A Nova Lenda De Zelda
2 Capítulo 2
Notas iniciais
- Moço! Eu já chamei a ambulância!
— Heh, certo!... – “Será mesmo você...”.
Aqueles 10 minutos na espera da ambulância foram os piores. Link não tinha certeza se era Zelda mesmo. O que o deixava cada vez pior. Ela havia perdido muito sangue. E para ajudar, o idiota que a atropelou, fugiu.
— Conhece ela garoto? – perguntou o enfermeiro da ambulância.
— Huh, sim, sou amigo dela – ele teria que arriscar.
— Bem, se importa de ficar com ela no hospital até constatarmos com algum familiar?
— Não! Não mesmo!
— Ótimo.
— Mas ela vai ficar bem senhor?
— Olha garoto. Ela perdeu muito sangue... Não posso dar uma notícia definitiva até não saber o estado dela.
— Certo – escorre uma lágrima.
“Zelda... Tenho certeza que é você... Meu coração está disparado... Isso só acontece quando estou com você”. – pensava Link.
Finalmente chegaram ao hospital... Ela foi internada rapidamente... Link ficou na sala de espera... E lá se vão mais duas horas até saber como ela está.
— Santo Deus, que ela esteja bem – Link estava nervoso demais.
Uma enfermeira ficou com pena do pobre garoto, que parecia desesperado. Ela resolveu lhe dar um copo com água e açúcar.
— Tome garoto. Fique calmo – diz ela em tom doce.
— Heh? Ah, obrigado moça – ele tremia.
— Garoto escute... Tenho certeza que ela ficará bem. Com sua fé, ela se sentirá mais segura. Confie em mim.
— Huh... – ele chora – Obrigado — sorri para ela.
— Se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo! Me chame, está bem querido? – passa a mão em seu cabelo.
— Sim, obrigado enfermeira – sorri.
Agora ele estava um pouco mais aliviado, pelas doces palavras da enfermeira. Mas a tensão ainda era grande... Dentro de alguns minutos, Link saberia o estado dela. E se passava bem ou não.
Dois médicos passavam pelo corredor onde estava Link... E ele não pode deixar de ouvir a conversa deles...
— E então, encontrou algum familiar?
— Ah, sim. O pai dela. Soube que ela pertence àquela família real que mora no centro da cidade.
— Ah, então ela é da família real Hylia?
— Sim. O pai dela disse que dentro de algumas horas, ele viria. Estava em viajem e não sabia quanto tempo o voo demoraria.
— Mas ela ficará sozinha?
— Não, um garoto está aqui. Diz que é amigo dela.
— Ah, menos mal.
— Já sabe do estado dela?
— Bem, ela teve hemorragia. E fraturas no braço esquerdo. Está instável. Mas nada grave.
— Bem, aviso o garoto?
— Sim, deixe-o vê-la. Ele parece muito preocupado.
— Certo.
***
— Hey garoto!
— Huh? Eu? – Link se aponta.
— Sim. Você pode vê-la.
Ele sai correndo para o quarto dela. E agora que tinha certeza de que era Zelda. Não podia conter suas lágrimas.
Ela estava dormindo... Puxa... Fazia anos que ele não a via... Ela estava mais linda do que nunca...
— Zelda... Eu sabia que era você – sorrindo ele sussurrava – Por favor, fique bem... Não vou deixar nada acontecer com você! Nada! Assim como prometi á você, naquele dia que nos perdemos na floresta, quando crianças.
As enfermeiras assistiam Link conversar com ela pelo vidro. Todas emocionadas.
— Heh? Moças o que fazem aí? – pergunta um dos doutores.
— Shh! Ele está se declarando para ela! É tão lindo!
— Moças! Voltem para o trabalho! Deixem o garoto!
— Ah, está bem! – disseram todas.
Link olha para o vidro meio apavorado com as enfermeiras. Algumas jogavam charme para ele.
— Credo... – diz ele assustado.
Em nenhum momento ele solta a mão de Zelda. Ele ficou sentado ao seu lado durante 4 horas, até seu pai chegar.
— Link! É você meu rapaz?! – diz Daphness.
— Senhor – ele cumprimenta.
— Como cresceu! Vejo que veio ajudar minha filha – sorri – fico muito grato meu filho – uma lágrima cai.
