A Nova Geração De Semideuses
20 Capítulo 20
_É o lugar da festa, não?_perguntou Analy, agora confusa
_Não tia, não é o lugar da festa. Eu já fui à casa da Lola antes e com certeza não é aqui._ respondeu Carter. Lola provavelmente deve ser a aniversariante.
_Mas é esse o endereço que está escrito no convite, querida.
_Deixe-me ver_ Carter pegou o pedaço de papel colorido e o analisou com seus olhos lilases indo dele para o local em que estávamos repetidas vezes._Deve ser algum tipo de engano, só pode..._o lugar era um armazém velho e abandonado, com terror e névoa ao seu redor, tornando-o ainda mais sombrio na noite silenciosa.
_Aqui me parece muito mais divertido do que uma festa idiota._falou Tómas, que teve um “CALA A BOCA!” coletivo em sua resposta, fazendo com que ele ficasse de cara fechada.
_Cara, vocês são uns pés no saco!_disse ele novamente.
_Nós?! Não somos nós que temos que ficar te aturando todos os dias, Tómas. Acho que você cometeu um pequeno erro._respondi, um pouco sem paciência. Ele pode ser nosso amigo, mas esse seu mau humor eterno me irrita de vez quando. Na verdade, deve irritar todo mundo.
_Ei, vocês dois, deixem para discutirem o quanto o outro é chato depois. Agora temos que saber onde estamos._ repreendeu-nos Amanda, com a voz em um tom cauteloso. De todos no carro, ela era a mais incomodada com o fato de não sabermos onde estamos.
_Amanda está certa. Acham que devemos descer do carro para ver o que espreita sobre esse armazém sinistro?_sugeriu Christina.
_Apesar do medo, acho sim que devemos ir ver o que tem lá dentro._concordou Louise
_Ok, vamos._disse Amanda
Todos nós descemos do carro e vi que Christina carregava sua mochila mágica nas costas. Por que mágica? Simples: sua mochila é um presente de seu pai divino, Hefesto, que pode guardar tudo, é de profundidade infinita e não se sente o peso real que ela realmente tem por causa das várias coisas que ela deve carregar lá dentro. Mas qualquer pessoa que a vê, achará que é uma mochila normal que qualquer um tem.
_É o seguinte: vamos nos separar individualmente e explorar esse lugar. Caso encontrem alguma coisa, gritem a procura de qualquer um de nós. Entenderam?_ disse Amanda e todos assentiram com a cabeça. Olhei para todos e a tia de Carter, Analy, era quem parecia mais tranqüila, como se não estivéssemos perdidos.
_Olha, por que não fazemos assim, voltamos e procuramos o lugar da festa?_sugeri.
_Depois, sinto que tem algo importante aqui dentro._respondeu Amanda
_Oook... Já que você está dizendo.
_Vamos. Carter, Analy, vocês ficam juntas._ordenou Amanda. Olhei para ela e vi que toda a alegria de estar indo a uma festa deu lugar a uma nuvem de tensão sobre ela. Também vi que ela estava com um allstar preto de cano curto e não mais a sandália de salto alto que antes usava.
_Quando você trocou de sapato?_perguntei, sussurrando.
_Enquanto todos estavam atordoados demais com o fato de estarmos no lugar errado para notarem que trocava o salto alto por um tênis._ela respondeu
_Ah ta._ agora já estávamos todos os oito em frente ao armazém sombrio. Amanda estava certa, tem algo importante ali, mas ao contrário dela, eu não quero descobrir o que é.
Como Amanda havia dito, todos nós nos separamos, cada um indo por um dos corredores com o chão coberto de névoa e todo o seu comprimento repleto de sombras intimidadoras. Não tem um lugar como esse no Acampamento Meio-Sangue, nem a floresta de lá dá tanto medo como este lugar, muito antes de ficar a cinco metros de distância dali, um forte arrepio gelou-me por todo o meu corpo. Eu fui por um dos corredores a leste, com a espada que Poseidon havia me dado (em um dos meus sonhos desagradáveis que normalmente tenho à noite) na mão. Seu metal reluzente me dava um conforto a mais, iluminando, com um feixe de brilho azul esverdeado como o mar, aquele corredor sombrio. Movia meus pés de forma lenta e cautelosa, cada ruído me dava calafrios, meus ouvidos estavam mais aguçados como nunca estiveram antes, talvez porque essa é a minha primeira missão importante... Meus reflexos de guerra, auxiliados pelos meus olhos atentos, estavam ativados como em uma batalha. Eu seguia em uma direção que sentia que devia percorrer, como se aquela coisa importante que Amanda havia citado estivesse me atraindo para ela. Foi quando ouvi:
“Noah, salve-me!” a voz de Louise soou em minha mente, com sua doçura repleta de aflição. Não ousei responder, com medo de que minha voz pudesse atrair o que é que esteja se espreitando no escuro, mas segui o som que o chamado causou, não mudando muito minha rota.
“Por favor, Noah... venha me ajudar!” abandonei meus passos lentos e me apressei. A voz tinha um tom urgente. O caminho era cheio de novos corredores, o que me enchia de dúvidas, mas Louise me chamava sempre que eu começava a me confundir e assim seguia sua voz.
“Preciso de você. Venha, meu herói!” mais do que as outras, essa me tocou. Ela me chamou de herói... de seu herói... Tenho que salvá-la. Agora eu corria e já não me importava com o terror do armazém, só pensava em salvar Louise. A cada passo que dava, eu ficava mais ansioso e sentia que estava chegando ao local de onde sua voz vinha, mas ela parou. Não houve nenhum chamado, a voz esvaiu-se de minha mente, abandonando-me. Agora ela estava confusa, perdida e o medo voltou ainda mais forte.
“Cadê ela?” pensei, mas não obtive resposta alguma.
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