A Nova Babá
1 Eu não troco fraldas.
Tudo começa com senhor e senhora Chiu, um casal de coreanos, discutindo sobre quem iria cuidar do filho deles naquela noite.
-Não posso acreditar! Já é a 5º babá que nos abandona! Quem irá cuidar do pequeno Al para nós? – a senhora Chiu, andando de um lado para o outro.
-Marla, eu tenho uma idéia! Que tal se eu chamasse meu primo, aquele, do cabelo vermelho?...-o senhor Chiu dizia.
Marla quase voa pra cima do marido.
-O quê? Lang, você só pode estar louco! Você sabe o quanto ele odeia fazer essas coisas...
Mas o senhor Chiu tinha uma idéia.
-Não se preocupe...você sabe que ele faz qualquer coisa, desde que seja pago por isso.
A senhora Chiu não havia gostado nadinha da idéia. Mas, como não tinham outra opção, o jeito era apelar para Hwoarang mesmo...
Então, o senhor Lang liga para o primo:
-Alô? – Hwoarang.
-Olá, primo! Quanto tempo...- Lang, tentando ser o mais simpático possível.
-Tá, o que você quer? – Hwoarang.
-Er...eu gostaria de saber se você poderia me fazer um favorzinho...-Lang.
Depois de muita conversa, Hwoarang acaba concordando. É claro que ele odiava cuidar de crianças, mas, seria pago para isso, então não tinha problema algum.
Três horas depois...
A campainha toca sem parar. O casal já sabia quem era.
-Olá, Hwoarang! Nosso filho está tirando uma soneca, mas eu gostaria de te avisar que ele é um tanto...agitado. – Marla dizia.
-Agitado? Há! Não se preocupe senhora Chew, eu posso lidar com isso. – Hwoarang, já entrando na casa e sentando-se no sofá.
-Ahn, obrigada...e é CHIU! CHIU! – Marla.
Antes que aquilo virasse uma confusão, o senhor Chiu empurra delicadamente a esposa para a porta, e diz:
-Bem, agora que o Hwoarang já está aqui, nós podemos ir, certo querida? Muitíssimo obrigado!
-Sem problemas...até mais, e divirtam-se!...-Hwoarang, fechando a porta.
-...bastardos...Ei, garoto, cadê você? – o ruivo, praguejando.
O pequeno Al aparece, fazendo pose de lutador de boxe e diz:
-Eu to aqui, senhor! Quer brincar? Hein hein hein?
-Não! Agora cale a boca...-Hwoarang, pegando uma garrafa de cerveja.
Al fica surpreso e diz:
-Cervejaaaaaaa? Isso é cervejaaaaaa? Posso pegar um pouquinho? – fazendo aquela cara de pidão.
-Claro, pega aí. – Hwoarang, tirando o telefone do gancho e ligando para sua “amiga” – Hey, gata...você não vai acreditar. Eu estou aqui, numa casa imensa, só para nós dois, o que acha de vir aqui?
-Claro, safadinho, eu vou por aquele vestido que você adora, e já saio de casa.
-Olha só, sua safadinha! – Hwoarang.
-Ei, você não pode trazer ninguém pra cá! – Al.
O ruivo se irrita com o baixinho, e diz:
-Espera só um pouquinho, ok? Calado, garoto!
-Ela tem alguma amiga, tem tem tem? – Al.
-Porra, NÃO! Agora agarre sua cerveja, vá pro seu quarto, e fique por lá! – Hwoarang.
-Ahn? O que foi isso?
-Nada gata, nada. É que eu to cuidando de um fedelho, nada demais. – Hwoarang responde, com o pé na testa do pequeno Al, impedindo-o de ir mais pra frente.
A garota do outro lado da linha responde:
-Hum, então se tem uma criança aí, eu não posso aparecer...
-Que nada! Relaxa, ele vai ficar trancado no quarto dele dormindo, enquanto a gente fica aqui..só eu e você na sala...-Hwoarang,dando um sorrisinho sacana.
