A Nova Ordem Olimpiana

1 Capítulo 1 - Mais um dia normal


Notas iniciais
Aqui vai uma espécie de "piloto".
Espero que gostem!!

(Ahh aceito opiniões, sugestões, enfim tudo que quiserem falar nos comentários. Fiquem a vontade.)

Peter Bartinni

- Acalme-se Sarah, é tudo coisa da sua imaginação. Essas coisas não existem!

Dizia a mim mesma o tempo todo para não entrar em desespero.

Neste momento estou agachada no chão do laboratório de ciências da Saint Bartholomew School, mais uma das várias escolas em que já estudei. Não importa o quanto eu tente, o quanto eu não queira magoar minha mãe. Os desastres sempre me perseguem, de escola em escola.

Mas dessa vez as coisas passaram dos limites. Você provavelmente vai achar que estou ficando louca, e sinceramente eu não duvido muito disso.

Tudo começou quando eu estava atravessando o pátio principal em direção aos armários. Tentava não notar as pessoas à minha volta. Mas era quase impossível não perceber que falavam de mim. A novata estranha com dislexia e déficit de atenção.

Mas mesmo com as centenas de comentários a meu respeito todo dia, eu conseguia ignorá-los, eu era boa em ignorar muitas coisas. Mas uma coisa que eu não pude ignorar foi a mesa arremessada em minha direção.

Tudo aconteceu em uma fração de segundos. A mesa passando a centímetros da minha cabeça. As pessoas ao redor correndo desesperadas. Aqueles dois caras enormes urrando com os olhos fixos em mim.

Eles eram muitos grandes, e não, não é modo de falar, eles eram mesmo muito grandes. Tinham os braços peludos. E os olhos e dentes mais se pareciam com os de feras.

Por um tempo não consegui me mexer, estava em choque, mas assim que um deles pegou outra mesa eu percebi que se ficasse ali parada ele não iria errar novamente. Corri o mais rápido que podia. Não olhei para trás, mas também nem precisava, ouvia seus passos atrás de mim cada vez mais perto. Virei num corredor que levava á varias salas e entrei no laboratório. Tranquei a porta e me agachei atrás das de uma das mesas no fundo.

E aqui estou eu tremendo de medo e ouvindo os passos daquelas coisas no corredor, quebrando várias portas. Até que o pesadelo se torna completo. E eles quebraram a porta da sala em que eu estava. Consegui ver que um deles tentava farejar algo e balançou a cabeça em sinal afirmativo para o outro. No fundo sabia o que ele farejava, era o meu cheiro e agora ele sabia que estava aqui.

- Não adianta se esconder querida, nós vamos te achar e você será nosso próximo lanchinho.

Os dois deram uma risada que mais parecia que estavam engasgando.

Isso não pode ser real, tem que ser um sonho, ou melhor, um pesadelo. Comecei a me beliscar, mas ,como estava óbvio, aquilo não era um sonho.

Eles estavam quase na última fileira quando ouvi uma voz familiar na porta da sala, era Markus. Por Deus, era mesmo meu único amigo. Aquilo me deu certo alívio, mas então percebi que ele também seria morto se continuasse ali.

- Mark! Você tem que sair daqui! — gritei sem pensar.

Os grandões olharam para mim novamente e foi aí que a coisa ficou mais estranha. Assim que se viraram para a minha direção uma faca atravessou o corpo da coisa que me farejou e ele se transformou numa pilha de cinzas e pra deixar a coisa toda ainda mais louca quem o apunhalou foi o Mark. Ele tinha um leve sorriso no canto da boca como se aquilo tudo fosse normal e como se ele se divertisse matando aquelas coisas estranhas.

Fiquei em transe por alguns segundos, mas ele foi cortado por Mark gritando para que eu fugisse.

Não queria deixar meu amigo ali sozinho com aquele ser enorme e feroz, mas pelo que eu percebi ele não estava tão assustado quanto eu e começara a lutar com o grandão, e se saia muito bem, desviando das investidas da coisa e fazendo cortes em seus braços.

Corri para a porta e atravessei o corredor novamente em direção ao pátio.

Porém, como toda desgraça é pouca, havia um terceiro sujeito me esperando e este carregava uma espécie de taco de madeira em uma das mãos e, não sei porque, algo me dizia que a fera queria me acertar com ele.

Era o fim. Eu poderia tentar correr, mas quem garante que não haviam mais monstros só esperando para me encurralar?

Já estava me preparando para me render quando uma faca voou em direção ao grandão e atravessou seu peito, ele urrou e desabou em cinzas.

Quando olhei para trás vi Mark caminhando em minha direção.

- Quantas vou ter que te salvar hoje hein?

- O que? Como? — era como se meu cérebro tivesse dado um nó.

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, vi outra coisa correndo em nossa direção. Assim que Mark o viu, segurou meu braço e disse que precisávamos fugir.

Não vi muito bem o que nos seguia, mas se eu ainda não tinha pirado de vez podia jurar que aquele sujeito tinha pernas de bode. Usava uma camiseta laranja e gritava algo, mas não conseguia ouvir o que era.

Mark e eu corremos pela rua em direção as grandes lojas, onde tinha maior movimentação de pessoas e nos escondemos num beco atrás de uma caçamba de lixo.

Demorou um pouco mas vimos o garoto bode passar pelo beco. Não sei porque motivo mas ele havia colocado calças e tênis e, vendo assim, se parecia com uma pessoa normal.

- O que está acontecendo aqui Mark?

- Olha eu não tenho muito tempo pra esplicar. Mas eu preciso que venha comigo. — disse ele um pouco cansado pela corrida.

- Por que essas coisas estão atrás de mim?

- Eles os mandaram para matar você.

- Me matar? Quem mandou aquelas coisas para me matar?

- Um lugar conhecido como Acampamento Meio Sangue.

Notas finais
Bom está aí!
Ficaram curiosos? Fala aí nos comentários.
Se eu ver que vocês estão interessados eu posto mais :)
Bjos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.