A Nova História de uma Loba

1 Conhecendo a pizzaria


Notas iniciais
Olá galerinha! Essa aqui é uma versão reescrita da minha primeiríssima fanfic, lá de 2015! Não mudei nada na história, mas obviamente a escrita em sua essência melhorou muito. É isso, boa leitura!

Olá, me chamo Drikka e vim aqui contar uma história para vocês:

Bom, era só mais um dia comum na pizzaria Freddy Fazbear... Quer dizer, mais ou menos. Eu tinha acabado de chegar, então já não era tão comum assim. Aparentemente eles não costumam receber muitos animatronics novos.

Comecei a explorar o local, até que localizei cinco animatronics perto do palco. Eles se aproximaram de mim, e uma raposa fêmea (será mesmo uma raposa?) resolveu perguntar:

— Então você é a nova animatronic, certo?

— Sim, meu nome é Drikka! — Respondi empolgada.

— Muito prazer, Drikka! Me chamo Mangle. — A raposa se apresentou.

— Eu sou a Chica! — Uma galinha (ou pato?) entra na conversa.

— Sou o Foxy. — Outra raposa, mas dessa vez um macho vestido de pirata.

— E eu sou o famoso Freddy Fazbear! — O urso se apresenta, com um tom animado.

— Aquele ali é o Bonnie. — Chica apontou um coelho roxo do outro lado do salão. — Ele é tímido, não liga não.

O tal coelho parecia fofo, mas não consegui ver direito, já que ele estava de costas.

— O que tá acontecendo aqui? — Uma voz masculina se faz presente no local, e todos levam um pequeno susto. Ao olhar para trás, me deparo com alguém que não vejo desde criança:

— Golden! — Me empolguei e dei o abraço mais apertado possível no urso dourado.

— Drikka! Estava com tanta saudade de você, maninha! — Ele retribuiu meu abraço, e todos estavam com cara de ponto de interrogação, incluindo Bonnie, que se aproximou quando viu o alvoroço. (E com isso eu pude confirmar minhas suspeitas: ele realmente é muito fofo)

— Vocês são irmãos? — Freddy pergunta, confuso.

— Sim, eu nunca contei pra vocês? — Agora é Golden que parece confuso. — Eu achava que vocês já sabiam da minha incrível irmãzinha.

— Incrível nada! — Eu digo, sem graça com o elogio.

— Mas e aí, o que achou da nossa pizzaria? — Freddy pergunta pra mim.

— Nossa, eu achei linda! É aconchegante... Tem cheiro de pizza. — Respondo.

— É óbvio que tem cheiro de pizza, é uma pizzaria! — Foxy brinca, rindo de mim. Simplesmente ignorei e continuei falando.

— Eu só não gostei daqueles caras da manutenção, eles são estranhos. Estavam falando algo sobre "almas presas" quando me trouxeram.

— O que eles estavam falando? — Pergunta Mangle, interessada.

— Eu não entendi direito, mas acho que ouvi eles comentando sobre vocês, o chefe e sobre mim. Um dos caras estava falando que não concorda com "o chefe e essa mania dele de prender almas em animatronics". — Expliquei. — Ele também falou que não sabe o motivo de ter concordado em ajudar.

— Então esses homens sabem sobre nós? — Chica fala consigo mesma, refletindo.

— Espera, o que tá acontecendo? — Pergunto, curiosa.

— É verdade, Drikka. Nós estamos presos. Estamos mortos. — Freddy explica e eu entro brevemente em choque. Algumas lembranças me invadiram, incluindo o dia da minha morte. Muitas coisas que antes eu não me lembrava.

— E mais uma coisa: qual foi o ano da sua morte? Você se lembra? — Foxy pergunta.

— Acho que... 1984? Não tenho certeza — Todos parecem surpresos com a minha resposta.

— Como assim? Nós também! — Bonnie parece chocado.

— Coincidência? — Sugiro.

— E qual era seu nome de verdade? — O interrogatório continua, mas dessa vez quem pergunta é Chica.

— Era Drikka mesmo...