A garota ri baixinho, e diz:
-Tudo bem então...qual é o endereço?
Enquanto o ruivo passava o endereço para a garota, Al pegava seu celular e ligava para seus amigos.
-Hey Foung! Eu to bebendo cerveja aqui e minha babá vai trazer uma garota pra cá!
-É?Posso ir também? – Foung, do outro lado da linha.
-Não! A garota é pra mim e pro Hwoarang! – Al.
-Eu vou contar pra minha mamãe o que você tá fazendo! – Foung.
-Quem liga? – Al, desligando o celular.
Então, a amiga de Hwoarang chega à casa.
-E aí, gata? – o ruivo diz, beijando-a.
-Uooooooou, tá tuuuuuuuuuuuuudo girandooooooo...-Al, bêbado.
-Hwo...por acaso o garoto está segurando uma garrafa de CERVEJA? – a garota.
-Ahn? Ah...deixa ele...-Hwo, voltando a beija-la.
-Ele está bêbado! – a garota.
-Bah, mas o que isso importa? – Hwo, se atirando novamente no sofá.
-Como você pôde dar CERVEJA para uma criança de 10 anos? – a garota, cruzando os braços.
-Só assim pra ele ficar quieto e nos deixar em paz! – Hwoarang, emburrado.
A campainha toca, e a garota abre a porta. Logo, Foung e mais três garotinhos entram.
-QUE PORRA É ESSA AL? – Hwo, se levantando e bufando de raiva.
Foung aponta para Al e diz:
-Ele disse que eu podia vir aqui e pegar umas gatas e tomar cerveja!
-Você só tem 10 anos! 10 ANOS! E tá falando de coisas de HOMEM! – hwo.
-Eeeeeeeeeentraaaaa...pega aí um monte de garrafaaaaaas...-Al.
-Há há há, ninguém vai entrar aqui, ok? – Hwoarang.
-Se vocÊ não deixar a gente entrar, eu vou contar tudo! – Foung.
-Sabe Hwo, é melhor eu ir embora. Te vejo mais tarde lá em casa, tá? – a garota, beijando Hwo e saindo de lá.
-Aaaaaaaah...-os garotos.
-Não vamos ver seios...- Foung.
-VIRAM O QUE VOCÊS FIZERAM? – Hwo.
-Eles querem cervejaaaaa....ic ic ic...-Al.
-Quero que vocês vão pro inferno! Nem sei porque me importo...-Hwo, deixando os garotos entrarem.
O coreano então, sobe ao quarto do casal Chiu, e dorme assistindo TV.
Mais tarde...
-LANG!
-O que foi, Marla?
-Por que o Al está deitado no chão da sala com os outros garotos cheios de garrafas de cerveja vazias? – Marla.
-HWOARAAAAAAAANG! – Lang grita.
-Esse lugar está uma bagunça! – Marla.
Sem obter resposta, Lang sobe, e encontra o primo dormindo em sua cama, com algumas garrafas vazias ao seu lado. Ele então, começa a gritar, fazendo o ruivo acordar.
-COMO QUE VOCÊ DÁ CERVEJA AO MEU FILHO???
-Opaaaa, foi mal aí, ele roubou de mim! – Hwoarang, assobiando.
Marla havia subido as escadas e estava parada em frente aos dois:
-Minha casa está uma bagunça, e uma sujeira! Eu mandei limpar ontem! É tudo culpa sua, não volte mais aqui!
-Como se eu ligasse...tá, e cadê minha grana? – Hwoarang, estendendo a mão.
O senhor Chiu fica muito bravo, e pega um guarda-chuva. Começa a bater no ruivo, até conduzi-lo à porta.
Lang entra novamente em sua casa, e diz:
-Meu primo com certeza é a vergonha da família...-suspira.
-Pobre Al! Hwoarang é uma má influência...- Marla.
-Realmente...-Lang, concordando.
Al acorda e vê seus pais. Levanta-se num pulo e diz:
-MAMÃE NÃO FUI EU! EU JURO!
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