Notas iniciais
Perdão, perdão! Meus bloqueios criativos são beeem logos, me perdoe.

O dia amanhece em King’s Land, Everwyn está em pé caminhando pelo palácio, observando os guardas treinando no pátio.

—Eve?- Trystane a chama, estava lindo com os seus cabelos negros brilhosos e seus olhos gentis.

—Bom dia Trys, sabe eu estava pensando que você poderia voltar a treinar.

— você acha?

— aqui em King’s Land não é igual à lançassolar, vivemos em um ninho de víboras, temos a qualquer custo aprender a nos defender com as palavras e também com os punhos. Farei questão de quem te treine seja o melhor espadachim dos sete reinos.

— My lady?- uma de suas ayas aparece- O desjejum está servido, por favor, siga-me

Everwyn chega ate o salão, vestida com sua calça de couro, seus longos cabelos estavam trançados, sua blusa de seda fina era da cor do por do sol em Dorne e nas costas estava orgulhosamente o símbolo de sua casa.

—Bom dia- ela sorri se sentando passando os olhos rapidamente em todos os que estavam assentados a mesa, analisando cada movimento e sentimento, entretanto havia uma pessoa com os olhos fixos nela, Cersei não desviava o olhar, Everwyn a encara se servindo do vinho- Bom dia vossa graça- ela levanta a taça sorrindo ironicamente e toma do cálice.

— bom dia princesa Everwyn- o inocente rei Tommen a comprimenta sorrindo.
— olá meu rei, é um prazer partilhar a mesa com vossa majestade.

— nossa está tão educada hoje, mas há alguns dias atrás se recusou a curvar-se de ante de mim. — Cersei a olha como se estivesse tentando fazer ela dizer algo que faça ela se indispor ao rei, mas Everwyn não era uma nobre burra.

— Me diga Rainha regente Cersei, por acaso estou me curvando? A senhora mais do que todos na mesa deveria saber que não iria me curvar perante vocês, não faltaria com respeito a minha casa.

— mas faltaria com o respeito com seus superiores?

— Se não respeitamos a nossa própria casa, por que deveriamos respeitar os nossos "superiores"? Caso não tenha se esquecido nas minhas veias corre sangue Martell e não pense que vou me curvar a todos.

— somos os seus reis, nos deve reverência.

— eu trato vocês com reverência, mas não me peça para me curvar porque mesmo que corte minhas pernas, mesmo assim Cersei Lannister eu não me curvaria nem a você e nem a ninguém, bom se me der licença vou comer no meu quarto. — ela se levanta sorrindo encarando Cersei, e sai.
Cersei aperta o cálice na sua mão, com muita raiva, mas ao mesmo tempo feliz pois agora ela tem um novo desafio, um desafio muito mais interessante.
O sol brilhava perfeitamente no céu azul, com poucas nuvens, Everwyn caminhava até os aposentos de Sor Jaime e quando chega abre a porta violentamente.

— quero que treine meu irmão, não é um pedido Sor Jaime é uma ordem.

— opa opa opa, calma aí mocinha, quem é você para me dá ordens? Que eu saiba os domínios de suas terras não alcançam até aqui.

— Os Baratheon possuem o cabelo castanho escuro e olhos da mesma cor... Não é isso que está escrito no livro dos reinos? Por que o meu rei nasceu loiros de olhos azuis? Por que se a semente dos Baratheon é mais forte até do que a linhagem dos cabelos brancos dos Targeryen? Oh os boatos estavam certos não é mesmo? Ele é um bastardo da rainha, olhe sor Jaime tenho muitas cartas na manga, não pense você que está em vantagem quando você me diz que estou sem território... O que a sua família diria se eles soubessem?

— você não sacrificaria sua coroa só pra me dedurar não é mesmo? Acho que não...

— você me faz ri sor Jaime, uma coroa? Eu já tenho uma coroa! Sou uma princesa, a salvadora de Dorne. Se eu falasse para os 7 reinos isso, Você, Cesei e Tommen seriam mortos, a população e nem a fé gostaria de ter um Bastardo sentado no trono, um bastardo nascido de um incesto, nessa hora já estarei casada com o meu rei... E adivinhe quem vai sentar no trono?

— não é muito inteligente contar seu plano para o inimigo.

— eu sei, mas quero mostrar a você que não sou qualquer uma, não hesitarei em passar por cima de qualquer coisa para conseguir o que eu quero.- ela sorri- bom quero que treine trystane sei que não recusará não é mesmo? Começe amanhã estarei sempre observando.

Ela sai com um ar de vitoriosa indo a sala do trono , no meio do caminho encontra-se com Cersei e a comprimenta sorrindo irônica.

— vossa graça princesa Everwyn deseja comparecer à sala do trono- diz um dos guardas ao Rei.

O rei se arruma no trono sorrindo meio corado.