— Esse nome... Parece familiar. — Bonnie pensa em voz alta. — E o que você vai fazer aqui na pizzaria? Cantar, tocar?

— Não sei... Acho que quero ajudar todos! — Eu falei e todos pareceram satisfeitos com a resposta. Conversamos mais, mas pouco tempo depois todos foram embora, menos o Bonnie, que ficou olhando pro nada. — Ei, Bonnie? Tá viajando, é? Parece até um certo amigo meu.

— Hm? — Ele sai de seus devaneios — Que amigo?

— Um tal de Gabriel, obviamente você não conhece.

— Ei, pera aí, esse era o meu nome!

— Como é?

— É sério! Antes de morrer eu me chamava Gabriel!

— Não brinca!

— Espera, então você é aquela Drikka? A Drikka que chamava o Eduardo de "Dudo"?

— Eu mesma! Nossa, que coincidência master, eu nem imaginava que iria te encontrar aqui!

— E não para por aí: O Freddy é o Eduardo, o Foxy é o Ben, a Mangle é a Manu e a Chica é a Cecília!

— Tá de brincadeira!? Que bacana, reencontrar todos vocês! Pena que já morremos né.

— É, mas acho que um dia desses ouvi o Golden dizer que se a gente matar aquele cara, o "chefe", podemos voltar a ser humanos.

— Show! Vamos começar a planejar então!

— Ah, e mais uma coisa... — Sua expressão mudou repentinamente. Antes ele estava tranquilo, bem solto, mas agora parecia extremamente envergonhado. — Quando éramos vivos, tinha uma coisa que eu queria te contar, mas nunca tive a oportunidade... Talvez já seja tarde demais, mas não quero desperdiçar essa chance de novo.

— Pode falar

— Eu... Eu gostava de você. Ainda gosto, na verdade. — A pele de metal dele esquentou tanto que eu pude sentir a uns 70cm de distância.

— Oi? É pegadinha não é? Cadê a câmera? — Brinquei e ele pareceu entristecer, então me arrependi imediatamente. — Ei, eu to só brincando! Também gosto de você, desde que éramos crianças. De verdade!

— É sério? — Suas orelhas levantaram e ele me olhou, esperançoso.

— Claro que é sério! Eu não to séria o suficiente?

— Então... A gente poderia, sei lá... — Ele fez uma pausa longa e suas orelhas abaixaram. Ele estava com muita vergonha. — ...namorar?

— Você não tem nem ideia do quanto eu sonhei com esse momento. — Eu disse, ainda um pouco surpresa, e então o abracei forte. Fiquei muito feliz, então no dia seguinte acabei fazendo um trabalho muito bom: cantei e dancei com a banda, ajudei a Chica com as pizzas, brinquei com as crianças e até ajudei a Puppet a entregar presentes.

Depois que a pizzaria fechou, um homem destrancou a porta e rapidamente voltamos para os nossos lugares. Ele se aproximou de mim e começou a procurar algo nos meus sistemas. Olho para o lado e vejo Foxy mexendo a boca, como se tentasse me dizer algo que o homem não pode ouvir. Tentei fazer leitura labial... Jegue? Leve? Chefe! Aquele homem era o tal chefe! Sem raciocinar muito empurrei o homem com força, e ele caiu no chão. Foxy pulou rapidamente em cima dele e o matou com um gancho.

Um forte clarão se fez presente, e do nada todos éramos humanos de novo. Por causa do tempo que ficamos na forma de robô, ainda tínhamos a aparência de um bando de adolescentes. Todos nós gritamos em comemoração, foi uma bela vitória. Arrumamos um jeito de deixar aquela pizzaria e acabamos por conseguir nos adaptar à vida humana novamente.

Depois de muito tempo indo de hotel em hotel e fazendo diversos bicos pela cidade, tive a ideia de fazer um canal no youtube com todos. Conseguimos dinheiro pra começar o canal, e não é que foi uma boa ideia? Crescemos muito rápido, conseguimos uma boa grana e hoje temos uma casa própria enorme, onde vivemos todos juntos.

Notas finais
É isso aí, galerinha. Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo!