calminha, como sempre foi. –, quem é o psicopata bobalhão maluco?

— Bobalhão primeiro, Remmy. – corrigiu – Um professor do mal – alegou com a voz sombria, arregalando os olhos teatralmente.

— Snape?

— Qual problema de vocês com ele? – perguntou indignada, fechando a cara. – Snape é um ótimo professor, sabia? Parem de pegar no pé dele, quando ver isso ele não fez nada a você e nem a Harry e aquele babaca amigo dele. Grifinorios são chatos, ficam culpad...

— Alice, respira. – Remus disse sorrindo, mas desconfiado de como a menina defendia seu inimigo de infância. – Quem é o professor psicopata?

— Quirrell, é claro. – disse rolando os olhos – Mas Harry também acha que é Snape, só porque eles não se dão bem. Agora é sua vez de me dar respostar, senhorito.

— Essa palavra não existe. – comentou

— Ninguém liga – deu de ombros –, o que você veio fazer aqui?

— Vim ajudar o diretor com uma coisa.

— Você ta protegendo a Pedra Filosofal! – Exclamou com um sorriso divertido – Você é bom com feitiços de proteção? Temos que deixá-la bem protegida, acho que aquele cachorro não dura muito.

— Você é um perigo para sociedade, menina. – Lupin afirmou se jogando numa poltrona – Como você sabe da pedra?

— Affs, eu sou a pessoa mais legal que eu conheço. – disse rolando os olhos e depois contou tudo que achava que ele deveria saber – [...] E então Draco viu alguém entrando na floresta, se você não tivesse aparecido eu saberia para quem Quirrell trabalha.

— Me deixaeu ver se entendi isso direito Alice, você acha que Você Sabe Quem esta atrás da pedra e ia atrás dele?

— Exatamente isso, padrinho! – concordou, já se preparando para uma belíssima bronca, que não veio.

— Os exames estão se aproximando e eu quero que você se dedique exclusivamente a eles – pediu, suspirando. –, esqueça o Cachorro e a Pedra, se dedique somente a suas provas e a tirar notas maravilhosas, entendeu?

— Ainda faltam séculos para os exames! – protestou, incrédula.

— Dez semanas, Alice, dez. Prometa que vai estudar pra tirar boas notas e vai esquecer a Pedra por enquanto.

— Mas Remmy...

— Sem “Mas”. Prometa.

Ela rolou os olhos.

— Prometo que vou tirar as maiores notas possíveis em todas as matérias, Remus, mas eu vou descobrir pra quem Quirrell esta trabalhando e ele não vai conseguir roubar a Pedra.

— Você não vai ter tempo para isso, Alice.

— Ah se não vou.

Infelizmente, Remus estava mais do que certo. Os professores passaram toneladas de trabalhos, relatórios e todo tipo de coisas possíveis e impossíveis para comer o tempo dos alunos e Alice não estava disposta a descumprir a promessa feita ao padrinho e passava todo o tempo livre estudando, isso enquanto seguia Quirrell para todos os lados.

Draco também estava estranho, tinha sempre um sorrisinho malicioso nos lábios dirigido a Harry e Alice tinha certeza que ele iria aprontar alguma coisa, mas quando encurralou-o, o loirinho garantiu que não faria nada demais e Alice tinha certeza que ele não mentiria com uma varinha sobre seu pescoço.

— Alice. – cantarolou Draco, sentado-se ao lado da menina – Eu tenho uma coisa que vai lhe interessar muito.

— O que? – questionou, sem tirar os olhos do livro de Historia.

Draco jogou um bilhete em cima do livro, Pansy e Daniel esticaram a cabeça para ler junto da ruiva.

Caro Rony,

Como vai? Obrigado pela carta, terei prazer em cuidar do dragão norueguês, mas não será fácil mandá-lo para mim. Acho que o melhor será mandá-lo por alguns amigos que estão vindo me visitar na próxima semana. O problema é que eles não podem ser vistos carregando um dragão ilegal.

Você poderia levar o dragão para a torre mais alta à meia-noite de sábado? Eles podem se encontrar com você lá e levá-lo enquanto ainda está escuro.

Mande-me uma resposta o mais breve possível.

Afetuosamente,

Carlinhos.

— Quem é Carlinhos? – Questionou Alice ao mesmo tempo que Daniel e Pansy perguntavam pelo dragão.

— Seu amado irmãozinho, o selvagem, a Granger e aquele Guarda Caças estão criando um dragão. – sussurrou, com o mesmo sorrisinho malicioso nos lábios – Carlinhos deve ser algum dos Weasley, eles reproduzem como coelhos.

— O que você está aprontando, Malfoy? – questionou com os olhos estreitos.

— Eu? Nadinha, minha amada ruivinha. – riu maliciosamente, voltando a pegar a carta. – Eles vão se ferrarem sozinhos.

Notas finais
Sim, eu sou uma vaca. Pode dizer. Desculpa não ter postado antes, eu realmente esqueci. Jurava que tinha postado, mas quando fui ver não tinha :( Até daqui a pouco ♥