— Senhor, não se preocupe. Ouvi os médicos dizendo que ela não se encontra em estado grave. Apenas quebrou o braço. Teve hemorragia, mas conseguiram parar.
— Link... Não sei como agradecer, por ficar todo esse tempo com Zelda. Obrigado meu rapaz – ele o abraça.
— Faço tudo por ela senhor.
— Certo – sorri. Bem, pode ir para casa meu jovem. Eu vou passar a noite aqui. Apesar de não poder, terei que ficar.
— Como assim senhor?
— Tenho uma reunião de extrema importância na prefeitura da cidade. Posso perder meu emprego se não comparecer... Mas não posso deixar Zelda sozinha aqui...
— Senhor, eu moro longe daqui... Lembra? Vocês se mudaram há seis anos. E eu fiquei na mesma cidade até hoje. Então decidi visitar minha melhor amiga, e não me importo de passar a noite aqui com ela, senhor...
— Link! Faria isso rapaz?! Ficaria com ela até amanha?!
— Nunca a deixaria sozinha senhor. Pode confiar em mim – ele estava confiante.
— Link! Você é um herói, muito obrigado rapaz. E se quiser ficar conosco no castelo por uns dias, será um honra! Obrigado garoto! Vejo vocês amanha – vai saindo.
— Pode deixar senhor! E boa sorte.
— Obrigado filho! – sai do hospital.
Link se senta na poltrona ao lado de Zelda. Só esperando que ela acorde, para ouvir sua doce voz novamente.
A mesma enfermeira que ajudou Link antes entrou no quarto.
-Então essa é a moça Link? -sorri.
— Ah! Sim, hehe.
— Como ela se chama?
— Zelda Hylia.
— Que nome lindo!
— Também acho – olha para Zelda e sorri.
— Garoto, me permite perguntar uma coisa... Sei que é intima, mas as enfermeiras estão me deixando maluca!
— Hahaha, pode, pode sim – sorri.
— Você a namora?
— Não. Somos amigos de infância. Eu a amo muito e somos os melhores amigos. Inseparáveis. Mesmo pela distância. Não conseguiria ver minha vida sem ela – sorri.
— Link, foi a coisa mais linda que já ouvi... Com certeza a garota que será sua futura namorada, terá a sorte ganha! – sorri.
— Hehe, obrigado. Ah como é seu nome?
— Me chamo Anju.
— Anju?!... Seu marido se chama Kafei?!
— Como sabe?!
— Sou eu! Aquele garotinho que ajudou você com seu casamento lembra?! Seu marido havia se perdido!
— AH MEU DEUS! LINK É VOCÊ MESMO! – corre e o abraça.
— Caramba! Não a reconheci Anju! Você está mais bonita que antes! – sorri.
— Ah Link, que isso – sorri envergonhada – Obrigada.
— Como está Kafei?
— Ah está ótimo, vivemos muito felizes. Ah! Esqueci-me de dizer, temos um filho! Não queríamos colocar o nome igual ao seu, para não imitar! Então colocamos Luke, mas em sua homenagem! – sorri.
— Ah! Puxa vida! Muito obrigado! Me sinto honrado! – Link ficou muito feliz mesmo.
— Hihihi, a honra é nossa! Pelo pequeno herói que nos ajudou! – sorri.
Link ficou corado.
“Enfermeira Anju, compareça na sala de remédios”.
— Ah tenho que ir, até mais Link! E grandes melhoras á Zelda – sorri.
-Obrigado! Mande um grande abraço ao Luke!
— Own, obrigada querido! – sai do quarto.
Várias horas se passaram, e Zelda ainda dormia. Link não saia dali por nada...
A noite havia passado rápido... Já eram 7 horas da manhã... Ela ainda dormia...
— Zelda... Quando você vai acordar – Link se perguntava.
Ai puxa... Preciso ir ao banheiro, tô apertado!
— Hey! Anju!
— Olá Link!
— Você poderia ficar aqui com ela, preciso ir ao banheiro! – ele cruzava as pernas.
— Hahaha, vá logo antes que exploda sua bexiga! Fique tranquilo! Hahaha.
— Ah! Obrigado! – sai correndo para o banheiro.
***
— Hum, está na hora do soro dela... Terei que sair por alguns instantes. Sei que ela está bem – sai do quarto.
No momento em que Anju sai do quarto... Zelda desperta.