— deixe-a entrar

As portas se abrem e delas surgem a bela princesa com seu vestido vermelho com vários símbolos Martell costurados com fios de ouro, sorrindo linda com sua coroa lindamente ornamentada na sua cabeça.

— vossa graça- ela sorri se aproximando.

Cersei entra nos aposentos do seu irmão batendo a porta atrás dela.

— precisamos conversar sobre Everwyn, temos que tirar ela daqui ela é uma ameaça.

— concordo, mas como faremos isso? Ela já conquistou afeição do nosso filho será difícil convencer o rei de devolve-la...

— Eu sou a mãe dele, além do mais aquela discussão que tivemos no desjejum será a passagem dela para ela nunca mais voltar.
Enquanto eles discutiam como iriam eliminar Everwyn do caminho, ela já fazia a sua jogada.

— vim aqui humildemente pedir perdão por hoje cedo, sei que vossa graça não gostou da forma que eu e sua mãe nos tratamos, percebi que eu estava errada, não deveria colocar minha família e Dorne acima do meu rei, naquele dia eu deveria ter me curvado ao senhor, eu peço perdão por tudo que eu fiz ao senhor, pensava que se eu não posso ser leal ao juramento que eu fiz a minha casa como poderia ser leal ao rei, sei que me entende o senhor é um leão furioso.

— eu sou? — ele sorri corado.

— mas é claro vossa graça, o senhor é filho do Rei Robert Baratheon com a Rainha Cersei Lannister, aparentemente pode não parecer, mas as pessoas que não aparentam são as mais surpreendentes o senhor não acha? Desculpe por não ter sido criada com a sua cultura, diante do senhor me curvarei porei o meu orgulho diante dos seus pés. — ela faz menção que ira se curvar.

— Não, não é necessário princesa! — o pequeno rei se levanta- não quero que você curve-se nem para mim e nem para ninguém, nunca! Se você não é leal para com a sua casa, sua família quem dirá que será leal a mim? Além do mais se você se curvar sua coroa irá cair- ele sorri doce para ela.- gostaria de calvagar comigo ao anoitecer?

— Claro vossa graça vou adorar- sobe as escadas se aproximando dele olhando nos olhos dele o fazendo corar- até mais tarde meu rei- beija o canto da boca dele e sai da sala do trono.

Não demorou muito para Cersei entrar na sala do trono para persuadir seu querido filho a devolver sua noiva para o lugar de onde ela nunca deveria ter saído.

— Tommen... Temos que conversar sobre sua nova noiva.

— ela é incrível mãe, sábia e inteligente, obrigado por ter escolhido ela

— Me escuta Tommen ela é perigosa, ardilosa prova disso é aquela discussão no desjejum, ela se recusou e se recusa a se curvar perante os seus superiore...

—Ela veio pedir perdão, e quis se curvar, mas eu não deixei é como ela disse mamãe se ela não pode ser leal a sua casa sangue do seu sangue, como ela será leal a nós? Isso foi uma prova de lealdade.

— Claro que não Tommen!

—Basta mãe, sou o rei e não quero de forma nenhuma que Everwyn Nymeria Martell se curve a qualquer pessoa não importa quem!

Cersei se vê com a sua primeira batalha para Everwyn perdida, sai da sala do trono com raiva, furiosa indo para os seus aposentos.

— e então?

— Nada Jaime, ela tinha ido antes pedir perdão pelo ocorrido, ela fez a cabeça dele e ele caiu! Creio que vamos ter que fazer o segundo plano, se ela continuar mais alguns dias aqui ela terá Tommen em suas mãos.

— Se você acha que essa é a única solução então faça.

Ao anoitecer enquanto Everwyn e Tommen olhando as estrelas no eles descem dos seus cavalos e se sentam para comer o jantar a luz de velas.

— adorei cavalgar com a senhorita princesa Everwyn.- ela o serve com suco e enche a taça dela de vinho
— posso dizer o mesmo meu rei, bom vamos brindar a nós! E nossa dinastia seja sempre longa e feliz- eles erguem a taça e tocam uma na outra. Antes do beber Everwyn sente o doce cheiro de veneno sorri e bebe o vinho.

Quando a lua estava alta no céu eles perceberam que já estava tarde e então resolveram voltar a fortaleza vermelha, eles se despedem e ela vai direto para os aposentos da Rainha Cersei.

— terá que tentar me matar de outra forma Cersei... Venenos não funciona comigo.- Cersei se levanta- sabe o que me deu vontade de fazer? Servir o vinho ao seu filho, será que ele é imune como eu?- Everwyn puxa a adaga da bota dela — essa adaga aqui pode matar uma pessoa somente com um arranhão então preste atenção que eu não vou repetir mais nenhuma vez, se você está pronta para matar alguém é porque está pronta para morrer, você está Cersei?

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.