— Huh... Onde estou?! Ah, meu braço?! O que... – ela começa a chorar.
Link entra no quarto correndo quase faltando o ar, e quando abre a porta vê Zelda sentada chorando. Ela se assusta e o vê.
Os dois se fitam por uns segundos... Até que Zelda esboça aquele maravilhoso sorriso e exclama: — LINK!
— Zelda... – sussurra Link – ZELDA! – corre e a abraça.
Em seus braços, Zelda chora de alegria.
— Link... Pensei que jamais fosse vê-lo de novo – ela soluçava.
— Também pensei o mesmo Zelda... Mas, finalmente eu estou aqui... Eu pude te abraçar outra vez. Ver seu sorriso outra vez.
Eles ficaram abraçados por quase 20 minutos.
— Link? O que aconteceu comigo?
— Zelda! Eu é que te pergunto?!
— Huh?
— Como foi atropelada?!
— Por um carro, eu acho – pensativa.
— Huh... Isso eu sei — ¬¬ — quero saber o que estava fazendo na rua, quando deveria estar no castelo!
— Eu fugi...
— QUE?! Por quê?!
— Pra te encontrar Link... Não podia aguentar mais. Sentia sua falta.
— Isso... É sério Zelda?
— Sim.
— Eu estava fazendo o mesmo!
— O que?
— Quando você sofreu o acidente, eu estava indo ver você no castelo!
— Você estava por perto?!
— Sim! Eu estive com você desde que sofreu o acidente!
— E meu pai?!
— Teve que ir numa reunião com urgência, e me deixou cuidando de você.
— Oh, sim, a reunião com o prefeito. Entendo... LINK!
— AH O QUE?! – se assustou.
— Quem me atropelou?! – ela estava uma pilha de nervos.
-O desgraçado fugiu.
— O QUEEE?! A SE EU ENCONTRO ELE EU VOU... Link tapa sua boca e a deita.
— Você não fará nada! Porque está de repouso e com o braço quebrado. Você não vai a lugar nenhum, mocinha!
— Hihi, está bem – se aconchega e agarra o braço de Link.
— O que foi?
— Sente-se perto de mim?
Com seu rosto extremamente vermelho: — Ah, sento sim – coração a milhões.
Ela apoia a cabeça no braço de Link e descansa... Ela se sentia mais segura com Link do que com 50 guardas que havia em seu castelo.
Do outro lado as enfermeiras, outra vez emocionadas com os dois, fofocavam.
— Moças! Saiam daí! Parem de se meter na vida desses dois! – disse Anju.
— Ah, mas é tão lindo de se ver! Parece até novela! – disse uma delas.
— Sei disso, hihi, mas deixe-os em paz, está bem pessoal?
Todas saíram dali... Anju fitava os dois...
“Link diz que são só amigos... Mas é mais do que amizade, que vejo no olhar desses dois, hihi – pensa Anju.”
— Link?
— Huh? O que? – estava super vermelho.
— O que mais aconteceu?
— Bem, você teve hemorragia, mas por sorte os médicos conseguiram parar. Você quebrou o braço, mas nada grave. Talvez, ainda hoje, te deem alta.
— Ah, fico mais tranquila... Mas puxa como fui descuidada!
— Zelda! Que isso, não se culpe! A culpa foi daquele canalha! A garçonete me disse que você estava na faixa de segurança e que o cara estava descontrolado... A hora que eu encontra-lo... Ele terá que rezar muito – Link não estava de brincadeira.
— Ah Link, obrigada – fica corada.
— Ah que isso, hehe – fica vermelho de novo.
Ela o abraçou, e ficou o fitando... Quando ele percebeu, a fitou também... Seu coração começou a disparar mais rápido ainda... Eles se aproximavam, cada vez mais... Talvez quisessem se beijar, mas nenhum dos dois sabia ao certo... Quando estavam quase dando um beijo, o médico surge.
— Senhorita Hylia, eu... Oh, estou interrompendo algo? – o médico se surpreende.
— Ah, não capaz... Nada não. – diz Link sarcástico e virado em um tomate.
— Ahh! Não nada não! – Zelda fica nervosa e vermelhíssima.
— Bem, tem uma moça aqui para vê-la, senhorita.
— Quem?
— Bem, seu nome é Impa.
-IMPA! – exclama feliz.
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